Capitulo 13 - Um reencontro
[Makenna]
Estava adpatar-me muito bem a minha nova vida, aos meus novos costumes, e principalemente a minha nova familia. Renata e Luca por incrivel que parececem estavam a ser muito espetaculares comigo, cada vez sentia mais que este realmente era o meu caminho.
Quanto ao Charles, ja nao ouvia falar dele a muitos meses, talvez me tivesse esquecido com a minha ausencia. Era claro que a nossa separação me deixava ainda hoje triste, sempre tinha a esperança de o voltar a encontrar, pois o amava muito e ate demais para ser franca, no entanto a vida era mesmo assim, o destino de cada um era promissor e secreto.
- Mak ! - alguem me chama, olho logo para tras.
- Sim ! - respondo vendo Renata.
- O que estas a fazer? - perguntou ela na medida que se aproximava de mim.
- Estou apenas a pensar nas saudades que tenho da minha vida antiga. - ela olha para mim prendendo-me o olhar.
- Ainda nao esqueces-te aquele rapaz!
Como ela sabia disso, eu nao me recordava de contar o quer que fosse a alguem, a menos que Luca comenta-se a minha história com ela. Era a unica explicação que tinha para a sua afirmação inesperada.
- Nao precisas de ficar nervosa. Eu compreendo. Tambem ja vivi um amor.
- Asério?
- Sim.
- E então? Quer dizer como tudo ficou?
Ela baixou o olhar ficando pensativa, de algum modo tocar nesse assunto deixava-lhe lembranças de um passado feliz.
- Ele tambem era vampiro, forte, valente. Mas num dia decidou desafiar a morte.
- Como assim? nao somos seres imortais?
- Somos, mas existem aspectos que nem a imortalidade consegue evitar. Existem vampiros fortes que sao capazes de nos exterminar.
Estava a ter a sensação arrepiante, embora sentido de forma deferente e menos intensa. A sua história nao era assim tao facil e vulgar quanto a minha.
- Ele morreu?
- Sim.
- Lamento!
- Ja passou... Aprendi a viver com isso.
Ela tinha razão. Nos tinhamos de aprender a viver as nossas custas, as conta de vencer-mos ou perder-mos.
- Mas tu nunca vais esquece-lo, tu ama-lo e assim será. - ela pegou na minha face. - Tens de correr atras da tua felicidade, encontrar a tua razão de te manter viva. Segue o teu coração morto.
As suas palavras era sentidas e cheias de muita bondade e orgulho, eu tinha de tentar, eu tinha de fazer o que ela me dizia. Entao nao perdendo mais tempo para mais conversas pego nas poucas coisas que tenho e preparo-me para seguir rumo a uma viagem onde so pararia onde encontra-se o meu amor.
Quando ja estava na porta disposta a sair e nunca mais voltar, olhei uma ultima vez no seu rosto e disse.
- Eu posso nunca mais voltar a uma vida ao vosso lado, mas prometo com todas as minhas forças que vou sempre me lembrar de voces e venho vos visitar, pois agora voces sao a minha unica familia.
Ela abraçou-me, o abraço estava a custar o preço da minha ida. Mas ela tinha razão tinha de seguir o meu caminho. A porta para a minha felicidade so seria aberta quando volta-se a encontrar.
Por uma janela fugi, mas por uma porta voltarei a entrar e para sempre.
(...)
Trilhei durante horas o caminho sem fim desta terra, vi muitas pessoas a caminhar pelas ruas despidas. Algumas dessas pessoas eram portadoras de cheiros bem tentadores, contundo nao era hora de perder a cabeça e mostrar a minha identidade assim. Arranjaria outra forma de conter a minha sede prendendo a respiração. Se Charles um dia consegui nao me matar, eu conseguiria tambem nao matar estas pessoas inocentes.
Fixei o meu olhar num ponto, pensei estar a ver uma miragem do alem, no entanto a miragem tornava-se real. O que um dia os meus olhos humanos nao viam, os meus olhos sobrenaturais viam para alem da alma. Eu via ele, a sua alma, o seu amor. Charles estava a vir para mim.
