Capitulo 15 - Reencontro
Alice Original
Ja tinha amanhecido, conversar com Jasper tinha deixado mais tranquila, embora nao conta-se a toda a verdade, houvesse um pingo de mentira, eu estava a fazer isto pelo pequeno. Ele era um óptimo marido, pai, tao disposto ajudar, que batia ja uma culpa so de estar a mentir.
No entanto eu estava apaixonada por ele, ele era o único homem da minha vida, a única pessoa que conseguia-me fazer feliz, alem disso, um filho era um filho, e isso eu nunca poderia dar de verdade, nao por nao querer, porque tal como a minha irmã Rosalie, tinha esse desejo mesmo ja do tempo da minha juventude no entanto com tratamentos de rotina, vim a descobrir que era estéril.
Esse era o meu drama, por isso a razão desta mentira, porque sabia que Jasper sonhava ser pai, sonhava formar uma família comigo, ouvir as crianças correr pelo jardim, chorar pelas primeiras quedas, rir com as primeiras palavras, cantar para ve-los a dormir, contar histórias. Tudo isso nunca podia faze-lo, se tivesse escolhido o meu caminho. Por outro lado eu sabia que ele ia compreender, que ia estar do meu lado ainda assim, contudo eu nao teria coragem de contar sobre a minha saúde contar sobre o que realmente eu nao podia ser.Chorei e chorei, sentia inveja das maes que tinham filhos, inveja dos pais felizes, porque eles tinham tudo, tinham aquilo que eu nao tinha, a verdadeira felicidade que um filho dava a vida. Nao que eu nao estivesse feliz, porque estava, no entanto nao se completava da mesma maneira.
Ser mãe, era muito mais do que dize-lo, era senti-lo, te-lo, e ve-lo crescer, ouvir suas vitórias como suas derrotas, ajudar a levantar...
Neste momento sem querer estava a lembrar da minha mae, ela era a mulher mais poderosa que alguma vez tinha conhecido, capaz de erguer a cabeça mesmo depois de sofrer, com a morte do meu irmão mais velho, eu cujo nunca o conheci apenas sabia que se chamava Daniel.
Felizmente tinha um óptimo pai, que conseguiu ajudar a minha mae na sua pior fase, dai resultei eu, Rosalie e Edward. Uma família feliz.
Que saudades que tinha deles, que sofrimento nao os ver a anos. Que dor impiedosa sentir as lágrimas da minha morte, quando apenas estava viva, nem que fosse por um único fio.
Eu precisava de os ver, sentir a sua presença, voltar a entrar naquela que um dia foi minha casa, e o palco da minha infância Ouvir os gritos estéticos da minha mae, ouvir os resmungos do meu pai, ouvir as reclamações de Rosalie, ouvir as piadas do Edward e eu sempre a meter-me no meio de tudo. Eu dava tudo para poder voltar no tempo e saber aquilo que sabia hoje.
Talvez nao mentisse e tivesse adoptado uma criança juntamente com Jasper, talvez fossemos felizes, nao houvesse segredos, nem outra mulher.
Levantei da minha cama e fui no closet e tirei um vestido Rosa a fugir para o vermelho. Vesti-me em pouco tempo e sai para a sala.
Nao encontrei ninguem pela sala, no entanto ao sair sou surpreendida pelo mesmo rapaz da noite anterior.
- Voce outra vez? - bufei e olhei para o lado.
- Espera! Eu quero mesmo falar contigo.
- Eu agora nao posso. - virei costas e ele pegou na minha mao, anulando o meu andamento. Virei a minha cara na sua direcção. - Espero que seja rápido, porque estou com pressa.
- Sabes se a outra Alice esta ai? - que cara de pau.
- Claro que nao, e mais uma vez nao sei do que falas, nunca vi outra mulher aqui.
Tentei nao dar muita atenção a sua conversa, no entanto a compaixão bateu no meu peito. E docemente fui sincera.
- Ouve-me. Eu cheguei a pouco tempo, eu nao vi outra mulher. Pelo que dizes ela deve ser mesmo idêntica a mim, no entanto nao recordo de ter uma irmã gémea Mas realmente estas interessado em saber, onde ela esta, eu posso ajudar-te, afinal é algo que tambem me deixa curiosa, porque... - baixei a minha cabeça. - Porque... Jasper pode ter mentido para mim.
- Lamento mesmo que isso possa estar acontecer.
- Eu e que lamento a situação a que estamos expostos. A conversa realmente esta a mesmo muito boa, contudo tenho mesmo de ir. Conversamos noutra hora.
Afastei-me, e como a casa dos meus pais era perto, fui a pé. Em pouco tempo estaria lá. Porem novamente este rapaz com as suas palavras sucitava mais duvidas, na minha cabeça. Tinha de arranjar uma forma de descobrir o que realmente se passava, mas no entanto era tudo muito complicado de saber como começar, no entanto eu nao era mulher de desistir.
