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New Sun - Capitulo 1 - Uma vida Vulgar


Capitulo 1 - Uma vida vulgar 

[Makenna]
Meu nome é Makenna Rossi e vivia em Milão, na cidade perfeita. Os meus pais eram ambos médicos e tinha uma irmã que se chamava Ronnie Rossi. Estudávamos ambas na escola local, mais conhecida em toda a Itália. 
Adorava arte e moda, quando era pequena sonhava em ser design de moda, no entanto a minha mae todos dias fazia questão de dizer que isso era profissão para mulheres sem futuro, eu ficava chateada com ela pois ambas apelávamos a ideias diferentes. Os meus pais sonhavam em pelo menos eu me verem entrar na sucessão da carreira médica, porem nao era algo que desse encanto, mas o que podia eu fazer se ninguem me compreendia?
- Ei Mak o que tens? 
- Nao tenho nada Ronnie! - na verdade estava triste pois o meu dia nao estava a ser muito bom. 
- Vem comigo, vamos ao shopping! Isso ajuda a ficares com uma cara melhor. - a sugestão da minha irmã era tentadora, eu adorava compras, mas estava sem paciencia hoje, por isso negativamente acenei com a cabeça. - Ai nao acredito que nao vais comigo! - ficou amoada. 
- Desculpa maninha numa próxima sim? - sai do meu quarto batendo a porta atrás de mim. Fui para o sótão onde eu sabia que ninguém tinha coragem de ir e me tirar mais o serio. 



Sentei num velho cadeirão que em tempos pertenceu a minha avo materna que infelizmente tinha morrido acerca de 3 anos com AVC, peguei um livro de fotografias antigo e comecei a ve-lo, virando as páginas sempre com o prazer de recordar a minha infancia feliz, mas inocente. Ai batia uma saudade imensa desse tempo, no entanto so me valia recorda-lo, porque como sempre o meu pai dizia o que se viveu ontem, amanha nao se vive, era por isso que cada dia para mim era vivido de forma intensa, vivia sempre para os meus amigos, eles eram a minha segunda familia. 
Foi quando olhei para o chão e peguei o meu telemóvel, digitei logo o numero de uma amiga, para de certo marcarmos logo um evento ou uma saida banal. 
- Alo Melyna! 
- Alo Mak! - adorava quando tratavam ou por Mak ou por Kenna pois tinha mais piada e tambem queria dizer que estava tudo bem, so mesmo os meus pais ou alguem desconhecido tratava por meu nome correcto.
- Melyna eu estava a ligar para marcar qualquer coisa para hoje noite o que dizes? - perguntei, ficando a linha muda.
- Bom eu ja tinha marcado uma saída com meu namorado, desculpa... - fiquei triste, mas nao desanimei.
- Nao faz mal vou ver se alguem alinha numa saída. Tchau, beijo.
Desliguei o telemóvel e fiquei pensativa, olhei para os cantos deste sótão e finalmente eu disse:
- Parece que eu estou a ficar sozinha! Todos os meus amigos estão de uma forma ou de outra comprometidos. - monolguei sabia que era forma própria de desabafar, pois nesta casa ninguem tinha tempo para mim, nem mesmo a empregada. 
Levantei-me da velho cadeirão e deitei-me sob uma pequena cama de madeira antiga que estava próxima a uma janela onde tinha um passarinho cantando. Fiquei a observa-lo ate finalmente adormecer. 
Quando finalmente dormia, sonhei com um princepe encantado, ele nao era tal e qual aqueles dos contos de fadas, este era diferente e quase que tinha aspecto de vilão, no entanto eu amava-o assim, sem complexos. Ele era tao lindo que ate o seu olhar dava inveja so de imaginar, sua dentição perfeita, sua pele reluzente, ate o meu coração palpitava tao forte so de pensar que ele estava ao meu lado. Acordo e tudo parece uma desilusão para mim pois tudo nao passava de um mero sonho. SONHOS, APENAS SONHOS. 
Levantei-me rapidamente da pequena cama e corri ate a pequena e antiga estante onde tinha um diário antigo, retirei-o e la escrevi o que sonhei, era uma forma de marcar a cada dia um sonho novo, uma evolução ou um sinal.
(...)
Momentos passaram e eu novamente adormeci, desta vez ate foi sentada, quando acordei tinha uma terrível dor na coluna. Desci as escadas e minha irmã estava a rir-se do meu estado. 
- Para-te de rir! - refilei.
- Vai-te ver no espelho, estas linda, deixa so a mae te ver assim. - gozou ela com a minha cara. 
Fui ate a casa de banho e olhei-me bem no espelho, dei um salto quando vi que a minha cara estava toda burrada de maquilhagem e o cabelo desgrenhado, voltou a olhar no lado e la estava Ronnie a rir-se as gargalhadas, fechei logo a porta na sua cara e rapidamente limpei a minha cara e tomei um duche bem quente. 
Depois de passar toda a espuma no meu corpo, me senti como nova e pronta para mais um dia. Sai do banheiro enrrolada em minha toalha e saltei ate ao meu quarto onde escolhi as minha roupas mais sexys e sai ate a cozinha onde rapidamente peguei um pedaço de pao e bebi um iogurte. 
- Oh menina so vai comer isso? Olhe que isso nao é comida de gente! - Lúcia a nossa empregada que as vezes mais fazia o papel de mae. 
- Nao se preocupe eu como alguma coisa na escola. 
Fui ate ao chaveiro e tirei a chave do meu Citroen e corri ate ela e dei um beijo na testa. 

