Capitulo 30 - Alasca
[Charles]
Estar todos os minutos, segundos, dias, anos ao lado dela eram para mim muito importantes, ela era tudo para mim e ate a vontade de a trazer aqui foi espontânea Sabia o quanto esta terra representava para ela, o quanto era triste ter de ir embora e nao ter previsão de volta, mas nós éramos assim, vivíamos assim... Olhei para ela e vi como ela estava com um olhar pregado na casa que a viu crescer e dou conta dos primeiros traços de sol que invadem a densa e escura floresta, fazendo ela falar.
- Já é dia! - afirmou.
- Sim e tambem hora de partirmos. - disse com um sorriso nos lábios.
Adorava aventuras e conhecer novos espaços e ao mesmo tempo algo dizia-me que ela sendo minha namorada acompanharia-me sempre. Levantou-se e eu seguiu-a no gesto. Esticou os braços, a sua cara denunciava preguiça, usei o charme do meu olhar efeitiçante a convenci a trilhar novo caminho. Corremos e caçamos antes de agarrar a nova aventura, que prometia mutos surpresas agradáveis, ela tentava de todas as maneiras e formas mostrar a sua curiosidade.
- Charles, diz-me para onde vamos? - parou ao fim de mais uns km do lugar onde tinhamos caçado.
- É surpresa! - disse tirando a sua ideia definitiva de tentar descobrir o segredo que eu tinha na mente guardado a sete chaves. Ela tinha de confiar em mim se queria saber alguma coisa, e bem no fundo ela confiava em mim, apenas teimosa por vezes, mas confiava.
- Mak eu prometo que da proxima vez escolhes tu.
- Ai podes querer que sim. - ri-se de si própria e eu ri tambem contagiado pela boa disposição.
Voltamos a ficar sérios e a retomar o caminho que estava parado por causa das suas perguntas insatisfeitas.
(...)
Acabávamos de chegar a zona prometida, aquela que ia suscitar as maiores alegrias dela. Olhou para mim com carinha de anjo, mas sedutora, eu conhecia muito bem esse tipo de engate, porem pensando bem nao tinha alternativa era hora de desembrulhar o presente.
- Esta bom, agora tambem nao tenho forma de mentir. - ficou satisfeita.
- Nem tentes. - advertiu-me, logo montando uma careta.
Cruzou os braços esperançosa e eu pensei antes de falar, acabando por desistir do meu pensamento e começar a dizer aquilo que ela queria ouvir.
- Estamos no Alasca e aquilo que estas a ver é pura neve. - ficou deslumbrada a observar a floresta totalmente branca, talvez por nunca ter visto nada igual, ou entao por algo raro para si. Para mim nada disto era novo, Em Barcelona no inverno tínhamos destas nevões e era muito divertido brincar na neve, nao ir a escola...
Abaixou-se e pegou num punhado de neve e acertou-me.
- Ei tu queres brincadeira! Espera lá que ja vais ver. - peguei num punhado de neve tambem e amandei para ela.
E tomamos este momento como uma diversão invulgar e quase infantil. Ela caiu ao chão e eu em cima dela de propósito para que ela nao o voltasse-me atacar com mais neve. Beijei os seus lábios e prendi os seus pulsos.
- Isso nao é justo. - disse ela entre beijos, mas eu ignorava, tentou lutar mais para conseguir sair, de baixo de mim, no entanto apenas, valeu para eu ficar por cima do meu corpo a sorri vitoriosa.
- Ah pois, agora quem comanda sou eu. - disse entre risos.
Nao forneci resistência alguma aos seus encantos, pelo contrário estava gostar e isso dava-lhe prazer. Entretanto a nossa diversão foi interrompida por uns barulhos estranhos e familiares, que ate certo ponto acabavam por terminar a nossa brincadeira.
Olhou para o mim preocupada, no entanto tentei mostrar atravez do meu olhar tranquilidade e nada de ideias precipitadas, que nos levassem a ter problemas sérios, logo no primeiro dia que aqui estávamos sendo desta vez estava a pensar em pousar um pouco mais a estadia por estas terras altas.
Foi entao que surguiram quatro figuras esbeltes, das quais um homem e tres mulheres, sendo que uma delas era morena e as outras loiras, o homem tambem era moreno. Porem a figura deles era conhecida de algum modo. Uma das loiras chega frente e prenuncia-se.
