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New Sun - Capitulo 8 - Medo de perder


Capitulo 8 - Medo de perder 

[Charles]
Segunda-feira, um dia de aulas para ela, um dia vazio para mim, pois nao estaria ao seu lado como neste fim de semana. Nao era a mesma coisa estar longe a observa-la, nao podia a tocar, beijar, tudo isso fazia sentir-me saudade. 
Fui ate a sua escola queria estar perto dela, mesmo que nao tocasse. Assisti de longe a sua aula de álgebra  ela estava distraida e de certo pensando em na minha pessoa, isso dava-me gozo saber, no entanto prezava muito por seu sucesso escolar, pois nao podia ser igoista de a querer so para mim. 
- Charles! - sussurrou como tantas vezes o meu nome. 
- Menina Makenna! Pode responder-me a uma questao? - o professor chamou logo sua atenção para uma pergunta. 
- Desculpe senhor professor, mas nao estava com atenção! - desculpou-se, ficando logo de seguida corada, como o seu sangue a denunciava sempre que fazia coisas que nao devia, e toda a gente olhava para ela.
- Tem de estar com mais atenção a aula e esquecer as coisas da rua.  
O problema era que essas coisas da rua nao eram simples coisas, eram mais que isso, mas jamais alguem, sendo humano ia entender isso. 



O sinal tocou e tive de me esconder em  outro lugar mais escuro e menos convidativo a um ataque meu. O cheiro desta criaturas deixava-me um pouquinho tentado a deitar tudo a perder, contundo nao podia, visto que a minha amada estava neste nucleo. 
Sentei-me num tronco de uma arvore, relaxei por uns segundos, mas começei a ouvir uns barulhos estranhos, alguem andava aqui, algum vampiro. Saltei do tronco e fiquei em posição de ataque, mas ninguem se aproximou, ficando o barulho mais escasso. Caminho um pequeno caminho ate a escola, vejo ela sentada num banco de jardim, penso duas vezes, por um lado o instinto matador dizia que eu nao devia ir, por outro o instinto apaixonado dizia que devia sim estar com ela. 
Ela estava de volta de seus lindos pensamentos ate dizer algo que me deixou com vontade de responder.
- Se as árvores pudessemos falar! - afirmou 
- Diriam que estas apaixonada! - ao inicio ficou mais pensativa, depois reconheceu a minha voz e olhou automaticamente para mim. 
- Charles! - falou e deu um abraço saudoso, dizendo logo de seguida. - Pensei que hoje nao te ia ver. 
E de certo era a opcção correcta, estava em dias de estudo e tinha uma vida para alem de mim, porem eu era igoista. 
- Hoje de certo nao nos podíamos ver, mas nao aguento estar distante de ti. - sorriu e deu um beijo na minha bochecha fria e arrepiante. 
- Como sabias que eu estava aqui? Quer dizer a menos que digas que .... 
- Te segui? - disse automaticamente. 
- Tiras-te as palavras da minha boca. 
- Acertei vez! - Sorriu para mim. 
Ela sentou no banco novamente e eu acompanhei-a nesse mesmo gesto. Mantivemos o nosso silencio do intervalo, observava os outros humanos desfrutando de diversas formas e maneiras as vidas ao ar livre. Olhei para ela que tambem observava as pessoas. Sem que ela desse por algo eu falei.
- Tens de deixar de mentir aos teus amigos! - fiz uma observação inesperada para ela. A sua cara denunciava espanto e fraco entendimento de minhas meras palavras. 
- Ja sei a que te referes! Nao sabia que tambem ouvias as minhas conversas particulares. - ouvia raramente, havia algo que nunca antes lhe havia contado e no entanto nao seria divulgado tao em breve. 
Eu tinha um dom e este mesmo dom que eu era portador sabia sempre quando alguem me mentia e sabia que ela estava a mentir aos seus amigos.
- Desculpa, nao consigo evitar. - menti tambem, nao sendo a hora exacta para lhe falar sobre mim em todos os sentidos. Nao a queria assustar ou sentir perseguida ate pela mente. 
Entretanto o sinal toca, ela fica aborrecido por ter de voltar a rotinas das aulas. Eu simplesmente me levanto e sigo o meu caminho enquanto a vejo encaminhar-se no seu. 
Desta vez optei por nao a seguir e ouvir as suas conversas ocultas, como eu estava desconfiado daquele barulho desta manha decidi investigar na floresta. Uma vez dentro da zona densa deste espaço verde, nao detectei nada de comprometedor ao ponto de ser alvo de minha desconfiança, apenas via animais correndo e lembrei-me da minha sede. Passava muito tempo com ela que ate chegava ao ponto de esquecer a minha natureza animal. 
Encontro uns humanos a caçar presas da época e como a minha sede seria melhor saciado com sangue humano, nao lhes poupei a vida matado-os e sugando todo o rico e proteico sangue ate nao restar uma simples e inutil gota. Sentia-me novamente forte e pronto a passar muitas horas longe da tentação matante.
(...)
Trilhando o espaço verde um novo som torna-se audível a meu ouvidos apurados, fico em silencio na expectativa de ouvir algo reconhecedor. 
- Quem és tu? - a voz aveludada e simplesmente fina era dela, da Makenna. 
Nao entendia porque que ela estava aqui e com quem falava. A sua voz mostrava medo. 
- Nao precisas de ter medo pequena. - uma voz estranha e desconhecida falar com ela. Uma voz familiar e demasiado bela. So existia uma explicação para a minha desconfiança familiar, esse alguem era um vampiro. - Meu nome é Luca. 
Comecei a correr tao veloz mente que sabia que a sua vida estava em perigo e tal como um dia tinha prometida, eu tinha de a proteger, a sua vida era minha prioridade. 
- És muito bonita! - a voz estava cada vez mais perto de mim. 
Abrandei a minha corrida tornando-a mais lenta e humana. Entao num acto protetor afasto ele dela, dando espaço para a sua fuga. Vejo a sua partida de carro, ao incio fico cheio de pena dela, no entanto a culpa de tudo o que estava acontecer a ela era culpa minha e nao tinha forma de a manter a salvo destes imprevistos. 
Olhei nos olhos de Luca com a minha sede de matar. 
- Oh que pena que tive oportunidade de fazer uma mudança nela... - o seu tom irónico estava a meter-me náuseas. 
- Do que estas para ai a falar? - agressivamente eu falei. 
- Ela vai ser uma de nós e vai ser minha nao achas boa ideia? 
- Ai de ti que a voltes a tocar com um dedo que seja, eu juro que acabo contigo. - mostrei a minha ferocidade. 
Por ela estava disposto a fazer qualquer coisa, ate matar se necessário so para a ver bem e feliz, longe de todos os perigos. 
- Veremos entao! - ele era muito insinuoso. 
Voltou as suas costas para mim saindo a correr numa velocidade estonteante a um humano. Fiquei apenas sozinho mergulhado no silencio neutralizante da floresta. E pensei e que a melhor coisa a ser feita era contar-lhe toda a minha verdade e tira-la daqui o quanto antes, pois a sua vida estava a um passo de ser mudada para sempre. Nao ia perdoar-me se algo de mau lhe acontece-se. 


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