Capitulo 11 - Luca Transforma-me!
[Makenna]
A madrugada estava a ser dolorosa para mim, dormir estava a tornar-se algo quase impossível. Charles tinha-me deixado chocada com a sua revelação brutal, no entanto tambem estava com medo de outra coisa que devia estar centrada em ter o máximo de cuidado, Luca. O facto de lembrar esse nome arrepiava-me totalmente.
Olhei para o relógio do despertador do meu quarto, vi que ainda marcava 4 e 30 da manha, nao conseguia pregar mais olho, estava vidrada e presa a essa sombra da história mais creul e invulgar que alguma vez ouvi. Decidi que a melhor forma mesmo de puxar o sono seria fazendo actividades actrativas, entao fui ate ao meu sótão onde tinha tudo o necessitava, ou pelo menos que me deixava mais ocupada.
Peguei num livro de recortes e lembrei como eu era fanática por vestidos e roupas de modas Londres, Milão, Lisboa, Paris... Como eu era tao adorada por compras e agora tudo que nos últimos tempos para mim era um prioridade que se chamava Charles.
Parei de pensar e fui ate a janela admirar o dia nascer, olhei para todos os cantos da floresta que rodeava a minha e outras casas tambem, sendo a minha era mais chegada a mesma. Vi alguem bem no fundo centrado em mim, fiquei firme e esperta face a quem podia ser. Entrei para dentro com medo de quem eu pensava que fosse viesse ao meu enlaço.
Escondi-me bem atrás de uma pequena estante ficando o mais possível em silencio ocultando os mínimos barulhos. Entao alguém bate a janela, fingia nao ouvir, ignorando o seu bater constante. No entanto chego a um ponto de saturação e quando decido que realmente estava na hora de sair do esconderijo, ja nao encontrava ninguém a bater a janela. Permaneço quieta e a observar, caminho muito lentamente e estico o meu braço pronta para abrir o trinque da janela, nesse exacto momento uma mão entra e agarra-me fazendo-me ficar dorida de dor, tentava nao gritar, pois nao pretendia acordar ninguém.
Finalmente olho bem na cara da pessoa tentando reconhecer, e fico surpresa quando vejo a figura de Luca. Tento fugir e trancar a porta, contudo sendo ele um ser sobre natural consegue meter-se na minha frente impedindo a minha fuga. Tento correr desorientada para os lados, tentando de todas as maneiras fugir, mas ele era mais esperto do que eu imaginava que fosse. Sentei-me a um canto colocando os meus braços a frente da minha cara com medo e chorando. Por sua vez ele ajoelha-se a mim e tira os meus braços que tapam a minha face, olha-me bem no fundo dos olhos e finalmente fala.
- Eu nao te quero fazer mal, a menos que nao te portes bem. - avisou ele. O meu coração batia a mil a hora.
- Vai-te embora, deixa-me em paz! - pedi por tudo.
- Como queres que me va embora se ainda agora cheguei? - o sua fala era totalmente irónica e sinica.
- Deixa-me. Nao me toques mais! - afastei-me para o lado.
- Oh nao me digas que tenho de usar outros meios!
- Que meios? - sorriu.
Voltou aproximar-se de mim. Pegando a minha mao e a cheirando.
- O teu cheiro é de louvar! - puxei a minha mao. - Calma nao te vou morder para ja... - soltei um suspiro amedrontado. - Preciso de um favor teu!
- FALA! - gritei.
- Mais baixo, nao vais querer acordar as pessoas. - insinuou-se.
Levantei-me preparando para saltar pela janela, eu sabia dos perigos e tambem que a altura era o suficiente para me matar, so que no exacto momento que punha de pe na janela ele veio por tras me puxando para o chão novamente.
- Nao sejas louca de fazer isso. Vou ser sincero contigo. - desta vez a voz tinha mudando um pouco o tom. - Queres ser imortal?
- Hãm? - nao estava perceber ate a onde ele queria chegar.
- Ser vampira, é um desperdício perder uma mulher tao linda como tu.
Ele cheirou o meu cabelo, depois o pescoço e parou para sentir o meu pulsar. Arrepie-me ao receber o seu toque gelado.
Nao sabia se estava disposta a viver uma vida imortal, para sempre, porque tinha coisas que nao queria desfazer-me independentemente de ter ou nao uma boa relação com algumas pessoas.
Entao eu afastei-me uma vez mais vendo que estava tomar a decisão errada, tinha de dar ouvidos uma vez na vida ao Charles. Eu confiava nele e neste tipo nao.
- Nao acredito que rejeitas a minha sinceridade, Makenna.