- Quem sao voces? O que querem deste lugar? São nomades? Aqui nao permitimos caça de humanos.
- Calma! - pediu o homem a loira, que mais parecia uma estérica.
Makenna preparou-se para falar, mas eu como sempre dei a cara por nós.
- Eu sou Charles e esta é a Makenna. Estamos aqui apenas de passagem, e respondendo a pergunta de a pouco, somos nomades. Nao se preocupem que nos nao temos qualquer tipo de intenção em assustar os humanos daqui e muito menos fazer deles nossa refeição. - a reação foi mutuamente de espanto de ambas as partes. - Viemos em paz! Nao queremos de modo algum causar problemas no vosso espaço.
Ela olhou para eles que agora pareciam mais tranquilos e aproximavam-se de nós calmamente. Por precaução deu-lhe a minha mao passando assim a segurança que ela precisava para se sentir bem e descontraída.
- Desculpem o modo rude da Tanya ao receber vos, mas nao faz por mal é apenas por protecção de espaço. - desculpou-se o homem. - Ja agora recordo de voces...
- Pois eu tenho a mesma impressão, agora nao recordo de onde.
- Ja me lembro de Forks. - disse ele rapidamente.
- Ha claro! - respondi.
- Bom deixem que nos apresentemos, meu nome é Eleazar, esta é a Carmen minha esposa e estas duas jovens loiras, sao as nossas irmãs Tanya e Kate. - Makenna acenou com a mao em prazer de os estar a conhecer.
- Sejam bem-vindos ao Alasca! - deu as boas vindas Carmen muito amavelmente depois aproximou-se mais da minha companheira em particularmente e deu-lhe um abraço meigo, talvez isso ajudasse um pouco mais ela a sentir-se mais em casa.
Os Denali eram muito simpáticos e estavam a causar uma boa impressão. Algo dizia-me que seria uma óptima temporada.
- Venham! - disse Kate. - Vamos mostrar vos a nossa casa.
Minha doce namorada caminhou atrás delas contente e curiosa, como eu a conhecia tao bem.
(...)
Entramos num espaço que dava acesso a uma grande vivenda deles e observei o espanto de Makenna que estava constantemente a olhar. Na zona esta era única casa o que ate certo ponto ajudava muito na preservação da nossa identidade e assim nao haver estragos maiores.
- Por aqui ! - indicou Tanya.
Ja na entrada nao vi nada que surpreende-se, so mesmo as mulheres para ligarem as aspectos como estes. Para mim tudo era normal, tudo vulgar, mas tambem para elas tudo tinha de ter classe e um monte de tretas.
- Esta é a nossa sala de visitas! Sintam-se a vontade, façam de conta que estao em vossa casa. - falou Carmen muito carinhosa e hospitaleira, o que agradava Makenna.
Digamos de passagem que a decoração e o aspecto eram de um tanto agradáveis, nada de muito exuberante.
- Uau, que bela casa! Estao de parabéns.
- Na verdade, tudo isto que voces estao a ver tem um toque especial dos nossos amigos cullens.
Cullens boas pessoas. (pensei)
- Bom gosto e requinte sao boas qualidades que muitos prezam. - disso ela entendia.
- Sim é verdade. - sorriu e aos poucos foi sentindo-se mais a vontade ainda.
Aqui ficaríamos por uma longa temporada, sendo que era hora de parar um pouco e descansar, começando aprender novas formas de ser feliz, junto do conforto e da boa companhia, tal como ela sempre tinha sonhado para a sua vida feliz ao meu lado.
Fim
Notas Finais: Pois é mais um final feliz, este foi um livro que adorei escrever e espero que a vocês de ler. Como Makenna e Charles aprendi muitas qualidades e regras para uma boa relação em que nem sempre é bom ser caprichoso, ou mimado, porque so ajuda a separação de duas almas. Tudo se resolve, tudo volta a normalidade e a felicidade é eterna. :)
Espero que tenham gostado, deixem comentário eu agradeço. E fiquem para a próxima história, conto com voces.
Sigam-me e fiquem a par de tudo... Vao ver como é mais fácil.
Beijos

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