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Diário de Esme Cullen - E começaram os arrependimentos


Sexta-feira, 9 de Agosto
" E começam os arrependimentos "
Querido Diário:

Semanas passaram...
A festa ocorreu normalmente, e eu estava feliz na minha casa. A lua de mel aconteceu, e Charles estava sendo ate um bom esposo comigo, mais do que realmente imaginava que fosse. Foi então que ele entrou bêbado em casa.
Eu não acreditava no que estava ver na minha frente, aquele homem bom, o homem que tinha-me cortejado, e dizia que me ama neste estado. Fui em direcção dele, e imediatamente ele começou aos gritos comigo:
- Esme, a última filha dos Platt a casar! Coitado do pai de Esme! Não tinha mais com quem fazer a filha solteirona casar-se e ela foi empurrada para o idiota aqui!! Eu não gosto de ti Esme!!! - as suas palavras estavam a magoar-me e muito. - Casei contigo por obrigação!!! Até és boa na cama, vais dar-me filhos e é isso que importa, nada mais!
Eu não acreditava no que ele estava a dizer. Era mentira. Inúmeras vezes Charles disse que amava-me e agora isto? O que estava acontecer? Será que os pressentimentos ruins que tinha em relação a ele eram estes? Isto era um sinal da minha desgraça?

