Capitulo 10 - Cuidados com a guarda
[Jane]
Quando voltei a estar com Heidi senti um alivio, significa que tudo esta em ordem ate ao momento. Reparei que com o decorrer do caminho ela estava muito calada e séria, nao pode deixar de perguntar:
- Heidi o que se passa contigo? - o seu olhar mantinha-se distante.
- Jane eu nao queria estar a tirar-te a alegria agora, mas a situação pode vir a complicar.
- Hedi estas a deixar-me preocupada, o que se passa? Por favor fala comigo. - ela estava a deixar-me muito aflita.
- Tens de ter muito cuidado com certas pessoas.
- Que pessoas? Para com as meias palavras.
- A Renata e a Chelsea andam juntas a querer saber por tudo o que andas a esconder. Elas estao loucas para saber para no fim porem tudo nas maos de Caius e dai ja adivinhas o que pode acontecer.
- O que? Essas traidoras querem acabar com a minha felecidade.
- Ha pessoas que sao felizes com a desgraça dos outros.
- Nao é justo, eu nao vou dar esse privilégio a elas, ai nao vou nao.
- Por isso fica atenta aquilo que dizes ou fazes quando elas estao por perto.
- Eu ficarei atent, fica descansada.
- Prepara-te que agora tenho a certeza que ao entrar vamos ser abordadas por elas.
- Eu estou pronta para enfrenta-las.
- Calma tu nao podes perder a cabeça com elas, se nao vais dar a entender que se passa algo.
- Tens razão. - Heidi tinha boas ideias para conseguir engana-las sem demonstrar o nosso conhecimento sob a suspeita delas.
- Temos de contar ao Alec. - disse eu.
- Calma depois contamos tudo.
- Como descubris-te tudo isso?
- Foi a pouco quando andava a vaguiar pela floresta a fazer tempo para voltarmos para casa que ouvi elas a conversar e claro como a conversa batia o teu nome nao resisti ficar sob escuta.
- Elas sao mesmo cobras.
- Foi isso mesmo que eu chamei no momento e pior de tudo é elas fazerem de nossas amigas para depois na hora certa nos atraiçoarem.
- Como eu pode pensar em alguma vez poder contar a minha história a estas cobras. Horror dos horres.
- Muita calma que agora é hora de entrarmos.
Entramos com o nosso modo discreto dentro do castelo e e aparentemente tudo estava calmo.
[William]
Nao existe mais nada neste momento que me deixe chateado, minha irmã pode chatear-me, desgrenhar-me, enfim pode fazer tudo o que quizer que a minha boa disposição nao a tira.
Como a minha disposição é tao boa, ate vou por música, Wanessa nao deve demorar muito para vir ter comigo curiosa para saber a que se deve tao bom humor. Nao é que acerto!
Entra ela toda de sorriso de orelha a orelha no meu quarto sem bater.
- Meu irmão querido a que se deve toda a tua felecidade?
- A uma rapariga especial.
- Conta quem é, eu quero conhecer a pessoa que mudou o meu irmão.
- Mudou? Ate parece que eu sou assim tao mau. - brinquei.
- Mau realmente nao, mas solitário! - afirmou.
- Hei por acaso estas a querer dizer que eu sou um anti-social?
- Nao, quer dizer é só mais ou menos.
- Wanessa?
- Desculpa maninho, ja agora ou menos podes dizer o nome dela?
- Claro que posso, é Jane.
- Jane? É um nome bonito, no entanto nao conheço nunca ouvi falar.
- Pois, ela nao mora muito perto! - acabei por mentir, nao queria estar a contar a verdadeira história, nao queria meter a minha irmã em perigo.
- Entao conheçes-te ela de onde?
- Ja te disse que foi numa visita a um sitio.
- Ah bom.
Wanessa quando quer consegue ser muito chata, bolas sempre tanta pergunta.
[Jane]
Estava mortinha para começar ouvir comentários tortos delas, porem sabia que nao seria tarefa facil obter.
Elas realmente estavam muito caladas, mas tambem atentas ao meu estado e de Heidi. Estava com vontade tao grande de poder saltar para cima de seus pescoços delgados, se nao fosse Heidi segurar-me eu ja teria perdido a cabeça.
- Jane nao des o que elas querem.
- Eu sei, porem elas tiram-me do sério, odeio gente falsa e ainda por cima sinica.
- Jane elas estao a olhar, disfarça o teu estado. - fiz um esforço muito grande e ignorei os sorrisos irónicos delas.
Fui ao meu aposento decidida em passar lá o resto do tempo, pelo menos agora queria ficar um pouco só. Peguei o meu grande amigo diário e para ser franca ainda estive algum tempo a pensar se devia ou nao escrever, estava de tal forma tao irritada que acabaria por descarregar no meu velho.
Arrumei o diário e decididamente só mais tarde voltaria a pegar nele. Olhei para as paredes, para a janela, para os objectos para descobrir alguma forma de tirar toda a minha tensão, eis que olho para a almofada tentadora que esta em cima do meu sofá e o seu fim so poderia ser unico.
Devorei todinha ate so restarem penas voando no ar.
AI QUE NERVOS! EU MATO ESTAS COBRAS.
Asério se nao fosse a minha amiga Hedi acho que a esta hora, ja nao estariam a rir-se de mim. Hipocritas elas nao perdem pela demora.
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