Corri momentaneamente sem pensar se estava agir de forma correcta, abraçei-o fortemente, beijei-o. Senti todas as sensações que alguem pode sentir. Ele tinha voltado para mim como eu tinha voltado para ele. Nossos caminhos estavam unidos pela unica ligação que existia a face da terra, a paixão.
Depois de mostrar todas as caricias, todos os carinhos, o afastei e o voltei abraçar. Nao queria mais perder este momento e todas minhas ideias de ter sido esquecida, desapareceram. Ele estava comigo, agora eramos seres iguais, pertencíamos ao mesmo mundo, agora nao necessitava de estar longe dele, viver uma vida em perigo, porque ele iria estar sempre a proteger-me.
- Onde é que andas-te este tempo todo? - perguntei-lhe, nao largando as minhas maos, entretanto ele afastou-me para me olhar nos olhos.
- Mak, eu procurei-te por todo o lado, corri meio mundo para te achar e acredita se eu hoje estou aqui devo isso a uma vidente.
- Uma vidente?
Nao sabia que os vampiros acreditavam nessas coisas e que muito menos seguiriam essas ideias que ate por sinal estavam a levar ao lugar certo.
- Sim, eu andava desesperado que recorri em ultimo caso a essa mulher. E ela disse que estava aqui em Malta. - suspirou. - Nao exitei corri para aqui, pois ela avisou-me que irias embora.
O poder dessa mulher era mesmo verdadeiro, ate ja chegava ao ponto de descobrir da minha ideia de sair daqui.
- É verdade que vais mesmo embora? - ficamos em momentos de silencio. - Diz-me por favor.
- Sim é verdade, quer dizer era verdade.
- Porque ? Era? Ja nao é ?
- Eu estava para ir a tua procura. Eu queria descobrir se me tinhas esquecido... - olhei para o lado nao o querendo encarar.
- Eu estou aqui! Vinte buscar meu amor. - pegou a minha mao e beijo-a. - Ainda nem te disse como estas linda. Como tive saudades do teu cheiro.
Sorri para ele e deixei-me levar por outro beijo. A sua presença deixava-me mais desacansada e crente na continuação da nossa história de amor.
- Vamos partir? Encontrar um novo pais, desfrutar da nossa vida eterna.
A sua ideia nao era a toa, era bem interessante. Adorava viagens e ainda mais tendo esta condição poderia fazer isso da minha vida.
- Claro, é tudo o que mais quero.
Partimos juntos em rumo incerto, o destino nao me assustava mais, o medo perdi apartir do momento em que a minha vida mudou.
(...)
Em Barcelona.
Barcelona era uma cidade fantástica, tinha vistas boas, bons turistas e acima de tudo boa comida. Os humanos daqui eram bem apetitosos, Charles fartava-se de me avisar para nao consumir em demasia, pois nao podiamos provocar suspeitas.
Chegamos ate uma zona pouco movimentada e fiquei sempre a espera de uma nova indicação dele, no entanto aparece um grupo. Por mais ensinamentos, o meu vicio nunca era esquecido.
- Calma! - pediu ele.
Baixei a guarda face as visitas inesperadas.
- Sao meus amigos. Nomades.
- São quem?
Nunca na minha vida tinha ouvido falar em tal coisa nem no período de tempo que convivi com Renata e Luca.
- Eu vou-te explicar uma coisa. Dentro do nosso mundo existem clãs e nomades. Os clã's sao grandes agregados de vampiros, normalmente os seres juntam-se por seres criados por um ser que pode ser visto como sendo o chefe. Vivem como familia e num dado local.- estava a entender. - Quanto aos nomades sao aquilo que eu sou. Vivemos sozinhos, nao temos qualquer tipo de ponto fixo, viajamos muito.
- Entendi, contundo agora nao estas sozinho tens a mim. - beijei-o.
Depois voltei a minha atenção para os amigos do meu companheiro.
- Estes sao Micael e Adriana, Nicole e Filipe. - apresentou-mos. - Pessoal esta é Makenna minha companheira.
Fiquei deslumbrada com tanta beleza das raparigas e tambem dos rapazes.
- Prazer! - disse eu sorrindo.
- O prazer é todo nosso poder conhecer a companheira do nosso amigo. - falou Nicole.
- Obrigada.
Estava vida a tao pouco estava a começar e eu ja estava a gostar. Boas experiências me esperavam.
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