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Diário de Esme Cullen - A vingança de Rosalie


Domingo, 12 de Agosto
" A vingança de Rosalie "
Querido Diário:

Já tinha passado um ano desde a transformação da minha filha, era como era óbvio tínhamos mudado de cidade que chamava-se Cyter, para nao criar suspeitas, ou criar situações de embaraço para ela ou para os humanos. Cyter era uma cidade pacata, silenciosa e muito amena, adequada a nossa qualidade de vida. Aqui nao havia muito sol, tambem por isso nao havia grande problemas com a nossa exposição na rua. Rosalie a cada que passava estava adaptar se muito bem, ja agia com muita naturalidade, no entanto havia uma coisa que nao a parava de atormentar todos os dias desde a sua transformação... Era o tal Royce.
De alguns dias para ca tinha reparado em algumas hora de ausência da sala, Edward há por si tentava de algum modo descobrir o que a cabeça pensava, no entanto parecia que tudo estava contra nos, ela guardava segredo. Tinha medo disso, nao gostava de a ver sozinha e pensativa em coisas negativas e que de algum modo a magoaram.
Enquanto estava mergulhada nos meus pensamentos ouvi a Rosalie chamar por nos, num tom quase inadiável a um humano.

- Podem chegar aqui um minuto?
Todos juntos chegamos ate ela num ápice  nem meio segundo chegava para dar o recorde da nossa rapidez, um milésimo. Uma vez ao pé dela o meu filho nao tirava os olhos de Rose, eu conseguia decifrar aquele olhar, era um olhar de compreensão e aceitação e ao mesmo tempo de raiva.
- Eu tomei uma decisão, e não vou mudar de ideias, mas quero que vocês saibam o que pretendo fazer. - olhei para o meu marido preocupada com a ideia que ela podia ter na cabeça.
- Eu estou de acordo – disse Edward.
- Eu quero vingar-me dos culpados da minha quase morte, quero vingar-me principalmente de Royce, quero que ele sofra tudo o que sofri, mas que ao contrário de mim nao vai ter uma segunda oportunidade de viver. Mesmo que já não seja humana eu continuo viva, mas ele não, eu quero ver Royce sofrer e morrer aos meus pés. – terminou de falar com os punhos serrados, a raiva transbordava dos seus olhos.
Eu e Carlisle estavam com o nosso olhar fixo em nela, eu compreendia e muito bem, estava do seu lado independentemente da sua decisão. O meu marido  estava preocupado com o rumo da vingança, ele odiava matar, mesmo sendo alguem da morte, e quando o fazia era por uma razão muito forte em que nao havia outro tipo de alternativa.
- Rose – disse eu colocando as mãos nos seus ombros. – Eu compreendo o que queres fazer, e estou do teu lado só não quero que faças algo que te venhas a arrepender no futuro.
- Eu tenho certeza que é isto que eu quero fazer. - ela era muito decidida tal como Edward.
- Então tens todo o direito – disse Carlisle. - Segue com a tua vontade.
- Obrigada – sorriu-nos. – Obrigada a vocês dois também. – ela disse para mim e Edward. – Obrigada por todo o apaio, nunca vou esquecer.
Partiu nessa noite, estava com receio e dai que o meu filho Edward foi com ela para deixar-me mais tranquila, mesmo sendo algo que contra a sua vontade, sabia que ela tinha preferência por uma vingança solitária, no entanto tambem fez nada para mudar. Para tras fiquei eu com Carlisle, para mim era difícil estar longe do Carlisle, tanto que sendo assim foi Edward e nao Carlisle.
- Nao gosto quando ela pensa nesse maldito Royce! - desabafou o meu marido ja a ver que eles estavam muito longe de casa.
- Carlisle ! É um direito dela, embora sendo uma errada porque matar é crime, mas a faz sentir bem. - passei a minha mao pelo seu rosto macio e ele agarrou a minha mao docemente.
- O que seria de mim sem ti minha Esme! - sorri quando ele beijou a minha bochecha.
- Serias tu Carlisle, talvez menos feliz, menos capaz de amar. - abraçou-me e assim ficamos durante uns minutos.
A escuridão do fim de tarde denunciava uma noite de tormenta para quem alcance o olhar da vingança atroz da minha Rosalie. O seu desejo estava prestes a ser cumprido com apenas um abrir e fechar de olhos.
- Espero que corra tudo bem ! - voltou a falar, nao tirando a sua cabeça do encosto do meu ombro. - As vezes penso que nao sou forte e nao consigo ter forças para evitar certas situações, no entanto quando olho para ti o meu sentimento derrotista perde e o vencedor alcança a força. Tu és a minha luz, a minha razão de aceitar a minha realidade. - amava loucamente este homem que por um simples acaso o destino tinha reservado para mim. Bem dita a hora que eu cai daquela árvore  porque agora estava a valer-me os melhores dias da minha vida.
- Tu és forte sim, és um pai maravilhoso, um marido exemplar, um médico profissional e grande salvador. - nao podia querer mais nada. Beijou-me intensamente quando conclui a minha frase.
O beijo que dava-me fazia-me sentir nas nuvens, que estava no céu  O meu anjo, meu eterno anjo. Os meus sonhos estavam certos, quem esperava sempre alcançava a felicidade divina. Eu podia ate nem estar no céu  mas estava na terra, e tinha comigo o meu anjo, aquele que estaria sempre comigo, nas horas boas e horas más, protegendo-me do mal, salvado-me sempre para o bem.
- Amo-te Carlisle Cullen. - amava o seu nome, cada letra tinha para mim um significado intenso.
- Tambem te amo minha eterna pequena Esme Platt Cullen.



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