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Lua de Sangue - Capitulo XXVII - História de Jonh e Sarah


Capitulo 27 - História de Jonh e Sarah

[Hanna]
Por vezes pensava que Sarah nao era assim tao fria quanto aparentava ser e que amar nao era um problema ou uma questao proibida para si. As vezes chegava a pensar que ela e Edmund ate podiam ser um casal perfeito assim como eu e Jonh, Emma e Max. Bolas estávamos mesmo todos a ficar unidos tal como nossos pais, os casais irmãos cupido. 
Virei-me para o meu namorado vendo que ele estava deitado a ler o seu livro que a pouco tinhamos trazido da biblioteca local. 
- Amor ! - chamei por sua atenção.
- Sim! - respondeu, nao tirando os olhos do que lia.
Tirei-lhe a porcaria do livro e ele ficou mauzinho, cruzando logo os braços e nesse instante instala-se uma questao na minha cabeça que nunca antes tinha lembrado de perguntar. 
- Da-me o livro ! - levanta-se tentando tirar-me o livro das maos, mas como sou teimosa começo a brincadeira do gato, rato. - Tu estas a querer brincadeira ja te vou mostrar como é! - avisou. 
Corri pela sala inteira e ele sempre atras de mim, depois fui ate a cozinha onde dei a volta pela o balcão da minha avo Esme. 



- Hanna! - chamou, limitei-me a rir. 
Sai da cozinha subi as escadas em relampago, olhei para tras e fiz uma careta. 
- Da-me isso ! - gritou. 
Corri pelo corredor e vi uma porta aberta e entrei, tranquei-me e visto que ele ainda nao tinha-me apanhado abri a janela e saltei para o jardim. 
- O que se passa? Assim vao estragar-me as flores! - reclamou avo Esme. 
- Desculpe avo, mas tenho de fugir. - disse enquanto corria para a floresta. 
Olhei pelo canto do olho, ele vinha la atras, apressei-me mais ainda. 
- Meninos nao demorem muito tempo uma actividade para mais tarde ! - gritou Esme avisando. 
Parei mesmo em frente a uma árvore bem grande e grossa e trepei ficando mesmo no topo. Esperei a sua chegada e pego numas pinhas e amando a cabeça dele. 
- Estas ai ! - disse. - Nao vens a bem vens a mal. 
Oh nao. (pensei)
Saltei para outra arvore, ele nao parou continuo a sua busca. 
- Ja chega Hanna! - nao era que isto nos cansa-se, mas aborrecia. 
Parei, dei-lhe o livro. 
- Estava a ver que nao era hoje. 
- Só queria brincar contigo meu amor ! 
- Hoje nao estou com muita paciência. 
- Entao porque? 
- Nada de mais . 
Cruzei os braços nao ia desisitir de saber o que se passava. Ele era o meu companheiro para as horas boas e más. Se alguma coisa o preocupava ia estar ao seu lado. 
- Pronto ja percebi que nao conseigo esconder nada de ti. - sorri.- sabe as vezes penso em coisas que aconteceram e que ja nao voltam acontecer, pessoas que perdi que ja vou recuperar ..  - sentei no chao a história devia ser longa.
- Estas a vontade para falar. 
Entretanto quando ele esta para abrir a boca e falar aparece Sarah vinda do nada e senta ao meu lado. 
- O que o Jonh tem para contar-te tem de ser feito em conjunto comigo. - disse ela.
- Como assim em conjunto contigo? 
Estava nervosa e pensando coisas indecentes. 
- Eu e Jonh... Nos vivemos no mesmo lugar durante grande parte da nossa vida. 
- Exacto ! 
- Que lugar é esse? - estava receosa.
Sarah olhou para Jonh e eu apenas queria a verdade. 
- Meu amor eu fui levado para o tráfego crianças, assim como Sarah, vivemos durante muito tempo dentro de cave ao qual era usada pelos homens para fins lucrativos e satisfações sexuais. 
- Estas a querer dizer que voces foram prust...
- Calma nao é nada disso... - avisou Sarah. 
- Entao é o que? 
- Deixa Jonh que eu conte.. - colocou-se de pé preparando o seu discurso. - É assim eu fui sim levada para esse caminho, fui obrigada a fazer de tudo e acredita odiei cada coisa que fiz... Nem gosto de pensar os horrores passei. Olhem eu vou-me embora. 
- Espera! - pedi.
Olhou para tras cedendo ao meu chamamento.
- Hanna por favor nao tornes as coisas mais difíceis para mim. Compreende que nem tudo é bom de se saber. 
- Eu nao vou condenar-te ! Sei que a coisas difíceis na vida e que nem tudo é um mar de rosas, mas tambem sei que a formas de evitar certas situações.
- Sabes ? Como?
Fiquei em silencio e olhei para Jonh. 
- Passei pela mesma coisa, talvez pior, contudo tambem fiz alguma coisa que nunca me arrependi, foi de os matar. - arrepiei-me. - Nao estou a contar-te isto porque sinto sinto bem ao faze-lo, mas porque sinto que chegou a hora de dar a conhecer a mulher que eu quero partilhar os meus dias a minha verdadeira identidade. 
Pegou na minha mao e tirou algo do bolso reluzente. Ajoelhou-se aos meus pés. 
- Hanna meu amor, por todos os dias sonhei com a tua chegada na minha vida. Quero que partilhes comigo as melhores horas da eternidade, mas para que isso aconteça preciso de pedir-te em casamento. Hanna aceitas casar comigo? Patilhar a nossa eternidade juntos?
Nao esperava uma propósta como essa, estava feliz da forma como estava, mas um casamento era um passo especial a dar. 
- Aceitooooooooo ! - sorri encantada e dei logo um beijo. 
Colocou delicadamente o anel no meu dedo. Estava a viver a maior emoção.
- Boa a tia Alice vai adorar organizar uma festa de casamento. - anunciou Sarah dando privacidade a nos.
Abraçei o meu noivo em breve seriamos um casal perfeito. Iamos ter o nosso espaço e de certo a minha mae ia ficar feliz por ver que a sua filha linda estava a realizar um passo de sonho.


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