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Diário de Esme Cullen - Rosalie encontra a felicidade


Quinta-feira, 9 de Julho
" Rosalie encontra a felicidade "
Querido Diário:

Já se tinham passados 5 anos, os priores anos da vida da minha filha finalmente tinham acabado e agora sentia que ela estava mais forte e capaz de começar a sua vida sem ajuda, mesmo estando sempre próxima para a proteger. Desde o dia que ela realizou a sua vingança, um brilho novo saia do seu olhar, estava solta, mais alegre e Edward estava sempre com ela. Ao inicio pensei que a relação deles ate podesse dar em alguma coisa, mas depois com o decorrer dos meses, anos, vi que realmente amor nao era palavra certa para descrever o afectos deles, a ligação era única e exclusivamente de irmãos. Tinha pena que o meu filho ainda nao tivesse encontrado o seu par, talvez tambem o seu destino tal como o meu tivesse a preparar-lhe uma surpresa.
Hoje como era dia de caça, Rosalie pensou em ir sozinha, ela ja se sentia capaz de faze-lo a sua maneira. Muitas vezes tinha sido eu acompanha-la nesta tarefa divertida, noutras vezes ia com Carlisle, e com Edward ela evitava ao máximo dado que em certas circunstancias ate a entendia, o seu habito de ler a mente, a deixava de algum modo desconfortável.

Uma vez em casa preparei algumas coisas novas para depois mostrar a minha doce filha, porque desde a sua chegada e o seu bom gosto tínhamos alterado algumas decorações e claro sempre adorava ter com que entreter-me. Instantes depois começei a ouvir gritos vindos do andar de cima e fiquei preocupada, porque desde que lembrava-me nao tínhamos nenhum humano a viver aqui a menos que a Rosalie na sua caça tivesse encontrado algum. Subi logo para ver o que se passava, chegando a porta nao abri logo, fiquei em pausa. Mesmo estando do lado de fora conseguia ouvir cada detalhe da conversa do interior da divisão.
- Rosalie? – chamou Edward, o som da sua voz vinha da janela. – Eu sei o que tu sentes por ele. - fiquei curiosa. - Sim, sei o que sentiste quando o viste e sei o que sentes quando o vez assim a sofrer. - de certo ele estava a responder a algum pensamento dela, um tanto o quanto confuso. - Tudo bem tu é que sabes. - foi a ultima interversão dele. Deixei de ouvir a sua voz, isso dava indícios da sua saida.
Momentos depois ouviu-se mais um grito era o efeito da transformação, efeito do veneno, da morfina no seu corpo. Dentro de pouco tempo o seu sofrimento acabaria. Minutos depois ouvi um batimento frenético e repentinamente começou abrandar ate finalmente parar. Ok ele ia acordar.
- Ficas-te ! - ouvi uma nova voz, de certo da tal humano que ela tinha trazido para dentro de casa, para que Carlisle de algum modo o podesse salvar.
- O sentimento é recíproco. – disse Edward de certo voltando sem que eu desse conta. Mais uma vez ele respondia a um pensamento da Rosalie.
- Bem, como te chamas? - a minha filha perguntou com a sua voz de sinhinhos.
- Emmett MacCarty. – respondeu o rapaz, como ele tinha um nome bonito e invulgar. - E tu como te chamas?
- Eu sou a Rosalie Hale, então tu agora és imortal melhor dizendo és um vampiro… - bem sabia o quanto devia-lhe estar a contar ao Emmett o que ele realmente agora era.
- Um vampiro? – Interrompeu-a. – Estás a falar a sério?
- Sim, és muito mais forte, muito mais rápido que os humanos, tens também os sentidos mais apurados e nunca envelheces, como os mitos temos de beber sangue mas não obrigatoriamente sangue humano, nós somos vegetarianos, ou seja, sangue de animal assim podemo-nos misturar no meio dos humanos. Mas tu podes seguir a tua vida, não tens que ficar connosco. - como ela era sincera nas suas palavras e como na ultima frase a sua pena de o ter de ver seguir uma vida inpendente.
Como eu gostava de estar ali dentro e mostrar a minha solidariedade, mostrar que ela nao estava sozinha.
- Não... – disse Edward.
Mais uma vez o meu filho sempre no seu habito eterno, assim so assustava o recente vampiro, porque ainda tinha tanto para descobrir e aprender. Eu confiava neles, Rosalie, Edward e Carlisle saberiam como o ajudar, ele nao ia estar sozinho, e se tudo depende-se da minha filha, ele ia ficar connosco.
- Eu disse aquilo alto? – perguntou Emmett confuso.
- Eu não sei o que disses-te, mas ele lê pensamentos, é meio esquisito mas com o tempo habituas-te. - esclareceu a minha Rose, como eu sentia-me orgulhosa.
- Rosalie, porque que eu tenho a minha garganta a arder?
Conhecia tao bem estas perguntas, tambem as respostas... esta seria a rotina da nova vida.
- Porque és recém-nascido e tens que ir caçar. Queres ir sozinho? - mostrou-se pronta para o ajudar.
- Não, quero que venhas comigo. Vens não vens?
- Claro, anda – disse ela.
Ouvi eles a sairem tranquilamente pela janela e vendo que ja nao havia problema abri a porta e entrei. Carlisle e Edward observavam-me com um olhar esquisito.
- Porque estao a olhar para mim assim? - fiz-me de desentendida, claro estava descrito nos olhos do meu marido que desconfiava da minha suposta presença permanente por de trás da porta.
- Exactamente mae ! - ups... esqueci-me completamente do pormenor leitor...
- De mentes eu sei ! Nao podes pensar comigo por perto. - riu-se.
Aproximei-me finalmente do meu marido, esperei que ele desse uma explicação mais detalhada da situação que esteve a decorrer neste quarto. Estava com vontade de perguntar, no entanto nao queria mostrar-me indelicada  Entao olhei para o meu filho porque sabia que ele ia dizer-me o que eu queria ouvir.
- Sim mae... A verdade é que a Rosalie encontrou este jovem... o Emmett na floresta e creio que segundo o seu relato estava a ser atacado por um urso. - levei as minhas maos a boca. - Se nao fosse ela, acho que a esta hora... - nao acabou a frase, eu ja estava a entender o suficiente.
- Ja estou a perceber, entao ela troce-o e pediu ao Carlisle para o transformar!
- Sim, é isso mesmo. E realmente foi o que acabou por ter de ser. Nao havia outra forma de salvar o rapaz. - explicou Carlisle, parecendo tenso e preocupado.
Desde que me lembro, sempre que acontecia algo deste género a sua posição alterava, nao entendia porque sendo que ele nao estava a cometer crime algum, pelo contrário estava a salvar uma vida. Mesmo que a pessoa transformada volte, renasça nao sendo humano, tem o mesmo direito de voltar a ser feliz. Pelo menos esse era o meu ponto de vista, era aquilo que eu entendia do ponto de vista de Carlisle.


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