capitulo XI - As minhas desconfianças
Desde do ultimo dia em que tinha falado com o Vicente
por sms's que ele ja nao me dizia nada a algum tempo, isto preocupava-me
bastante. Será que ele tinha-me so usado ? Nao,
nao posso pensar assim o Vicente ama-me isso é o que importa, talvez ele
esteja sem tempo para conversas, decidi deixar uma mensagem a ele em seu
correio electrónico:
" Olá
Como ja nao nos falamos a algum tempo e nem me
respondes as sms's gostava de saber o porque de me teres deixado de falar? Tu
que dizias que me amavas e que sempre me
tinhas amado, nao te estou a entender Vicente. Fogo nao acredito que brincas-te
comigo desta forma me fazer acreditar em tuas palavras, eu perdi a minha
vergindade contigo e tu me fazes isto. Estou muito magoada contigo nao consigo
acreditar. Se algum dia gostas-te de mim ou menos pensa se isto é o correcto de
se fazer.
Adeus Beijos
Verónica."
Enviei para ele nao posso ficar aqui para sempre a
espera de uma resposta dele.Esta decido eu amanha se ele nao me der uma
resposta vou a procura dele, ele precisa de me ouvir, embora nao va valer de
muito, mas ou menos fico a sentir que valeu a pena. Odeio que me fassam isto,
nunca vou ter ninguem que goste de mim da forma como eu sou, nao é justo dos
serem felizes e eu nao. Odeio o que os homens fazem de nos. Nao posso acreditar
ja sao quase 19 horas e nem uma resposta ele esta mesmo a brincar com o fogo. Eu
juro que nao vou perdoar.
Pela manha acordei fui logo a correr para o portatil
para ver se ja tinha alguma coisa mas como sempre sem novidades, nem no
telemóvel.
- Nao posso acreditar, mas de hoje nao passa.
Fui vestir uma roupa confortável para sair a procura
dele, desci as escadas a correr ate que aparece a Antónia a nossa empregada:
- Menina nao vai comer nada?
- Nao Antónia estou com muita pressa, alias ja estou
atrasada.- menti.
Ninguem podia saber para onde ia, nem mesmo a minha irmã.
- Mas a menina tem de comer, nao pode andar assim sem
nada no estomago.
- Nao se preocupe eu como alguma coisa no caminho.
Sai a correr, nao tinha tempo para conversas, tinha um
objectivo chamado Vicente. Essa era a minha prioridade.
Cheguei na casa dele, tomei conta de que ele estava em
casa uma vez que o carro dele se encontrava la. Tomei coragem e fui ate a porta
e toquei a campainha. Alguem abriu a porta e para grande surpresa minha era o
Vicente. Ficamos ali especados a olhar um para o outro.
- O que fazes aqui?
- Ainda perguntas ?
- Sim.
- Nao acredito Vicente, como tens a cara de pau de me
estares a falar comigo dessa forma de como eu so fosse uma vadia.
- Mas alguem te esta a tratar mal ? Verónica eu nao te
tenho dito nada porque ando muito ocupado é so isso, mas tu pensa o que queres,
por mim é na boa se me queres ou nao.
- Nao te faças de vitima Vicente. Nao me digas que
neste tempo todo nao tives-te nem um tempinho para me dizeres nem um
"oi".
- Nao tive aserio pequena.
- Nao me venhas com as tuas palavras mansas, nao estou
para aguentar isto.
- Nao estas ? Nao me digas que ja tens outro, porque
se é isso estas a vontade de fazer vida, nao sou ninguem de te impedir.
- Mas tu achas mesmo que eu sou assim ? Eu nao me
comparo as tuas antigas namoradas. E nao estejas a arranjar maneira simples de te livrares de
mim assim tao facilmente. Pois fica sabendo que eu Vicente estou mesmo a começar a gostar de ti...
Nao tive tempo para acabar a minha frase e ja Vicente
me tinha agarrado e levado para dentro,, ele levou-me em direção ao quarto
dele. Ja nem me lembrava de como tinha sido bom estar naquele espaço antes. Mas
nada disto podia voltar acontecer.
- Para Vicente.
- O que foi?
- Eu nao quero.
- Nao queres ? Mas eu nao vou fazer nada que tu nao queiras.
Eu amo-te sabes.
- Para aserio ja chega.
- BOLAS, o que se passa contigo ? Tu nao eras assim.
- Acontece que eu agora começo abrir os olhos para o
tipo de homem com quem estou.
- AH sim entao que tipo de homem que eu sou?
- So me queres para isto, pensas que os problemas so
se resolvem com cama ? Achas que se e e mais feliz so vivendo desta forma? Pois
para mim nao, nao é o conceito que tenho de amor.
Começei me a levantar e a dirigir-me para a porta, mas
eis que ele me agarra pelo braço.
- Nao vas...
- Desculpa Vicente mas nao tenho condiçoes para
continuar aqui. Adeus.

Comentários
Enviar um comentário
Comenta deixa aqui a tua opinião :)