Capitulo 10 - História de Hanna
[Rosalie]
A algum tempo que nao falava com a minha filha desde que eles tinham ingressado na escola, sentia-me um pouco distante dos seus problemas, Esme dizia que isso era normal pois eles eram adolescentes e eu ja havia passado por algo assim, mesmo assim gostava de estar sempre presente em seus complicados dias ou horas, no entanto nem sempre era facil, Alice dizia que tudo tratava-se do stress da escola, das novas amizades, daqui a comunicação em familia ficava apenas para alguns dos pequenos momentos de caça. Sabia que Nancy a melhor amiga de Hanna estava sempre por perto mesmo tendo aquele ar de quem nao liga a nada, elas eram duas amigas inseparáveis.
Quem me dera ter a oportunidade de ser a sua conselheira, de ser a sua amiga de todas as horas, nao é que ela nao me ache assim, so que pronto ela prefere alguem que a conhece a nos.
Sentei na ombreira da Janela olhando o dia a nascer e vi que Hanna passava no corredor, ao inicio tive o impluso de meter conversa, mas depois pensei que o melhor mesmo era nao dizer nada, nao queria que ela senti-se sofocada, pois quando estar sozinha com os meus desvanieos alguem toca no meu ombro, olho para trás quase num passo automático.
- Olá mãe! - ela sorri e dei-lhe um abraço com saudade.
- Olá meu amor!
Tive vontade de dizer que tinha saudades desses abraços, pensei melhor e nao revelei esse sentimento.
- Mãe eu preciso mesmo de falar contigo. - eu estava assustada com a sua expressao seria.
- Mas passa-se alguma coisa?
- Nao, pelos menos por agora.
Nao sabia o que ela me tinha para contar, nao estava a entender a razão de tao seria podia estar a sua cara.
- Mãe, o Jonh gosta de mim, eu nao sei o que fazer. Ajuda-me!
Fiquei um tempo a olhar para ela, pensando em como eu nunca antes havia notado nada referente a eles, como eu conseguia estar tao transparente na vida dos meus filhos.
- Mãe!
- Sim querida, estava so a pensar. Se o Jonh gosta de ti e tu dele porque nao lhe das uma oportunidade?
- Nao sei se posso, ou se devo.
- Porque?
Ela inspirou fundo e depois sentou tambem na ombreira da janela ao meu lado. Voltou a olhar para as paredes de um tom pastel, olhou o tecto e voltou a olha para mim.
- Eu vou contar-te a minha história.
Fiquei atenta ao que ele ia relatar.
- A muito tempo quando eu ainda era humana, vivi numa familia muito rica de Wrightville Beach e em certa parte acho que era feliz, mas pronto. Continuando, eu vivi um grande amor nessa época e tambem conheci Nancy... - ficou pensativa.- Os meus pais nao aceitaram o meu romance com um jovem filho de um fazendeiro, eu sei que isto pode parecer ridiculo, no entanto foi a minha vida. - respirou novamente fundo.
- E que aconteceu a esse rapaz?
- Os meus pais, quer dizer o meu pai o mandou matar, sabia que era a unica forma de eu relamente o esquecer, o pior é que nunca tive coragem do esquecer em toda a minha vida, eu fiquei doente quando soube tragicamente da sua morte, a minha mae ficou muito abalada com o meu estado deprimente, quase que teve vontade de internar, mas o meu pai era sempre contra tudo o que fosse para me agradar.
- E depois?
- Depois, eu apanhei uma doença que naquela altura nao tinha a mesma cura que hoje, nao havia médicos qualificados como agora.
- Que doença era essa?
- Leucemia! - fiquei muito preocupada. - Eu fui cada vez ficando mais fraca e so mesmo nas ultimas e que o meu pai repensou na hipoteze de um internamento, infelizmente eu nao resisti, segundo me contaram. - baixou os olhos cruzando os braços.
- Lamento. Lembras-te de quem te transformou ?
- Sim vagamente, era uma senhora muito simpática que deu o meu caso como perdido, se nao me engano ela era enfermeira no hospital onde eu tinha dado entrada. Lembro-me de ela me levar para um sitio estranho e escuro, depois nao sei o que aconteceu, apenas recordo acordar num sitio diferente cheio de flores..
Lamentava muito a forma trágica como a sua vida se tinha tornado e com o fim a sua morte so podia ser a sua solução imediata, no entanto alguem se cruzou no seu caminho e conseguiu devolver uma vida diferente que mal ou bem veio dar a mim. - E como chegas-te ao colégio onde realmente conheces-te os teus amigos?
- É uma longa história, mas eu posso contar, sei que em ti posso confiar. - era bom ouvir estas palavras.
- Como ja tinha dito eu acordei num sitio campestre, conheci duas pessoas tal como eu que me ajudaram muito, ensinaram-me todas as formas de se sobreviver essas mesmas pessoas levaram-me a conhecer um colégio que elas mesmas geriam. - pausou. - Ai eu reencontrei Nancy e conheci Sarah e Emma que no inicio foram as minhas unicas companhias.
- Interessante e como chegaram aos rapazes?
- Rapidamente eles chegaram no colégio pouco tempo depois da minha chegada e de conhecer pronto tudo. Ao inicio estava adorar viver aquela vida, mas com o passar do tempo comecei achar que havia sempre alguem a querer controlar-nos. Acreditas que ate nos proibiam de sair para fora, pois foi isso que nos levou a revolta.
- É inacreditável a forma lógica como conseguiram sair.
- Pois é tudo graças as ideias de Sarah, acho que se nao fosse isso ainda hoje estaria la.
- Mas agora estas aqui e nada de mal te vai acontecer. - dei um abraço forte nela.
- Obrigada mãe, adoro-te muito, preciso de ti.
- Eu sei, e tambem te adoro muito minha querida. E quanto ao Jonh faz o que o teu coração manda, nao te magoes nem faças ninguem sofrer, és feliz vive, és infeliz deixa que essa pessoa siga o seu caminho. -ela sorriu abertamente e seguiu ate ao seu quarto.
Eu fiquei ainda um tempo reflectindo sobre aquilo que ela me tinha contado, a sua história em parte doia mais que a minha, e pior de tudo mesmo havendo a mesma dor, a causa era diferente.
Ela tinha sofrido em segredo grande parte da sua vida, aguentado as torturas das regras frias do seu pai, aguentado ate a morte a sua doença. Ela era uma menina especial e tao como isso merecia alguem especial que realmente a ama-se.
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