Cheguei na porta, toquei a campainha, esperei e continuamente observei. Tudo estava tao belo e tao singelo tal como sempre conheci, a minha mae, tal como eu adorava flores, e principalmente rosas.
A porta abriu, abri um sorriso carinhoso e perfeito, era a minha mae que estava a minha frente, tao espantada que parecia que em pouco tempo iria cair para o lado.
- Mae, sou eu ! A tua filha. - ela estava realmente sem reacção, eu própria estava com medo de ter criado nela, alguma sensação má que a levasse a sentir-se mal. - Mae? Mae?
Ela caiu para o chão, logo tentei socorre-la. Ok a minha ideia de fazer uma visita, nao tinha sido muito inteligente, o correcto mesmo era preparar as pessoas primeiro, e so depois aparecer.
Queria pedir ajuda a alguem, nao estava ninguem em casa, para alem da empregada e a minha mae, claro. Pois o pai, devia estar a trabalhar, e tambem ligar para ele nao o podia fazer, se nao acabaria por desmaiar do outro lado da linha, nao que o acha-se tao frágil quanto a minha mae, no entanto era sempre uma surpresa tao inesperada, encontrar alguem que aparentemente acreditassem estar morto.
Respirei fundo, e coloquei em prática todas as minhas técnicas de socorrismo, alguma vez na vida seriam uteis. Aos poucos ela começou abrir os olhos, aos poucos voltou a consciência e tambem o espanto e nao crença da minha presença.
- Eu devo estar a ter uma alucinação. - levou as maos a cabeça, abrindo e fechando os olhos.
- Nao mae, estou aqui.
- Ai eu acho que vou desmaiar outra vez. - virou a cara para o lado.
Ajudei-a a levantar aos poucos, e juntas caminhamos para o sofá. Sentei-a calmamente, e fui a cozinha buscar um copo de agua, depois voltei para a sala e dei-lhe na mao. Ela bebeu gole a gole e só entao preparada olhou para mim.
- Ainda nem acredito que estas aqui! Tao linda, tao perfeita, nem parece que as aguas te levaram. - ela chorava enquanto prenunciava as palavras. - Nem sabes a dor que senti ao pensar que estavas morta, a dor que o teu marido sofreu. - ela limpou as lágrimas com um lenço. - Porem nunca perdi a esperança, mesmo quando todos ja estavam acreditar que tu nunca mais ias voltar, mas com o tempo, a minha força foi perdendo para a dor. Sabes nem somos forte o suficiente para passarmos por barreiras complicadas que a vida nos presta.
- Mae, eu compreendo tudo que o vocês passaram, toda a dor que sentiram, mas eu juro que nao voltei antes, porque nao podia. Passei por um período muito dificil, estive em coma, nao me lembro de nada que envolva a situação do acidente.
- Em coma! Meu deus. - ela olhou para o tecto, depois para mim, pegando nas minhas maos.
Agora estava em duvida, se devia ou nao contar sobre o Simão, mas pensando melhor, nao era correcto, porque quando se soubesse a verdade, seria uma tremenda desilusão, ja te-lo feito para Jasper o era. Porque nao queria magoar as pessoas que eu amava. Eu tinha de contar a verdade em breve, tinha de descarregar a minha consciência.
Nao era justo continuar a mentir, um dia todos teriam de saber a verdade, ate porque Simão nao ia aguentar o disfarce a vida toda, um dia teria vontade de encontrar a mae. E ai como seria? Infelizmente eu ja previa, o Jasper ia odiar-me, achando-me uma verdadeira vigarista e oportunista, os pais iam desperzar-me, o pequeno Simão pensar horrores de mim e eu bem, voltaria aos meus dias de solidão, ao mundo do coma. Sim, porque nao vivo literalmente, tambem nao se sofria.
- Eu sei que nao foi fácil para voces, assim como para o Jasper, mas acredita, para mim tambem nao. Todos os dias pensava em voces, da suadade que tinha, da falta dos teus conselhos, da dor... - as lágrimas caiam do meu rosto sem parar, ela carinhosa como era, as limpava. - Se eu pudesse voltar no tempo, eu voltaria e de certo podíamos ser felizes.
- Nao te marterizes minha querida. - agora passava a mao no meu cabelo.
Deitei a minha cabeça no seu colo, a tanto tempo nao lembrava como era bom ter colo de mae. A tranquilidade que ela nos transmitia, o quanto era bom estar em casa.
- A Rosalie, a Bella, o Edward, o Emmett, o Peter, a Charlotte, vao gostar muito de voltar a ver-te. Nem sabes a falta que fazes. Acreditas que o Edward e a Rosalie agora ja nao implicam mais um com o outro? - fez-me rir.
