Capitulo 8 - Acordar para a vida
Alice Robot
Quando obri os olhos fiquei a estranhar tudo a minha volta, as maquinas, um Robot e dois humanos. Levantei-me gradualmente da cama de energia, sentia as minhas baterias carregadas e como nova. Foi entao que olhei para as maos estranhei desde logo a minha forma. Virei a minha atenção para o humano que estava a minha frente, nao sabia decifrar o que seu olhar ou expressão diziam, mas pelo pouco que a minha memória tinha, ele estava preocupado. Levei a minha mao a cabeça e rapidamente busquei informações automáticas, para perceber o que eu nao estava a lembrar.
Nessas imagens que da memória eu via-me feliz e ao lado dele, parecendo um casal feliz, a passear de barco, a dar juras de amor e as imagens terminam quando caio ao mar. Ele era o meu marido? Estava confusa. Queria sair, mas nao sabia andar e nem onde estava. Entao perguntei.
- Onde estou?
- Estas no meu laboratório Alice. Eu criei-te para... - ele exitou. - Ficares no lugar da minha mulher que infelizmente morreu numa tempestade a uns anos. - respirou fundo.
Eu era uma substituta.
- O que é isto que eu vejo na minha memória? Duas pessoas a beijarem-se? - riu-se.
- Chama-se amor é um sentimento que leva duas pessoas a beijarem-se normalmente.
- O que é um sentimento. Eu nao sei o que é um sentimento. - pisquei os olhos.
Ele olhou para o lado, eu apenas queria uma resposta para as minhas duvidas. Mesmo sendo uma máquina, nem tudo sabia. - Sentimento... - parou. Abri mais os olhos. - Sentimento é como é que eu ide dizer ... bom um elo de emoções positivas que nutrimos por alguem.
- Voce nutre isso por mim! - afirmei.
- Si... sim.. - exitou ao inicio, acabando por dizer o que realmente pensava.
Olhei para o meu lado esquerdo e tinha um Robot bem pequenino e muito engraçado.
- Olá Alice ! - falou levantando os braços.
Aproximei-me dele um pouco mais ate ficar a escassos milésimos de centimento de distancia.
- Olá Zaza. - foi espontâneo o nome a sair de mim. So agora estava a reparar na minha voz de veludo doce e eu gostava disso.
Olhei para o meu corpo e vi um vestido branco comprido que era lindo.
Entao coloquei-me em pouse e o humano cujo o nome nao estava a lembrar tirou a foto.
- Alice é muito linda. Zaza ate casava agora mesmo. - sorri, como ele era adorável e do nada uma vontade deu-se em mim.
Olhei para o meu criador e pedi.
- Posso ir tocar ? Tenho vontade de tocar a minha musica.
- Claro que podes.
Depois lembrei-me de outro pormenor, nao sabia andar.
- Nao sei andar! - baixei a cabeça olhando o chao escuro e brilhante com a reflexão das luzes da sala.
- Eu ajudou-te a andar. Vem segura em mim. - fiz o que ele pediu, com a minha mao toquei no seu ombro e senti um leveza.
Passo a passo fui sentindo o movimento continuo das minhas pernas, a harmonia de caminhar, no entanto estava prestes a chegar a outro obstáculo, as escadas. Parei, pois ja nao conseguia seguir.
- O que foi Alice? - perguntou.
- Nao sei subir escadas.
- Bom nao faz mal. Hoje levo-te ao colo, amanha resolvo esse problema.
Levou-me ao colo calmamente e chegando ao topo deixou-me no chão. Abriu a porta e vi uma imensa sala com flores e quadros...
- Flores.... Adoro flores.... Rosas.... Amarelas...
- Estao no jardim muitas...
Entao ao caminhar pela sala vi um piano de cauda e sentei no banquinho, antes de começar a tocar a melodia questionei uma outra vez.
- Como se chama o meu criador?
- Jasper...
Entao estando satisfeita com a resposta, voltei a minha total atenção as teclas do piano e começando o suave tocar melódico...
(melodia: Comptine d'Un Autre Été Die fabelhafte Welt der Amélie Piano)
O facto de estar a tocar estas notas musciais estava a deixar-me leve como uma pena, sentir-me diferente, nao sendo uma máquina.
David
Estava a jardinar os grandes jardim da casa do Dr. Jasper como todos os dias fazia. O meu trabalho era favorável, gostava de ter tudo em ordem de mostrar verdadeiros valores para as plantas, eu gostava da natureza tal como ela era e estava grato por trabalhar nela, contribuindo para a continuação de sua vitalidade.
