Capitulo 5 - Uma Luz na escuridão de um olhar !
[Makenna]
Acordei muito bem disposta pela manha com o sol entrando no meu quarto, estava com preguiça de me levantar pois o aconchego da cama me fazia ter mais vontade de sonhar. Lembrei que era domingo, um dia sem obrigações, sem os pais, sem a minha irmã, sem a empregada, hum como eu gostava de estar sozinha em casa. Saltei da cama toda contente e convicta de o encontrar hoje aquela novamente naquele lugar.
Fui no banheiro, escovei bem os meus cabelos, arrumei uma roupa confortável, mas atraente, por fim antes de sair em rumo a sua descoberta dei uma fugidinha na cozinha onde peguei um pouco de bolo que Lúcia tinha feito ontem e sai numa corrida descansada. Quando cheguei na floresta nao encontrei ninguem e logo me ocorreu que a minha ideia tinha sido um disparate e que o melhor mesmo era voltar para casa e esquecer esse rapaz sedutor.
Preparada para voltar ele nao sei de onde aparece na minha frente e eu fico sem saber que rumo tomar, se devia ir embora ou se devia ficar. Era claro que o instinto por mais teimoso que fosse o meu corpo nao lhe obedecia, porque ele me deixava sem reacção. Ele começa aproximar-se de mim, nunca tirando o seu olhar dos meus olhos e acaba por sussurar ao meu ouvido.
- Olá Makenna! - fico em estado de surpresa, porque do pouco que tínhamos conversado no dia anterior nao me recordava de lhe ter falado o meu nome, foi entao que tomada de coragem falei abertamente.
- Como sabes o meu nome? - ele afasta-se de mim ficando serio.
O seu silencio e as suas caras sérias começavam a provocar em mim medo.
- Eu nao acredito que vais continuar no mesmo silencio de ontem, é que nao faz sentido, se é que me entendes. - as palavras saiam-me sem que eu as consegui-se as medir primeiro.
Em vez de uma resposta dele, apenas agarrou no meu braço a força, quase dando a mim vontade de gritar de dor e levando-me ate a um sitio mais escuro da floresta, sentando-me depois num tronco de uma árvore e finalmente abrir a sua boca.
- Desculpa se eu nao estou a ser muito educado contigo. - olhou para o lado, dando um chuto num punhado de terra batida, voltando depois observar-me e retomar a sua fala. - Nao sei como dizer isto sem que pareca de loucos, mas na verdade eu andei a seguir-te e ouvi por acaso mencionarem o teu nome.
Fiquei para morrer quando ouvi as suas palavras secas e fortes. Ele andava a seguir-me ? Mas quem era ele ? Um psicopata? Um maníaco Saltei do tronco e começando acelerar o meu passo, mas o meu pé tropeça numa raiz saliente e caio torta no chão.
Vejo o seu aproximar e tento por tudo recompor-me antes de ele me tocar, porem quando vou a ver estava em seu colo a escassos centímetros dos seu rosto. Eu nao podia querer que alguem tao belo pudesse ser aquilo que eu estava a imaginar, que estava mesmo a uma distancia tao mínima de mim.
- Deixa-me no chão por favor, eu quero ir embora. - ele obedece a minha ordem e me pousa no chão delicadamente.
Olho uma outra vez para ele, para os seus olhos cheios de mistério.
- Eu sei que deves estar a pensar horrores de mim, no entanto nunca te quis magoar.
Ao ouvir a sua voz e sentir o seu arrependimento a minha vontade de ir desaparece, nao sabia porque que isto me estava acontecer, nao tinha explicação, ele me deixava sem saber como agir era como se ele tivesse um dom, uma magia, um feitiço. Caminhei uns passos a frente e ele sentou-se numa árvore.
- Ainda nao me disses-te como te chamas ? - relembrei-lhe da minha pergunta inicial de quando nos vimos pela primeira vez ope do rio. Ele sorriu.
- Meu nome é Charles!
