Sexta-feira, 15 de Novembro
" Um novo membro "
Querido Diário:
Um dia normal na minha eterna existência Edward trancando na biblioteca a ler, Carlisle a trabalhar naquele hospital e eu sentada aqui na sala a ler um livro, algo que na minha vida humana era rotina.
Depois de alguns meses a viver aqui, anos, muita coisa aconteceu, Edward meu filho tinha feito uma coisa que talvez eu podia fazer mas nao era capaz por todo o mal que ele tinha feito a mim, por toda a violência toda a dor. Ele tinha morto Charles, segundo o meu marido tinha sido a sua primeira vitima, eu sabia que ele tinha feito isso por mim e nao por uma vontade própria de sair por ai matando tudo todos. Quando soube da noticia saltei de alegria pois aquele que tinha feito a minha vida num inferno, ardi nele e jamais voltaria para atormerta-me. Agora mais que nunca sabia que estava bem aqui e que teria toda a protecção a que eu tinha direito, Carlisle amava-me, Edward adorava-me como uma mae, sendo que ele para mim tambem era um filho. Nunca consegui esquecer as suas doces palavras do dia em que recebeu-me aqui em casa, foram tao belas que nem nunca tinha pensado ouvir.
Horas depois estando tao distraída com os meus pensamentos e lembranças, despertei ao ouvir Carlisle a carregar uma rapariga loira que emanava um cheiro bem apetitoso, um cheiro humano e a levava para cima, ao inicio tive vontade de subir e tentar entender o que se estava a passar, no entanto o meu filho apareceu e com as suas doces palavras disse:
- Esme, é melhor ficares aqui vou primeiro lá a cima. - consenti ficando para tras observando o seu subir rápido e fluido, ficando eu aqui de pé sem saber o que fazer. Esta era a minha primeira vez que estava próxima de uma situação embaraçosa.
O tempo foi passando, as noticias eram nulas, a minha inquetação era muita por estar sozinha e nao poder de algum modo ajudar, entao desisti de lutar contra a minha vontade e subi. Pouco a pouco fui-me aproximando da porta, outro tanto pouco a mao da monsota e por fim entrei.
- Carlisle? Edward? – Chamei com uma voz muito doce, de modo a nao assustar a rapariga. – Ouvi vocês a falarem, qual é o motivo? – ninguem deu-me a resposta que eu queira ouvir, entao olhei para a jovem e percebi tudo. – Oh, ah já percebi.
- Esme, tu conheces-me melhor que ninguém, sabes como sou. – disse Carlisle com uma voz suplicante. Eu conhecia muito bem a sua vontade de ajudar tudo e todos. Confiava nele a 100 % e sabia e sabia que as suas intensões eram boas, ele estava a salvar esta jovem. – Sabes que não a podia deixar naquele lugar sozinha.
- Eu sei amor, e compreendo se fosse eu fazia a mesma coisa, acredita. – disse com a voz mais meiguinha ainda que a anterior.
Nesse momento a rapariga gritou, a dor estava a tomar conta de si tal como um dia tomou de mim. Segurei-lhe a mão delicadamente e ela apertava, Carlisle segurou na sua outra mao.
- Calma querida, vai ficar tudo bem – tentei de alguma maneira ganhar forças para transmitir a esta menina, que necessitava de sentir amada e protegida. Passei-lhe a minha energia maternal.
- Desculpa – repetia Carlisle vezes e vezes sem conta, como se tivesse culpa de alguma coisa. Ambos sabiamos que ele so estava a fazer isto porque apenas queria manter alguem vivo quando sabia que nao era merecedor da morte da forma trágica como foi exposto - É só mais algumas horas e tudo vai acabar. Rosalie vai renascer. - ele passou a sua mao pelo cabelo lindo dela, acariciando.
- Carlisle sabes quem fez-lhe isto? – perguntei curiosa por saber quem era o grande responsável pela crueldade.
- Foi Royce King II – respondeu Edward na vez de Carlisle. As vezes esquecia-me das intervenções do meu filho, da sua leitura permanente da mente dos outros.
- Mas como é obvio, nunca ninguém suspeitará dele, e não admira-me nada que neste momento já andem atrás dela.
