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Diário de Esme Cullen - Partir


Quinta-feira, 15 de Setembro
" Partir "
Querido Diário:

Estava sentada no sofá com Carlisle, ele sempre com o seu braço por cima do meu ombro. Sentia-me muito triste porque o nosso Edward nao andava bem, e bem no fundo sabia que nao era isto que ele queria. Nao ia ser facil começar-mos tudo de novo, tínhamos as nossas raízes aqui.. eram décadas a saltar de cidade em cidade... Só que desta vez tínhamos encontrado algo que nos prendia de algum modo aqui... a Bella.
Edward entra em casa nesse exacto momento.
- Carlisle, Esme, Desculpem por fazê-los passar por isto principalmente tu Esme, minha mãe, não vai prolongar-se muito. Ainda hoje eu colocarei um fim em tudo, vocês já podem ir eu vou logo depois. - nao queria que ele ficasse a sofrer tudo sozinho, nao era justo suportar a sua dor.
- E para onde vais? - perguntou Carlisle.
- Não sei, sinceramente não sei, terei que arranjar alguma distracção que de algum modo ajude a esquecer tudo o que vivi aqui. - ele falava de um modo frio e calculista como se esta fosse a única alternativa.
- Filho não faças nenhuma parvoíce. - adverti.
Se tivesse coração, a esta hora poderia estar a bater cheio de preocupação de mae, nao havendo ele, havia a minha alma presa no medo de o perder. Edward era o filho que imaginei que Daniel se torna-se um dia, se continua-se vivo. Infelizmente deus o quis levar antes que os meus desejos fossem postos a prova e ainda hoje nunca tinha conformado-me com essa ideia de o ter perdido.

Entao agora a estar a viver esta situação em que o meu filho mais que querido estava a querer ficar num mundo a parte devido a simples circunstancias da vida, nao aguentava uma nova possibilidade de perder um filho. Tinha receio que estando sozinho, podesse dar fim a sua vida, cometendo todos os erros possíveis a ser algo de extermínio. Nem queria pensar nessa possibilidade, dava um aperto no peito.
- Carlisle eu prometo para voces dois que não farei nada imprudente, pelo menos enquanto Bella estiver viva. - nem mesmo depois de morta queria pensar nessa possibilidade, sendo que estando no seu lugar... nao ia aguentar a perda do Carlisle. Encolhi-me de medo, um calafrio tomou conta de mim.
- Como assim? O que queres dizer com isso. - as palavras sairam-me sem esforço.
- Eu tentarei levar esta existência pelo máximo de tempo que minha angustia suportar, mas sei que minha razão de vida, estará aqui com Bella, e enquanto ela viver e estiver feliz, a formar família, eu estarei vivo só por saber que ela tambem estará, mas sei que ela não viverá para sempre, e se minha razão de vida for embora, eu não terei mais motivo de viver. - ele vivia em função dela, eram como dois elos ligados por um fio da vida. Um morrendo o outro morria do mesmo modo.
Ja ao meu lado Carlisle levantou-se irritado com argumento dele.
- Isso é insano. Incorrecto. Tens de pensar que tens uma familia, que nao estas sozinho.
Intristeci mais e mais.
- Entende Carlisle, eu só estou tendo força de deixa-la por saber que ela tem maior chance de ser feliz sem mim, se não fosse essa certeza eu jamais a deixaria, e o pouco que entendo do amor sei que devemos fazer sacrifícios, mas eu não suportarei existir nenhum minuto sequer sabendo que ela não existe mais, então não julgue-me, e tenta entender que só pelo facto de eu ter sentido o que sinto por Bella, já vale toda minha existência, todos os dias da minha vida.
Carlisle não argumentou mais e nem julgou, ele entendeu o sacrifício do nosso filho,  retirou-se e foi resolver mais algumas pendentes no hospital. A noite parteriamos juntos.
(...)
Era noite, estava completamente sem saber se era ou nao correcto ir embora assim, doia muito ver que um trabalho fingido ao longo de tanto tempo estava a ser largado assim por causa de coisas que poderiam ter outro modo de resolver. Infelizmente nao mandavamos no coração como pensavamos que sim. Haviam coisas complicadas de obter explicação, e uma delas era esta situação em que as vezes o amor nao tem explicação ou meios a medir.
Carlisle chegou e pegou nas ultimas malas e colocou no carro. Eu ainda fiquei a olhar para a nossa casa e lamentei mais um de tantas vezes o facto de ter separar-me deste mundo.
- Entao Esme? - ele colocou a sua mao no meu ombro.
