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Diário de Esme Cullen - Tenho de ir embora


Quinta-feira, 18 de Fevereiro
" Tenho de ir embora "
Querido Diário:

Depois de duas semanas feliz venho a saber que os meus pais andavam a minha procura e que ja sabiam onde eu estava. Parei para perguntar a mim  mesma inúmeras vezes quando realmente seria feliz nesta vida. Já estava com 6 meses de gravidez e não tinha mais outra escapatória a não ser fugir novamente.
Joseph deu-me dinheiro para manter-me bem durante algum tempo. Eu seria eternamente grata pela sua ajuda e pelo bem que fez-me ao ter acolhido quando mais precisei de amparo, diferente de minha família, que forçava-me a permanecer ao lado de homem que fazia-me infeliz. Quando fugi da casa de Joseph, tinha-me avisado que os meus pais nao vinham sozinhos, que com eles vinha o maldito e odioso marido para levarem-me de vola a casa, mas ao contrário do que eles pensavam eu nao ia, pois fugir novamente.
Na viagem de comboio, eu soube que em Ashland havia um refugio para viúvas da Guerra Civil, e seria lá que eu ia ter o meu filho.
Ao descer do comboio, peguei na minha pequena mala e fui ao local indicado para as viúvas. Lá eu fui bem recebida pela Sra.
Madalena Willow, onde eu percebi que a semelhança não era por acaso, ela era viúva do Major Willow, aquele homem que um dia convocou Charles para ir à Guerra, aquele Major foi responsável pelos meus tempos de céus no inferno que era a minha vida.
A senhora Madalena deu-me as boas vindas ao refugio.
- Bom dia pequenina. Espero que estejas superando bem a perda do teu marido. – suspirei e fingi a minha tristeza, so para ter paz na vida, mentiria tanto quanto preciso. – Aqui poderás usar teus conhecimentos, sejam eles culinários ou intelectuais para ajudar na criação destas crianças que ficaram órfãs. Estamos precisar de uma professora e tu tens o rosto que diz ser de uma pessoa inteligente.
Esta senhora estava acabar de dar-me o maior presente nestes últimos tempos depois de meu pequeno bebê. Ela estava a realizar o meu sonho de dar aulas, de ensinar, ser professora.
- Obrigada senhora! – sorri para a senhora Madalena. – Eu quero sim dar aulas para suas crianças, para mim será uma honra. O meu sonho sempre foi ser professora. – acariciei a minha barriga.
- Vejo que o teu marido deixou-te companhia pequena. O que teu coração diz que é teu bebê? – sorri para esta senhora, que já parecia uma mãe para mim, a minha mãe Anne, que desejava ver-me no inferno já não existia mais.
- Meu coração diz que será um lindo menino. Meu pequeno Daniel. Eu sou a pessoa mais feliz, mesmo estando nestas condições, pois ele está comigo. – fui realmente sincera, pois o pequenino estava seguro no meu ventre e logo estaria comigo, nos meus braços.
- Bonito nome. – tirou-me dos meus pensamentos. – Vamos, teu quarto é este aqui! Ficarás junto com as outras mulheres de tua idade. Se quiser dar aulas para as crianças, podes começar agora mesmo!
E era isso que ia fazer. Deixando a minha mala no quarto, sai procura das crianças neste pequeno local. Encontrei 5 apenas. Ambas com 7 anos. Uma idade fácil para ensinar-se. Seus nomes eram Angie, Mell, Lisy, Merye e Claire.
Passei o resto de minha tarde ensinar e a contar histórias para as pequenas meninas que acariciavam a minha barriga com ternura.
Após jantarmos, as cinco viéramos até meu quarto e pediram para eu contar uma história para ambas dormirem.
Eu contei a história da Branca de Neve, onde todas gostariam de ser a princesa a espera de seu príncipe encantado para vencer a bruxa e libertá-las de seu feitiço.
À noite, deitada na minha cama falei com o meu pequeno bebê.
- Meu amor, estamos seguros aqui e ninguém nos vai nos fazer mal. – em resposta ele chutou lentamente no meu ventre.
Os sonhos com o príncipe encantado de tempos não demoraram a vir, e neste sonho foi especial.
“Esme... em breve, muito breve, estaremos juntos, assim como o príncipe libertou Branca de Neve de seu feitiço, eu vou-te libertar do teu, minha amada pequena...”
Depois deste sonho, eu virei-me e perguntei se o meu príncipe estaria mais perto do que eu imaginava.
Estava feliz por ter meu bebê, por poder ensinar, por estar segura.
Perguntei-me até quando tudo isto duraria? Faltavam apenas alguns meses para meu bebê vir ao mundo. A luta por ele estava a valer a pena.


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