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Coração de Robot - Capitulo 12 - Descoberta do romance


Capitulo 12 - Descoberta do romance 

Alice Robot 
Momentos mais tarde, arrependi-me arduamente de ter sido assim tao fria. Ele só queria o meu bem, e eu... sem querer ja o estava a magoar. Sentia-me mal, porque estava ser egoísta  estava a viver um amor impossível  Eu era apenas um máquina, um pedaço de memória, um tanto de metal camuflado numa pessoa.
 Como ai reagir David quando descobri-se que a mulher pelo qual estava apaixonado nao era aquilo que ele imaginava, como ele ia olhar para mim? Eu nao podia contar a verdade, nao agora, nao sei como podia agir, talvez odiar-me. Pensar nessas coisas estava a deixar-me sem chão, louca. 
Tive vontade de chorar como a mulher das memórias, mas nao podia, nem conseguia, um Robot nao chorava. 
Suspirei vezes, e vezes, ao recordar o rosto do meu amor, as suas feições simpáticas, o seu olhar doce. Eu nao ia conseguir viver sem ele, sem querer ja fazia parte de mim. Era como se ele fosse a peça, que faltava para que o meu puzzle estivesse completo. 
Sentei no bordo da cama e liguei-me a corrente, precisava de energia, estes meus pensares eram muito negativos, era forte do que eu, pensar nas consequências  eu tentava lutar contra elas, dizer para mim mesma que tal nunca ia acontecer, apenas acontecia, quando tivesse que ser.
Por enquanto eu tinha que fingir, mesmo que isso custa-se, contudo era necessário faze-lo, por nós, tinha de o proteger da minha natureza. 
Fechei os olhos, e tentei gradualmente ver no escuro das minhas pálpebras  o futuro da minha relação. Nada conseguia ver, tudo estava oculto, o futuro era um segredo sem fim. 



