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Diário de Alice Cullen - Em Alabama


Terça-feira, 25 de Abril
" Em Alabama "
Querido Diário:

A minha mae quando descobriu que iamos para casa da avo fico muito desiludida pois viu que o meu pai tinha quebrado uma regra sua tirando-me do castigo e alem disso levando-me para onde eu gostava de estar. Quando vi que Bixoli ja nao era nada e que agora estava em Alabama senti uma onda de alegria e liberdade. Entrei em casa da vovo e dei muitos beijos nela, Cynthia fez o mesmo. 
- Minhas netas estao crescidas. - sorri para ela. 
- Sim avo, a Alice ja tem 16 anos e eu tenho 14 anos. - informou Cynthia. 
- Estao umas senhoras as minhas meninas. 
- Sim avo estamos a sentir-nos muito crescidas. - falei. 
De todas as pessoas que eu conhecia nao existia ninguem como a minha avo, ela era totalmente diferente daquilo que as eram, totalmente diferente da minha mae, dai que elas nao se davam muito, havia sempre uma distante entre as duas, talvez por defenderem ideias diferentes. Era com ela que eu tinha aprendido grande parte das coisas que eu sabia hoje, ela deixava-me ser forte e ser corajosa, coisa que para a minha mae era impensável.
Ela tinha-me ensinado a dar valor aquilo que se colhe, a dar valor a vida que nos recebe e principalmente a dar valor ao amor. Sentir o verdadeiro sentimento era como viver completo. Ela dava-me inspiração para as coisas que eu gostava de criar, com ela tinha aprendido a ser uma mulher, com ela tinha aprendido que a coisas que mais valem ser perdidas quando nao tem sentido ser mantidas. 
Por isso nunca queria que ela morre-se porque sabia que um dia faria-me muita falta, ela era importante para mim tal como para o meu pai. 
- Queridas nao vao querer comer nada ? A Angela preparou um bolo delicioso. - Angela era a empregada da avo, com os anos a minha avo foi perdendo as forças e tambem quando o meu avo faleceu levou-a que ela se senti-se sentia sozinha arranjou uma companhia. 
- Hum bolo, adoro. - Cynthia falou. 
Cynthia correu para a cozinha de onde vinha um odor esplendido. Eu por minha vez abraçei a avo e juntas caminhamos pelo corredor conversando. 
- Sabes avo as vezes gostava que a minha mae entende-se que existem coisas que mais valem ser vividas a nossa maneira doque a maneira que ela quer. - contei o facto de a minha mae querer que eu fosse alguem que nao era.
- Nao sensures a tua mae, ela so quer o melhor para voces, quer que de alguma forma voces vivam e sejam felizes. 
- Eu estou farta de regras, eu so quero ser eu mesma. 
- Mas tu podes ser tal como es. 
- Nao e o que ela pensa. 
Paramos junto a umas fotografias na parede do corredor da avo. E vi como ela era tao parecida comigo na sua joventude. 
 - Avo pareces eu. - o retrato era tao simples ao mesmo tempo requintado, agora entendia de quem tinha herdado a minha beleza e rebeldia. 
- Sim, aqui eu tinha os meus 17 anos, ai que tempos felizes. - ela suspirou ao recordar.
- Foi aqui que conheces-te o avo?
- Sim, e que vivi um amor torrido. 
- Uau. 
- É verdade fui muito feliz, e era feliz ate ele falecer na guerra. - deitou uma lágrima ao lembrar. 
- Nao chores avo. 
- Ja chorei muito na minha vida, estas ja nao sao lagrimas como aquelas que deitei. 
A dor da perda de um ente querido era algo que doia muito, agora entendia porque que o meu pai raramente mencionava o avo nas nossas conversas, porque de alguma forma isso o fazia ficar triste e abalado por nao ter conhecido bem o seu próprio pai que a guerra levou. 
- Sentes muito a falta dele? 
- Sim, muita. Todas as noites penso como foi possivel aquela maldita guerra ter roubado aquilo que eu tinha de bom na minha vida, mas a minha vida nao foi so perder o teu avo, tambem perdi a tua tia Alice. - quando ela disse o nome Alice deixou despertada. 
- O que aconteceu a tia Alice? - o meu pai nunca me falava dela. 
- Morreu de desgosto de amor. 
- Que triste. - baixei o olhar, nao queria que ela repara-se que eu tinha deitado uma lágrima. 
- A minha vida nao foi justa comigo, graças a deus o teu pai nao seguiu o rumo da guerra, se nao a esta hora nao sei se nao teria o mesmo fim que eles tomaram. 
Verdade ainda bem que o meu pai nao segiu esse rumo, acho que morreria se tive-se de viver so com a minha mae. 
- Bem vamos mas e comer antes que o bolo fique frio. - limpou as lagrimas. 
- Ou que a Cynthia o coma todo. - brinquei. 
Entramos na cozinha e saudei Angela. Sentei-me ao lado da minha irmã e comi um pedaço de bolo de iogurte. 
Dei uma dentada, hum como era delicioso. 
No fim iamos cavalgar esperimentando o terreno macio do campo, sabia que Cynthia  alinhava bem nessa aventura comigo. 


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