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Diário de Esme Cullen - Transformação


Segunda-feira, 31 de Maio
" Transformação "
Querido Diário:

Tudo estava escuro. Depois que flutuei, ou ao menos assim senti, fui colocada num lugar macio. Rasgos foram feitos no meu corpo. Sim, estava a ser dilacerada por uma dor pior na qual eu já estava condenada. Meu corpo não tinha movimentos, estava mole, e algo cortou-me, devia estar a morrer mesmo.
De repente começo a sentir meu coração voltar à bater, mas ainda está muito escuro e a minha respiração começa a ficar forte, será que estava a recuperar-me para poder ir ao encontro do pequeno Daniel?
Uma dor forte começa a tomar conta de meu corpo, como se de repente eu estivesse a ser queimada viva, meu corpo doia de uma forma que eu não entendia, era uma sensação estranha, desconhecida. Nesse tempo que parecia queimar, apeguei-me a duas imagens importantes: uma era o meu filho, Daniel e a outra o meu anjo, Carlisle. Sim, essas imagens fariam com que a dor atenuasse-se um pouco, faziam sentir-me mais forte e capaz de superar tudo.

A horas e minutos arrastavam-se de uma forma que eu não compreendia. A dor diminuía pouco a pouco, e as imagens que insisti em gravar, ficaram em minha memória, assim eu jamais iria esquecê-los.
(...)
A dor começou a passar pelos dedos dos pés, passando para as pernas e braços, concentrando no meu coração, que bateu frenéticamente e parou, tal como um relógio que deixa de dar horas. Abro os meus olhos e fito o imenso teto branco que está acima da minha cabeça, quando sinto uma mão delicadamente macia e de uma temperatura agradável que faz minha pele arrepiar-se com seu toque e percebo que  alguém esta a segurar a minha mão. Quando olho em seus olhos, surpreendo-me mais uma vez.
- Tu... - a voz de sinos era realmente minha? - Onde estou? - perguntei para o homem dos olhos dourados e cabelos loiros.
- Estás em minha casa. Sou Carlisle Cullen e tu atiras-te do penhasco, lembras-te? Eu salvei-te. - por trás de uma neblina, eu recordava daquele rosto, o homem generoso e bondoso que tratou da minha pena há 10 anos atrás. O homem de meus sonhos, o meu anjo. Aquele que todas as noites dizia que ainda íamos ser felizes juntos.
- Sim, eu lembro-me. E recordo-me perfeitamente de ti! - seus olhos dourados  arregalaram-se e ele imediatamente segurou na minha mão, como podia ser, de acordo com meus sonhos.
Ele a beijou com ternura. Por traz da neblina eu tentei lembrar porque eu tinha saltado do penhasco. Foi quando, senti uma queimação na minha garganta, uma chama.
- Esme querida. - olhou fundo nos meus olhos. - Eu tenho que pedir para tu seres calma, sim? Senão vais acabar magoar a mim e as outras pessoas. Tu saltas-te do penhasco porque teu pequeno filho, faleceu há 4 dias de infecção pulmonar, e teu marido também faleceu na guerra, então decidis-te dar um fim á tua vida. - abaixei a cabeça, queria chorar, coloquei a mão sobre meu peito, não havia nada além de vazio, o meu coração na batia. Minha garganta queimava e ao ouvir minha história pela boca dele, sabia que deveria contar a verdade a Carlisle.
- Meu marido não morreu, ele foi para a Guerra e lá ficou por exactamente dois anos, o nosso casamento era fachada, ele agredia-me e violentava. Quando voltou, a situação ficou pior e descobri que esperava Daniel e com a ajuda de Joseph, meu primo, eu fui para Ashland. - Carlisle pegou minha mão e a beijou novamente.
- Eu sinto muito querida. Preciso contar-lhe que agora é uma vampira. Eu não podia perdê-la, seria doloroso demais para mim. Quando a vi no necrotério, eu senti algo que em 300 anos eu jamais sequer senti. - eu era um monstro? Larguei a mão de Carlisle. Ele levantou-se. Eu tinha que controlar-me, respirei e senti a garganta queimar. - Nós não matamos pessoas, nos alimentamos apenas de animais. Como achas que salvo a vida das pessoas, eu não as mato? Lembras-te, sou médico. Vem, vamos caçar, que na volta tenho uma surpresa muito agradável. - assenti e peguei na sua mão. Corremos em uma velocidade inumana, borrões passavam ao meu lado.
