Capitulo 15 - Reunião de concilio
[Aro]
Hoje pela manha vai haver uma reunião ao meu pedido no grande salão, esta história da Jane por mais que me deixe triste tem de ser tratada como qualquer outra. Sulpicia como ja sabia do que andava a passar foi a primeira pessoa que me surpreendeu, nao estava a espera que ela entende-se o quanto decisões como esta sao dificeis de tomar, nao quero perder uma boa e forte vampira, pelo simples facto de estar a perder uma boa amiga, uma filha que tao bem criei.
Sulpicia pousou sua mae gélida em meu ombro, eu simplesmente mantenho o meu olhar fixo no diário que tenho entre maos.
- Aro querido, sabes que existem coisas na vida ao qual nunca nos sentimos preparados. - isso realmente encaixava nesta situação triste.
- Se ouve-se outra forma de mudar aquilo que aconteceu, eu seria o primeiro a pedir para tal acontecer. - pior é que o passado nao volta.
- Aro ninguem pode mudar aquilo que aconteceu ou que esta destinado acontecer. Por mais que queiras ajudar sabes que nunca o podes fazer.
Sulpicia mais parecia uma conselheira e minha mestre na arte de bem fazer as decisões. Por mais conversas que tenha a decisão esta tomada e vou seguir para a frente com a reunião e se tudo correr bem, pode ser que Jane nem tenha de sofrer consequencias.
Se ou menos ela fizer o que eu lhe pedi, tenho a certeza que possa vir uma boa coisa pela frente, mesmo que isso torne novamente mais fria.
Olhei pela janela e estava a ver entrar os primeiros raios de sol.
(...)
Horas depois...
Entro no grande salão acompanhado de minha bela esposa, reparo nos rosto anciosos por saber qual a razao de tamanha urgencia.
- Carissimos amigos, temos de conversar sobre um assunto delicado. - Caius soltou um riso sarcástico, se nao conhece-se meu irmao diria que estava de gozo comigo.
- Fala logo Aro, a razao desta reunião.
Estava a custar-me sabia que mal deita-se as palavras cá para fora Caius seria a primeira pessoa agir.
- Jane andou a enganar-nos durante este tempo todo. É lamentável vindo dela que sempre nos foi prestável.
- O que foi que ela fez? - perguntou Marcus.
- De certeza que nos traiu ! - disse Caius.
- Tens razao, Jane traiu-nos, eu tenho a prova de como é verdade.
- Como podes falar nessa forma tao leviana! - irritado Caius estava pronto a ser ele acabar com este maldito problema.
- Nao te irrites! Eu ja falei com ela, pedi muito siceramente que ela abandona-se o humano.
- Pensas que basta isso e esta tudo resolvido? Achas mesmo? Esse humano deve morrer! - as palavras frontais de meu irmão criaram um grande clima de tensão na sala.
- Por favor tentemos chegar a um consenso. - era Marcus que agora falava. - Entendo perfeitamente o teu desconforto ao tratar de uma situação como esta, mas nao posso negar que ela tem de pagar pelo o erro que cometeu.
- Nao é necessário pagar com a própria vida! - disse Sulpicia, nao estava nada a espera de sua intervenção.
- Sulpicia nao te metas! - argumentou sarcásticamente Cauis.
- Lamento, mas tambem pertenco ao concilio, tal como todos tenho direito a dar a minha opiniao e alias o mundo nao gira em torno de ti Caius. - com essas palavras Caius levanta-se abrutamente e por um triz nao ataca a minha mulher.
- Nao toques num unico fio de cabelo dela, percebes! - enfrentei meu irmão, se existe alguma coisa que nao premito é que fassam mal a minha esposa.
- Tem calma Aro nao faço mal a tua queridinha. Da próxima acredita que nao terás a mesma sorte cunhadinha! - ele era mesmo muito irónico e metido o mauzao do castelo.
