Capitulo 21 - Nao Irmã / Nao Gémea
Alice Robot
A sua presença constante nesta casa, dava a mim a vontade de deita-la a baixo, porem eu tinha de pensar em duas pessoas. A primeira era o Jasper, que mesmo desconhecendo a verdadeira mulher diante dos seus olhos, que diferentemente o amou, nao tinha voltado por acaso. A segunda era aquela simples criança que nao tinha culpa do mau carácter da mae, que ficando sem ela era estar arrancar parte de si.
Tentei por um segundo esquecer ela. Entrei no meu quarto e caminhei ate a varanda, observei todo o espaço verde, encontrando aquele alguem que era a unica coisa que realmente ainda dava animo e generosidade.
Quando ele voltou a sua cabeça para mim, deixou escapar um sorriso lindo, e eu acenei feliz, por ve-lo tratar tao bem das nossas rosas.
Sai da janela e fui ate a rua, tinha necessidade de estar com ele, abraça-lo e beija-lo intensamente.
Cheguei ao espaço verde e por coicidencia ela tambem estava presente. Lancei um olhar sereno, contudo o seu era o mesmo de sempre, o de cobra. Deixei para lá as minhas observações e abracei o meu namorado e nesse mesmo instante reparei no quanto ele estava perplexo.
- O que se passa David? - perguntei preocupada, imaginando logo uma das razoes.
- Eu nunca pensei que pudessem mesmo haver duas gémeas!
A minha preocupação estava esclarecida, entao ele ainda tinha duvidas quanto a existência de duas Alice se quanto a sua pouca confiança nas minhas verdadeiras palavras.
- Desculpa? Disses-te gémeas? - questionou a outra colocando por terra a minha identidade verdadeira.
Coloquei o meu cérebro de máquina a pesquisa de uma boa desculpa para evitar que a outra pudesse abrir a boca na hora errada, entao lembrei-me de um fenómeno.
- Acontece que nao somos nem irmãs, nem gémeas! - disse. - Ja ouvis-te de certo falar do fenómeno Sósias, pois bem é o que nos somos.
Foi a justificação mais credivel que eu consegui encontrar para poder explicar as nossas semelhanças físicas, nao psicológicas.
Ela tambem nao protestou o que realmente era verdade, tendo sempre uma ligeira ocultação, que so um dia cabia mim ter o cuidado de esclarecer, pois nao sabia qual podia ser a sua reacção.
Amar era a coisa mais simples que podia fazer, mas dai a verdade, tinha o seu tempo, sua hora, e se havia alguem neste mundo que o tinha de fazer, era apenas eu.
- Eu ja ouvi falar em sósias, mas nunca tinha visto na semelhante. - falou.
- É existem grandes invenções. - ela deixou escapar um comentário ao qual, nao gostei, mas que por acaso nao levou a suspeita alguma.
Estava a espera que ela volta-se logo para o seu lugar, e que deixasse-me sozinha com ele, sem o perigo de ter de ouvir ela deixar escapar algo mais.
Pelos visto as minhas preses estavam a ser bem ouvidas, porque ela acabava de regressar para o interior da casa. A costa estava livre para namorar em paz.
Jasper
Estava a ficar tarde para perder o meu tempo a pensar no que realmente estava para descobrir, por um lado sentia-me feliz por de alguma forma alcançar a verdade, que todos os dias tenta vir a tona, mas tendo sempre alguem a disfarça-la, mas por outro tinha o receio de descobrir que afinal a mulher que eu amava, pudesse estar a mentir e talvez a enganar-me.
Ai recordava do dia em que nos conhecemos, como ela simplesmente tinha conseguido mudar o meu dia. Como alguem podia mudar tanto? Nem mesmo a agua se transformava em vinho.
Eu amava e ia sempre continuar amar a minha Alice, independentemente do que acontece-se, mas perdoar, so ajuda do tempo podia curar.
Sentei na minha secretária e peguei num retrato nosso, de quando apenas tínhamos casado a 1 ano, de como éramos felizes com as pequenas coisas da vida. Como cada um a sua maneira, tendo seus projectos, coincidiam a familia. De quando juntos passamos pelas primeiras discussões, primeiras falhas de um casal, tanta coisa tinha mudado, e apenas o meu amor continuava o mesmo.
