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Diário de Alice Cullen - Um amor nao correspondido


Quinta-feira, 27 de Abril
" Um amor nao correspondido "
Querido Diário:

Hoje pela manha quando sai do meu quarto fui ate a cozinha tomar um bom pequeno almoço e a minha avo estava la, dei-lhe um beijo de bons dias.
- Olá Avo.
- Olá querida. Olha antes que me esqueça vamos a casa da minha vizinha Silis almoçar.
- Ah sim? - fiz uma cara de desagrado.
Conhecia muito bem essa familia e a muito tempo que nao frequentava a sua casa, devido as suas filhas seres muito deferentes de nos. Loise e Margarete tinham a mania que o mundo caia aos seus pes e tambem eram um pouco igoistas de mais, gostavam de nos rebaixar a todos pontos, por outro lado tinham um irmão que era o Afonso que desde a nossa infancia sentia um amor por mim incontralo, porem o meu sentimento por ele nao era correspondido. A minha avo sentia pena de eu nao gostar da mesma forma que ele de mim, achava que seria um bom partido para mim no futuro, é claro que isso para a minha mae era uma alegria, no entanto nao era a minha opcção casar por conveniencia.

Eu precisava de nutrir sentimentos verdadeiros, nao queria magoar ninguem, eu sentia bem fazendo isso.
- Despacha-te e chama a Cynthia para irmos daqui a pouco. - estava tao distraida que nem ouvi direito o que a minha avo acabava de dizer.
- O que avo? Desculpe estava distraida.
- Preparem-se. - ela suspirou e abanou a cabeça.
Subi as escadas e mais uma vez as imagens vieram-me a cabeça daquele cavaleiro andante.
- Estas a sonhar acordada Alice? - perguntou Cynthia.
- Eu ? - despertei.
- Esta aqui mais alguem que se chama Alice? - ela estava fazendo-me de parva.
- Nao.
- Pensei. Agora diz-me la o que estavas a sonhar.
- Com nada, nao sejas tola. Vai-te vestir que hoje vamos almoçar a casa dos frankelin.
- Que seca, nao gosto nada daquelas irmãs .... Garrr. - ela voltou para tras e foi vestir-se tal como eu havia mandado.
Ela tinha razão em nao gostar delas, ninguem gostava de conviver com gente igoista.
(...)
Em Casa dos Frankelin...
Entramos na sala de estar da familia Frankelin com a avo e avistamos uma senhora chegando com um travessa de chá para os convidados, deduzi que fosse a sua empregada, logo depois vi as irmãs vindo para nos receber e o irmão Afonso com um sorriso nos labios feliz por me ver.
- Que bom que vieram. - falou a senhora. - Como estao grandes a Mary e a Cynthia. - sorri.
- É verdade os filhos crescem muito rapido.
- Nem me diga, parece que foi ontem que as minhas meninas eram uns bebes. - ri da cara delas.
La vinham as recordações do tempo antigo, era uma conversa um pouco aborrecida para eu estar a ouvir. Entao quando estava a preparar-me para ir ate a varanda da casa alguem segue o meu passo, olho para tras e vejo Afonso sorrindo.
- Estas linda Mary Alice. - corei um pouco, nao era muito costume receber elogios.
- Obrigada.
- Queres ir dar um passeio ate la fora? - a sua pergunta tinha agua no bico no entanto aceitei.
- Sim.
Caminhamos juntos durante uns minutos pelo campo fora, o silencio reinava connosco, porem quando parei em frente um riacho ele suspirou e falo.
- Alice, sabes a muito tempo que penso em ti, eu desde miudo que te vejo como sendo uma joia rara, es a pessoa mais incrivel que conheci, és diferente das outras raparigas, és especial.
- Afonso é muito lindo tudo isso que dizes...
- Espera, deixa-me acabar. Eu sempre sonhei que um dia podíamos casar e ter a nossa própria familia. Tu es tudo o que eu quero e sonhei.
Nao o queria magoar, no entanto tambem nao o podia iludir.
- Eu gosto muito de ti. - ele abriu um sorriso. - Mas eu so te vejo com um irmão, sabes es uma boa pessoa, vais encontrar alguem que seja tao especial quanto eu e que faça sentir esse turbilhao de sensações.
- Nao, nao existe ninguem que me deixe assim.
Ele era o tipo de rapaz que todoas as rapigas gostavam de ter na mao, porem o meu destino ja estava traçado de outra forma, ele nao encaixava no meu destino, ele nao era o meu cavaleiro andante.
- Tens alguem? Gostas de alguem?
- Nao tenho ninguem neste momento, nunca tive. Eu vou encontrar o meu cavaleiro.
- O teu cavaleiro?
- Sim, eu tenho sonhado todos os dias com ele, ele é tudo o que sempre sonhei, sei que vai aparecer para sermos felizes. - estar a dizer estas coisas deixava-o triste e desconformado.
- Tu pensas que vais viver um sonho? Como podes afirmar que ele vai aparecer? - nao podia contar que tinha visões do futuro, ele nao ia entender.
- Eu nao vivo um sonho eu vivo uma realidade, eu sei que ele vai aparecer, eu sinto que sim.
Ele calou-se visto que esta conversa nao ia levar-nos a lado algum. Estivemos em silencio novamente. Eu nao suportava quando havia ausência de palavras, eu sabia que as vezes o silencio era o melhor aliado a uma conversa, mas existiam coisas que nunca podiam deixar de ser ditas.
- Afonso! - chamei.
- Fala. - ele falava de uma forma triste, quase que diria que chorava.
- Estas a chorar?
- Nao, um homem nao chora. - ele disfarçou as lágrimas.
- Desculpa nao sentir o mesmo por ti, mas fica sabendo que podes sempre contar comigo, por o que for.
Eis que Cynthia minha irmã vem a correr.
- A tua irmã vem ai! - avisou ele quando eu ja olhava.
- Cynthia?
- Venham a avo esta a chamar para o almoço. - levantei-me e ele ajudou-me como um cavalheiro e seguimos para dentro de casa da mae dele.
Agora sentia-me um pouco melhor por ver que por um lado ele ja nao estava mais iludido no sentido de criar expectativas de um futuro a dois, e por outro lado por ver que ele mal ou bem estava aceitar as coisas sem qualquer rancor comigo e que sempre seriamos os mesmos amigos de antes.
Ele era especial e tinha um coração de ouro, tal vez um dia encontre nas minhas visões um futuro feliz para ele.

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