- Ainda nem acredito que realmente isto está acontecer. - disse num sussurro.
- É apenas uma fase menos boa. Isto vai passar.
Gostava que ter o mesmo optimismo que Carlisle, a mesma força que levasse acreditar nisso, no entanto nem sabia se aquilo que a sua boca dizia, era o que realmente o coração sentia, eu queria acreditar que sim.
- Nao penses mais nisso, so vai custar mais a distancia. - avisou ele, sentando finalmente no banco do carro e partir-mos a rumo incerto.
As arvores passavam por mim como puros vultos voando, ainda assim nao dava qualquer tipo de importancia, nada deixava-me curiosa, nem mesmo os livros que sempre lia desde o tempo da minha vida humana. A minha cabeça estava demasiado ocupada com preocupações de mae. Era a única coisa que realmente fazia-me pensar.
Carlisle entrou com o carro numa instancia de neve e ao passar-mos uma placa de indicações li "ALASCA". De certo deviamos estar a ir para casa dos Denali, para ope da nossa outra metade da família.
Finalmente parou o carro bem na frente da mansão e ja tinha alguem a porta para nos receber, era Tanya.
- Carlisle !!! - gritou ela feliz por nos encontrar.
- Olá Tanya !!! - saudou chegando perto dela e eu sempre do seu lado.
Olhei para ela e deixei sair um sorriso doce e fiz que os seus olhos tinham perguntas pendentes.
- Onde esta o Edward? - perguntou ja temendo isso mesmo.
Carlisle olhou para mim a procura de uma forma sensata de dizer o que realmente estava acontecer.
- Tanya o assunto é delicado, e o Edward nao veio connosco.
- Ele prefere estar sozinho. - continuei, o que o meu marido nao estava a conseguir acabar.
- Mas passou-se alguma coisa grave? - ela estava preocupada.
- Mais ou menos. Vamos entrando conversamos ai dentro.
- Claro.
Deu-nos passagem e cumprimentamos os outros. Carmen que estava sempre linda e radiante, Eleazar sempre bem disposto, Irina sempre doce, Kate muito cheia de bom humor.
Sentamos no sofá e novamente Tanya insistiu no mesmo, nao podiamos fugir ao assunto, estavamos em familia e tinhamos de partilhar o nosso problema.
- O Edward apaixonou-se por uma humana, o seu nome é Bella.
Tanya ficou escandalizada por ver que tinha sido trocada por uma simples e fraca humana, no entanto Kate e Irina estavam ao seu lado e acalmaram-na.
- Mas a uns dias aconteceu um problema em nossa casa, digamos que foi um acidente e levou-nos a tomar uma decisão temporária. Daqui que Edward de alguma forma nao tenha vindo connosco, tao cedo.
- Isso quer dizer que ele vem para cá? - insistiu continuamente ela.
- Nao sabemos. Edward precisa de um tempo sozinho, longe de tudo e todos. - disse eu.
- Deve estar a ser complicado para ti Esme! - disse calorosamente Carmen.
- Nem imaginas o quanto. - respondi.
Todos estavam a reagir muito bem menos Tanya, que nunca ia compreender os verdadeiros factos que tinham levado Edward a seguir um caminho assim e que ainda mais preferia uma humana a vez de uma vampira linda como Tanya. Bella era uma humana bonita, mas no que dizia respeito a beleza vampiresca  esta conseguia ser em dobro, ou o triplo da beleza humana.
- Edward nao devia ter feito isso. É errado. Incoirente. - resmungou ela.
- Nao se escolhe de quem nos gostamos, simplesmente acontece. - disse tranquilamente, sempre disposta a defender o meu filho ate ao fim, porque era isso que uma mae faria.
- Falas assim porque ele nunca olhou e vai olhar para ti como tu queres, irmã. - disse Eleazar.
Ela baixou a cabeça triste. Ela era linda, bastava estalar os dedos e de certo teria todos aos seus pés, no entanto preferia estar presa a um sonho impossível.
- Nunca digas isso, eu acredito que isto ate pode ser um sinal, para que tudo acabe e que ele esqueça essa humana e veja em mim a mulher da sua vida. - ela estava mesmo convencida que essa seria a sua chance.
- Eu nao queria desiludir-te minha querida, mas eu conheço muito bem o meu filho e sei que isso nao é verdade. Nao cries expectativas que nao possam existir. Nao magoes o teu coração. Olha para ti, tens um mundo aos teus pés, tens tudo o que alguem gostaria de ter. Pensa, age, mas nao fiques parada no tempo a espera de algo que nao vai acontecer. - falei com alma e deitei para fora as palavras sensatas de um conselho de mae.
