Sexta-feira, 28 de Abril
" Tentar evitar uma morte "
Querido Diário:
Estava um sol radiante esta manha e tinha decidido que ia cavalgar pelo campo aproveitando o tempo livre antes de qualquer afazer mais serio.
A conversa de ontem com Afonso tinha me deixado um pouco triste, nao era pelo facto de eu nao ter aceite a sua declaração de amor, mas pelo facto de ele ver que os meus sonhos so apenas isso, SONHOS. E pelo facto de ele pensar que era uma estupidez eu esperar algo que nao sabia se existia, quer dizer eu sabia, o via nas minhas visões prematuras, eu sabia que ele existia e sabia tambem que o ia encontrar, nem que percorre-se o mundo todo.
Sai de casa correndo, quando cheguei ao estuário calcei as botas de cavalgar e peguei no meu cavalo de sempre, ele era branco e lindo e o seu nome era Moon.
Adorava sentir o vento batendo o meu rosto a cada cavalda, gostava de me sentir livre e saber que nada nem ninguem me tirava as minha ideias. No entanto quando menos estou a espera tenhou outra visão, esta nao e a mesma do meu cavaleiro era aquele ser estranho atacando outra rapariga, porem esta eu estava a reconhecer o seu rosto, era Loise a filha dos Frankelin e irmã do Afonso.
Eu tinha de fazer alguma coisa a familia estava sob um risco incalculado, eu tinha de avisar a minha avo do perigo, eu tinha de usar estas minhas visões e de alguma forma ajudar, alguem que embora nao seja muito proxima de mim.
Despachei-me a todo o custo e bem rapido eu entrei pela casa a dentro a procura da minha a avo, Angela ficou preocupada com a minha expressão e a forma tambem como esta agir, era como se alguma coisa de mal estivesse abatendo sob mim e e estava sim, a cada instante haviam sinais mais próximos.
- Angela onde esta a minha avo? - perguntei mesmo a correr.
- A senhora Madeleine esta la em cima no quarto se nao me engano.
Subi as escadas de dois em dois degraus, bati a porta e entrei bem antes da sua autorização.
- O que se passa Alice que cara e essa? - ela estava preocupada.
- Avo, eu tive outra visão.
- Diz-me. - ela puxou pelo meu braço e fez-me sentar na borda da sua cama. - Respira fundo primeiro.
- Avo é muito serio. Eu tive uma visão em que aquele monstro voltava atacar, e desta vez mais proximo do que nos imaginávamos. Ele vai atacar a Loise a filha da senhora Silis. - ela ficou apática. - Avo estas a ouvir-me?
- Sim, e quando tives-te essa visão?
- Esta manha.
- Precisamos de ir avisar elas.
- E vais dizer o que ? - a minha pergunta nao era a toa.
- Vou dizer que anda por ai alguem a querer matar pessoas jovens, incluido que o melhor e partimos daqui para fora.
- Vamos embora daqui e vamos para onde?
- Vamos voltar para Bixoli para casa dos teus pais. - fiz uma cara de desagrado, gostava tanto de estar aqui, aqui tinha a minha liberdade e voltando para casa nada disso seria possivel, a minha mae iria deixar-me louca.
- Achas que elas vao aceitar partir?
- Nao sei, mas vale a pena tentar.
Ela saiu do quarto e eu fui atras dela, queria estar presente quando ela fize-se o aviso prévio a familia.
Em casa dos Frankelin...
A minha intuição me dizia que ela ia achar uma locura a fuga da cidade, ela nao ia acreditar muito no que eu e a minha avo iamos contar eu tinha a certeza disso.
- Olá Madeleine, olá Mary Alice. Em que posso ajudar voces? - muito amável sempre a dona da casa.
- Silis o assunto que te trago é muito delicado de ser falado. - ela ficou atenta. Indicou os sofás para que nos podessemos sentar-nos.
- Acho que nao existe assunto mais delicado que aquele que me anunciaram quando o meu marido faleceu. - pela conversa dela estava a ver que a minha intuição nao falhava.
A senhora Silis era uma mulher viuva desde ja alguns anos, o seu marido havia morrido com um enfarte numa manha que tinha saido com uns amigos para caça de coelhos. Porem quando deram a noticia ela tinha riagido tao mal que quase tinha morrido de desgosto, entao vendo esta chance de evitar um nova morte era um oportunidade unica.
- Senhora Silis, eu e a minha avo, ouvimos por ai que um homem anda a matar jovens adolescentes, a pouco tempo morreu um moça se nao me engano ela era filha do senhor da merciaria. - começei a contar a história de uma forma credível.
- O que estao a tentar dizer? - ela estava a começar a ficar nervosa.
- Na verdade queremos avisar que o melhor mesmo é fugir daqui para fora, nos vamos fazer o mesmo, nao queremos morrer nas maos de sabe la quem é a pessoa. - expliquei.
- Mas isso é um perfeito deparaste, eu nao vou a lado algum. Eu estou muito segura na minha casa.
- É serio Silis ! - avisou minha avo.
- Madeleine os que as pessoas dizem é um perfeito disparate e mesmo que ele ande a solta eu e a minha familia estamos em segurança na minha casa.
- Fica de qualquer forma o aviso. - viramos costas a senhora e saimos porta fora.
- Avo nao te sintas culpada, nos tentamos avisar.
- Esta mulher vai sofrer muito. - ela chorava.
Voltamos para casa e preparei rapidamente as minhas coisas para voltamos para Bixoli, Cynthia esta feliz por voltar para casa ela gostava de rever os pais e de rever os amigos de lá.
Mais uma vez aquela visão desta manha me assombrou, desta vez conseguia ver o seu rosto perfeito, ele era loiro e tinha um olhar estranho, os seus olhos eram de uma tonalidade que eu nunca antes tinha visto na minha vida, eram tipo sangue. Mas que tipo de pessoa era aquela?
Ele atacava a Loise, mas nao na rua, ele entrava pela janela do seu quarto e mordia nela, o seu corpo caia no chao e sem uma pinga de sangue.
Oh meu deus o que vais ser daquela familia.
- Alice vais demorar ? A avo esta a chamar por nos. - bate na porta e fala a minha irmã.
- Nao ja estou a ir.
Sai do quarto e ergui a cabeça. Entrei dentro do carro e fomos em rumo a minha casa, mais tarde falaria a minha avo sobre aquilo que tinha visto de novo, pelo menos ela sabia que entendia e nao me julgava doida, talvez pelo facto de ja ter tido uma filha que tivesse esse dom no passado.
Quem me dera a minha mae pensar assim, mas acho que me colocaria num hospício se assim soubesse.

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