Na escola...
Quando finalmente parei o carro no parque de estacionamente vi os meus colegas e acenei-lhes, depois peguei nas minhas coisas e sai ate ao encontro deles. 
- Olá Boas? - perguntei com um sorriso nos meus lábios.
- Olá Mak ! - saudou-me Mónica e Vera ao mesmo tempo. - Estas linda hoje ! Diferente! - elas reparavam em tudo desde os pés a cabeça, como eu podia passar despercebida.
- Onde esta a Melyna? - perguntei e elas se entre olharam.
- Nao sei como te dizer isto amiga... - começou a preocupar-me o seu tom de voz. - A Melyna esta...
- Esta? 
- Mal! Nao quer vir a escola porque esta com uns problemas em casa, temo que os pais vao separar-se. 
Uf suspirei de alivio por momentos pensei que tinha perdido uma grande amiga minha. 
- Tenho pena, mais tarde passo em casa dela para ver como ela esta. 
- Faz isso Mak e depois conta-nos. - pediu Mónica.
- Claro! 
Subi as escadas da entrada da escola e rapidamente me dirigi ao meu cacifo onde retirei apenas o que era essencial para a aula. Um rapaz estranho aproxima-se de mim, eu nao o conhecendo de parte alguma nao lhe dou importância, mas algo incomoda-me, mais do que realmente imaginava. 
Ele pega no meu braço e a força tenta levar-me para dentro de uma divisão escura, eu tento gritar apavorada, mas derrepente nao sei o que acontece, apenas lembro de acordar numa maca da enfermaria. Quando finalmente sinto-me com forças para me levantar vejo que estao ao meu lado as minhas amigas e tambem a senhora professora de História. 
- Como se sente Makenna? - perguntou a enfermeira. 
- Eu sinto-me bem, mas nao me lembro do que aconteceu! - passei a minha mae na cabeça e reparei que estava dorida. 
- É normal se sentir assim, a pancada foi muito grande, podia se ter magoado aserio, mas nao se preocupe a sua mae esta a chegar. - quando ela me falou em mae, fiquei em panico.
Preparei-me logo para levantar, no entanto sou impedida por Vera e Mónica ao mesmo tempo. Olhei para os lados revoltada pois nao estavam a deixar-me sair. Momentos depois entra a minha mae toda preocupada, primeiro dirige-se a enfermeira, depois a professora e so por fim a mim. 
- Minha querida como te sentes? Queres ir ao hospital? Eu acho que é melhor. - la estava ela a fazer o papel de mae que raramente o tinha. 
- Nao, eu estou bem! - levantei-me por fim da maca. 
Coloquei-me em pé e com ajuda das minhas amigas saimos da escola, ja no estacionamento Vera acena que nao é boa ideia eu conduzir estando ainda meio zonza depois do que aconteceu esta manha, minha mae contente concorda e diz que mais tarde pederia a alguém para vir buscar o meu carro. 
Entro finalmente no jipe dela sentindo me uma inválida, uma inútil  Raramente desfrutava de momentos com a minha mae e muito menos ela secorria me em situações como esta. 
Observo a paisagem a medida que ela vai saindo da escola, o silencio reina o jipe pois nem sequer mais palavras me dirige. Será que ela estava chateada comigo? Decidi que a melhor forma de saber era quebrando o maldito silencio. 
- Mae ! - ela nao tira o seu olhar da estrada, apenas limata-se a falar sem me olhar.
- Diz! 
Voltei a perder a coragem de falar algo mais a ela, pois nao a queria aborrecer e nem dar ideias acerca do que aconteceu. 
(...)
Uma vez de volta a casa, Ronnie vem a correr ao meu encontro preocupada, assim como a Lúcia a nossa empregada. Eu apenas aceno com a cabeça pois tudo o que necessitava neste momento era de um belo descanso. Subo ate ao meu quarto e lá me tranco, nao obstante de ouvir perguntas ou resmungos. 
Fechos os meus olhos e lá vem a minha memória algumas das imagens que estavam ocultas para mim. Eu via-me naquela divisão escura e com aquele rapaz que jamais o conheci e uma outra pessoa entrava e era esse alguem que me salvava de ser brutalmente violentada. Abri os meus olhos e perguntei para mim mesma.
- Quem era essa pessoa? Porque que me ajudou? Será um sinal? 
Voltei a fechar os meus olhos e finalmente adormeci sonhando mais uma outra vez com aquele princepe que me deixava sem qualquer tipo de palavras. 


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