Domingo, 30 de Abril
" Hospício "
Querido Diário:
Acordei bem cedo, acho que para ser franca nem dormir conseguia depois de ouvir a minha mae afirmar que eu estava louca so porque tinha visto um realidade acontecendo.
Levantei-me e quase cai quando uma visão me veio a cabeça, era ele novamente e estava dentro da casa da minha avo em Alabama, cheirando as minhas roupas. Mas o que ele queria de mim?
Queria contar a minha avo o que estava a ver, no entanto a minha mae ja estava a bater a minha porta.
- Mary Alice, anda que ja esta tudo pronto para ires embora.
- Eu nao quero ir.
- Tu nao tens de querer. - ela era muito fria comigo.
Destranquei a porta e desci a escadas sem olhar para ela, dei um beijo de despedida em todos. Afonso estava desolado ao ver que eu tinha de ir embora, Cynthia chorava, meu pai estava triste e a minha avo apenas olhava para mim com cara triste. Eu nao queria ficar longe deles, como poderia protege-los se me estavam a separar deles, como e que a minha mae nao sentia que estava a predicado-me?
- Fica bem Mary. - disse a senhora Silis.
Ate Cira veio a porta se despedir de mim com um aceno de mao. Mandei Beijos para todos, menos para ela que dizia ser a minha mae, estava muito magoada com ela, nao conseguia perdoar uma crueldade destas.
(...)
No Ospico...
Dando entrada no neste lugar fiquei apatica com os varios tipos de reacções loucas que um ser humano podia ter, porem sabia que estas pessoas eram doentes, mas eu nao. Deram-me a conhecer o meu quarto, pousei as minhas coisas e sai ate ao jardim, estava sol e queria aproveitar o momento que ainda podia viver em comunhao com a natureza.
Sentei na sombra de uma oliveira, instantes depois um homem perfeito senta ao meu lado. Olho para ele confusa, porque nao o conheco e tambem nao sabia o que ele podia querer de mim.
- O que voce quer?
- Eu nao quero nada, apenas quero sentar aqui. - ele sentou ao meu lado. - Es nova por ca e ja agora o meu nome é Thomas.
- Meu nome é Mary Alice. Sim, acabei de chegar, a minha mae acha que eu estou louca.
- Isso é o que acha toda a gente de nos. Sabes eu sou um vampiro. - fico a olhar para ele por escassos segundos.
- Desculpe é o que?
- Vampiro.
- Nao acredito. - este so podia ser mesmo louco.
- Estou a falar a verdade.
Eu ia dar em doida se continua-se neste lugar por muito mais tempo.
- Voce esta a querer que dizer que é um vampiro, que aquele ali é um princepe e que aquela no outro lado do jardim é uma rainha e que este é um leao? Esta a querer fazer de mim parva?
- Nao, nada disso, essas pessoas sao mesmo doentes e eu nao.
- Entao porque esta aqui?
- Porque eu tenho uma missao a cumprir.
A sua conversa de missão era muito estranha.
- Uma missão, será que pode explicar isso um pouco melhor?
- Claro. Eu tenho um dom de saber quando a pessoa morre.
- Tem um dom muito interessante. Eu tambem tenho um dom.
- Ai sim?
- Sim, eu prevejo o futuro.
- Isso é deveras intressante. - ele tinha uma forma estranha de se expressar.
- Nao me diga que se aproximou de mim porque preve a minha morte.
- Nem mais.
Fiquei sem palavras, eu era a proxima vitima daquele ser macabro. Começei a pensar e com as explicações que ele me acabava de dar e com as minhas visões anteriores, cheguei a uma conclusão plausivel. Aquela criatura so podia ser um vampiro, ai se explicava o facto de todos os corpos estarem se sangue, o facto de ele morder.
Entao os vampiros existem mesmo. (pensei)
- O que eu posso fazer para nao morrer?
- Voce nada, mas eu posso.
Pensei durante uns minutos e depois falei.
- Vai me transformar? É isso!
- Se querer sobreviver é a unica forma que tenho para que saia deste lugar e que tenha uma vida mais livre.
Eu tinha de me tornar um monstro, de matar pessoas para sobreviver. Era um preço caro a pagar por uma vida, tinha de pensar bem se era essa a minha opção mais acertada, por outro lado nao queria que a minha familia sofre-se por me ver morta.
Era hora de fazer a escolha.
- Eu aceito que me transforme. So preciso de saber quando o quer fazer.
- Hoje a noite, nao podemos esperar mais tempo, a sua vida esta por um fio. - estava ciente disso tambem, ele ia saber onde eu estava e viria aqui.
(...)
Na sala escura...
Fui ate ao sitio que ele me tinha indicado para fazer a transformação, entrei e fiquei a espera que ele aparece-se.
Na parede da pequena sala o relógio marcava 22:30 horas. Eu viro costas para a porta ele entra, quase que dou um pulo quando vejo que vem de preto.
- Desculpa se te assustei.
- Nao tem problema. - tentei disfarçar o medo que me invadia a espinha. Estas eras as minhas ultimas horas de humana.
Deitei-me sobre a cama vazia e fechei os olhos, nao queria ver nada a minha volta.

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