Sábado, 15 de Maio
" O Nascimento "
Querido Diário:
Os meses passaram lentamente, até chegar próximo ao dia do parto de meu pequeno bebê. No refúgio, eu dava aulas de manhã e à tarde ajudava as mulheres com suas crianças, dando assim os cuidados diários tais como alimentar e até dar banho e vesti-los bem lindos.
Os sonhos depois da minha fuga, ficaram mais constantes, nunca ia esquecer o anjo loiro, mas nunca mais tinha tido noticias dele, então ficava apenas pelos sonhos. A data do parto estava quase a chegar e no refúgio, quem ia fazer o meu parto era a senhora Madalena, aquela em que vi refugiada uma mae de verdade desde que cheguei a este lugar fingido ser uma viúva da guerra, o que eu desejava plenamente que fosse verdade. Preferia que ele tivesse morrido e nunca mais ter voltado, estava tao feliz nesse tempo. Nunca mais eu tive noticias de Charles ou da minha família, apenas o que tinha recebido era apenas uma última carta do meu primo Joseph.
Ele tinha-me dado dinheiro para o comboio para Ashland e mandado um entregador avisar-me que ele estava aqui. Nosso encontro foi rápido e de mês à mês ele enviava-me cartas.
Eu estava lendo a última neste momento. Ele ansiava por noticias e perguntava se estávamos bem, se precisaríamos de ajuda e etc. Joseph sempre foi atencioso comigo, quase mais que um primo, um irmão. Ficaria o resto da minha vida grata por isso.
"Querida Esme,
Espero que estejas segura onde estas neste momento. Eu realmente desejo a tua felicidade plena e não vejo a hora de poder conhecer meu priminho, teu filho. Eu gostava muito de ajudar-te, porém teus pais, a pedido de Charles, constantemente vem à minha casa sabes como andam desconfiados. Eu não sei o que seu ex-marido faz a tua familia, pois eles tem medo dele.
Eu encontrei uma jovem senhora viúva, por quem creio que esteja florescendo um novo sentimento, mas nada comparado ao meu eterno amor, que descanse em paz.
Por favor pequena, manda-me noticias e quando o bebê nascer, não deixes de avisar-me!
Fica bem.
Até breve,
Joseph Platt."
Eu estava sorrir e acariciar a minha barriga que estava muito grande, quando de repente, eu sinto uma dor muito forte na minha barriga e quando olho para o chão, vejo água por toda parte e apenas consigo gritar por ajuda:
- Socorroooo!! Meu bebê vai nascer, ajudem-me!!! - consigo pedir por ajuda e Madalena vem socorrendo ao meu auxilio acompanhada de uma das senhores que na hora não consegui perceber quem era.
- Esme, está na hora querida!! Teu bebê vai nascer! - ajudou-me a deitar na cama, enquanto a dor aumentava gradualmente. - Estás a ter contracções e a hora está chegar, teu bebê está a nascer.
A senhora que acompanhava Madalena, apareceu com muitos panos e água e colocou perto de minha cama. Eu não aguentava mais tanta dor, cada contracção era um corte frio em mim, causando uma dor inigualável. Meu pequeno bebê estava vir ao mundo, a vida terrena.
- Vamos Esme, força querida. Eu estou quase ver o teu bebê. - esqueci toda a dor do momento e comecei a fazer força para colocar meu pequeno para fora, para poder olhar seu rostinho e dar os meus primeiros beijos de muitos.
- Mais Esme, força filha. Ele está vir.... Força... Vamos eu sei que tu és capaz. - obedeci a Madalena. Coloquei mais força do que eu tinha.
- Isso, eu estou ve-lo! Mais um pouco... pronto. - foi então que a dor foi tomada por outro choro. De repente eu o ouvi, meu amado tinha nascido. Seu choro tomou conta de meu coração, e minha vontade era de pegá-lo e protegê-lo em meus braços. Eu não sabia se era ele ou ela, mas pelo seu choro, ja estava encantada. De repente, o bebê parou de chorar. Madalena o trazia para perto de mim. Ela sorriu e trouxe-o para perto de mim.
- Esme, nunca estives-te enganada. Apresento-te teu pequeno Daniel, minha filha.
Sempre soube e jamais me enganara na vida, meu pequeno bebê era um lindo menino. Ao pegá-lo, seu chorinho passou completamente, Daniel tinha a pele clara como a minha, duas covinhas em suas bochechas e cabelos da cor dos meus num tom de caramelo. Ele não tinha herdado nada de Charles e eu estava mais do que agradecida por isso.
(...)
Horas depois do parto eu não queria fazer outra coisa a não ser parar de olhar para ele, aquele por quem eu lutei. As mulheres ensinaram-me a dar de mamar a Daniel, seu primeiro banho e tudo o que uma boa mãe tem de fazer. Eu sabia que tinha nascido para ser mãe e amar desta forma. Daniel estava seguro no meu colo quando comecei a cantar para ele.
Não tem como descrever o papel de ser mãe, termos algúem por quem lutar, amar, dedicar. Eu sou a mãe mais feliz do mundo. Daniel nasceu aparentemente saudável e nada e nem ningúem ia separar-nos.
Enquanto ele dormia no meu colo, eu percebi que as crianças, as quais eu ensinava entraram no meu quarto, cada uma com uma rosa em suas pequenas mãozinhas.
A primeira a manifestar-se foi Angie.
- Tia Esme! Nós viemos dizer a senhora o qaunto a amamos e queríamos dar-te este presente pelo nascimento de seu bebezinho! - ela deu-me a rosa e eu a peguei emocionada.
- Obrigada meus amores! - eu fui capaz de dizer. - Vocês viram ver o vosso novo amiguinho? - elas fizeram não com a cabeça.
- Este aqui, é meu bebezinho Daniel. Ele será muito feliz aqui connosco. - disse as meninas e tinha plena convicção de que aquela frase era a mais pura verdade de minha vida. As crianças beijaram a cabeça de Daniel e observaram-me com ele no colo.
Depois que as crianças foram-se, eu coloquei Daniel na cama e fui descansar, pois precisava de todas as minhas energias para dedicar-me a ele, aquele que é tudo para mim... meu anjo, meu filho e minha única e verdadeira familia.

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