- A serio, pensei que isso seria a vida toda assim. - sorri, limpando as ultimas lágrimas presa.
- É meu amor, as pessoas mudam. Sabes, que que quando pensamos que perdemos alguem, mudamos, tornamo-nos mais unidos.
- Isso é verdade. Jasper e o Peter ficaram tao unidos depois da morte dos pais. - lembrei-me do dia em que conheci tristemente o meu cunhado pela primeira vez, a forma como ele estava abalado com a perda dos pais.
Nunca me ia esquecer desse dia, fui um grande pilar para o Jasper, contudo Peter tinha encontrado o seu caminho junto de Charlotte e eles ficavam tao bem juntos. Charlotte era uma doce mulher, uma amiga incansável. Tadinha aquilo que ela devia ter sofrido, a minha falta que ela havia sentido. Porem eu agora estava de volta, ia recuperar o tempo perdido, juntar as peças do puzzle desmontado e começar a viver alegria que iluminava os meus dias.
- Bom minha querida, nao queres almoçar comigo hoje? É que hoje vem cá os teus irmãos comer, seria óptimo um reencontro. - o convite era tentador, mas eu nao podia aceitar, tinha de cuidar de Simão.
- Mae! - peguei nas suas maos. - Eu adoraria poder passar mais mais tempo aqui, mas é que tenho tanta coisa para fazer, sabes, a casa esteve tanto tempo fora do meu controle, que agora sinto que é necessário cuidar dela.
- Mas a Luisy nao esta a dar conta do recado.
- Esta sim. - embora eu pensa-se que nao. - Ainda assim, sabes que gosto de ter o meu toque em tudo.
- Lá nisso és igual a mim. Ok minha querida, entao quando quiseres aparece e tras o teu marido, ja nao me lembro de o ver.
- Fica descansada eu trago sim.
Dei um beijo nela, e sai. Estar com a minha mae neste bocado, tinha feito muito bem para mim. Tinha deixado a minha consciência mais alertada para inventais erros que eu podesse cometer, no futuro.
Cheguei em casa e sentei no sofá, precisava de esticar as minhas pernas e vi o pequeno Simão.
- Oi meu querido. - ele olhou para mim com um sorriso.
- Olá Alice.
- Como te sentes?
- Bem. Sabes uma coisa, o quarto é muito giro, tem muitos brinquedos, viveu aqui alguma criança antes? - a sua pergunta, suscitou a minha viagem no tempo, aquele que nao volta, a lembrança de descobrir o meu problema, a desilusão de ter um ser nosso.
- Eu... decorei esse quarto para um dia quando tivesse um filho, estar pronto para o receber.
- Como sabias que ia ser menino, podia ser menina! - ri com ele.
- Sabes, o Jasper, o papa, sonhava todos os dias ter um menino, mas nao lhe contes que contei-te.
Ele prometeu com gestos simples tao inocentes de uma criança.
Jasper
Pela manha o sol estava como todos os dias, luminoso, tranquilo. Era estranho acordar num quarto sozinho, dado que a minha mulher estava de volta, no entanto, nao tínhamos dormido juntos, por motivos que ainda estávamos por assimilar. Eu respeitava a sua vontade, nao a queria forçar a nada, pelo contrário, tudo acontecia quando devia acontecer.
Levantei-me da cama, estava com preguiça de levantar e esticar os braços. Contudo era necessário voltar a rotina, nao porque ela estava de volta, se bem que ja fazia uma vida normal, mas pelo facto fazer parte de mim, do meu ser.
Vesti-me e em vez de andar a procura dela, porque de certo tinha suas coisas a fazer, as suas visitas, as suas saudades. Se bem que a dona Esme quando a visse ia ter um chelique pela certa. Bom pensando bem eu ia para o laboratório, ia ver como tudo estava, ter a certeza que Zaza nao faria algum disparate, sendo ele muito bem capaz de o fazer.
Desci as escadas tranquilamente, sem dar nas vistas, entrei na porta secreta do laboratório, tranquei-me, pois nao queria ser incomudado. Caminhei, caminhei e estava ope do meu amigo, que por sua vez estava bem ao lado de Alice.
Aproximei-me nao causando embaraço, mas ele era mais esperto do que eu imaginava, visto que virou-se logo para mim.
- Dr. Jasper! Dr. Jasper!
- Zaza ! - ele levantou as maozinhas no ar.
- Quando volta a ligar a Alice? Tenho saudades da minha amiga.
Embora nao precisa-se de dar satisfações a um Robot eu as ia dar, porque Zaza para mim nao Robot qualquer, era uma criação minha, e alem disso um amigo para a vida.
- Zaza! Eu sei que tu gostas muito da Alice, mas eu nao a liguei ainda por uma simples razão. - ele inclinou a cabeça para o lado esquerdo. - A minha Alice, a minha esposa desaparecida voltou. - inclinou a cabeça para o lado direito. - E como vez, nao é fácil contar a alguem que criei um Robot porque a sentia falta de companhia, saudade.