- Eu prezo muito as suas palavras Esme. Mas eu nao sou mulher de desistir. O  Edward é tudo para mim. Eu fiz tudo por ele, ate de desistir da minha vingança contra os volturi. Nao me atirem areia para os olhos, eu sei do que sou capaz, do que realmente consigo. E nao vou-me magoar, porque sou forte, ja bati muito, mas sempre consegui vir ao cimo, e nao vai ser uma humana qualquer que vai tirar a minha força, a minha coragem. - era impossível mudar as ideias dela, ela estava vidrada num boneco que nunca poderia ser seu, um brinquedo que ela nunca poderia ter.
- Nao vale a pena Esme. Poupe as suas palavras, porque a minha irmã prefere viver no mundo da ilusão. - disse Irina.
Depois de alguem tempo a conversar, decidimos que era hora de caçar-mos e talvez tambem de ligar para ele. Nao conseguia estar muito tempo sem noticias.
- O que estas a fazer? - perguntou Carlisle vendo eu pegar no meu telemóvel e digitar um numero.
- Vou ligar para...
- Esme... da um tempo. - tirou-me o telemóvel da mao.
- Carlisle a serio eu nao consigo, eu preciso do meu filho, preciso de saber como ele esta.
- Porque nao ligas para Alice? Ela sabe. - ao lembrar-me disso, pensei que realmente essa poderia ser a opção ideal. - Assim ele nao vai sentir-se precionado em nada.
- És capaz de ter razão. - concordei com a sua ideia. - Preciso que devolvas-me o telemóvel. - estiquei a mao para o receber.
Digitei rapidamente o numero e esperei que atendessem. Entretanto ja preparando para desligar atendem.
- Alo?
- Alo Alice?
- Sim Esme. - respondeu ela do outro lado da linha.
- Novidades do Edward? - a linha ficou muda. - Alice por favor nao ocultes nada, sabes que queremos saber tudo.
- Esta tudo bem sim, ele apenas tem andado confuso, nada de mais.
- De certeza?
- Sim.
Estava muito confiante, nao conseguia ter essa sensação.  Desliguei o telemóvel e mesmo de seguida toca o de Carlisle. Ele fica com cara estranha ate que mostra-me o contacto que é desconhecido, ainda assim inssentivo atender.
- Atende, pode ser importante. - ele atendeu.
- Alo?
- Alo Carlisle sou eu. O Edward. - ouvi bem sob sussurro ele dizer o nome.
- Mudas-te de numero.
 - É troquei de telemóvel, Alice não desistia de fazer-me mudar da ideia. - ouvi o desabafo.
- Filho, Alice só pensa em teu bem estar e de Bella.
- Carlisle poderíamos não falar neste nome. - ouvi o desagrado dele ao proferir o nome da sua amada.
- Claro, e como estás?
- Bem. - senti cheiro a mentira, conhecia muito bem os meus filhos, e sabia quando uma voz podia estar a enganar-me.
- E o que estás fazer de interessante?
- Creio que Alice já deu o relatório completo.
Como ele nao ia ser peça facil de dumar.
- Ela comentou sim, filho achas uma boa ideia, Victória é perigosa, isso é uma missão suicida.
Bella estava sozinha e exposta ao risco em Forks.
- Eu não estou sozinho. - fiquei mais descansada ao ouvir isso.
- Deves saber o que fazes.
- E a Esme como está? - ouvi o meu nome e senti saudade.
- Preocupada.
Preocupação era o meu alvo maior.
- Ela está ai posso falar com ela? - tive uma vontade enorme e peguei no telemóvel de Carlisle e perguntei.
- Filho, quando vais voltar?
- Quando terminar o que vim fazer. - mas o que ele podiria ter para fazer? Que coisa era essa?
- Querido estou aflita, Alice disse-me o que estás fazer, e Bella meu querido está tão mal…
- Esme, por favor não quero falar nisso, Logo ela recupera-se.
- Creio que não vai ser tão fácil.
- Esme, não quero entrar neste assunto. - desisti.
- Se preferes. Foi bom teres ligado, assim sei que estás bem.
- Eu vou desligar, tenho coisas para resolver.
- Vais ligar novamente logo, vais?
- Eu ligo sim, um grande abraço.
- Filho, não se esqueças de que amo-te muito e que te espero com os braços abertos como sempre.
Desligou e eu tive uma vontade subita de chorar.


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