- E tem mais querida Esme Everson! Eu estava com Karine, à mulher mais adorável da cidade de Columbus! Aquela mulher... é adorável passar as horas com ela! – Traição, Charles andava a traír-me? Era isso mesmo? Queria chorar e morrer so para nao sofrer, mas os meus piores dias só agora estavam para começar.
Eu estava chocada, não conseguia falar uma palavra sequer, apenas lágrimas saiam de meus olhos. Como ele podia casar-se comigo por obrigação e agora isto? Traição é algo imperdoável, ele que jurou perante a igreja que amar-me e respeitar até os últimos dias das nossas vidas! Um um novo aperto tomou conta do meu coração. Lágrimas e lágrimas escorriam por meu rosto sem parar.
- Como podes Charles? – foi a única coisa que consegui dizer.
- Como eu pude fazer isso com a doce Esme? É muito fácil querida. Queres que explique-te como eu divirto-me com a Karine? – ele deu um passo na minha direcção. – Karine é a mulher que eu realmente amo, mesmo ela sendo suja, eu a amo e não a ti. - doi-a ouvir. - És muito certinha minha doce esposa.
- Eu sabia que me casar contigo era um erro Charles! – ele que nesse momento começou a rir-se, depois parou e ficou sério com minha declaração e avançou para cima de mim.
- Achas que foi um erro minha querida. Eu também acho, mas tive que aceitar por minha família. Eu queria me casar com Karine. - entao se ele queria ficar com ela porque nao o fez? - Eu teria sido mais feliz do que sou contigo. Mas ser casado com uma donzela como tu tem as suas vantagens, fazes tudo o que eu quero.
- Charles, eu quero separar-me de ti! – no momento em que tive coragem de pronunciar as palavras, uma mão veio em direcção ao meu rosto e senti o peso daquela mão se chocar contra minha face. Uma outra dor atingiu meu corpo além da dor física. A dor da traição, de planos abandonados, de uma vida cheia de mentiras.
- Não vais separar-te de mim. Vais continuar sendo submissa como sempre foste, porque não tens para onde ir. Vem aqui meu amor, que estou cheio de amor para te dar! – nao tinha forma de render-me, Charles me bateu e abusou de mim, na primeira noite de inferno que meu casamento estava a tornar-se.
(...)
As horas passaram e eu não estava para aguentar mais pancadaria e abusos, foi quando decidi procurar meus pais enquanto Charles tinha voltado para o emprego.
Coloquei um vestido azul de mangas compridas que escondiam o roxo em meus braços e subi a um cavalo, pois sabia montar perfeitamente e fui para casa dos meus pais que há tempos não ia. Quando cheguei na minha casa, desci do cavalo o deixando em segurança e a pastar, enquanto batia a porta e entrava em casa.
- Esme querida, quanto tempo! – Minha mãe disse ao abrir a porta. imediatamente a abracei e ela incrédula com a intensidade do meu abraço, agarrou-me coma mesma intensidade.
- O que está acontecer? Onde esta o Charles? Já sei, veio nos contar que vai dar netos? – eu fiz que não com um aceno de cabeça negativo e ela imediatamente levou-me a sentar no sofá.
- Mãe, preciso ter uma conversa séria com a senhora e o pai. Pode ser? – perguntei esperando assim uma resposta. Ela acenou que sim.
- Dirceu venha cá por favor? Nossa pequena Esme veio visitar-nos! – Assim que ouviu minha mãe chamar, o meu pai veio logo ver-me. Beijou a minha testa e sentou-se ao lado de minha mãe.
- Olá minha pequena! O que está acontecer? Porque estas assim? – eu ainda chorava. – Conte-nos tudo!
- Eu queria pedir aos senhores para acolher-me novamente. Charles anda beber e dizer que foi um erro casar-se comigo! Mas o pior de tudo é que houve traição! A maioria das noites ele fica com Karine, aquela senhorita que trabalha na casa de Madame Salêzi. O pior é que agora deu para bater-me. - arregacei as mangas do vestido e mostrei a meus pais o quanto estava sendo humilhada pelo meu marido. Os meus pais suspiraram, e com lágrimas nos olhos voltaram a dirigir a palavra para mim.
- Adoravamos ajudar-te pequena, mas vendemos a fazenda e não temos dinheiro para nos sustentar. O que podemos pedir é para continuares a ser uma boa esposa e que logo mais ele vai desistir dessa mulher. - eu não acreditava no que ouvia de meus próprios pais. Como eles podiam defender aquele cretino.
- Sem problemas. - eu consegui dizer com lágrimas nos olhos. - Eu vou arranjar uma de livrar-me dele e conseguir minha vida de volta. Adeus pai e mãe. Eu amo vocês.
Sai a correr antes que eles pudessem dizer qualquer outra coisa que fizesse-me ficar mais desiludida que ja estava. O que não podia mais era com isto, com esta infelicidade. Montei o cavalo e segui caminho para minha casa, para o inferno.
Chegando na frente à minha residência, estavam dois oficiais do exército com um papel na mão, onde imediatamente dirigiam-me a palavra.
- Bom dia Senhora! Estamos á procura do senhor Charles Everson! - O oficial mais velho anunciou.
- Bom dia, eu sou a senhora Everson! Por que procuram meu marido, o senhor podia-me explicar? - ele fez que sim com a cabeça.
- Bem senhora, sou o major Willow e vim convocar seu marido para a Guerra, estamos precisar de soldados e ele será-nos útil. - não estava acreditar no que acabava de ouvir, eu estava a ser salva do inferno que era a minha vida ao lado daquele homem intragável.
Eu estava perdida nos meus pensamentos. Alívio, era isso que sentia no momento. O major Willow tirou-me do meu mundo pensativo.
- Hum, senhora, esta tudo bem com a noticia? Sei que a senhora acaba de casar com o Senhor Everson e sinto muito em causar esta decepção à senhora! Mas eu realmente preciso saber onde encontrar o seu marido. - desceu de seu cavalo e segurou na minha mão quando ele via que eu não conseguia ter reacção a mais nada ao meu redor!
- Senhora Everson? - balançou-me levemente e sentou-me no sofá da sala de visita de minha casa. - A senhora está bem? - ele ainda balançava-me. - Soldado Klauber vá buscar um copo de água para a senhora Everson!
Imediatamente o jovem soldado correu até a cozinha da minha casa para buscar um copo com água para mim.
Tomei a água e suspirei levemente conseguindo sair de meu próprio espanto. Quando sorri para o major Willow e consegui lhe dirigir as devidas palavras.
- Major, perdoe-me, eu não esperava esta noticia, como o senhor bem viu eu sou casada há muito pouco tempo e realmente estou surpresa com a noticia. O senhor Everson está no trabalho, em uma joelharia do meu sogro há poucos quilometros daqui. Os senhores podem fazer-me companhia se quiserem, pois Charles daqui a pouco pode chegar.
Não os queria perder de vista nem por um misero segundo. Charles iria embora e com sorte eu conseguiria tocar minha vida em paz finalmente.
- Lamento senhora nao temos tempo para esperar, voltamos amanha. - levantou-se e despedi-me deles educadamente.
Vi os soldados e o major afastarem-se da minha casa e aquele aperto voltou, pois a minha salvação ainda estava longe de acontecer.


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