- Esme, infelizmente tu ficarás assim, parada no tempo eternamente. Não posso perder-te pequena. - meu príncipe, de tantos anos preso no meu sonho estava diante de mim. - Vamos, agora esquece tudo, e respira, sinte o cheiro. O que sentes?
- Um coração a bater. Um urso aqui perto? - Eu disse com o veneno queimando na minha garganta. - Estou certa?
- Sim querida, agora ataca. - ordenou e meus instintos dominaram-me. Mordi no pescoço do urso e o sequei em questão de minutos. Assim como os outros três animais que bebi, sentia-me saciada.
- Carlisle? - chamei-o. - Onde estás?
- Aqui querida! - acenou e estava embaixo de uma árvore. - Deves saber tudo o que é necessário para não chamar atenção para ti. Deverás apenas alimentar-te de sangue animal, jamais atacar humanos, entendes? - peguei na sua mão.
- Por que meu coração não bate? - perguntei. - O que mais perdi com esta transformação?
- Ficará parada no tempo eternamente. Nunca morrerás, a não ser que realmente queiras isso. E não poderá engravidar, uma vez que o corpo não evolui, todo o resto para e como vez é impossível gerar um filho. Teu coração não bate, pois estamos mortos como humanos e vivos por causa desta condição. Quando transformei-me, era uma coisa que eu temia, pois meu pai obrigou-me a caçar vampiros, e numa noite de caçada, um deles apanhou-me e mordeu por vingança. Desde então vivo 300 anos sem ter companhia, até conhecer Edward. Ele estava morrer de gripe espanhola e a mãe pediu para que o salvasse, e assim eu o fiz. Edward é diferente de mim, pois ele pode ler as mentes das pessoas, vampiros, ou seja por outras palavras ele tem um dom. O que você estiver pensar no momento ele vai saber. Ele quer conhecer-te por sinal. Perdoa-me condenar-te a esta vida. É que eu queria... -  suspirou e pego na minha mão.
- Queria o quê? - pressionei. - Sabes desde que te conheci, quando tinha 16 anos, fiquei imaginando que eras um anjo, e com o passar dos anos, os sonhos foram ficando constantes e eu imaginava quando o voltarias. Quando tive meu pequeno bebê e quando achei que estivesse a morrer, as imagens que não saiam de minha cabeça era sua e do Daniel, o que eu sou ou tornei, isso nao importa. Eu tentei  matar-me e sei que achava melhor eu viver assim, pois quando saltei meus pensamentos foram os seguintes: “Leve-me até ap Daniel ou até a felicidade... preciso saber o significado real e pleno de amor e paz...” Sempre desejei ser amada por alguém de verdade, Daniel amou-me, eu sei disso, mas acho que o meu pedido não era para ir até ao Daniel, e sim para chegar até o príncipe encantado dos meus sonhos. Não poderia ter feito nada por meu pequeno, mas sei que de onde ele estiver estará olhando por mim, e se é para me tornar imortal, eu serei. Agora Carlisle eu acredito na seguinte ideia  “Eu estava feliz, ele era lindo, meu anjinho, aquele por quem eu lutei... no fundo eu sabia que ele valeria a pena, mas não esperava que sua visita fosse durar tão pouco. No fim, ele foi, mas não deixou-me sozinha, deu-me um presente, um anjo, com seus cabelos loiros e olhos dourados, aquele que eu sabia que cuidaria de mim para sempre, meu amor, meu anjo protector...!”
- Esme, por incrível que pareça quando eu vi-te naquele necrotério, meu coração que há muito estava parado, sentiu algo totalmente diferente, algo que dizia que eu deveria salvá-la, e eu não estava errado. - novamente ele pegou minha mão, a beijou, ajoelhou-se e disse: - Esme Anne Platt, darias-me a honra de tornar-te a minha companheira, para amar-te e respeitar-te por todos os dias da minha existência, tornando-se a senhora Cullen? - estava a sonhar ou entao isto era mentira.