(...)
Manhã...
Abri o olhos, ja o sol dava os sinais que indicavam o dia novo, um dia tambem triste, porque ele nao ia estar aqui. Levantei-me da cama sem vontade, fui a janela e desviei a cortina, a procura de um sinal, ao invés disso, ouvia o vento uivar, levando as folhas para longe. Abri a janela para ver como estava o jardim, para ver as minhas rosas,  só entao lembrei-me da rosa amarelo do nosso primeiro olhar, virei-me instintivamente e a vi pousada. 
Peguei nela, ja perdia as suas forças, começando a envelhecer, vi que nao a podia deixar morrer. Entao a voltei a colocar na jarra que tinha colocando no outro dia, ja nao lembrando, bem a razão de ja nao estar no mesmo lugar. 
Vendo que ela agora estaria bem, voltei para a janela, mantive o meu olhar constante, observei todos os pormenores, todas as cores ricas. Uma vontade soltou-se de mim, eu queria ir para lá, para o jardim, um pressentimento dizia para mim, que ele vinha. 
Troquei de roupa, claro que queria estar linda para o receber, Vesti assim um vestido azul escuro, sabia que ia realçar bem a minha pele clara, e de certo ele ia gostar. 
No entanto agora havia um problema, eu nao sabia descer as escadas, precisava de ajuda. Fui ate a porta e chamei:
- Jasper! Jasper! - ninguem respondia, ou invez disso ouvia passos de corrida, era ele.
- Alice ! O que foi? - perguntava enquanto aproximava-se de mim.
- Quero ir para o jardim, preciso de ajuda. - lembrei-o de um pormenor cujo ele ainda nao tinha resolvido. 
Pegou-me ao colo, delicadamente foi descendo cada degrau, como se eu fosse frágil ao ponto de quebrar num passo brusco. Fiquei contente quando ele pousou-me no chão. Compus o meu vestido lindo, ajeitei o cabelo e respirei fundo nao tendo necessidade para o fazer, porem era um gesto simples que estava a crescer, com o dia a dia, eu queria parecer o mais natural possível. 
Sai para o jardim, e o vi sentado na banquinho, trilhei caminho ate ele, abri um sorriso que sabia que ele nao resistia, entao ja vendo-me a chegar, levantou-se imediatamente e beijou-me com saudade e amor. Pegou a minha mao, puxando por mim para o mesmo banquinho, ao qual ele tinha estado sentada quando apareci. Olhei para ele com sempre fazia, ele abriu a boca.
- Quero muito contar-te uma coisa. - abri mais o meu sorriso.
- O que? - perguntei.
Estava curiosa, acerca do que ele podia ter para contar-me, ok eu tinha de admitir que no meu intimo, pingo dessa faceta.
- Eu sei que gostas de rosas e tambem sei que a tua cor favorita é o amarelo. - respirou fundo. Era de facto verdade, o que ele dizia, mas ainda assim estava curiosa. - Mas eu pensei muito, muito mesmo, e acabei de iniciar a criação de uma nova rosa. - preparava-me para falar, mas ele interrompeu-me, colocando o seu dedo nos meus lábios. - Nao é uma rosa qualquer, é especial e so a ti pode pertencer, é a rosa Azul, simboliza o teu olhar e o nosso amor. 
Fiquei um tempo sem dizer nada, era uma revelação tao especial, que nao tinha palavras para dizer o quanto estava feliz, completamente maravilhada e quanto isso estava a ser tao importante para mim, dado que sendo eu uma criação recente, nunca havia recebido tal comunicado, tal forma de sentir-me unica, exclusiva.
- Nao gostas-te? Desculpa, se nao é algo que sonhas-te um ter, mas... - sai do meu mundo, voltei a realidade, interrompi o  mostrei em palavras o que a cabeça e os coração sentiam. 
- É a coisa mais linda que alguem pensou para mim, é maravilhoso ter algo que so eu e tu saibamos o significado. Que seja essa a prova de um amor duradouro. - beijou-me, deixei-me levar pelo impulso. 
Estava tao encantada, tao feliz, que nunca, mas nunca tinha pensado, sentir-me desta maneira, pensava que sim, estava bem, e que estando na forma que estava era o suficiente, no entanto, estava enganada, ninguem podia ser feliz com pouco.
Agora sabia que ele ia criar a minha flor, a nossa flor. Aquela que só por si dizia o quanto éramos importantes. Se a rosa amarela tinha sido importante para a mulher da minha memória e para Jasper, a rosa azul seria importante para mim, assim como para este rapaz, cujo nome desconhecia. Contudo havia uma unica diferença, que jamais seria negada, era que a rosa, seria criada por ele, pelo meu amor. Essa estava a ser para mim uma das maiores provas que alguem podia prestar. 
Pensar nisso estava levar-me ate a viagem do tempo, em que eu Alice, estaria diante delas, a reinar no perfume infinito, e ele ao meu lado para a cuidar de nós. Voltei a olhar nos seus olhos, para alem de ter vontade de agradecer, havia ainda algo que deixa-me intrigada, precisava de saber. 
- Obrigada por seres tao carinhoso comigo, no entanto existe uma coisa que eu ainda nao sei. - ficou curioso, como eu gostava de praticar a lógica nas pessoas. 
- O que? - perguntou.
- O teu nome. - ele sorriu e levemente debateu-se. 
- David. - abri novamente o sorriso que ele gostava de ver. - Ha ja me esquecia, toma, esta rosa é para ti, ainda nao é da minha criação, mas tambem sei que gostas desta. - abracei-o. 
Com tanto tempo que estivemos a conversar, demonstrar cenas de amor, nao dei pelas horas passarem, estava a ficar tarde, precisava de voltar para casa. Levantei-me e comecei a caminhar, tentando nunca virar por definitivo as costas, acenei um adeus. 
Entrei na janela da sala e o vi, ele permanecia estaticamente parado, pousei a rosa no cimo da tampa do piano. Sentei no banquinho e soltei as primeiras notas. 
(Melodia de piano : Comptine d'Un Autre Été  Die fabelhafte Welt der Amélie) 
Toquei fluidamente, nunca olhando para as maos, sentia-me a voar, na medida que uma nova nota eu carregava, cada agudo levava-me ao cimo das nuvens, cada grave as extremidades do amor. Esta era a nossa melodia, aquela que encantava mesmo aqueles que nem musica gostavam. 
Nunca abrindo os olhos, porque era assim que um verdadeiro pianista sentia a musica, uma nova sensação invade o meu coração, alguem observava-me, era o Jasper, o seu perfume nao enganava ninguém. Entristeci  pois quem devia estar ao meu lado era David. 
Terminei a melodia, com alguma pena minha, mas eu precisava de recolher-me, descansar de alguma forma as minhas energias. Preparei-me para ser levada, Jasper estava estranho, os seus olhos vazios, a sua alegria perdida, pela primeira vez estava a sentir medo, muito medo. 
Levou-me para cima, sempre calado, frio. Varias vezes tive vontade de perguntar o que se passava, mas chegando a hora de deitar para foras as perguntas a minha boca nao obedecia. Chegamos ao cimo do primeiro andar, nao aguentei e perguntei:
- O que se passa Jasper? Porque nao falas comigo? - se o meu coração fosse verdadeiro, estaria palpitando como louco, nao havendo esse mesmo, tinha a minha voz mental falando. 
Ele estava em silencio, o seu rosto ficou escuro, sombrio, uma voz bem baixa dizia no meu ouvido, que algo rium estava para acontecer. Nao dei ouvidos a minha cabeça, e voltei a tentar. 
- Jasper, fala comigo! - toquei no seu ombro, e num movimento brusco, tirou a minha mao. Fiquei horrizada, com tanta frieza, talvez crueldade. 
- Eu descobri tudo.... Tudo... - o seu olhar estava fixo no meu, nao pestanejava, nao o desviava. - Eu sei que amas outro, nao precisas de mentir. - fiquei com um nó na garganta. - Por quanto tempo, mais ias continuar? Ele sabe o que tu és? 
- Jasper... - interrompeu-me. 
- Eu juro-te que nunca pensei isto, eu criei-te, a fiz-te ser minha, e me trocas-te por um simples jardineiro. 
Nao estava a gostar nada da forma como ele estava a tratar-me, muito menos da forma como ele estava a inferiorizava David. 
- Nao tens o direito de falar assim dele, nao te admito. Tu podes ate ter-me criado, mas nao és o meu dono. Posso ate estar em divida contigo, porque estou, agradeço por tudo mesmo. - olhei para o chão. - Eu gosto dele, eu o amo, nao escolhi sentir-me assim, sabes melhor que ninguem que é inexplicável ao coração, as vezes fazemos coisas que nao pensamos, que por outro lado tambem nao nos arrependemos. E respondendo a tua pergunta, ele nao sabe o que eu sou, ele nao pode saber para já. - pausei. - Eu vou contar quando essa hora chegar. - a tristeza bateu forte no peito, um pressentimento mau persistia. 
Ele tinha o seu olhar enterrado no chão. Toquei nele, uma segunda vez e sem saber aquilo que ia acontecer. Num minuto estava na sua frente, no outro segundo a cair pelas escadas, a sentir que o meu corpo metálico estava a quebrar-se. Gradualmente fui perdendo a minha força, a visão a ficar baça, ate deixar sentir-me. 

