Capitulo 6 - Rendido há tentação
[Charles]
Como todos os dias, fiquei aguardando pelo lado de fora pelo seu acordar, vi a sua pouca vontade de sair da cama, porem algo a fez saltar logo e preparar-se para mais um dia. Ela saiu do quarto, voltando logo de seguida, vi o seu despir, fiquei tentado ao seu perfeito e delineado corpo. Sua rapidez em se despachar dessa actividade, tinha uma resposta que estava a uma mera distancia de mim, ela estava pronta para me encontrar.
Sai pois em pouco tempo ela iria aquele nosso espaço, ela estava convicta de me encontrar.
(...)
Uma vez na floresta fiquei escondido atrás da árvore esperando por sua derradeira chegada, por fim ela aparece ao e contrário do que os meus instintos pediam, permaneci quieto, a minha consciência estava a impedir-me de cometer um novo erro, de fazer algo que me fizesse arrepender e sofrer por isso. No entanto o facto de a estar a ver desiludida e de certo arrependida faz-me voilar a minha consciência, o meu principio.
Diante de seus lindos olhos apareco quando para ela a minha vinda era em vao. Começo aproximar-me dela, nunca tirando o meu olhar dos seus olhos e acabo por sussurrar ao seu ouvido.
- Olá Makenna! - ela ficou gelada, de certo a espera de uma explicação plausível sobre como tinha chegado ao seu nome.
- Como sabes o meu nome? - afastei-me dela num impulso, fiquei serio pois a forma fria como ela me falava fazia voltar a realidade de um perigo eminente. - Eu nao acredito que vais continuar no mesmo silencio de ontem, é que nao faz sentido, se é que me entendes. - ela estava a ficar impaciente.
Nao conseguindo controlar mais a minha natureza agarro no seu braço nao medindo a minha força levando-a a um lugar ainda mais sombrio desta floresta, sento-a num tronco de uma árvore e finalmente abro a boca.
- Desculpa se eu nao estou a ser muito educado contigo. - olhei para o lado, dando um chuto num punhado de terra batida, precisava de uma forma diferente de descarregar a minha raiva, voltando depois observa-la e retomar minha fala. - Nao sei como dizer isto sem que pareca de loucos, mas na verdade eu andei a seguir-te e ouvi por acaso mencionarem o teu nome.
A sua cara dizia horres de minha pessoa, o seu olhar distante, frio, desconfiado estava afasta-la de mim. Ela salta do tronco e começa a caminhar rapidamente, nao tomando atenção ao chao que pisa, cai.
Aproveito esse propósito para dar uma nova oportunidade a nossa relação, levanto-a do chão, tomando-a em meus braços e ficando muito perto do seu rosto
- Deixa-me no chão por favor, eu quero ir embora. - obedeci a sua ordem e a deixei no chão delicadamente.
Ela fica olhar para mim, bem nos meus olhos.
- Eu sei que deves estar a pensar horrores de mim, no entanto nunca te quis magoar. - precisava de a proteger, de lhe mostrar as minhas intenções verdadeiras.
A sua vontade de se afastar de mim mostrou-se contrária depois das minhas modestas palavras. Sentei-me numa arvore e ela apenas caminhou uns passos mais a frente.
- Ainda nao me disses-te como te chamas ? - relembrou-me da sua pergunta de quando nos vimos pela primeira vez ope do rio. Sorri e derrotado face as suas insistências denunciei parte da minha identidade.
- Meu nome é Charles!
Entao depois de ouvir o meu nome ela ficou pensativa, talvez admirada. Quando eu nao esperava ela caminhou ate mim em escassos segundos os seus lábios estavam quase a unir-se aos meus, contudo apercebi-me de que nao era boa ideia deixar que tal acontecimento ocorre-se nao sabia ate que ponto o meu controlo aguentava esta aproximação. Levantei-me. Novamente vi o seu sabor da rejeição, sua tristeza, sua fraca vontade de chorar.
- Eu nao te quero magoar princesa, nao te estou a rejeitar, entende nao é por mal. Um dia vais perceber.
