Capitulo 19 - Volterra !
[Makenna]
Tal como pensava ia cumprir com a minha palavra eu ia procurar por Renata, eu ia ate onde ela estivesse so para voltar a reve-la bem. Tinha tantas saudades do tempo que tínhamos passado juntas, de todos os momentos, todas as palavras de carinho, apoio... Nao podia deixar tudo isto morrer, jamais.
Olhei para o meu companheiro quando ja estava a sair de Malta. Ele pelo meu olhar percebeu qual era a minha vontade nao se opos, tal como um dia tinha dito ele iria ate onde eu fosse.
- Nao precisas de perguntar ou sequer pensar qual o destino da nossa próxima viagem, porque sei ate onde queres ir. - nao esperava esta sua intervenção no caminho, entao parei para o olhar nos olhos e pegar as suas maos.
- Meu amor, acredites ou nao Renata foi e sempre será um pessoa especial comigo, entendes? - precisava de mostrar atravez das minhas palavras o valor que ela tinha para mim.
Era claro que o seu valor nao era comparável ao dele, sendo que estávamos a colocar pratos em para balanças diferentes. De um lado uma amiga, do outro um companheiro. Nada tinha haver uma coisa a outra.
- Eu acredito que sim. Vejo esse brilho nos teus olhos sempre que falas dela.
Renata marcava-me.
- Ela é como uma irmã para ti, tal como aquela da tua vida humana, embora um pouco mais presente.
Como ele era bom observador ate nesse misero aspecto da minha vida passada, da minha antiga familia.
- É uma irmã sim. Uma verdadeira IRMÃ!
Continuei a caminhar ficando ele para trás, olhei para tras vendo ele parado e perguntei:
- Vais ficar ai a espera que anoiteça? - nao obtive resposta. Voltei a tentar. - Charles, vai ficar ai?
- Nao, claro que nao. Estava apenas a pensar.
- Pensar? Nao me digas que lembras-te de alguma coisa do passado. - brinquei.
Ele nunca me falava muito sobre a sua vida como se tal fosse um assunto proibido para si. Tambem nunca tive vontade de insistir com ele nesse sentido, pois achava que a pessoa so devia falar sempre que houve vontade própria.
- Kenna! Vamos ?
- Sim. - voltei a realidade, deixando os pensamentos para outra hora.
Queria continuar o caminho e ser o mais rápido possível a chegar em Volterra.
Volterra...
Uma vez chegando a Itália e chegando tambem na cidade que segundo Luca, Renata estava ao serviço de guarda de um clã poderoso que eram os volturi, nao demoramos muito para achar o castelo. Antes de bater no portão olhei para Charles certificando-me que esta era a altura ideal.
Ele manteve-se firme acreditando piamente que tudo ia correr bem, sendo que nao haviam motivos para recear algum confronto com alguem. Bati de leve pois para um vampiro um simples som era facil de ouvir.
Uma jovem vampira muito bela abre o portão e olha para nos de alto a baixo ate por fim perguntar:
- O que voces querem daqui?
Olhei para o meu companheiro ciente que devíamos dar uma explicação.
- O meu nome é Makenna e este é o meu companheiro Charles. Somos nomades e viemos a procura de Renata!
- Renata! - ficou pensativa. - Um momento por favor.
Encostou o portao e em meros segundos estava Renata a sair feliz e contente em rever-me novamente e eu a ela.
- A quanto tempo Mak ! Estas lindas e... quem é este? - perguntou.
- É o Charles o tal rapaz... Lembras... - tentei relembrar da nossa conversa no passado.
- Ha claro, como podia esquecer. Como estas Charles? - questionou a ele.
Fiquei feliz pois acreditava que uma amizade podia começar e assim ele ficaria tal como eu unido a estes laços eternos. Amava quando tudo estava bem e feliz.
- Estou bem. Obrigada. - respondeu.
