Sexta-feira, 8 de Maio
" Visita do futuro marido "
Querido Diário:
Após o meu café da manhã, fui para o quarto trocar de roupa. Ao abrir a porta do armário, tirei o meu melhor vestido, assim como mãe tinha solicitado que eu devia fazer, segundo ela tinha de estar perfeita para o noivo. Meu melhor vestido era de um seda impecável, lindo, um tom de rosa delicado que caia perfeitamente em meu corpo e combinava com a cor de meus cabelos num tom de caramelo.
Sentei num banquinho bem na frente do espelho e passei um pouco de po de arroz para dar um pouco de cor ao rosto e um baton e por fim fui sentar-me ao lado de meus pais no sofá da sala, visto que meu noivo estava para chegar dentro de pouco tempo com a sua familia. Ao entrar na sala senti um onde olhares de espanto por parte dos meus pais.
- Esme, meu amor tu estás tao linda! - elogiou-me a minha mae pegando de seguida a minha mão e fez-me sentar bem do seu lado no sofá da sala. - Tudo isso é para teu novo pretendente? Se for, creio que ele ficará deslumbrado com tanta beleza minha querida filha. Está mais do que perfeita! Pareces um anjo com esse rosto em forma de coração. - eu não conseguia falar, não queria falar.
Apenas desejava que este espectáculo absurdo termina-se logo, o pesadelo colocaria um fim aos dias mais felizes e encantados da minha vida.
- Realmente filha, tu estás incrível, a tua mae tem razão! - meu pai elogiou-me de repente ouvimos um barulho na porta da sala... TOC TOC TOC...
A minha mae foi abrir a porta. Passei as minhas maos no vestido para tirar o amarrotado e olhei ela com um sorriso deslumbrante a abrira porta.
- Bom dia Sr. e Sra. Everson. Por favor entrem! - ela indicou o caminho com a mao para o bonito casal que estava entrar em nossa humilde casa. - Ah querida... Esme vem ate aqui receber as visitas. - levantei-me e sorri para o casal simpático que estava a minha frente.
Ela era linda, a senhora Everson tinha os olhos azuis e cabelos loiros encaracolados e o Sr. Everson tinha a pele branca e olhos castanhos chocolate e um cabelo preto deslumbrante. Assim que levantei e andei na direção dos Eversons cumprimentei-os como todas raparigas educadas devia fazer diante de visitas. Minha mae olhou para mim radiante com a minha atitude do momento, sem dar os grandes espectáculos como sempre fazia sempre que a visita era um pretendente a eu casar.
- Bom dia Sr. e Sra. Everson. Sou Esme Anne Platt. - pausei. - Para mim é uma grande honra conhecer os senhores. - o Sr. Everson pegou a minha mão delicadamente e beijo-a. Eu sorri com o gesto cavalheiro do meu futuro sogro.
- Bom dia pequena Esme. Sou Frederico Everson e é um prazer para nós poder conhece-la. - olhou para o lado e fez a delicadeza de apresentar a mulher. - Esta é minha esposa Maria Eduarda Everson. Gostaríamos de unir as nossas famílias através do matrimonio. Queria apresentar-te nosso filho Charles Everson. - Charles entrou em meu campo de visão. De um ponto de vista não chamava a atenção, mas a primeira impressão que tive era de um homem bonito, nao tao belo quanto o anjo que eu sonhava toda a noite.
Este por sua vez era loiro e alto, tinha olhos verdes. Um sorriso encantador, mas algo me causava medo nele, não sabia se conseguiria casar-me com ele, mas se essa era a vontade dos meus pais, eu teria de faze-lo. Eu nao daria mais nenhum desgosto a familia Platt.
Charles se aproximou, ele usava um fato castanho, sua mão foi se aproximando da minha. Ele a pegou e no mesmo gesto de seu pai Frederico, a beijou e apresentou-se, parecendo mesmo um cavalheiro.
