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Coração de Robot - Capitulo 17 - Um espelho para duas Alices


Capitulo 17 - Um espelho para duas Alices 

Alice Robot 
Quando coloquei um novo passo fora daquele laboratório, lembrei de tudo o que tinha acontecido, da forma triste como Jasper tinha me tratado, e no quanto ainda estava magoada com a sua atitude, embora ele tivesse voltado a concertar-me, nao me tinha ligado, talvez por nao ter necessidade de voltar a ver-me por estar com raiva de ter escolhido David. 
Eu devia-lhe muito da minha vida, ele tinha me criado, tudo bem. Podia ate ser o meu dono, mas o meu coração pertencia a outro alguem, aquele pelo qual ansiava ver todos os dias, aquele que apaixonava so de olhar. 
Lembrar David, fez ter-me vontade de o ver, sentir a sua presença, sentir a sua saudade. 
Entao percorri a sala, olhei o piano, cada canto desta casa que tinha visto tudo o que eu passei, tudo o que sorri, pensei, chorei fingidamente, amei e sofri, porque uma maquina tambem tem sentimentos. 
Abri a janela, caminhei pelo jardim, sempre a procura dele, e finalmente o encontro, mantenho o meu silencio, passo por passo aproximo-me. Nao estando a contar que ele reconhecesse tao bem a minha chegada, surpreende-me ao dizer o meu nome.
- Alice! - chamou.
Dei um novo passo, olhou para trás e viu-me, porem parecia reticente a minha presença. Como se eu fosse desconhecida para ele. De uma maneira ou de outra tentei mostrar quem realmente eu era, quem realmente o tinha feito apaixonar. 
- David! Tive tantas saudades, pensei que nunca mais te ia ver. - sorriu para mim. 
Vi vontade nos seus olhos, desejo nas atitudes, entao beijou-me delicadamente. O toque quente das suas maos na minha pele era tao harmonioso, tao sensível  carinhoso.