- Mas ela vai entender, a mulher do Dr. Jasper é boa pessoa. - sorri.
- Eu sei, mas ja imaginas-te duas Alices na sala? Ja imaginas-te como seria?
Ele nao sei como imaginava, mas eu ja estava a ver uma cena bem desagradável de arrancar os cabelos, duas mulheres iguais para o mesmo homem, nao que tivesse a certeza disso, porque a minha criação estava apaixonada por David, no entanto existem sentimentos que podem contrair-se com diversas situações. Nem queria imaginar ver algo assim, ver a docura, tornar-se odio de morte. Nao sabia ate que ponto uma nao teria ciumes da outra, ate onde haveria disputa.
- Bom zaza nao imagina muito bem isso, mas eu sei que a minha amiga esta apaixonada, esta amar.
- É verdade que sim. Eu tambem acredito que no fundo ela nao seja má, que mesmo nao sendo humana, tem sensebilidade. - ele inclinou a cabeça, ja percebia os seus gestos. - Sim zaza, tua amiga é boa pessoa, e incapaz de magoar alguem.
Ele ficou satisfeito com as minhas curtas palavras e sendo assim era hora de eu voltar para a sala, deixando assim o laboratório. Nao eu tivesse algo a esconder, que na verdade ate tinha, no entanto, estar aqui ia sucitar neles, curiosidade, e assim investigar o que nao deviam.
Entrei na sala descontraidamente e por acaso de passagem ouvi uma conversa, de Alice com o nosso filho.
- Oi meu querido.
- Olá Alice.
Alice? Muito estranha a forma como um filho tratava a mae, era como se houvesse distancia, uma nula ligação. Continuei a ouvir a conversa, sendo que era coisa feia de fazer, mas a curiosidade era um ponto que nao dava para matar de forma alguma.
- Como te sentes?
- Bem. Sabes uma coisa, o quarto é muito giro, tem muitos brinquedos, viveu aqui alguma criança antes?
A pergunta do meu filho, mexeu comigo, o meu coração vibrou memória do passado, a memórias do primeiros anos nesta casa, a vibração de Alice quanto ao aumentar a família Eu sonhava todos os dias ter um rapaz, alguem que sonha-se tal como eu ser cientista, e poder dar a conhecer ao meu filho as minhas criações.
- Eu... decorei esse quarto para um dia quando tivesse um filho, estar pronto para o receber.
A sua voz vibrava com a emoção.
- Como sabias que ia ser menino, podia ser menina! - eles riam-se.
Ele era muito inteligente.
- Sabes, o Jasper, o papa, sonhava todos os dias ter um menino, mas nao lhe contes que contei-te.
Fiquei tao emocionado. Agora o meu sonho era realidade, eu tinha um rapaz, mesmo estando doente, nao deixava de ter a mesma sorte que uma criança saudável. Ele podia continuar aquilo que comecei, seria fantástico.

Por um minuto achei que Jasper fosse descobrir tudo quando interceptou a conversa!
ResponderEliminarSabe que ainda creio que Zaza há de aprontar alguma e ligar a robô de uma vez? Sim, porque para mim ele está intencionando fazer isso.
Alice novamente tratou Davi mau, mas fez bem em tentar remediar seus atos, ele é tão bonzinho, tadinho.
Ambos estão curiosos e eu acho que essa curiosidade vai mesmo fazer eles trabalharem juntos!
A pobre Esme quase morre em um piripaque, oh dó! Hehhehehe, que bom que ela está bem hein?
Amei o capítulo, muito fofo!! :D
Realmente foi uma sorte mesmo Jasper não ter ouvido aquilo que não devia, na verdade, acho que Simão e Alice estão bem combinados nesse sentido. Sabe para uma criança mentir é simples como um jogo, já um adulto é necessário mais treino, sendo que Alice esta a ser uma boa atriz.
EliminarZaza o salvador da pátrea, tem razão sim, ele esta a tentar ganhar uma forma de tentar conseguir ligar a amiga, e quando isso acontecer, tudo vai começar a fervilhar.
Alice não é má, ela simplesmente tem receio na história da outra mulher e como David procura as mesma resposta, so que ao contrário dela, ele sabe tudo o que se passou na casa.
E então juntos podem realmente auto ajudar-se nas duvidas e nos mistérios, que Jasper esconde.
Oh a Esme, sabe custou-me, mas tinha de fazer com que ela tivesse uma atitude credível, não e verdade? Entao toda a pessoa que aparece quando deviamente já podia estar morta, provaca estes sustos. ne?
Ainda bem que gostou minha querida. A cada dia penso surpreender, mais e mais. Beijinhos :D DIVA