- Nao me toques! - ele aproximava-se novamente. - Afasta-te de mim. Nao, nao, nao... Deixa-me, nao. - ele morde o meu pescoço e eu caio no chão contorcida de dor e as imagens tornam-se escuras ate adormecer.
Passou-se um longo período de tempo e eu apenas nao sentia nada, nao sentia mais dor, nem sofrimento, nem sabia onde estava mais. As minhas forças nao cor respondiam a minha a pessoa, sentia o meu bater fraco, quase nulo. Eu estava a morrer. Charles onde estavas tu quando me fizeram isto? Onde esta a tua protecção? O teu amor? Eu nunca mais o ia voltar a ver nem a ninguem, este era o meu fim trágico.
Que triste vida a minha que nem consegui ser completamente feliz quando tive oportunidade. Como fui burra em nao aproveitar tudo o que a vida me dava, como nao soube amar a mim mesma, como deixei ele me perder.
Novamente a dor voltou, nao era uma dor como as outras que se sentiam antes e durante a mordida de Luca, era uma nova dor, algo inexplicável mas sentivel. Era a dor da morte, o fim da vida, o fim da angustia, dos dias felizes, dos sonhos tranquilos, dos príncipes e princesas.... O meu fim.
Meses se passaram....
Quando finalmente pensava estar morta, os meus olhos começam abrir, o meu corpo a mexer obedecendo as minha ordens.
Olhei para as minhas mãos, as sentias estranhas completamente pálidas, sem saliências sanguíneas. Depois toquei no meu rosto e parecia seda, os objectos pareciam cada vez mais nítidos, coisas que nao seriam possíveis de se ver a menos que fosse a nível microscópio.
Levantei-me de uma cama, nao reconhecia o lugar e nem as coisas a minha volta, tudo era diferente daquilo que eu pensava ter visto antes. Mas o que se passava? Onde estava eu? Começo a ouvir passos muito salientes e cada vez mais perto de mim, sem qualquer tipo de comando o meu corpo se coloca numa posição ataque. A pessoa aparece diante dos meus olhos, ela era uma mulher muito perfeita e bela.
- Olá estou a ver que ja acordas-te!
- Quem és tu? Onde estou eu? - perguntei numa forma espontânea e nem pensada.
- Calma. Meu nome é Renata, sou irmã de Luca e venho aqui cuidar de ti, presumo que te chames de Makenna! E estas em Malta.
Malta pelo pouco que me lembrava da geografia mundial era um pais distante, longe de Itália da minha cidade de Milão.
- Onde esta Luca ?
- Foi buscar a nossa comida!
- Comida?
- Minha querida tu agora ja nao te alimentas mais da forma humana, tu agora vais necessitar de te alimentar de sangue humano ou animal, sendo que nos optamos por usar o sangue humano, uma vez que é mais rico e saciante. - esclareceu ela.
Eu era uma vampira e ainda nao acreditava no que me tinha tornado. Eu precisava de matar para sobreviver. Começava a ter medo de mim mesma.
- Não precisas de ficar assim, assustada. Tudo o que estas a viver é perfeitamente normal. - ela pousou a sua mao com a mesma temperatura na minha. - Tudo isto vai passar e tu vais habituar-te a tua nova familia. - sorriu.
Soava estranho ouvir nova familia quando aquilo que realmente tinha sendo bom ou mao era meu. Pensei em outra coisa.
- Pois é existe alguem que eu gostava de encontrar.
- Diz, talvez eu sabia onde essa pessoa esta.
- O Charles! - ela baixou o olhar. - Renata... diz-me por favor que ele ainda esta...
- Calma, ele esta, quer dizer creio que sim que esta vivo, mas nao aqui em Malta, pelo menos que eu saiba. - fiquei triste e desapontada. Tinha saudades dele, do seu toque, do seu cheiro.
Eu pensava que o nosso amor era verdadeiro e forte, no entanto estava a ficar desacreditada dessa possibilidade. Levantei-me.
- Onde vais Mak?
Era me familiar essa forma diminutivo do meu nome, fazia lembrar o meu tempo humano, meus amigos.
- O Luca esta a chegar com a comida, necessitas de beber sangue estas muito fraca. - avisou.
Deci ao seu pedido voltando a sentar-me ao seu lado e juntas conversamos e fiquei a conhecer um pouco mais sobre a minha nova vida, ou existência. Ela com sua paciência explicou-me tudo ao mais possível detalhe sobre nos e como podiamos agir perante a realidade, da forma como atravez da nossa beleza conseguíamos obter o nosso alimento, como conseguíamos passar despercebidas.

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