Capitulo 18 - Dar uma oportunidade a Luca
[Charles]
Hoje esta um dia normal para mim, o céu estar negro nao me fazia qualquer tipo de confusão. Fomos ate a um lugar para caçar, dado que a minha sede ja estava a começar a dar os seus sinais, e como tal estava morrendo de vontade de saborear um bom sangue humano.
Uma vez no local, vi minha companheira perfeita agachar-se para a primeira caçada do dia. Vi a sua forma fantástica de obter o alimento rápido e simples, ate me distraia do meu petisco do de ver ela caçar. Olhou para mim para confirmar se estava a ir bem, eu acenei que sim com a minha cabeça. Fiquei deslumbrado com o seu salto sem medos de consequências Era a minha vez de reter a mina atenção na minha presa antes que a sede desse cabo de mim e depois nada seria feito.
Ainda assim tirava sempre os meus olhos para a sua direcção, vendo sempre ao pormenor a forma como ela agia para obter tudo o quanto queria, a forma como ela estrangulava, matava, era elegante.
Reparei no seu olhar fulminante, ela ia matar outro desgraçado ainda, nao gostava de estar no seu lugar. Adorei a forma como ela brincava com a comida, consumindo-a no fim. Estava a progredir muito bem ela por sinal, todos os ensinamentos estavam a servir para alguma coisa.
Por fim estavamos prontos e saciados o suficiente para uma viagem nova que nos esperava.
- Charles! Vamos a onde agora ? - perguntou com seu ar curioso.
- Bom estava a pensar talvez em ir ... a Paris, nao sei... - parei de falar deixando o destino em suspenso, na medida que ela podesse descobrir algo mais interessante para fazer. - A menos que tenhas algum destino em mente ? - acabei por perguntar aquilo que mentalmente pensava.
- Gostava muito de ir visitar a minha familia... - respirou fundo. - Em Malta. - acabei por dizer.
Fiquei pensativo por breves instantes, Malta nao era um destino ao qual eu preza-se muito, dado que tinham se passado coisas tao.. que nem davam sequer vontade de lembrar. Olhei para ele e falei.
- Se é isso que tantos queres eu vou contigo.
Mostrei o meu apoio mesmo nao sendo de total vontade minha a ida a esse pais, mas so para a ver feliz, concordaria ir com ela ate mesmo ao fim do mundo.
- Obrigada por aceitares vir comigo visitar a minha familia. - ela estava feliz.
- Eu jamais ia deixar-te ir sozinha meu amor. - sorriu, roubou-me um beijo inesperado.
- Marota ! - riu-se, a minha palavra fez-lhe lembrar aquele dia em Barcelona naquele jardim perfeito que tanto tinha boas recordações para mim e encanto.
- AMO-TE! - falou ela , depois o abraçou-me muito carinhosa.
Estivemos assim abraçados por alguns segundos, eu sentia que ela estava bem assim sempre comigo do seu lado. Jamais a queria magoar na minha existência, alias se depende-se de mim tal nunca ia acontecer.
- Tambem te amo meu amor. - disse com toda a minha vontade, era a verdade sem qualquer mentira.
(...)
Horas foram voando, ate finalmente no território Maltês A minha vontade nao era muita de encarar o tipo que me tinha quase roubado para sempre a minha mulher, mas so para nao ver a minha Makenna triste eu faria ate um grande esforço.
Caminhamos por mais alguns minutos ate pararmos e eu ver que ela fica paralisada a olhar para uma velha cabana e pensativa ao mesmo tempo, nao me contenho a perguntar, pois estava curioso.
- O que foi meu amor? - estava preocupado.
- Nada, apenas estava a recordar de uma coisa. - sorriu, para mim mostrando um sorriso maravilhoso e amante.
Chegamos mais perto do sitio. Makenna bateu a porta de madeira fraca e alguem apareceu, era aquele tipo daquela vez na floresta em Milão, o Luca. Vi que ela sorria, nao gostava da forma como ele se derretia para ela ao voltar a revê-la.
- Ei Luca ! - finalmente as palavras sairam-lhe saudando-o.
