Domingo, 2 de Fevereiro
" Descoberta "
Querido Diário:
Quarto meses depois...
Em uma manhã, quando preparava o pequeno almoço dele, ele disse-me, em uma das poucas vezes que conversávamos:
- Meu amor... – ele sabia o quanto eu odiava quando chamava assim. – Ja notas-te o quanto engordas-te nos últimos quatro meses? – tinha notado que estava mais robusta nos últimos tempos, pensava que seria por não sair mais de casa, pois ele tinha-me proibido a minha saída. Ele voltou a dizer. - Acho que estás grávida amor, pois eu não ja vejo nao vejo-te mais com aqueles problemas femininos que uma vez por mês mulheres tem. – eu parei o que estava fazer e fiquei parada.
- Grávida Charles? Achas que essa pequena saliência na minha barriga seja um bebê? – olhei incrédula para meu marido. Um bebê não poderia nascer neste inferno.
- Sim meu bem. – imediatamente fui para fora de casa vomitar. O assunto dava-me ânsia de vomito.
Depois daquela conversa, eu descobri que estas sensações estranhas, como o excesso de fome, as ânsias, as tonturas, tudo isto era pelo pequenino ser que estava dentro de mim a ser gerado.
Aquele por quem eu devia arranjar forças e lutar, onde na noite em que Charles retornou eu tinha lido no meu livro: “A luta pela felicidade.”
“Há muitos caminhos a serem seguidos, e quando descobrir o teu, luta. Faz a tua escolha valer a pena!” - relembrei aquela frase.
Eu não poderia deixar meu bebê nascer nesta casa, neste ambiente agressivo e mau, ele precisava de estar em segurança, num ambiente onde o amor seria o essencial. Charles tornaria nossas vidas um inferno e assim acabariamos por ser infelizes, nao queria esse destino para o meu filho. Eu teria meu bebê longe dele, pois eu saberia qual caminho a seguir e lutar por ele. A minha escolha era lutar pelo meu pequeno ser, meu pequeno bebê que ai vinha para dar rumo a minha vida. Eu lutarei por ele. Imediatamente, depois que Charles foi trabalhar, eu juntei as minhas pequenas coisas, pequei no dinheiro e tracei um rumo em minha cabeça. Ia para a casa de meu primo, Joseph em Milwaukee.
Arrumadas todas as coisas, eu peguei num papel e deixei uma carta para Charles junto ao meu passado.
“Querido Charles,
Eu não terei meu filho neste lugar que tu chamas de lar e eu de inferno. Uma pena tu não ter me amado e respeitado da forma que eu sempre mereci e fazia.
Eu vou lutar pelo meu filho.
Volte para Karine, tenho certeza que ela vai-te fazer muito feliz!
Adeus,
Esme Anne Platt”
Peguei minha mala e antes de sair dei uma ultima olhada para a minha casa, depois olhei para o futuro. Montei no meu cavalo e fui em direcção à estação de coimboios e fui em direcção à minha nova vida. Comprei o meu bilhete e sentei em minha no sofá do comboio. Pedi uma almofada à rapariga que nos atendia no comboio os passageiros, ela sorriu e foi buscar para mim. Ofereceu-me um chá e bolachas na viagem, isso iria cair bem já que meu pequenino faria eu sentir fome. O comboio apitou e seguiu para o meu destino. O alivio que sentia nesta hora de estar abandonar a minha vida passada.
Eu e o meu pequeno bebê seremos felizes, para sempre. Esse era meu destino, a minha escolha e a minha luta.

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