Quando ele disse isto, ficamos todos em silencio, apenas ouvia-se o um coração a lutar furiosamente com o fogo. Era o coração dela a lutar para manter a existência eterna. Momentos depois de tanta luta sua, a rapariga começa a dar os seus primeiros sinais de um fim. Abriu os olhos, reparei na sua admiração em ver todas as partículas suspensas no ar, cada precisão dos objectos, cada cor...
Ate finalmente reter o seu olhar em nos que estavamos desde o principio ao fim focados nela, o olhar de Carlisle mostrava preocupação, o meu amor e carinho e o olhar do meu filho era um olhar irritado e distante. Depois ainda parou para olhar para si própria, para as suas roupas que nao eram as suas roupas rasgadas, mas sim com um vestido de seda azul-bebé, que eu própria tinha providenciado para ela. Levantei-se num movimento tão rápido que ate estava confusa, o seu olhar sangue mostrava a denuncia de muitas perguntas.
- Estás bem? – perguntei eu e Carlisle ao mesmo tempo, olhando depois na sua cara.
- Acho que sim – respondeu, depois ficou com uma cara estranha, talvez por acabar de conhecer a sua nova voz cristalina.
Aproximei-me dela colocando as minhas mãos nos seus ombros tensos.
- Calma querida, agora tens de ouvir-nos e ser forte, vais ouvir não vais? – perguntei, estando sempre crente que ela ia dar uma chance para as nossas explicações. Acenou com a cabeça que sim, no entanto o seu brilho do olhar mostrava medo.
- Bom, tu agora és vampira, mas não és uma vampira daquelas que se desfazem à luz do sol, isso é tudo mitos, o sol a nós não faz-nos mal, mas é verdade que não podemos sair à luz do sol e verás porque, quando experimentares. És imortal e precisas de sangue para alimentares-te. – disse Carlisle muito calmamente, muito devagar de modo a que ela nao exalta-se logo ao inicio.
- O que? Sangue? Mas sangue humano? – Perguntou escandalizada voltando a assustar-se.
- Não obrigatoriamente, nós somos vegetarianos ou seja alimentamo-nos de sangue de animais, por isso é que temos os olhos dourados, se nos alimentássemos de sangue humano os nossos olhos seriam vermelhos. Bem... – continuou o meu marido mesmo apos a sua interrupção. - Somos muito mais fortes e rápidos que os humanos, temos os sentidos muito mais apurados, a escuridão não nos afecta.
Ela ainda nao tinha caido na realidade da sua vida, pois devia estar a pensar o mesmo que eu pensei quando passei pela semelhança da transformação, eu tambem queria morrer, embora o caso fosse completamente diferente, mas as reações eram sempre as mesmas.
- Então eu sou uma…uma…uma vampira. - ela tinha dificuldade em prenunciar aquilo que ela era. De algum modo custava acreditar.
- Sim, és – disse Carlisle calmamente.
- Acredita, é a mais pura das verdades – disse Edward, logo sendo fitado pelo o olhar incredulo dela. Ela ainda nao conhecia a existência do dom do meu filho. - Não, não disseste. - respondeu Edward a uma pergunta sua.
- Então como é que respondeste-me? Oh espera não me digas que lês pensamentos? - ela estava incrédula.
- Sim, leio. - esclareceu.
- E isso é um super poder vampírico?
- Sim, mas só eu é que leio pensamentos.
- Posso continuar? – Interrompeu Carlisle, todos nos concordamos com a continuidade da sua explicação. – Como qualquer outra coisa há leis, e uma espécie de realeza, o nome deles é Volturi cuidam do nosso mundo, não deixando expor ninguem da nossa espécie.
Relembrei a sua explicação sobre tudo o que era a nossa história que num dia ele contou-me no banquinho do jardim, agora estava a transmitir a mesma a mais recente aquisição cullen.
- E a minha família, eu vou poder voltar a vela? - nesse instante Carlisle olhou para mim, depois para Edward ate finalmente pousar o olhar nela, no entanto sendo incapaz de falar, entao cheguei-me na frente.
- Hum… querida receio que não! – respondi-lhe.
Não aguentou o incapto da realidade dos factos e dos verdadeiros obstáculos que a nossa existência continha, desatou a correr saindo para o meio da floresta. Ao deparar-nos com a cena, reparei na desilusão no olhar do meu marido, passei logo a mao pelo seu ombro.
- Vai ficar tudo bem, da-lhe tempo.

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