- Acabou esta palhaçada! - todos olhamos para Marcus que estava tamanhamente desagradado com o conflito que estava acontecer.
- Vamos aguardar, mais tarde trarei Jane ate aqui para vós poderem dar uma resposta defenitiva.
- É justo visto que todos vao estar do meu lado e Jane irá morrer. - Sulpicia estava com um olhar feróz.
- Teras uma surpresa entao. - acabou por dizer.
- Ou entao nao cunhadinha.
- Chega, dou por encerrada esta reunião. - disse eu.
Todos retumaram os seus afazeres e eu reparei que a minha mulher estava muito empenhada em defender Jane. Sulpicia cada vez surpreendia-me mais, esse seu lado carinhoso com os outros so mostrava que ela tinha bom coração, esta sim era a mulher pelo qual me tinha apaixonado.
[Alec]
Estava quase na hora do combinado na floresta, no entanto estava preocupado pela forma como ele pode reagir quando eu lhe der a carta, ate a mim estava a custar ter de o fazer.
(...)
Aproximei-me do lugar combinado e ele distraido a olhar o ceu quando deu conta da da minha presença.
- Tu aqui? Porque que a Jane nao veio? - entendia o porque de tanta pergunta.
- Aconteceram algumas coisas no castelo. - baixei a cabeça, nao queria que ele repara-se logo. - Tenho esta carta para ti, foi a Jane que pediu para entregar. - estendi o braço dando a dita carta.
Demorou algum tempo a olhar para ela e depois disse:
- É isto que estou a pensar?
- Nao sei o que pensas. - fui sincero, embora sabendo o verdadeiro significado de suas lágrimas.
- Ela deixou-me só pode ser isso.
- Acho que deves ler a carta, entenderas melhor tudo. - queria ser util e ajudar, mas o destino nao estava a facilitar.
- Eu vou ler em casa e escreverei uma resposta a ela, pelo menos quero que ela saiba a minha opiniao. Podes vir aqui buscar a resposta a carta para ela?
- Claro.
- Obrigada!
Vi ele voltar para o caminho inicial com um ar muito triste, a dor que ele sentia era a mesma que a da minha irmã.
[William]
Vagueava pela floresta, nao estava com vontade de voltar para casa e com a minha tristeza enfrentar Wanessa. Então sentei-me num tronco de uma arvore e tirei a carta do bolso e começei a ler.
"Querido William:
Nem sei por onde começar, estou tamanhamente triste.
Sabes hoje descobriram o nosso segredo e agora nao sei o que me vao fazer. Ai se soube-ses o quanto isto me custa. Eu nao quero perder-te nunca, nunca mesmo.
Aquilo que vou dizer-te agora, acredita que custa-me muito ter de o fazer, mas é a unica forma de garantir o teu bem... estar longe do perigo que a minha familia representa para ti.
Acredita que amei cada instante passado ao teu lado, cada beijo, cada caricia, cada palavra amiga, porem para tudo existe um fim.
Eu sei que vais sentir raiva de mim ao ler esta carta, mas é preferivel do que ver-te morrer a merce deles.
Tu para mim serás sempre o meu Héroi de banda desenhada, dos meus contos de fada...
AMO-TE DAQUI ATE AO INFERNO!
Tu foste a unica pessoa no mundo que fez-me acreditar no amor e que me fez a mulher mais feliz, espero que sejas feliz no teu espaço porque eu vou a minha maneira tambem serei.
Adeus Will, nunca mais vou ver-te.
Amo.te meu anjo.
Fica bem e perdoa-me.
Beijos da tua adorável Jane Volturi.
P.S: Antes que me esqueça cuida bem de ti. "
Nao conseguia conter as minhas lágrimas ao ler cada palavra desta triste carta. Estava de coração partido, e ao contrário do que ela pensou nao tenho raiva dela.
- Minha Jane, o que vai ser de ti, de mim, de nós. - monolguei.
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