Capitulo 17 - Tentativa de fuga
[Jane]
Agora que tudo estava decidido, ninguem sabia o grande alivio que para mim isso representava, porem para me manter assim longe dos problemas tinha de me manter afastada de William e isso é que realmente me custava muito. Meu irmao amanha vai estar com ele, para poder contar que estou viva e bem e tambem para poder enviar recado para mim.
Deitei-me sob a cama que existia no meu aposento e lá permanceci olhando para o tecto. Como é que a minha vida deu uma volta tao grande? Num dia estava totalmente feliz e realizada e no outro infeliz e perdida. Como vou viver sem ter ele ao meu lado? Eu nao sei se aguento.
Permaneci assim olhando o vazio que o tecto representava para mim ate ao outro dia.
[Alec]
Pela manha vou ter com Aro para receber nova ordem de rotina do castelo e quando vi que o meu tempo estava livre dei um pulo ate ao aposento da minha irmã so para pelo menos ver como ela estava.
Bati a porta, mas ninguem abria, voltei a bater e eis que Jane abre.
- Estava a ver que nao abrias. - sairam-me as palavras sem querer.
- Desculpa meu irmao, eu nao estou com minima vontade de ver ninguem.
- Jane desculpa, mas eu so estou preocupado contigo.
- Nao precisas de preocupar-te, eu fico bem. - ela estava mesmo triste.
- Queria dizer-te que daqui a pouco vou estar com ele, queres que diga alguma coisa? - olhei nos olhos dela que estavam carregados de tristeza e magua.
- Nao quero que digas nada.
- Minha irma nao te quero ver assim, parte-me o coração ver toda essa tristeza. - dava-me vontade de chorar com ela, mas um vampiro nao chora.
- Lamento meu irmao, mas é a unica forma que tenho para viver.
- Eu vou ajudar-te tu vais ver.
- Ajudar como ?
- Ainda nao sei, porem garanto-te que quando souber conto-te tudo.
- Eu fico a espera.
- Olha vou andando nao quero fazer esperar William.
- Vai e ve como ele esta.
- Nao te preocupes.
Sai fechando a porta atras de mim, sai pelas trazeiras do castelo sem que ninguem repara-se.
[Jane]
Fiquei tamanhamente intrigada com a ideia inicial de Alec, se nao me engano ele podia estar a imaginar um plano de fuga. Será? Mas ele esta louco? Eu nao posso arriscar mais, muito menos por outras vidas em jogo. Fui ate a janela para ver se ainda o via, no entanto foi inutil que ele devia ter usado a sua velocidade vampirica para deslocar mais depressa, mas ele nao me escapa mais tarde de me explicar bem direitinho a história de me ajudar.
[William]
Chegou a hora de mais uma vez ir aquele ligar que me despertava saudade do tempo em que o nosso amor era feliz, era estranho tudo ter acabado de uma forma tao precária, vida a minha que me condena a solidão, bolas.
(...)
Cheguei no sitio Alec ja estava a minha espera.
- Alec! - acabei por dizer o nome dele.
- Como estas William?
- Queres mesmo saber? Estou mesmo mal, nao sei se vou aguentar mais tempo longe dela. - estendi o braço para dar a carta.
- Nao te preocupes que eu entrego.
- Obrigada por arriscares por nos.
- Eu faço de coração. - ele era uma boa pessoa. - Alias como sou tao bom amigo estou a pensar num plano de fuga!
- Fuga? Como assim?
- Eu vou ajudar a minha irma a fugir do castelo. Quero muito que voçes sejam felizes.
- Mas isso é perigoso.
- Eu sei, mas tentar nao custa.
- Nao sei, eu so acredito em vendo Jane na minha frente sorrindo para mim e feizer estar livre.
- E vais ver confia em mim.
Nossa senhora este Alec é demasiado optimista. Tomara que o seu plano de fuga de certo.
Despedi-me dele e fui ate casa.
[Jane]
Meu irmao nunca mais chegava esta anciosa por noticias. Nao conseguia parar de andar de um lado para o outro, so conseguia pensar nele.
Ai William como seras que estas?
Alguem bate a porta, louca como estou de espera como estou abro e deparo-me com Renata.
- O que queres de mim?
- Calma Jane querida eu so venho aqui para fazer uma visitinha, sabes de amiga. - a sua cara de ironica nao enganava ninguem.
- Renata ja visitas-te e agora ja podes ir embora. - estava a perder a paciencia com ela.
- Ei estou saindo...
Saiu ela e entrou logo meu irmao.
- Estava a ver que nao vinhas! ralhei sem querer.
- Desculpa atrasei-me um pouco.
- Ja reparei.
- Toma isto foi ele que mandou. - olhei e vi que era uma carta.
Abri e começei a ler.
"Querida Jane:
Antes de mais nada, em resposta a tua carta eu nao estou a sentir raiva de ti, apenas sinto-me maguado pelo simples facto de ter de viver longe de ti, de te amar.
Nós tinhamos tudo tao perfeito, estavamos a viver um momento único e do nada tudo desabou. Eu nao te culpo por isso, porque sei melhor que imaginas a força que tu fizes-te para viver em segredo.
Mas como sabes a verdade vem sempre ao de cima e nao existe nada que possa fazer.
Acredita estando longe ou perto de ti, eu vou amar-te sempre, foste a unica mulher que me fez mais feliz do que alguma vez pensei ser.
Agradeço do fundo do coração tudo o que fizes-te por mim. Espero que estejas bem, eu morro se tu morreres tambem, eu sei que parece locura, mas se amar é ser louco entao eu sou, tu deixas-me assim.
Espero ter noticias tuas em breve.
Adeus princesa do meu reino.
Beijos William."
Fiquei de tal forma tocada com cada palavra sentida escrita nesta bela carta.
Aqui conseguia ter a certeza da pureza de seu amor.
- Jane nao fiques assim! Eu vou ajudar-te a ser feliz. - olhei para Alec incrédula.
- Como ajudar? Alec o que andas a planear?
- Vamos fugir!
- Fugir para onde? É perigoso, eu nao quero envolver mais ninguem nesta história.
- Jane tu mereces ser feliz e vais ser.
As palavras convictas de meu irmao deixavam-me mais segura de arriscar esta fuga. Peguei nas minha coisas e sai com Alec para fora como estava noite talvez fosse mais facil sair.
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