O seu nome era lindo tal como ele. Charles era o nome do meu príncipe o meu protector aquele alguem por quem estive este tempo a espera, entao caminhei ate ele em segundos os meus lábios estavam quase a unir-se aos dele, contudo ele levanta-se no mesmo instante voltando a rejeitar-me. Fiquei triste com vontade de chorar, dado que nao conseguia entender o seu afastamento no momento em que o meu corpo quase se unia ao dele.
- Eu nao te quero magoar princesa, nao te estou a rejeitar, entende nao é por mal. Um dia vais perceber. - odiava inigmas e meias palavras.
- Diz-me a verdade ! Porque sempre que te tento beijar, tu me afastas? - eu queria entender a sua posição e qual a sua ideia em relação a mim.
- Nao te quero magoar!
- Mas tu nao entendes que o facto de me afastares de ti, me fazes sentir mal. - uma lágrima rola pelo meu rosto involuntariamente - Eu sinto-me atraída por ti, sinto-me protegida, gosto da tua presença. - uma nova lágriama caiu. - Só queria ser feliz... uma vez na vida.
As minhas palavras eram tao sinceras quanto as lágrimas que por si deixava cair, involuntariamente ou nao ele me tocou e tomou-me em seus braços fortes, com a sua mao limpou os pequenos restos de lágrimas desaguadas na minha face, fechei os olhos para sentir a sua ternura, depois beijou-me docemente as bochechas, ate por fim beijar meus lábios. O seu toque gelado arrepiava-me em tanto, mas nem assim me afastava dele, prelonguei o beijo, o meu coração batia tao forte que ate parecia arrebentar, era amor o significado desse bater louco.
Ainda no seu colo recebendo pequenas caricias, pensei em tudo o tinha acabado de acontecer, relembrar a minha força de nao desistir, a dor de ser rejeitada e agora por fim amada.
- Eu tambem me sinto atraido por ti, gosto de ti, do teu cheiro que é como uma droga para mim, o teu ar quente que amolece o meu coração, da tua boca doce que adoça os meus dias, dos teus olhos alegres, do teu sorriso, do teu corpo...
Estava a sentir-me tao lisonjeada, nunca na vida me tinha sentido assim e muito menos sendo por alguem tao belo.
- Obrigada por estares a ser simpático comigo. - agradeci.
- Nao é apenas simpatia... é sinceridade é amor. - revelou ele olhando nos meus olhos enquanto pegavas minhas maos.
Quando me preparava para argumentar algo mais o meu estômago ronca e denuncia a minha falta de alimentação. Fico corada.
- Precisas de comer! Devias ir para casa. - como ele conseguia ser tao natural e simples ao mesmo tempo.
- Pois!
- Eu acompanho-te, quer dizer a menos que nao queiras! - nao pedia recusar esta ideia e a sendo que uma boa companhia ate casa seria optima e boa amiga nesta caminhada.
(...)
Trilhamos juntos o caminho de acesso a minha casa, falei-lhe um pouco sobre a minha vida, era tao estranho eu falar abertamente com um estranho, sim eu so o conhecia a 1 dia e ja sentia que ele pertencia ao meu mundo desde sempre.
Chegamos na minha porta e hora da despedida, essa era a parte pela qual eu ansiava nunca chegar, dado que com o incio do decorrer da semana tornava-se mais difícil ir aquele lugar, onde sabia que ele estaria a minha espera.
Na hora da despedida mandei um beijo e ele fez o mesmo, fiquei a observar o seu ir, lento e perfeito, de tao distraída que estava meu estômago denuncia-se novamente.
Comi uma refeição leve pois a vontade de comer nao era a mesma da fome, por fim subi ate ao meu quarto onde sentei na minha cama e reflecti sobre o dia de hoje, o dia que marcava a diferença e uma esperança de um futuro certo ao seu lado.
- Charles, Charles... - nao cansava de repetir o seu nome em voz alta no meu quarto. O facto de o dizer fazia sentir a sua presença eterna aqui.
Ai quantas raparigas gostavam de viver aquilo que eu estava a viver, podia partilhar as minhas experiências com as minhas amigas Melyna, ou Mónica ou Vera, contundo pensando bem nunca ninguem tinha lembrado de partilhar isso comigo, entao so partilharia com o meu velho amigo, o diário. Deixei-me cair na cama sonhando acordada.
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