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Diário de Esme Cullen - Um presente inesperado


Segunda-feira, 2 de Fevereiro
" Um presente inesperado "
Querido Diário:

Semanas após a volta do meu filho e da nossa tambem a casa, dava conta de que o ambiente tinha melhorado significativamente. A cada dia, sentia que o meu filho estava a um passo de esquecer a possibilidade de uma perda, que podia continuar vivo com a eterna razão ao seu lado. Pensar nisso fazia bem, pois Bella era menina muito adorável e que tambem indicada para fazer feliz Edward. Eles eram um casal como poucos, pela primeira vez podia ter uma esperança, e de certo Alice ja teria visto a mesma coisa que eu... No entanto havia sempre a menina Rosalie a debater-se sempre sobre o caso Bella, insistindo que ela tinha direitos nobres aos quais nao devia deitar fora, e que sim, tendo essa oportunidade os devia preservar. Rosalie por mais igoista que fosse tinha um pouco de razão, porem haviam coisas que o verdadeiro amor nao tinha explicação, em que razão de afastaremos o perigo falava mais alto que a verdade, que a natureza humana.
Bella estava apaixonada e so para ficar bem e com a pessoa amada, ficaria disposta a tudo, ate de perder a vida. Qual a mulher que nao faria igual? Eu talvez.. se soubesse naquela época que o meu anjo era na verdade um monstro, mas ainda assim tal como a Bella, lutaria ate ao fim, perderia a minha vida, correria riscos se necessário so para obter o seu cuidado e sua atenção.
Embora nao tivesse necessidade de recorrer a esses métodos, o destino juntou-nos de alguma maneira, e por pura ironia, pois estava disposta a morrer, mas ele nao, queria manter-me viva e eternamente sua. Esse tinha sido o meu destino, ate agora, por isso aquilo que o meu filho e a namorada estavam a passar neste instante, era um reflexo baço da minha história e de Carlisle.
Por isso eu amei, amava e amaria o homem que tinha salvo a minha vida, e embora ficando presa neste fio da eternidade, tinha ganho os 5 filhos maravilhosos que um dia havia sonhado, ter com um homem com o qual correspondesse os meus sentimentos. Esse homem podia nao ser humano, mas era o maior anjo, que alguma vez tinha sonhado, e todos os dias agradecia-lhe, por tudo, pelas horas constantes da minha dor ao pensar estar a morrer, e principalmente por nunca ter largado a minha mao quando pensava estar a chegar ao fim.
Estava tao distraída com as minhas recordações iniciais  que acabava de esquecer a entrada de Carlisle no quarto. O seu caminhar tranquilo denunciava a sua aproximação, o seu toque a entrega a um beijo. Depois de beijar os seus lábios doces, olhei nos seus olhos dourados e dei um abraço inexplicável  ele simplesmente retribuiu, nao se debatendo com nada. Ele entendia-me tao bem, que as vezes nem precisava de falar, porque só um olhar decifrava tudo, porque os olhos nunca enganam.
- Amo-te ! - disse por fim.
- Eu tambem, minha pequena Esme. - ouvir ele dizer pequena, fazia-me retomar os tempos da minha infância perdida, de quando o meu pai chamava-me da mesma forma, e de como bem ou mal tinha sido feliz, mesmo tendo sempre a insistência da minha mae para casar. - Esme! - chamou-me e dei um sorriso. - Vem comigo.
Fiquei tao curiosa que nao consegui conter o meu instinto de espia.
- Onde vamos? - perguntei, obrigando a parar. Ouvi ele soltar uma risadinha baixa.
Ele simplesmente aproximou os seus olhos de mim com cara de tirar a respiração a qualquer uma.
- É surpresa! Eu sei que vais gostar. - puxou por mim novamente.
Peguei no ritmo da corrida nunca largando a sua mao e quando ja tínhamos chegado ao ponto fiquei desconfiada, pois o espaço era novo para mim e completo de coisas que eu gostava, Fiquei observar tanto tempo que perdia a conta a quantidade de passarinhos que via e da quantidade de peixes que nadavam no mar. Olhei para ele esperando sempre uma explicação para o que os meus olhos viam.