Jasper
Acabava de fazer a pior coisa da minha vida, tinha ferido alguem hipoteticamente  a minha criação estava estragada, para melhor pensar estava morta. Um arrependimento bateu forte, se podesse morrer, faria nessa mesma hora, pela segunda vez, sentia-me impotente, no entanto ao contrário da outra, estava estava diante de mim, e tinha sido eu a provocar o acidente. 
Estava magoado, mas nunca ciente de a destruir, ou acabar com a sua felicidade, eu precisa de a recuperar, precisava de a fazer voltar, nao a podia a perder, nao, nao podia deixar que a sua história morre-se como a minha. 
Entao tomei coragem e apanhei o seu corpo, fui para o laboratório. Deitei-a como um anjo sob uma cama. A minha cabeça estava a mil,  precisava de ajuda, nao conseguia fazer isto sozinho, nao estava em condições. Por outro lado nao tinha coragem de sair e para cama e pensar que a tinha deixado a sua merces. 
Peguei no telemóvel, estava a tremer, errei varias vezes ao digitar o numero de Melyne, Zaza nao se calava, estava o tempo todo a culpar-me.
- Dr. Jasper, destruiu Alice. Dr Jasper destruiu Alice!!! - nao aguentava mais a condenação. 
- Foi um acidente. Foi um acidente!! - repeti vezes e vezes, contudo nem eu acreditava nas minhas próprias palavras. - Agora cala-te que quero falar com a minha assistente. - pedi a zaza.
Ele fez o que eu pedi. Olhei para o corpo adormecido e danificado, enquanto esperava que alguem atende-se. 
- Alo? Dr Jasper? - falou Melyne. 
- Alo? Melyne por favor vem cá. Preciso da tua ajuda, aconteceu um acidente. 
- Nao foi um acidente, nao foi um acidente. - Zaza estava metaforicamente magoado comigo, porque de alguma forma tinha magoado a sua amiga. 
- Eu vou ja para ai. 
Desligou a chamada. Sentei na cadeira, baixei a cabeça e chorei. Sentia-me um monstro, um lixo. Uma criatura capaz de matar outra, por ciume. Sim eu tinha feito tudo o fiz por ciume, por ser trocado por um simples e modesto jardineiro. 
Eu nao tinha conseguido dar aquilo que ela precisava, tinha sido incapaz de corrigir o meu erro. Tinha falhado com a minha atenção e assim, ela tinha ganho um novo amigo, um novo amor, que de alguma maneira tinha mostrado aquilo que eu nunca sabia se podia ou nao mostrar. Porque para mim ela era a cópia da minha mulher, apenas isso, nao a tinha criado para mais efeito algum. 
Ouvi a campainha tocar, Luisy a esta hora estava recolhida e nao ia levantar-se, alias ate dava graças a Deus por nao estar de pé na hora da trágica maneira de como tudo se processou, acho que seria um choque e valente susto. Corri para a sala, dirigir-me a porta da entrada, fechei esta do laboratório. Devia ser Melyne a chegar tal como havia pedido. Descontraidamente fui a porta, quando a abri fiquei num choque, estava diante dos meus olhos aquela que um dia achei perdida. 



Comentários

  1. Pobre Jasper, descobrir tudo assim, ao espreitar a robô.
    Ok que ele não foi correto ao jogá-la da escada, mas ele estava tão magoado e irracional no momento de dor que bem, não há como oiá-lo.
    espero que ele a restitua antes de David terminar a rosa, né?
    E OOOO Alice voltou! Será que David vai confundi-la com a robô??
    Mistérios! :D

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    Respostas
    1. Verdade Jasper estava muito magoado por ter sido de alguma maneira trocado, sabe no momento nunca se pensa, age-se por impulso depois vem os arrependimentos.
      Bom ele vai concerta-la e depois, depois logo verá. :p
      Quanto a chegada da Alice ? Bom muitos mistérios. Isso de facto de haver confusão na cabeça de David vai ser algo que já pensei. Vai ser bem engraçado. :D
      Fique para ver como vai ser !

      Posto mais logo novo capitulo

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