Capitulo 16 - Punir ou dar uma chance?
[William]
Começei a correr muito para chegar bem rápido em casa, queria muito sentar na minha secretária e escrever uma carta para ela, sim ela merece saber a minha opiniao, embora doa muito ter de aceitar a sua decisão.
Nao conseguia conter as minhas lágrimas, copiosamente elas rolavam pelo meu rosto jovem, só de pensar que nunca mais voltaria a ver provocava dentro de mim um grande vazio.
- Oh minha Jane! - monolguei mais uma vez.
(...)
Uma vez em casa entrei rápidamente para o meu quarto, trancando-me lá. Fiquei algum tempo olhando para cada canto que para mim representava a nosso momento mais que perfeito.
Tomei coragem e defenitivamente sentei na minha secretária, peguei numa folha de um caderno e numa caneta e começaram sair as primeiras palavras fluidamente.
"Querida Jane:
Antes de mais nada, em resposta a tua carta eu nao estou a sentir raiva de ti, apenas sinto-me maguado pelo simples facto de ter de viver longe de ti, de te amar.
Nós tinhamos tudo tao perfeito, estavamos a viver um momento único e do nada tudo desabou. Eu nao te culpo por isso, porque sei melhor que imaginas a força que tu fizes-te para viver em segredo.
Mas como sabes a verdade vem sempre ao de cima e nao existe nada que possa fazer.
Acredita estando longe ou perto de ti, eu vou amar-te sempre, foste a unica mulher que me fez mais feliz do que alguma vez pensei ser.
Agradeço do fundo do coração tudo o que fizes-te por mim. Espero que estejas bem, eu morro se tu morreres tambem, eu sei que parece locura, mas se amar é ser louco entao eu sou, tu deixas-me assim.
Espero ter noticias tuas em breve.
Adeus princesa do meu reino.
Beijos William."
Ao acabar de escrever nao sei quantas lágrimas cairam, mas sei que todas sentiam a dor da perda. Amanha será outro dia e será mais um dia para enfrentar a minha vida sem ela. Como é que eu vou viver ? O amor é cego e tao fraco as forças que nos querem mal.
[Jane]
Tristeza tentou de tudo entrar dentro do meu coração e facto era ela que me abraçava. Por mais força que os meus amigos me decem eu sabia que nada muda.
Sinto-me fraca é como se tivessem arrancado uma parte de mim, sinto-me frágil, ate os meus poderes deixam de fazer sentido. Eu ja nao faço sentido, nada faz sentido.
Alguem bate na porta, olho e abro:
- Jane Aro quer falar contigo no salao.
- Claro eu vou já.
Agora cada segundo era o tempo que restava para viver longe de saber a minha sentença.
Respirei fundo, nao podia mostrar medo, tinha de ser fria.
(...)
Entrei no salao e vi todos os rostos voltados para mim como se eu fosse uma criminosa.
[Aro]
- Carissimos agora que estamos todos juntos é hora de dar-mos a saber a sentença a conhecer a sentença final. - olhei para Jane e vi que ela estava a fazer uma força tao grande para nao desatar os seus poderes aqui e começar uma guerra.
- Mas é obvio que a decisão esta a vista! - disse Caius.
- Calma nao te precipe-tes cunhado. - Irónicamente Sulpicia falou para ele.
- Vamos para com o conflito! Se é condenada ou nao ja se vai saber meu irmão. Jane querida como te sentes? - queria ser simpático com ela, no entanto tinha de demonstrar um pouco de rigidez no meu tom.
- Como quer que me sinta? Nao tenho razões para estar totalmente bem.
- Eu acho-te uma graça, porque tu eras uma menina tao fria...
- Chega tu nao voltas mais a provoca-la. - levanta-se minha esposa fazendo frente a ele.
- Entao carissimos quero uma decisão.
Estava uma tensao tao grande na sala que ate dava para por os nervos a flor da pele.
- Eu falo por todos. - começou Marcus. - Todos decidem que ...
- Que? - Caius irritado começou.
- Que como Jane sempre foi uma grande aliada, nao podemos estar a perder por uma causa assim.
- Como nao?
- Eu ainda nao acabei Caius! É claro que existe uma contradição como é obvio, se ela voltar a encontrar-se com ele nao haverá uma segunda oportunidade, ai lamentamos muito, porém só existe um caminho.
Fiquei contente por todos quererem dar uma chance a ela, Sulpicia estava tao feliz, ja Caius nao podia dizer o mesmo.
- Isto que foi decidido foi um erro! Voçes vao arrepender-se muito.
- Nao sei como ainda nao te cansas-te. Tu perdes-te acabou. - vi raiva nos olhos dele.
- Sulpicia querida deixa ele, vamos falar com Jane, puxei por um braço ela.
- Nao entendo porque tens tanto medo dele. - refilou ela.
- Eu nao tenho medo, simplesmente nao quero conflitos. - olhou para o lado.
- Nao e o que parece e alem do mais quem provoca é ele, esse maldito.
- Chega! - ela olhou para os meus olhos chateada.
- Pensei que estivesses do meu lado.
- E estou. - nao obtive resposta por parte dela.
Jane estava mais ou menos contente.
- Jane querida eu sempre vou estar do teu lado, mesmo achando um erro tudo o que faças.
- Obrigada pelo seu carinho Sulpicia, nao sei como agradeçer tamanha generosidade.
- Agradeçe cumprindo com a tua palavra. - disse eu.
- Eu farei.
- Nem nos esperamos outra coisa de ti.
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