- Mak antes que esqueca-me deixa-me pedir te um favor! - ficou seria.
A sua expressão preocupava-me de tal modo.
- O que precisas ? Eu ajudo-te.
- Os volturi, quer dizer o clã ao qual eu pertenco a guarda esta a necessitar de testemunhas para uma sentença a realizar-me em Forks... - pausou. - É devido a um clã Olímpico mais conhecido como Cullen, ter desonrado o acordo em criar crianças imortais.
- Crianças imortais, ouvi falar muito sobre isso. Ouve uma época em que a terra esteve devastada delas. - avisou Charles.
- É verdade e graças ao meu clã conseguimos travar esse período. E tal tornou-se algo proibido desde entao.
- Eu estou a perceber. Quer dizer que esse tal clã... como é mesmo o nome ?
- Cullen !
- Cullen, criou uma criança imortal sabendo que isso era proibido! Minha nossa! - fiquei pasma.
Eu nao conhecia nada acerca deste assunto de crianças imortais apenas aquilo que sabia era o pouco que Charles falava, tal porque nao fosse um assunto assim tao interessante e de grande valor de ser ouvido ou falado.
- Vamos sim testemunhar a favor dos Volturi! - indicou ele.
- Sim, vamos ! Esta descansada, estamos do teu lado. Do lado da verdade. - realcei.
- Obrigada, eu sabia que podia contar com a tua ajuda!
Abraçei ela tao fortemente que nao queria nunca que este momento acaba-se. Sintia muito a sua falta nestes últimos tempos. A falta de nossas conversas, das caças animadas a humanos, das histórias da espécie .. Uma serie de coisas que apenas tinham lugar na memória para serem recordadas.
Agora ou invez de ir embora e ir partir para mais uma aventura, ficaríamos a espera de irmos para Forks para dar o nosso testemunho ate retornar-mos a nossas vidas.
Uma vez dentro do castelo porque eramos visitas, fiquei espantada com a quantidade de coisas belas que suportavam as paredes, da simpatia dos jovens porteiros do castelo, da hospitalidade e do a vontade que nos era dado. Ainda mais tinha gostado da forma como eles encaravam os humanos, o seu alimento e depois os como os matavam sangue frio. Mais do que tudo fiquei impressionada com alguns elementos da guarda Volturi, da forma como eles eram vistos pelos supremos, como eram elogiados e deveras compridores de seus feitos.
Renata a minha amiga era a protectora dos grandes e supremos reis do castelo, os seus nomes eram Aro, Caius e Marcus.
Quando as grandes portas que davam acesso a sala onde eles estavam fomos recebidos com uma grande surpresa. Aro com a sua gentil delicadeza veio receber-nos.
- Os meus caros amigos! Ja sei que vieram em visita a nossa queridissima Renata. - alegremente falou.
- É verdade sim senhor! - respondi gentilmente. Logo pegou nas minhas maos e fiquei fria.
Sentia uma onda de energia estranha, alguem estava a ler a minha mente e de certo a minha história. Tanto que apos alguns segundos ele largou a minha mao, voltando a sentir-me tranquila.
- Bela história! Muito corajosa ! - elogiou.
Charles nao parecia muito agradado com isso.
- Obrigada.
- Obrigada nos por poderem ajudar-nos nesta etapa. Acreditem seram recompensados da melhor forma. Estejam a vontade e aproveitem este tempo maravilhoso. - virei-me para tras e Charles segui-me.
As portas fecharam-se e saímos ate ao jardim onde sabia que estaríamos melhor e mais ligados a nosso habitat.
Uma coisa ou outra era verdade, mas havia uma coisa estranha neste homem, quer dizer neste clã. Ainda era cedo para julgar e muito menos desiludir a minha amiga, porem so o tempo ajudaria a dissipar esta duvida e quem sabe a resposta nao estaria a mais do que meros quilómetros de distancia daqui. Talvez Forks ou os Cullen tenham a resposta.
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