Nao queria que este momento acaba-se, no entanto, nao podia mandar no tempo, tal como ele nao podia mandar em mim. 
Nao acreditava que estava diante dele, do meu David, pensei todas as vezes que nunca mais o ia poder voltar a ver, que a minha vida tinha terminado, naquele instante, mas nao eu tinha uma chance, ganhar o meu lugar, diante daquele que amo, marcar a diferença. Mostrar a outros que eu era mais forte do que eles pensavam, que era capaz de o enfrentar, nao os magoando, queria viver a minha vida a minha maneira, sem segredos, sem rodeios. 
Mas ainda assim, nao podia contar o maior segredo, esse era aquele que fazia-me ter medo, medo de o perder, de o ver odiar-me, ser rejeitada e sentir o peso de um coração morto, implorando pelo seu fim.
- Eu ainda nem acredito que estas aqui. Foram semanas a tua espera. Onde estives-te? O que aconteceu? 
Larguei a minha mao, afastei-me para sentar e depois de por breves instantes manter-me no silencio, pensar nos riscos, olhei para ele e comecei o meu relato. 
- Eu tenho uma doença, que vezes em vezes impede-me de manter-me aqui. - a minha doença nao era mais que a minha imperfeição mecânica, enérgica  Podia nao dormir como um humano, mas necessitava de energia para sobreviver. 
- Estas doente? - interrompeu-me, mas levei um dedo aos seus lábios, para que podesse deixar-me acabar. 
Mantive-se em silencio tal como eu queria, respeitou a minha vontade. Respirei fundo e voltei a retomar a fala.
- Contudo agora ja estou boa, nao vai haver nada que me impeça de estar aqui contigo, vamos voltar a recuperar o tempo perdido. Quero ser feliz, nada mais importa. - abraçou-me.
- Espero nao voltar a ficar longe de ti, nao vou aguentar. - sorri para ele.
No entanto ele ficou estranho do nada, a sua cara de carinho alterou para séria e fiquei apreensiva. 
- Meu amor, eu... ja consegui criar a nossa rosa. - fiquei mais descansada ao saber o verdadeiro significado da sua mudança. Abriu um grande sorriso. - Anda vem comigo. - pegou na minha mao. 
Levou-me ate onde estava a rosa, eu simplesmente olhava tudo a minha volta, estava rodeada de flores tao lindas e tao belas. Como este espaço deixava-me tao tranquila tao leve como uma pena. 
- Aqui. - indicou, abaixei-me e fiquei a olhar muito impressionada, para rosa que tinha sido criada para mim, aquela que so a mim pertencia, so a mim tinha significado. 
- Tao linda a minha flor, a tua, a nossa. - levantei-me e beijei-o, ele retribuiu no mesmo gesto. 
Esta era a minha vida, nao a podia desperdiçar, tinha de a saber viver de forma intensa, porque so assim seria completa, feliz, realizada. 
Quanto ao Jasper, esse nao o condenava, mas tambem nao perdoava por inteiro, embora eu nao tivesse morrido, era assim que eu tinha sentido durante estas semanas, morta, por ciume. 
Eu tinha sentimentos, tinha alguem que gostava de mim, que respeitava-me mesmo nao sabendo bem ao certo a minha identidade verdadeira, mas tambem nao questionava nesse sentido, sim poderia ter as suas duvidas, quem nao as tinha? 
Contudo respeitava-me, coisa que pouco sentia dentro daquela casa, ok eu ate podia ser uma simples maquina elaborada, mas mesmo sendo o que fosse merecia, tanto respeito quanto outra coisa qualquer. Pensar nisso agora nao remediava o passado, era importante apenas viver o presente, pensando no futuro. Apartir de agora seria assim, eu e David. 
Estava tao absorta no mundo dos pensamentos e tao entretida com a sua presença do meu lado que estava a esquecer-me de uma simples recomendação do Zaza. Embora ter de ir para casa, fosse custar, tinha de o fazer.
- Daqui a pouco vou ter de voltar para casa, nao quero ninguem me veja aqui. - ele ficou triste e a estranhar de alguma maneira.
- Porque ? - perguntou.
Pensei se devia ou nao dizer o que realmente se passava, porem nao era certo, pois ele nao ia entender, alias ia ficar com mais duvidas e o resultado era investigar e a minha verdade. Nao podia.
- Eu tenho mesmo que ir, depois quando poder explico-te. 
Sai de onde estava caminhei passo por passo ate a janela, acenei um adeus e antes de ir para o quarto, a Luisy aborda-me. Sou obrigada a parar.
- Dona Alice vai querer comer o que para o almoço? - outra vez as mesmas perguntas? 
- Luisy, eu nao como, mas quantas vezes vou ter de repetir o mesmo! - respondi, de forma sensata. 
Ela ainda ficou a resmungar por breves momentos, mas nao dei qualquer tipo de importância. 
Subi as escadas e entrei no quarto, e que saudades que ja tinha do meu espaço. Sentei na cama e nesse instante reparei em pormenores que deixaram-me curiosa. A mudança de objectos de sitio, roupas que eu nunca tinha visto antes em cima da cadeira, ate que por fim lancei um olhar ate a cabeceira e vi que a rosa ja nao permanecia lá. 
Alguem tinha estado aqui, nao era Jasper, era uma mulher. Outra Robot  Nao Zaza teria-me avisado, nao fazia qualquer sentido isso. Mas quem devia ter estado aqui? 
Fui para a janela, ouvi um carro a chegar, escondi-me imediatamente, pois devia ser ele. 
(...)
Uma hora depois, nao se ouvia barulho, quer dizer nao dava conta de ouvir alguma voz feminina, alem claro, da Luisy. 
Fui ate a porta pronta para descer, e talvez ver como estava o ambiente, contudo sou surpreendida ao ouvir a minha melodia. 
- Espera lá! Eu estou aqui! Nao posso estar lá! - falei para mim mesma. 
Seria Jasper a tocar? No entanto em tempos que estive ligada por conta dele, nao recordava de algum dia o ter ouvido tocar ou se quer dizer que tocava piano. Ok eu tambem nunca tinha feito tais perguntas, mas a mulher das minhas memórias tambem nao. 
Estava tao curiosa que decidi ver mesmo, com os próprios olhos, assim tirava as minhas duvidas na mesma hora. Degrau a degrau estava a chegar ao res do chao, contornei o corredor, ate entrar por fim na sala, altear o meu olhar e ver uma mulher, nao uma qualquer. 
Nao acreditava no que os meus olhos viam, ela era idêntica a mim, a mesma mulher das minhas memórias. A tal que estava perdida, a esposa do Jasper. Ela estava de volta, agora fazia todo o sentido facto de deixar-me desligada. Eu ja nao era util, pois sua amada estava volta, entao a copia robótica, ja nao tinha necessidade de viver. 
Caminhei um pouco mais, aos poucos ela foi parando a melodia como se eu a obriga-se a isso, ela olhou para mim e levantou-se automaticamente  parecendo estar a ver um fantasma.
- Quem és tu? - ela estava escandalizada. 
- Alice! Tu és igual a mim. - falei, ela ainda assim nao acreditava, pois por varias vezes esfregava os olhos. 
Entao frente a frente ela encarou tudo, desde os olhos, ao cabelo ao estilo, aos modos. Ate ja incomodava toda a sua observação obscena.
- Nao, pode! Nao acredito no que os meus olhos vêem. 
- Acredita. Eu sou tu e nao a muito tempo, digamos que vivo a tanto quanto tu desapareces-te. - ela ficou com cara de caso. 
Os seus olhos nao enganava ninguem, ela estava cheia de perguntas para fazer, escondia uma mentira, um segredo. 
- Mas de onde é que vies-te? Eu nunca te vi na vida. - podia responder o que realmente eu era, mas Jasper estava mesmo, mesmo a entrar na sala, os seus passos estavam próximos. 
- O que ? - virei-me para ele, tal como a outra Alice. 
- Ainda bem que chegas-te! - afirmou ela. - Porque muito que falar. 
Estava mais que provado que ela nao sabia o que realmente eu era, e o que o marido era capaz de fazer. Pois eu era a sua criação e agora era hora de aceitação por parte dela.
Ele estava nervoso, com medo tambem, nao tinha alternativa se nao contar a verdade, ja nao havia mais espaço para manter esta farsa. 
- Alice, meu amor, quando tu desapareces-te, eu vive muitos momentos de loucura, sabes, sofri muito e eu nao estava a conseguir suportar a dor. - ela interrompeu ele.
- Ha ok, entao foste descantar esta de onde? Diz-me em que parte do mundo ela estava. 
- Nao estava em parte nenhuma, eu sou uma Robot  Jasper criou-me para o amar, no entanto eu nao o amo, estou apaixonada por outra pessoa, David. - esclareci antes que ele tenta-se enrolar mais a conversa.
Ela ficou estupefacta, nao crente na verdade, continuamente olhava para mim, vendo onde estava a minha imperfeição. Mas claro, nao era algo visível, a imperfeição esta dentro de nos mesmo. 
- Hum, uma Robot! O meu marido criou uma Robot  Fantástico, e eu com ciumes de existir uma mulher nesta casa, que afinalm, nao era mais, que uma maquina. Nao consigo acreditar! Jasper tu surpreendes-me cada vez mais. 
- Alice! 
- Agora faz todo o sentido, aquele rapaz confundir-me contigo. Ele sabe o que tu és? Nossa ele deve gostar mesmo de ti. - fiquei irritada. 
Ela nao era ninguem para falar o quer que fosse, David era o meu namorado e so a mim dizia respeito, contar ou nao sobre a minha identidade. 
- Ele nao sabe a minha verdadeira identidade, porem isso nao é da tua conta. Eu é que sei quando devo ou nao contar, nao sou como tu que escondes um segredo, nesse olhar. - deu um passo atras, levou as maos ao rosto. 
- Eu um segredo? Deixa-me rir. Agora nao me digas que para alem de seres um maquina, tambem vês o que esta para alem da alma? Ai desculpa, nao deves saber o que é isso. - ironizou. 
A minha vontade era de a empurrar  de a matar, porque ela era um sinica, contudo eu nao era assim, nao era um monstro. Olhei para Jasper, ele olhava tambem para mim. 
Pouco tempo depois entra Luisy na sala que fica perplexa com o que ve e solta uma palavra. 
- Duas Alices? 
Desmaiou. Era de prever que algum dia alguem ia ver uma cena destas. 
- Eu quero esta mulher longe do meu filho, estas a ouvir Jasper. - ela voltou a ficar ao meu lado olhando para ele, ordenando, como se tudo lhe pertence-se. 
Em vez de dar a palavra a ele, soltei-a eu. 
- Eu nao vou fazer mal a ninguem, nunca fiz. - esclareci os seus medos, face a criança, do qual ela devia estar a defender. - respirei fundo. - Vou para o meu quarto. 
- O que ? O que ela disse? Para qual quarto? Um Robot tem direito a um quarto? 
- O meu quarto que foi ocupado por ti, mas nao tem problema, eu amando as tuas coisas pela janela. - virei costas. 
Afastei-me deles, pois estava para começar a hora da discussão de casal ao qual nao queria assistir. 
Durante o meu afastamento ouvi a sua revolta, por ter de ficar sem quarto, mas paciência  segundo eu sabia, quem ia ao ar, perdia o seu lugar. 