- Diz-me a verdade ! Porque sempre que te tento beijar, tu me afastas? - eu nao podia simplesmente chegar a frente dizer o que na verdade era, ia assusta-la, afastar de mim. Nao a podia perder.
- Nao te quero magoar!
- Mas tu nao entendes que o facto de me afastares de ti, me fazes sentir mal. - uma lágrima rola pelo seu rosto involuntariamente - Eu sinto-me atraida por ti, sinto-me protegida, gosto da tua presença. - uma nova lágriam caiu eu a queria anparar. - Só queria ser feliz... uma vez na vida.
As suas palavras eram tao sinceras quanto as lágrimas que por si deixava cair, toquei-a e tomei em meus braços fortes, com uma mao limpei os pequenos restos de lágrimas desaguadas na sua face, ela fechou os olhos para sentir a minha ternura, preocupação, depois desistindo de lutar contra a minha verdadeira identidade beijei docemente as suas bochechas, ate por fim beijar seus lábios. Notei que o toque da minha mao fria a deixava um pouco desconfortável, mas ainda assim fez o prolongamento do nosso beijo proibido, estando colado a ela, senti o bater forte e acelerado do seu coração humano, eu sabia o que isso era. Nao me cansava de fazer caricias em sua face, gostava que este momento nunca acaba-se, contudo os momentos bons acabavam mais depressa que os maus.
- Eu tambem me sinto atraido por ti, gosto de ti, do teu cheiro que é como uma droga para mim, o teu ar quente que amolece o meu coração, da tua boca doce que adoça os meus dias, dos teus olhos alegres, do teu sorriso, do teu corpo...
Ela estava feliz, o meu elogio a deixava animada, importante.
- Obrigada por estares a ser simpático comigo. - agradeceu, nao percebendo de certo o verdadeiro valor das minhas palavras.
- Nao é apenas simpatia... é sinceridade é amor. - revelei olhando nos seus olhos enquanto pegavas suas maos.
Quando ela estava pronta para falar o seu estômago denunciou a sua forma humana, sua a fome. Ficou corada.
- Precisas de comer! Devias ir para casa. - agi o mais natural possível com ela.
- Pois!
- Eu acompanho-te, quer dizer a menos que nao queiras!
Ofereci-me repentinamente nao querendo perder a oportunidade de passar um pouco mais de tempo com ela, na mesma hora arrependendo me um pouco, mas depois acabei por fazer mesmo o que realmente me dava vontade. A acompanhei, trilhando o caminho de acesso a sua residência. Enquanto caminhávamos falava-me um pouco sobre a sua vida, gostava da sua forma aberta de conversar, sem rodeios, sem medos, sem medições...
Chegando na sua porta ja sabia qual o rumo que me esperava e que de certo essa nao era forma mais simples que eu queria usar para estar perto dela, de sua vida. Despediu-se de mim lançando um beijo simbólico, faço o mesmo e viro-lhe costas caminhando tal como um humano, lento e calmo, observando sempre de forma lateral o seu olhar da despedida e seu novo roncar de fome. Dei uma risada leve que nenhum humano podia ouvir.
Voltei para o mesmo lugar na floresta, la voltei a reviver o momento mais belo e marcante de toda a minha existência. Inacreditavelmente estava preso neste lugar, as estas sensações, a estes cheiros.
(...)
Depois de um dia de luta contra a sede tinha de sacia-la agora pois estava sentindo-me em chamas. Caçei mais um animal, um humano descuidado. E lá fui eu encantado visitar a minha donzela.
Subi a sua janela, nao entrei, apenas a observava, ela estava pensativa e de certo recordando a beleza deste dia.
- Charles, Charles. - prenunciou o meu nome, ela estava com ar encantado, ela estava a pensar em mim.
Deixou-se cair sob a cama tomada de amores.
- Minha Makenna ! - disse eu, num sussurro tao baixo que nem uma mosca ouviria.
A noite caiu, dando lugar a madrugada. A madrugada sobe dando lugar ao dia.
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