Sexta-feira, 2 de Setembro
" Despedir-me dos meus bebés mais velhos "
Querido Diário:
Meses depois...
Nunca na minha vida tinha pensado na hipótese de viver longe de algum filho meu, nao é que o facto de ter estado umas semanas longe do meu Edward nao tivessem provocado saudade, porque tinham, alias para mim estar longe dele tinham sido os piores dias da minha existência O que valia a mim era ter Carlisle sempre ao meu lado, dando sempre aquele apoio incansável.
Levantei-me da minha cama e vi os primeiro raios de sol fraco entrar no meu quarto azul bebé e sorri, pois um novo dia estava a nascer. Vi o meu marido ja a correr no quarto a procura de uma camisa e de umas calças para sair para o turno da manha que começaria dentro de 10 minutos. Dei-lhe um beijo rápido e pronto saiu a voar, no entanto sabia que ele chegava sempre a tempo, claro tudo por causa da nossa condição que ate era bem generosa nesse aspecto. Vesti-me e sai do quarto ate a sala, algo me dizia que hoje teria um dia complicado.
Ao sair do quarto comecei a ouvir os mesmos barulhos matinais. Rosalie e Alice a gritarem logo pela manha, ja nao aguentava.
- Alice onde esta a minha mala de viagem rosa?
- No armário, dentro do closet.
- Nao encontro em lado nenhum ...
Estava a pensar seriamente se devia ou nao intervir e ajudar, mas pensando bem, elas ja eram bem crescidinhas e sabiam muito bem desembainhar a bota. Desci as escadas e vi o meu filho Edward ja em frente ao seu piano de cauda, mas ao invez de o encontrar a tocar, nao estava simplesmente em silencio olhando para o formato das teclas.
- Bom dia Esme! - falou sem tirar os olhos das teclas.
- Bom dia filho!
Ate arrepiava o som de chamar de filho, e ja o fazia a algumas décadas.
- Assim como eu sou para ti um filho, tu és uma mae para mim. - falou.
Como ele era rápido e bom receptor de pensamentos.
- Sempre. - voltou a falar.
- Entao Edward hoje nao vais visitar a Bella ? - perguntei.
Gostava muito de ver o meu filho com ela. Desde que eles estavam juntos o seu brilho tinha mudado e tambem a sua maneira de ser estava alterada e para melhor, embora havendo sempre alguns velhos hábitos que nao se conseguia mudar.
- Acho que nao... Billy convidou o Charlie e temo que ela tambem va, por isso hoje vou ficar por casa. - disse triste.
O facto de o ver todos os dias com ela e do nada haver um dia em que a sua presença é nula, faz-me sentir saudade e medo ao mesmo tempo por recear aquilo que se tinha passado em Phonix.
- Nao nada para que tenhas de recear. Bella esta em segurança. Quanto a Victória estaremos sob alerta constante. - sua atitude protetora era tao firme quanto a de Carlisle.
As vezes começava achar que eles so podiam ser pai e filho de verdade, pois tinham atitudes tao semelhantes.
Em pouco tempo e bem atras de mim ouvi passos saltitantes e passo de corrida. Olhei momentaneamente para tras e vi Rosalie e Alice com carinhas de anjo.
- Olá minhas querida! - saudei.
- Esme preciso de um favor teu! - pronto vinha ai coisa.
- Nao faças essa cara mae, é que Alice teve optima ideia.
- Ai sim?
Ate Edward levantou-se da cadeira para saber da ideia. Cruzei os braços a espera.
- Bom eu estava a pensar que...
- Disparate! - respondeu meu filho, olhei logo para ele que lançava um olhar feroz na direcção de Alice. A coisa pelos jeito deiva ser um pouco embaraçosa.
- Edward deixa Alice terminar de falar! - ordenou Rosalie.
- Bom... - sorriu com cara marota. - Ja que a Rosalie, o Emmett e o Jasper estao de partida acho que poderíamos comprar uma casa em Darmouth e quem sabe dar um toque nosso...
Sinceramente nao estava a espera disto.
- Meu anjo teras de falar com o teu pai para ver se concorda.
- Eu ja vejo que sim, por isso tomei a liberdade de a comprar. - disse com a maior tranquilidade do mundo.
- E por isso é que ja estamos de saida. - disse toda contente Rosalie.
Como eu sabia da sua vontade de ir para uma nova cidade e melhor ainda nao fingir ser aluna do secundário. Finalmente Emmett chega na sala juntamente com Jasper com mais umas malas, olho para Alice e vejo a sua tristeza transposta no seu rosto fofinho.
Despedimo-nos deles e os vimos partir. Eu ja tinha saido da porta quando ao entrar em casa vi a minha filha Acenar um adeus da janela. Aproximei-me dela, pois estava a precisar de colo de mae.