Alice Original
Os meus olhos, nao queriam acreditar naquilo que eu via, naquilo que tinha de ouvir. Ficar sem quarto para uma Robot. Mas quem era esta que pensava que mandava nisto tudo? 
Estava cega de raiva, Jasper nao fazia nada, ate parecia que estava do lado dela, tomara devia ser apaixonado por sua criação. Que ciumes dessa maldita, ficou com tudo o que era meu. 
- Alice, ficas noutro quarto. Sabes que a casa tem vários quartos. 
- Isso defende-a, olha a serio, eu nao pensei ouvir e ver isto na minha vida. O meu quarto ocupado por uma maquina. 
- Ja chega. 
- Como é que eu devo reagir? ham? - fiquei tao chateada que ja estava a explodir, mesmo ja nao tendo intenção de o atingir. 
Nao aguentava isto, nao. Eu nao tinha volta para isto, por outro lado, esta casa era minha, o marido era meu, a vida era a minha. Ela nao passava de uma replica do que eu era, do que tinha vivido. Nunca seria ela própria  mas ainda assim tinha roubado o que era meu, durante estes anos. 
- Chega Alice! 
- Como chega, Jasper essa mulher ficou com aquilo que era meu. O meu quarto, alias o nosso quarto.  
Tentei imaginar as noites eles podiam ter e fiquei tao triste que ja nao tinha forças para continuar a discutir. 
Sai e ele veio atrás de mim, obrigando-me a parar com a sua resistência. Olho nos seus olhos. 
- Alice, independentemente do que aconteceu, eu nunca deixei de amar-te. Aquilo que fiz é a prova do que eu sentia, de que eu nao era capaz de viver sem ti. Tu eras uma peça importante no meu puzzle. Eras a perfeição que encaixava na minha. Acredita, eu jamais faria tal coisa, se nunca tivesses desaparecido. 
As suas palavras tocaram fundo no meu peito, nao podia ficar chateada com ele, nao podia mesmo, Jasper era a minha vida, e tambem a razao da minha volta, nao queria chatear-me com ele. 
- Desculpa meu amor, eu nao estou a ser muito correcta contigo, mas nao agi assim por mal, sabes é tudo novo para mim, ela, esta realidade, a situação do nosso filho. Eu preciso de ti, é certo. Nao posso afastar-te. - abracei-o. 
Deu-me um beijo carinhoso, e tentei de alguma maneira esquecer o incidente da outra. A partir de agora teria de saber viver com isso, entao que fosse. 
- Nem sabes como é bom ouvir-te dizer isso. Sabes pensei que reagisses pior, nao entendesses o meu lado e que ate me deixasses. - o medo estava na face dos olhos. 
- Eu jamais faria isso, nunca ia abandonar o meu homem. Estamos juntos para as horas boas e para as horas más. Perdoa-me se de alguma maneira fui indelicada. 
- Ora essa, eu é que tenho de pedir perdão. 
- Entao estamos perdoados. - pegou-me ao colo e subimos para o andar de cima. 
Ao invés de entrarmos no quarto imediatamente fomos ate ao de Simão e tivemos um pouquinho com ele, a sua saúde era tao frágil, que a todo o instante era necessário haver controle. 
Sentei-me aos pés da cama, enquanto Jasper dava miminhos na cabecinha do pequeno. Ele ja dormia, tao tranquilo, tao mancinho. Depois de dar o seu aconchego de pai, veio ate mim e deu-me um beijo na testa. Olhei uma ultima vez para a criança, ele tambem e saímos. 
- Esta a descansar. - disse.
- Sim, ele precisa. 
- Ainda bem que ele nao viu a outra... - ele interrompeu-me.
- Quanto a isso nao tens com que preocupar-te. Alice nunca ia fazer mal nenhum a ele. 
Tentei acreditar nas suas palavras, e lá no fundo, a eu tambem acreditava que ela nao era capaz. Aos poucos eu ia aprender aceitar, e tambem acreditar que podíamos ser amigas. 




