Capitulo XXIV - O perdão e volta
POV Maria
Estava eu no meu quarto que de facto nos ultimos dias
tinha sido o meu ponto de refugio, aqui consegui isolar-me de tudo e esconder a minha dor, sim
porque ela ja era tao grande que nao sabia se aguentava muito mais. Era
deloroso estar longe da pessoa que se ama, mas infelizmente a vida tinha-me
pregado essa partida.
Estava meio destraida com os meus pensamentos quando
me dou conta de que alguem me esta a ligar sem reparar no numero atendo e
começo a ouvir aquela voz tao dece.
- Maria?
- Sim, o que me queres?
- Precisamos de falar. Queres-te encontrar comigo?
- Nao sei que mais temos para falar Filipe, pensei que
no outro dia as coisas tivessem esclarecidas.
- Ouve-me eu sei que errei contigo, mas da uma
oportunidade de redimir-me.
- Ok logo entao. - fui franca e directa.
- Ate logo...
Desligei a chamada e começei a imaginar uma coisa que
me pareceu que isto que se andava a passar tinha dedo de mais alguem. Nao
demorei muito para descobrir que a tonta da minha irmã tinha falado com o meu
suposto namorado e o convencido a me dar ouvidos e me dar uma oprtunidade, so
podia ter sido ela, isto tinha todo o estilo de ter sido obra dela, agora
tambem nao iria confrontar com a minha suspeita apenas ia esperar que talvez
ela se acusa-se, mas conhecendo a minha irmã nao seria facil ela se descair.
(...)
Fui tomar um duche para relaxar um pouco e depois
escolhi uma roupa bem confortavel e bem gira para sair. Ao descer as escadas
dou conta de que a minha madrinha anda por la a passarinhar de um lado para o
outro eu curiosa para saber do que se trata tanta agitação perguntou-lhe:
- A que se deve tantos nervos madrinha ? - ela me
olhou com surpresa, pois de certeza que nao me esperava a descer as escadas e a
ver o que ela tanto fazia.
- Eu nervosa, nada disso. É so mesmo impressao tua
minha querida.
- Nao pareceu-me, pode me contar madrinha isto fica so
entre nos.
- Ja te disse que nao é nada.
- Pronto se enssites nisso eu vou ter de sair.
- Para onde vais ?
- Eu ? Para a faculdade para onde haveria de ir? - ela
hoje estava mesmo estranha.
- Oh parvoice minha deve ser ja da idade Maria, tens
de me dar um desconto.
- Pois, pois. Ate logo.
- Ate minha querida.
Segui caminho ate a garagem, era daqui a pouco que ia
saber o que Filipe tinha para falar comigo de tao importante.
(...)
Ja no hospital esperei que ele aparece-se na recepção,
pelo menos era sempre o nosso ponto de encontro, quer dizer era o nosso ponto
nos ultimos dias.
Ele apareceu com a sua bata vestida, deduzi que ele
devia estar de serviço e que tinha feito um intervalo para estar comigo agora e
veio dereito a mim e me comprimentou.
- Olá ainda bem que podes-te vir.
- Olá, ainda nao estou a perceber o que queres falar
comigo, como te disse ontem acho que ja tinhamos falado tudo.
- Ouve-me por favor. - olhei para ele. Via-se em seus
olhos que ele estava arrependido do que havia feito. - Maria eu estive a pensar
muito em nos e acho que nao faz qualquer sentido estarmos assim separados.
- Que eu saiba tu e que o preferis-te.
- Eu sei, e me arrependo por isso acredita, se eu
podesse voltar atras faria tudo de outra forma.
- Entao isso quer dizer ?
- Que confio em ti, sim é isso.
- Mesmo ?
- Sim.
- Ainda bem que reconheces-te isso.
- Mas a uma condição!
- Que condição? - agora estava assustada o que seria
que ele queria? Bom esperei.
- Sempre que houver algum problema quero que me avises
sempre, mesmo que seja algo sem importancia.
- Claro que te aviso, ja aprendi com a lição que te
tenho de contar tudo, porque sei que vais estar sempre ao meu lado tanto nas
coisas boas como nas mas. E é por isso que te amo sabes.
- Eu tambem te amo muito princesa. E quero estar
sempre ao teu lado.
Assim estivemos algum tempo olhando um para o outro e
fazendo pequenas declarações de amor interno, sim porque aquilo que nos
tinhamos seria para sempre nem mesmo a morte separaria este belo sentimento.
POV Ricardo
Droga para a vida tudo me estava acontece de errado,
nem mesmo eu sirvia para demonstrar o quanto gostava daquela mulher, ela agora
claro devia estar toda melosa com o seu namoradinho rico, errr, so de pensar ja
me dava vomitos. Odeiava esta felecidade alheia que nao a minha, eu nao podia
ficar parado sem fazer nada, mas como eu podia destruir aqueles dois?
Derrepente começei a ouvir um carro aproximar-se da
minha casa, logo estranhei desde que me lembrava que a ultima pessoa a vir ter
aqui tinha sido Maria quando ainda eramos namorados, fui ver a janela, olhei
mas nao reconheci a pessoa que ja vinha em direcção a porta para bater. Abri.
- Sim a que se deve esta visita? - o homem me encarava
com cara de caso.
- Bom dia o meu nome é Bernardo e sou inspector da
Policia Judiciária, se nao se emporta pode-me acompanhar ate ao departamento da
PJ ? - nao estava a gostar nada da conversa.
- Lamento mas nao vou a lado nenhum. So pode ser
engano eu nao fiz nada.
- Ai nao ? Entao este nome talvez lhe refresque a
memória. - mostrou me uma folha onde estava uma fotografia e um nome ao qual
era Verónica Mayer a irmã da minha ex-namorada.
- Mesmo assim nao vou a lado nenhum consigo.
- Nao me queria chatear meu senhor, e melhor se render
assim nao será tao mau para si.
- Nunca esta me ouvir.
- Estou lamento mas nao me deixa outra alternativa,
nao vem a bem vai a mal que e indo a força.
- Nao vou a lado nenhum, voçe nao tem como faze-lo.
- Tem mesmo a certeza ? E isto aqui este mandato de
busca pedido pelo supremo tribunal ?
- Nao !!!!!
Assim fui levado pelos agentes, eu nao queria
acreditar que tinha sido apanhado desta forma mais detestavel. E assim aquela
familia deveria estar a rir-se a minha custa.

Comentários
Enviar um comentário
Comenta deixa aqui a tua opinião :)