- Entao minha querida ? O tempo passa rapido e vais ver que ele nao tarda esta aqui ope de ti pronto para outras vontades tuas. - eu so queria tentar ajudar, queria vela outra vez feliz e com a sua auto estima em alta.
- Eu sei mae, as saudades hoje em dia matam-se com e-mails, sms,telefonemas...
- É verdade, as vezes passa-se o mesmo com o teu pai, embora o veja todos os dias é por muito pouco tempo que passamos juntos. - recordei um daqueles dias em que ele saiu e entrou apenas dizendo um oi, ate dava um aperto. No entanto a sua profissão exigia muito dele e eu como esposa so tinha de aceitar.
- É verdade ele trabalha muito! - afirmou, deitando um sorriso para fora. Finalmente tinha conseguido tirar um sorriso.
Aos pouco a sua tristeza estava a ficar mais diminuta, tambem com uma família como esta, dificilmente alguem fica triste.
Ela levantou-se e subiu ate ao andar de cima, levando consigo o telefone. De certo ia ligar. Olhei para o lado e vi o meu filho mostrando cara triste, pois o seu grande amigo Emmett tambem estava para fora.
- Sim mae ela vai ligar.
- O que as saudades fazem... - comentei.
Instantes depois la vinha ela toda saltitante pelas escadas fora deixando o telefone no lugar e ir repentinamente para o seu portátil. Pensei antes de dizer alguma coisa, mas ao invez disso ela pega nas suas coisas e volta a subir. Como ter filhos nao era coisa fácil.
- A quem o dizes! Ser irmão tambem nao. - ja nem era surpresa a intervenção dele a cada pensamento meu.
(...)
Carlisle estava a chegar quando sai do banho, eram cerca das 2:25 da manha, Edward tinha saido ate casa de Bella e Alice continuava no seu quarto a horas.
Sentei no sofá e Carlisle ao entrar deu-me um beijo de boas noites e pelo seu olhar vi que tinha tido um dia complicado. Sentou-se ao meu lado.
- Entao que cara é essa querido? - perguntei preocupada.
- Um dia complicado, Esme, um dia complicado. Nem despedi-me dos meus filhos. - vi a sua tristeza.
- Podes sempre ligar..
- Nao é a mesma coisa, mas pronto amanha dou uma ligada.
Levantou-se e olhou para mim como um cavalheiro.
- A dona Esme da-me a honra de jogar uma partida de xadrez?
Nao podia dizer que nao, pois ter um momento como este com ele era raro e tinha de aproveitar ao máximo.
- Aceito.
Fomos para a pequena mesa de madeira maciça que era coisa do século XIX e sentamos dando o incio da partida por ele. Carlisle era um óptimo jogador, tinha um óptimo senso para a lógica.
Entretanto Alice aparece na sala dando um novo animo a casa.
- Olá minha querida ! - saudei deu-me um beijo na testa e ficou sentada ao nosso lado observando as nossas jogadas.
- Como estas ? - desta dez perguntou Carlisle, nao gostando de ver o rostinho dela triste.
- Normal! - ele nao ficou muito convicto com a sua forma de dizer Normal.
- Estas triste? Podes falar minha querida. - ele largou o nosso jogo e tomou atenção nela.
- Nao! Apenas nao estou habituada a distancia, é so isso. - esclareceu ela nao deixando Carlisle muito convencido, logo como meu instinto maternal e falei.
- A distancia por vezes esta a um passo. - e consegui arrancar um sorriso.
As vezes uma simples palavra conseguia fazer a valia de um sorriso.
- Meu anjo! - peguei nas suas maos. - Daqui a pouco eles estao novamente em casa. É normal que te sintas assim, desde que me lembre sempre vos vi como sendo um único ser.
Lembrei-me daquela primeira vez que os vi entrarem pela porta de nossa casa dizendo os nossos nomes e querendo ficar connosco, jamais esqueciria, foi um dia cheio de surpresas.
- Porem tem de haver momentos em que nem sempre nos podem acompanhar, nao estou a dizer que o facto de ires as compras é igual a ele estar numa cidade diferente. - ela assentiu. - Eu aprendi muito com esta vida meu anjo, sei o quanto ele nos mostra como é viver, eu ja sofri, ja fui feliz, ja senti rancor, ja senti raiva, medo, amor, mas saudade essa vou sentir sempre mesmo que voces voltem para casa, porque é um sentimento sem qualquer explicação.
- Ouve a tua mae, ela sim tem experiência em tudo. - Carlisle abraçou-me.
Lembrar o que eu vive antes de conhecer esta linda e maravilhosa vida, deu-me uma dor no peito.
- Vocês sao os melhores pais do mundo, voces fazem-me sentir bem. Obrigada.
- Ora nao tens de agradecer nada. - disse Carlisle.
Vimos ela levantar-se com um novo brilho no olhar e subir. A missão de fazer os filhos felizes estava a cumprir-se.

Comentários
Enviar um comentário
Comenta deixa aqui a tua opinião :)