- Makenna ! Que bom voltar a ver-te!
Para mim ja nao estava a ser muito boa a visita. (pensei)
- Onde esta a Renata? - ela entrou com muito a vontade dentro da estrutura antiga procurando pela tal pessoa que tinha acabado de mencionar.
Nao demorou muito para voltar a entrada com uma cara triste e seu olhar preocupado. Como eu ja conhecia ela tao bem. O tal Luca estava estranho tambem, tinha-se passado alguma coisa, pois a animação de a pouco estava a dar lugar a tensão.
- Luca onde esta a Renata? O que aconteceu? - o controle dela estava a exaltar-se.
- Vais falar ou nao meu ? - questionei ja ficando sem paciência.
Este tipo gostava mesmo de tirar-me do serio. Se eu pudesse acabava logo com esta farsa.
- Calma meu amor! - pediu-me ela com sua delicadeza. Virrando-se mais uma vez para ele e refazendo a mesma pergunta inicial.
- Luca onde esta a Renata? É assim tao dificil responder? - mesmo.
Este tipo devia ser ou lerdo ou idiota.
- Makenna, muito coisa se passou depois da tua ida.
O seu tom de voz denunciava um aspecto desconhecido o suficiente para reter por mais algum tempo a atenção da minha morena.
- O que aconteceu? - o reconhecia a sua voz que nao me enganava quando o medo estava a tomar posse de si mesma.
Ele olhou para o lado, pegando num pequeno pedaço de trapo. Como ele conseguia ser tao irritante e imbecil ao mesmo tempo.
- Luca ! - chamou, tentando de algum modo reter um de tantas vezes a sua atenção.
- Nao posso esconder mais... - começou abrir o jogo. - Mak... a Renata foi para Itália.
- Para Itália? O que ela foi fazer em Itália? Porque? - começavam as perguntas de interrogatório que eram a especialidade dela.
- Kenna tem calma! - pedi mais uma vez.
- Como queres que eu tenha calma, se ninguem consegue-me dizer onde esta a minha amiga. Estao a tentar empatar o meu tempo. - respondeu-me de um modo meio irritado, ao invez disso nao liguei quase importância nenhuma a sua forma rude mantive-me calado.
Ela estava a espera de uma resposta muito boa e plausível que realmente merece-se todo o tempo perdido.
- Os volturi vieram busca-la. Ahh ela possui um bom dom e foi levada para os servir na guarda do castelo. Se nao me engano foi para Volterra ! - esclareceu ele ja ao fim de tanta insistência.
Estava mesmo a ver que ele queria fazer tudo isto de propósito so para ter a atenção dela por mais algum tempo. Idiota como eu gostava de lhe saltar em cima e dar um valente murro.
- Finalmente ! - suspirou de alivio, vendo que afinal nao era nada de mau.
O seu suspanse todo nao estava a ter cabimento algum, quer dizer se realmente a coisa merece-se pela gravidade, o que nao era o caso.
- Entao como voces tem se portado? Como tu tens andando Mak? - perguntou ele, deixando-me a encara-lo fixamente. Mak? como ele tinha coragem de a tratar dessa maneira?
- Bem, estou a gostar muito da minha nova experiencia. - olhou para mim, dei-lhe a minha mao. - Melhor era impossivel estar. - beijou-me, e ainda bem porque era olhar para a cara dele que era de meter dó.
- Que bom que acabas-te por adaptar-te muito bem. Sinto que a minha missão esta comprida.
Deu-me um toque no ombro, de certo esperava que eu desse as minhas palavras de agradecimento. Ok eu ia dar so porque era ela que me pedia.
- Bom deixa-me agradecer-te por tudo o que fizes-te pela minha Makenna. - ela sorriu vendo que eu estava a seder ao seu pedido.
Ficava contente vendo que mal ou bem conseguia satisfazer as vontades dela, ate mesmo ficar amigo da pessoa que a um tempo tinha roubado aquilo que para mim era essencial, mas o tempo curava tudo e a prova estava ao meu lado num dos dias mais inesquecíveis de nossas vidas.
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