- Carlisle! O que significa tudo isto que estou a ver? Que linda ilha é esta? - em vez de ouvir uma resposta, ouvi um riso. Pensei imediatamente que estivesse com piadas, contudo depois ele mostrou-se sincero, pegando nas minhas maos e fixando o seu olhar no ponto que o meu estava preso.
- É a tua ilha ! - fiquei espantada, como podia ser minha? Nao era possível alguem ter uma ilha apenas sua, ou seria? - Esta ilha eu comprei para ti, eu sei o quanto tu andas-te estes tempos tao tensa, que o melhor mesmo era encontrar algum espaço ao qual fizesse-te sentir melhor. E acho que é este o espaço indicado, é tudo teu meu amor.
- Estou sem palavras, é linda a ilha... Ainda nem acredito...
- Chama-se Ilha de Esme... Baptizei assim, era um espaço que estava ao abandono e foi tudo modificado  para que tu pudesses de algum modo ajeita-lo ao teu gosto. - levei as maos a boca, num gesto involuntário, de seguida saltei para o seu colo e o abracei tanto, mas tanto que era a única maneira que eu tinha para transparecer a minha felicidade.
- Esta perfeito assim mesmo. Acho que apenas darei uns simples toques na cor, sabes adoro o azul, porque me faz lembrar o céu e o branco porque tempo em que se sonha com um casamento. - ele deu-me um beijo.
- Fica descansada, conforme tu quiseres ficará bem. - sorriu, abaixando-se ao meu nivel e sussurrar ao meu ouvido. - Temos de dar as honras da Ilha... - ri-me tanto, que nao tinha forma de responder com tanta risada e apenas acenava com a cabeça em sinal de concordância.
Este presente de hoje, era muito especial, carinhoso e um mimo para mim. Carlisle sabia sempre como surpreender-me, como estas pequenas coisas que deixassem o meu coração mais solto, a minha cabeça mais ocupada. Ele conhecia os meus gostos, a minha simplicidade. Pegou na minha mao e entramos num pequeno barco de modo a chegar a ilha, sendo que a nado, estaríamos la mais depressa, mas ainda assim gostava de manter o papel presente de humana.
Apreciei as ondas dor, sempre ao seu, nunca largando a sua mao. Respirar a brisa do mar deixava-me tranquila...
Quando finalmente chegamos, Carlisle prendeu o barco a um sitio, de modo a que este nao fosse levado pela corrente, de seguida pegou na minha mao e ajudou a sair, mesmo nao precisando, mas entendia que eram tudo gestos de cavalheirismo. Trilhamos calmamente o solo e fiquei por algum tempo a observar tudo a minha volta, de como tudo estava extremamente arrojado e perfeito. Ele reparou na minha constante admiração e entao falou.
- E agora que estas a ver tudo de mais, de perto o que dizes? - estava de tal modo tao encantada que adjectivos para descrever o meu encanto. - Esme? - chamou por mim, acenei com a cabeça. - Estas sem palavras, entendo. Era essa a minha intenção, estou tao feliz que tenhas gostado.
- Gostado nao amado! - respondi. Roubou-me um beijo.
Como ja era de preve tudo aconteceu naquele mesmo instante, longe dos problemas e das inquietações familiares, a posse da paixão era mais forte que o próprio controle. Sendo nos vampiros sentíamos tudo de uma forma mais intensa, mais prazerosa. Nao era que eu levasse tao ao auge a vida sexual, o desejo como Rosalie e Emmett, mas que sendo ao nosso modo conseguíamos sentir-nos bem, satisfeitos.
Nao conseguia evitar estar assim, alias nao tinha forma nem maneira alguma de esconder aquilo que pensava e fazia dos outros, porque primeiro teria sempre uma vidente a sondar cada passo nosso, e segundo teria o leitor de mentes accionado para ler cada pensamento perverso e malandro da nossa parte.
(...)
Ja tinha anoitecido e a esta hora todos deviam estar a nossa espera, todos menos Edward que estaria com Bella, acompanhado o seu sono. Abanei Carlisle para o avisar que tínhamos de voltar para casa.