- Bom dia Srta. Esme Anne, meu nome é Charles Everson. Como sabe nossas famílias gostariam de unir os laços, através do matrimonio e para isso vim apresentar-me, pois quero corteja-la. - respirou fundo. - Em breve casaremos, ao menos essa é minha intenção com contigo, formar compromisso. - neste momento, Charles levou a mão ao bolso de seu casaco e retirou uma caixinha de veludo vermelha e a colocou na palma da mão e virou-se para os pais.
- Mãe e Pai, será que posso? - ele segurava a bela caixinha nas mãos, e com um largo sorriso no rosto, pediu permissão para agir. - Devo agir agora? - os pais concordaram com um aceno de cabeça. Então olhou-me bem nos olhos e começou um discurso, que tinha tido o cuidado de escrever com uma perfeita caligrafia.
A cena me deu arrepios, não sabia o motivo desta sensação, contundo sabia que na cabeça dos meus pais eu estaria a tomaria a decisão certa, no entanto seria a melhor para mim? Charles me tirou dos pensamento, fazendo com que meus olhos encontrassem os ele, congelando assim meu coração.
- Senhorita Esme Anne Platt, em nome dos meus pais Frederico e Maria Eduarda Everson, em respeito aos teus pais Dirceu e Anne Platt, representado por este anel de noivado, venho consumar o compromisso de unir o elo entre nossas famílias e zelar este amor que acaba de começar! Há tempos eu a tenho observando senhorita Esme, e teu pai Dirceu deu-me a honra de poder te corteja-la até a data do nosso casamento. - respirou fundo antes de acabar seu discurso. - A cerimonia ja está marcada para daqui há dois meses. Não é uma felicidade minha querida futura esposa? ... - seu discurso tinha sido longo e não conseguia ouvir mais uma palavra de sua boca.
Casada... meu destino... unir-me a Charles Everson. Meu prometido. Aquele que causava-me medo e sensações desagradáveis. Será que ia conseguir amá-lo? Essa resposta só o tempo me saberia dar. Fui tirada novamente de meus pensamentos, agora ele estava ajoelhado a meus pés com tal caixinha aberta e o anel à mostra. Charles ao menos era educado. Olhei ao redor tentando entender o que estava acontecer, foi quando olhei para minha mãe que tinha lágrimas nos olhos e o pai abraçava sua cintura, admirando a cena de amor ao nosso redor. Foi quando novamente ele voltou a falar.
- Esme Anne Platt, eu, Charles Everson, tenho a honra de pedir a teus pais, Sr. Dirceu e Sra. Anne que concedam a tua mão a mim, para fazer te feliz por todos os dias da minha vida. Esme, queres casar-te comigo? - congelei. Não conseguia respirar... CASAR. CASAR. CASAR. Era a única palavra que não saia de minha cabeça. Todos estavam a olhar para mim, a espera da minha resposta.
- Sim Charles. - finalmente eu consegui responder, com grande custo. - Aceito casar-me contigo. Será um prazer para mim, unir-me a tua família e ser uma Everson. Como é da vontade dos meus pais, sim eu casarei contigo e seremos uma família feliz. - esta parte eu nao tinha certeza se era um facto verdadeiro, pois casar sem amor era como manter-me solteira.
- Parabéns! - a minha Mãe abraçou-me. - Sabes que é a decisão certa não é verdade querida? - sussurrou ao meu ouvido. - Será feliz eu e suas irmãs, então terá uma família e filhos, assim como todas raparigas descente tem de ser. - Todos cumprimentaram-me. Foi quando, meu noivo virou-me para que ficasse de frente para si, ajoelhou-se novamente e disse:
- Posso ter a honra? - acenei com a cabeça em sinal de concordância Ele retirou o anel da caixinha, e a colocou na mão esquerda, onde ficaria para resto das nossas vidas. Beijou o anel e sorriu para mim, porém não conseguia relaxar ao lado dele e a sensação ruim, continuava.

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