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Diário de Esme Cullen - Um novo caminho


Segunda-feira, 3 de Fevereiro
" Um novo caminho "
Querido Diário:

A viagem de comboio foi tranquila. A casa de Joseph não era muito longe da estação de comboios. A minha barriga ainda não era muito grande para meu tamanho, porém um jovem menino chamado Michael ajudou-me a carrega-la.
- Senhora? - ele agarrou o meu braço. - Para onde vai?? Esta mala está pesada? Posso ajuda-la a levar a mala? - ele tinha olhos doces. Uma pele branca que parecia porcelana. - Aliás, meu nome é Michael. Prazer em conhecê-la!
Sorri com o gesto do pequeno garoto que aparentava ter os seus 10 anos. Apertei a bochecha e sorri para ele.
- Olá! Meu nome é Esme! Estou ir para a casa do meu primo Joseph Platt. Conhece ele? - o garoto sorriu novamente para mim, fazendo sinal com a cabeça que sim.
- Sim, eu conheço o Senhor Joseph. Ele ajuda-me com as despesas da minha casa, ele é muito bondoso. A senhora quer que carregue as malas? Posso fazer isso de graça, já que a senhora é prima do Joseph! O que acha? - balancei a cabeça em sinal de não.

- De forma alguma pequeno. Eu vou pagar pelo serviço. Tenho muito gosto em poder ajudar. - Michael sorriu e foi até a casa de Joseph contando a sua história de vida e sua luta ate entao.
Quando chegamos a porta de Joseph, despedi-me de Michael.
- Adeus meu pequeno amigo, venha visitar-me sempre que possível, sim? Aqui, tens o teu dinheiro! - olhos desta doce criança iluminaram-se com a quantia na minha mão. - Essa pequena quantia o pode ajuda-lo por um tempinho! Que tu sejas sempre uma criança abençoada, assim como meu pequenino!! - acariciei a minha barriga.
- Obrigada Senhora! - beijou meu rosto e correu saltitante com a minha ajuda.  Virei-me para bater à porta de meu primo. Ao ouvir a partida, a porta se abriu rapidamente. Joseph atendeu.
- Esme?! És mesmo tu prima? - abraçou-me e então as lágrimas começaram a sair, fluidamente. - O que aconteceu?? Vem cá, entra por favor! - agarrou-me a minha mala e na minha mão e conduziu-me ao interior de sua pequena casa, que era bem modesta.
Ao sentar-me, enxuguei as lágrimas de meus olhos e acariciei meu ventre. A sensação de ter alguém por quem lutar era maravilhosa, a cada pequeno movimento de meu pequenino eu ficava encantada e ate chorava de emocção. Nesse momento, Joseph tira-me dos meus pensamentos e diz:
- Esme, conte-me tudo o que está acontecer. Por favor prima? - acenei com a cabela concordando que sim e começei o meu relato de vida infernal em Columbos.
- Joseph, sinto muito em vir sem ao menos avisar-te. Eu casei-me, a pedido dos meus pais, porém não sabia que seria uma péssima decisão, uma vez que só  sobrara eu para casamento e ainda havia um único último pretendente para mim, e casei-me sem fazer objeção à idéia deles, dado logo a eles a sua vontade feita. Porém Charles tornou-se violento e as agressões ficaram cada vez piores, quase que diárias. Ele foi convocado para a guerra e com sorte eu achei que teria me livrado daquele pesadelo para sempre e que a guerra acabaria por leva-lo a morte. Depois de dois anos longe de casa, ele voltou e a violência foi ficando cada vez pior, mais intensa, ele agrediu-me da última vez, tem cerca de uma semana, nao mais. E... - antes de continuar o meu relato mostrei as marcas de violencia, as marcas roxas nos meus braços. - Estou grávida. Não poderia deixar meu pequeno anjo que crescer no inferno que ele chamava de lar. Por favor Joseph, diz-me que deixas eu ficar aqui até encontrar um lugar e um trabalho por favor? Nao deixes desamparada. - pedi.
- É claro que podes Esme! Fica com o outro quarto que está vago! E terás todo o apoio que precisares aqui! - abraçou-me. - Sabes que sempre foste como uma irmã para mim! E teu bebê será mais que bem vindo aqui já que não tive filhos e minha esposa deixou-me cedo não é? - Joseph tinha perdido a esposa de uma grave doença muito jovem.
- Obrigada pela acolhida primo! Serei eternamente grata a ti! Joseph... se tivesses um filho homem, qual seria seu nome? - as minhas palavras o apanharam de surpresa. - Eu gostaria que meu bebê levasse o nome que tu darias ao teu filho, por favor, se não se importares!
Meu primo chorou, depois deu-me um abraço. Porém não respondeu a pergunta, apenas acariciou a minha barriga e olhou-me nos olhos. Ficamos um bom tempo assim, até que ele manifestar-se.
- Daniel... O nome do meu filho seria Daniel, querida Esme! - surpreendi-me com um nome tão lindo.
- Pois esse será o nome de meu bebê se for menino! Daniel... meu pequeno Daniel Everson! - pensar no meu bebe fazia sentir-me feliz, ajudava a esquecer os problemas da vida.
- E se for menina Esme, ja tens algum nome? - não tinha nome para meninas, a minha intuição dizia que esperava meu pequenino Daniel.
- Não Joseph, tenho certeza que meu bebê será um lindo menino! - Abracei novamente Joseph e fui deitar-me na cama no tal quarto que ele tinha reservado para mim.
Ao desejar-me boa noite, eu vesti-me e deitei na cama. Acariciei a barriga e cantei para Daniel, em meu ventre. Esta noite, eu sonharia com ele. O homem de meus sonhos, aquele lindo anjo loiro. Aquele que para alem do meu filho dava-me forças.
Carlisle era seu nome, nunca mais havia tido noticias dele, contudo, em segredo sempre o amei. Era estranho pensar nele dessa forma, mas algo realmente sempre tocou meu coração em relação a esse homem desconhecido. No sonho, ele falava comigo.
“Não tenhas medo minha pequena, ainda estaremos juntos!”
“Como, se não sei a onde encontrar-te?”
“No momento certo, saberás onde encontrar-me e seremos felizes e esquecerás toda a dor que te causaram um dia! Até mais!”
Acordei assustada depois do sonho, o que era isto? Esta conversa, qual seria seu significado? Será que um dia descobriria? Apenas sei que estava feliz por, neste momento estar segura e com meu bebê a salvo.
Depois do sonho, a única coisa que consegui foi pensar nele e suspirar:
- Carlisle... - Suspirei e novamente dormi, uma noite tranquila, sem pesadelos, onde eu, toda noite encontrava o anjo e homem dos meus sonhos e da minha vida. Nesse momento, o meu pequenino deu um chutinho na minha barriga que fez meu coração martelar de tanta emoção, pois ele sabia que eu estava feliz.


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