Comentários

  1. OOOOOO elas se viram!
    A robô foi vencida pela curiosidade e não pode ficar parada, ela tinha que ver quem era que estava por ali.
    Ela realmente tem razão quando diz que a esposa esconde algo do marido, ela é bem esperta mesmo.
    Não sei, ainda acho que a esposa não é tão boa quanto tenta ser. Algo lá no fundo me diz que ela é má, que ela não está realmente preocupada com a felicidade do Jasper e isso é tão triste.
    Sabe, se ela ficar sem quarto pode ficar com o Jasper, né? Garanto que ele não se incomodaria, ehehhehe.
    Pobre da Luisy, ficou caida no chão e nem lembraram dele, eheheh. Tadinha!
    Amei o capítulo! :D

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    Respostas
    1. Sim verdade a robot é como eu nao conseguimos conternos quanto a curiosidade.
      As suas duvidas quanto a verdadeira fidelidade de Alice vao ser dissipadas mais para a frente, eu prometo mostrar grandes mudanças.
      Sim eles acabam por ficam com o mesmo quarto, embora ela gostasse muito do que a robot ficou, que inicialmente era o deles.
      Pois foi, a emocção de duas Alice deram o treco nela. ahahah

      Ainda bem que amou, porque cada vez mais pretendo surpreender. :D

      Eliminar

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