- Carlisle! Vamos para casa.
- Sim, vamos. - ele concordou.
Fechei a porta da pequena casa da ilha e dirigi-me para o barco. Entrei e sentei, sendo que se ficasse em pé nao estaria mal.
Chegamos a Forks em menos de 2 horas correndo e quando pisei o chao de casa, 4 pares de olhos esperavam-nos na sala as escuras. Carlisle acende a luz e as perguntas começam a sair.
- Onde estiveram? Para onde foram? Porque nao disseram nada? - olhei para Carlisle.
- Creio que existe uma pessoa que é bem habilitada a responder a isso tudo! - falou ele.
- Eu! - saltitou Alice mostrando o seu sorriso matreiro, mas logo nesse instante eles viraram-se para ela. O que foi nao vao começar? Ok! Eu sei de tudo, nao consigo evitar, ja é habito. Alem disso nao vou falar da vida privada dos nossos pais... - ela estava a respeitar, pelo menos em parte, porque a espreitar ja tinha infragido o nosso espaço.
- Acredito que para foram nao ouve qualquer vestígio da vossa passagem ! - comentou Emmett.
- Emmett! - repreendeu Rosalie.
Rosalie por vezes fazia um papel que mais parecia de mae e nao de esposa.
- Nem toda a gente tem a  mesma necessidade que tu tens de te auto-desfazer. - resmungou Alice.
Eu ja estava a prever uma discussão sexual, portanto parei tudo gritando bem alto.
- Chegaaaa!!! - todos olhavam para mim com medo. - Nao quero ouvir nem mais uma palavras maudosa acerca deste assunto. Eu ate podia contar o que aconteceu, no entanto tem aqui meninos que nao sabem comportar-se adequadamente. Desculpem se de algum modo estou ser a regida, mas nao posso simplesmente ficar indiferente.
- Mas Mae...
- Mas nada, por favor vao para os vossos respectivos quartos! - ordenei.
Rosalie ainda tentou protestar, porem permaneci firme, uma mae por mais que gostasse de seus filhos, tinha horas em que firmeza era um passo fundamental ao respeito. Eu nao falava por ela, porque ela tinha sido sempre impecável, e em certa parte nao tinha culpa. Contudo estas circunstancia nao deixam outra alternativa.
- Esme acho que foste um pouco dura! - disse Carlisle.
- Ate posso ter sido um pouco dura, sim. Só que a coisas que eu prefiro continuar a prezar e o respeito é uma delas.
- Ninguem disse nada de mal...
- Mas pensou, e nestas vezes nem é preciso ter um dom, o cheiro mantem-se a distancia. Amanha ja fica tudo bem, sabes que nao gosto de ser assim com eles.
- Claro que sei. És uma mae de ouro, é por isso que eles adoram-te.
- E eu a eles. - abraçou-me.
- Vem vamos para o nosso quarto. - puxou por mim e eu como sempre deixei ir.
Entrei no quarto e fiquei a observa todas as velas acesas e o cheiro que elas largavam era de canela tal como eu gostava. Deitei-me sobre a cama e relaxei, ele deitou-se ao meu lado e juntos aproveitamos o descanso da noite tranquila. Dentro de pouco tempo Edward estaria de volta a casa, para mudar de roupa e rapidamente caçar. E ja que pensava em caça, uma sede subita queimava a minha garganta. Virei-me para o lado e reti a atenção dele, dado que tinha estado a ler ate ao momento.
- Querido vamos caçar.
- Estas com sede?
- Sim.
- Entao vamos.
Saltei da cama e preparei-me em dois minutos e desandei ate a floresta sempre com ele na minha alçada. Caçei 3 veados, nao precisava de muito para deixar-me cheia ou satisfeita, ele caçou 4 veados, sempre tinha mais espaço que eu o seu corpo. Ri so de pensar.
Voltamos para casa ao fim de tudo, pois ele ia para mais uma jornada de consultas e cirurgias  Vida de médico era assim, e vida de esposa de médico tambem. Lá teria eu de encontrar maneiras sensatas para ocupar o meu dia.


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