- Sim, eu aceito ser tua. A Senhora Esme Cullen. - tomou-me nos seus braços e beijou de uma forma que jamais senti em toda a minha vida humana, beijos que acostumaria por toda minha existência.
- Eu amo-te Carlisle, sempre amei... - e novamente ele beijou-me. Um beijo curto, mas com impolgação.
- Eu esperava por isto minha querida. Vem tenho uma surpresa para ti.
Ele levou para sua casa. Ou a minha casa de agora para sempre. Entrando na residência, eu senti um cheiro diferente, um cheiro de outro vampiro, que ao meu pensar, deveria ser o filho de Carlisle, Edward Cullen.
- Edward filho, vem aqui. - nunca tinha visto um pai tão amoroso que nem meu futuro marido. Quero apresentar-te a Esme.
- Olá Pai, estou a ir. - chegou antes que pudesse piscar. - Olá, Esme. - ele beijou a minha mão, nunca tinha visto uma criatura tão linda, um rosto angelical, bondoso, cabelos bronze, olhos dourados igual aos do pai. Era um filho que qualquer mãe gostaria de ter. Será que meu bebê ficaria lindo assim? Uma pergunta que jamais teria a resposta.
- Obrigada pelos elogios Esme, e sinto muito por não ter as respostas necessárias para tuas perguntas. Eu perdi a minha mãe, e sei a dor que passou nestes dias, ainda com abusos de seu antigo marido. Carlisle adotou-me como filho. E eu sempre quis ter uma mãe. Sinto falta da minha. Posso fazer-te uma pergunta? - prestava atenção. Ele sentia a minha dor. Isso é estranho. Fiz que sim com a cabeça. - Gostaria de ser minha mãe. Sei que nunca substituirei seu filho e não substituirá minha mãe, mas podemos atenuar a dor um do outro com isso?
Não conseguia pensar, aquela linda criatura queria que eu fosse sua mãe? Daniel foi-se, mas não deixou-me desamparada nesta vida. Eu seria eternamente feliz ao lado de minha verdadeira família, sentiria falta de Daniel, mas sei que ele estará em um lugar melhor. Olhei para Edward, abri os braços e respondi a sua pergunta:
- Sim Edward, eu aceito. - imediatamente abraçou-me. E aqui senti o verdadeiro significado da palavra amor e família. Carlisle abraçou-nos e beijou-me de leve. Aquilo excitava-me, era tanta felicidade que eu realmente perguntava se merecedora.
- E merece mãe. Merece ser muito feliz. Vocês são minha família agora. Este presente eu guardei para  dar-lhe, Carlisle quer que eu entregue a ti. - que presente mais eu poderia querer, ele chamou-me de mãe. Pegou uma minúscula caixinha, e ajoelhou-se assim como o pai fez. Carlisle ajoelhou-se junto a Edward e falaram juntos.
- Aceitas unir-te á família Cullen?
- É o que mais desejo em toda a minha... existência. - Carlisle colocou o anel no meu dedo e o beijou, assim como Edward também o fez. Eles abraçaram-me.
- Bem, enquanto transformava-se mãe... - cada vez que falava mãe, eu derretia-me. Ele riu-se. - Eu olhava seu lindo rosto bondoso e isso fez-me compor uma música para ti.
Uma música para mim, isso era demais.
- Toca para mim, por favor. - Edward foi até o piano e começou a tocar uma melodia lenta, que aos poucos se tornava forte, mas suave ao mesmo tempo, uma melodia que mostrava o quanto ele estava feliz.
- Obrigada por aceitar-nos. - agradeceu e beijou o topo da minha cabeça e de Carlisle que estava ao lado. Antes que pudesse responder, ele tinha saído, deu privacidade a mim e a seu pai.
- Muitas novidades para um dia meu amor? Acostuma-te, nunca mais serás infeliz. Senhora Cullen... -  pegou-me nos seus braços e levou-me ate ao quarto... Beijou-me e me levou para o que seria a primeira noite de amor de minha existência ao lado do homem que eu sempre amei e sonhei...

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