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Lua de Sangue - Capitulo XVI - História de Emma


Capitulo 16 - História de Emma

[Hanna]
Tudo estava a ficar mais calmo, Sarah parecia estar mais simpática e mais convencida que tinha exagerado na sua atitude com para connosco. Esme mais feliz por ver que Carlisle tinha conseguido mudar as rebeldias iniciais. Eu cada vez mais apaixonada pelo meu John  ainda bem aprendi desde logo o que podia estar a perder e que se ele nao conseguia estar mais feliz do que estou, tudo isto tambem tinha a ajuda de Sarah, ela tinha sido a  minha grande conselheira, e a minha mae tambem. 
Elas juntas conseguiram unir-me a algo que estava adormecido no fundo do meu peito, estava-lhes muito grata por isso.
Sentada na minha secretária de volta dos meus livros, Emma entra no meu quarto sem dizer uma unica palavra senta na cama. Olho para ela pois nunca gostava que entrassem assim no meu quarto sem qualquer tipo de palavra, nao é que tivesse algo a esconder o que nao era o caso, mas porque estava habitada a um resgisto nobre desde sempre.  Voltei-me para ela deixando os meus afazeres de lado. 
- Olá Emma! 
- Olá Hanna! 
- Esta tudo bem? 
- Sim e contigo?
- Tambem. Quer dizer estou a estranhar-te um pouco, nao tens muito o habito de vir para o quarto a esta hora... - falei quase me arrependendo, pois nao queria dar a entender coisas erradas.



- Eu nao devia ter vindo, ok ja vi que estas ocupada. 
Levantei-me imediatamente e evitei a sua saida colocando-me na frente. 
- Claro que nao é nada disso, tola. Gosto muito de te ver aqui e de conversar contigo. 
Passei a minha mao em seu cabelo. Ela entristeceu baixando o seu olhar gradualmente, com a minha mao levanto o seu belo rosto. 
- Desculpa se estou a ser meio aborrecida ou chorincas, mas é que o teu gesto e forma de seres comigo, fez-me lembrar coisas do passado, coisas que eu ja nem sei realmente as vivi. 
Olhei fixamente para ela, puxei por sua mao, levando a que ficássemos de frente uma para outra e deixei que a conversa fluisse e que ela de certo modo podesse falar um pouco mais sobre o que realmente a fazia comparar-me ao seu passado.
- Tu nuncas é aborrecida, e obrigada por me considerares dessa forma, mesmo nao sabendo em que contexto esse alguem parecido a mim te fez bem. - sorriu.
Ficou pensativa e finalmente depois de alguns segundos ela voltou a olhar para mim e tomada de coragem falou:
- Eu sei que em ti posso confiar e entao vou-te contar a minha história, mas antes deixa-me fechar a porta para que ninguem saiba.
Fiquei a estranhar o porque de sua vontade ser algo tao secreta. Ela volta para o meu lado.
- Pronto, agora esta tudo bem para eu contar... - respirou fundo.- A muito tempo bem antes de entrar para aquele colégio interno, onde por acaso vos conheci, eu... 
De alguma forma recordar o seu passado devia deixa-la um pouco triste, tal como a minha me deixava sempre que pensava na dor que tinha passado na minha vida humana.
- Eu sofri muito, quando era muito pequena os meus pais abandonaram-me na rua com frio e fome, eu passei os meus piores dias, parecia que jamais teriam fim... - passou as suas mao ao rosto, pousando-as na cabeça por fim. Olhando a grande janela do meu quarto. 
- E o que mais aconteceu? 
- Uma jovem encontrou-me na rua e deu-me um abrigo, tratou-me tal como uma filha, sabes de uma forma carinhosa tal como tu es, doce ... mas infelizmente ela morreu passados 5 anos com uma doença da época, com cólera. 
Ja tinha tinha ouvido falar nessa doença, segundo tinha apurado era devastadora e raramente se conseguia salvar alguem, foi das maiores causas de morte do século XIX. Tinha pena por ela ter perdido esse alguem que forma cuidadosa soube dar-lhe um lar. 
- Depois da sua morte, tudo mudou para mim, a rua voltou a ser a minha casa, o frio a minha roupa, a sede e a fome o lixo que ja ninguem mais queria. Passei muito, eu nao tenho saudades desse tempo.
Se alguem vive-se algo semelhante tambem de forma franca nao teria. Peguei sua mao macia. 
- Mas agora tens a mim, a Nancy que te adora, a avo Esme te ama, tia Bella que te venera, Sarah que gosta muito de ti, aos rapazes que sao loucos pela tua rebeldia e selvajaria  tens a Renesmee, a minha mae, a tia Alice, os tios, o avo Carlisle. Toda a gente gosta de ti e jamais vao permitir que sofras novamente. - ela abraça-me fortemente. 
Era tao bom fazer alguem sentir-se bem.

- Obrigada por tudo mesmo, tu fazes-me sentir tao bem. 
- Eu é que agradeço a tua força e confiança em mim por contares algo que ninguem mais sabe. 
- Eu sei que es boa pessoa, nao estou a dizer que os outros nao sejam porque sempre foram impecáveis comigo, no entanto, tu entendes. - e claro que entendia. Dei um novo abraço. 
Estacávamos tao mergulhadas na nossa conversa e tao distantes da realidade que nem demos por o bater forte na porta do meu pai Emmett.
- Meninas estao ai? Se nao abrirem vou arrebentar com a porta. - assustei-me, tudo o que nao queria era ficar sem porta. 
- Calma! - gritei, saltando logo do meu lugar e abrindo mecanicamente a porta ficando seria para ele. - A algum problema? - perguntei disfarçando a minha vontade de rir.
- Nao, so nao gosto que se tranquem! - disse ele.
Olhei para Emma que devia estar a pensar o mesmo que eu. 
- Sim, sim! Ja lhe ouvi chamar muita coisa, desde preconceito e desrespeito! - falei seriamente na sua cara. - ele apenas deu uma risada, o que me leva a pensar que nao podia ter entendido a minha ideia. - Va la a baixo por quer me parecer que a mae quer falar contigo. - menti era uma maneira de o desviar do meu caminho. 
Emma riu-se tanto quanto eu, esta era nossa familia mais divertida de sempre. Depois de tanta risada foi o momento de retomar a narrativa da sua vida. 
- Bom como eu a pouco dizia antes de sermos interrompidas, vivi o resto do meu tempo na rua, passei por todas aquelas dificuldades e uma nova familia me acolheu, esta era diferente e esquesita, no entanto o meu destino com ela nao durou muito porque meses depois estavam a internar-me no colégio interno e dai eu conheci a imortalidade, fiz as minhas amizades...
- Compreendo, a minha vida tambem teve altos e baixos, nao tao drásticos como os teus, mas complicados. - relatei a minha história. 
Ela acenava a tudo com a cabeça nunca prenunciando uma palavra, visto que nao queria interromper o meu relato. E por mais estranho que parecesse so ao fim destes anos todos é que nos conseguimos abrir e dar a nossa história a conhecer. 




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