Neste momento estava de volta das roseiras Amarelas, que segundo o Dr. nao podiam morrer de modo algum, pois eram importantes e valiosas para ele. Nunca me questionei muito sobre isso, tudo o que sabia era que a uns anos tinha vivido aqui um mulher e ao ele gostava de todos os dias a presentear, mostrar os seus verdadeiros sentimentos. Tambem eu gostava que algo assim acontece-se, no entanto a palavra amor nao era muito digna do meu dicionário.
Momentos depois estando ja a terminar o serviço por hoje começo a ouvir uma melodia vinda da parte proxima a onde eu estava. Olho a minha volta, e nada vejo que leve-me a pensar que seja isso, no entanto voltando a ficar atento tentei mais uma vez no silencio do fim de tarde apurar a saida do som. Cada vez sentia mais certezas de que quem quer que fosse estava dentro de casa. Voltei observar as janelas da casa, tentando ver onde poderia estar esse alguem.
É quando vejo uma sombra de uma mulher a tocar piano, aproximo para ver mais de perto, mas tudo o que vejo é apenas um pedaço de cortina baça. Era como se essa mulher do piano fosse incalcinável... nao atingível.
Desisto de pensar e tentar decifrar enigmas e apanho as minhas coisas e saio ate meu espaço onde arrumo os meus materiais e preparo a minha ida para casa, sempre com a mulher presa no meu pensamento.
(...)
Chegando em casa, chego ate a minha tia que era a pessoa ideal para falar-me sobre a vida das pessoas, sendo que bisbilhoteira como ela nao existam.
- Tia !
- Olá David! Precisas de alguma coisa? - perguntou com cara de caso.
- Na verdade sim. - pisca os olhos. - Eu preciso de saber uma coisa, na verdade confiar.
- Fala...
Lembrei-me mentalmente da sombra da figura de uma mulher na janela.
- A pouco quando estava a jardinar uma pequena zona do jardim da casa do Dr. Jasper eu juro que vi uma mulher, quer dizer a sombra de uma mulher a tocar piano. - respirei fundo. - A tia sabe de alguma coisa?
Ela estranho o facto de eu ter falado numa mulher.
- Uma mulher? Bom tudo o que sei que é ele perdeu a esposa num acidente ja fez uns anos, mas que eu sabia ele nao voltou a encontrar ninguem para substituir o seu lugar. - esclareceu. - As únicas mulheres que sei que existem na casa sao a governante e assistente dele, mais nada.
- Isso eu tambem conheço e a forma da sombra nao denunciava nem uma pessoa, nem outra. Alem disso Luisy e Melyne nao sabem tocar piano.
- Entao nao. Gostava de poder ajudar-te, mas nao posso.
Nao estava conformado nao, eu tinha de tirar esta história a limpo, tinha, tinha. Entrei dentro do meu quarto e fiquei toda a noite a pensar na mesma coisa, sempre ela, ela e ela... Mas quem era ela? Porque nao dava a cara? Seria uma visão? Ou um sinal que a minha vida ia mudar?
Tinha de fazer alguma coisa e ia fazer amanha. Fechei os olhos e dormi.
Alice Robot
Quando parei de tocar a minha melodia, levantei-me e fui a janela ver as estrelas, estava um céu lindo. Abri a janela e sai ate ao jardim onde sentei sobre a relva macia e fiquei admirando a intensa luz que cada ponto no ceu transmitia, ver cada partícula de ar na minha frente. Olhei para o lado e vi as minhas flores preferidas, as minhas rosas amarelas, peguei numa e fiz o gesto que a mulher das minhas memórias fazia, no entanto eu era uma maquina e haviam coisas que eu nunca ia conseguir fazer.
Entretanto os passos de uma chegada fazem-me levantar e encarar a pessoa. Fico queita a espera de uma palavra.
- Dona Alice! Vai querer comer alguma coisa ? Beber? - fiquei pasmada, como alguem queria fazer-me comer e beber se eu era apenas uma maquina.
- Eu nao como nem bebo, que disparate. - ao acabar de dizer isto, ela saiu com um olhar chocado e ouvi um murmurinho baixo dela.
- Mania das dietas... - ri-me so de ouvir.
Entrei dentro de casa, fechei a janela e voltei para o meu piano, porque a tocar sentia-me melhor.

Tadinha, há coisas que ela não sabe ainda...
ResponderEliminarE o jardineiro ficou maluquinho, hein? ahuahauhaua
A governanta já sabe da robô? O ela acha que a Alice voltou??
Agora tenho que ir porque se me pegam estou perdida!
Até mais e beijinhos
Sim o mundo para Alice tem muito para descobrir.
ResponderEliminarSim o jardineiro ficou mesmo perdido com ela, apaixonado...
Quanto a luisy, ela não sabe o que realmente Alice é, pensa que talvez ela tenha voltado, mas se prepara para o resto. O inicio dos mistérios esta ainda so a começar.
Ate mais beijinhos Alice.