Pousei o retrato no mesmo lugar e fiquei a observa-lo, um pouco mais, ate ser interrompido com a entrada inesperada da minha esposa.
- Jasper, isto nao pode continuar assim! - como sempre a sua implicância seca com a robot.
- O que foi desta vez? - tentei parecer despreocupado.
- Como assim "o que foi desta vez"? Jasper achas normal ela enganar um pobre jardineiro, quer dizer ele pensa que ela é de carne e osso. - ela estava completamente descontrolada.
Sentou no pequeno sofá olhando para mim como quem aguarda resposta.
- CHEGA! - levantei-me, ela por sua vez mudou de postura. - Estou farto das tuas implicâncias, das tuas idiotices. Alice uma vez na vida tenta parar de pensar em ti. Olha no espelho, ve o que tem dentro dele, nao é so um reflexo da tua imagem.
Nao sei de onde saiu todo o meu impulso protector. Talvez tenha sido demasiado brusco, mas era a única forma que tinha para a fazer entender de certos aspectos da vida.
Ainda mais eu sendo um criador tinha de ser o primeiro a defender em julgamento, a minha criação, mesmo que fosse perante pessoas importantes para mim.
- Nunca pensei que a defendesses tanto! As vezes penso que tu nao me amas e sim a ela. - nao estava a conseguir controlar a minha força, entao num acto involuntário, acabei por fazer aquilo que nunca na vida tinha feito a mulher alguma, bater.
Ela levou a mao ao rosto, olhou bem nos meus olhos com lágrimas contidas.
- Eu nunca na vida pensei que fosses capaz de tocar-me com um dedo que fosse.
Virei costas, fiquei apenas a olhar para o azul claro da divisão, nao tendo a devida coragem de encarar os seus olhos lacrimados.
- Jasper Cullen, que esta tenha sido a primeira e a ultima vez me tocas-te! Porque se nao...
Voltei-me para ela.
- Porque se nao? - perguntei, esperando pela continuidade da sua ameaça.
- Eu vou-me embora com o meu filho e tu nunca mais voltas a ve-lo. - ela estava seria.
- Desculpa, eu perdi a cabeça, mas tens de entender, que existem coisas pelas quais nao deves duvidar de mim, o meu amor é uma delas.
Ela nao deu qualquer resposta, saiu porta fora. Deixei-me ficar como uma estátua, lembrando o erro que havia cometido, de como por uma janela havia deitado fora a minha felicidade ao vento.
Tranquei a porta, nao correndo o risco de voltar a ser interrompido e deixar-me afundar nos meus pensamentos sozinho.
Alice Original
Nunca na vida pensei que Jasper fosse capaz de tocar-me, de ferir-me metafórica mente. Sentia o seu olhar de duvida da minha volta.
Talvez a ideia de eu ter voltado so tinha agravado a minha relação, e mesmo ficando longe tinha conseguido, ser mais feliz do que estando aqui e fingir parte de um segredo que de certo quando revelado, ele nao ia entender nunca.
Ao afastar-me gradualmente do seu escritório, ouvi o trancar da porta, uma vez mais ele estava a fechar-se em copas. Tentei desvalorizar a situação, para meu bem, claro. Eu amava sim o meu marido, mas a minha maneira. Tinha ciumes, porem qual a mulher que nao tinha? Tinha de ser condenada por ser assim? Eram muitas perguntas penosas, para repostas vazias.
Entrei dentro do meu quarto, e peguei no meu telemóvel. Precisava de conversar com alguem, a unica pessoa com a qual eu podia falar, sem ser julgada, mesmo sabendo de toda a minha verdadeira história e as minhas razoes, a minha vinda a esta minha vida, era a minha amiga Kim.
Digitei o seu numero, esperei que ela visse a minha chamada e atendesse. Estava a perder a esperança quando ouço:
- Alo? Alice?
Senti um alivio tao grande ao ouvir a sua voz.
- Kim! Minha amiga! - comecei a chorar.
- Que se passa minha amiga? Que voz é essa?
Nem sabia por onde começar a relatar toda a minha vida desde a chegada a Forks.
- Independentemente do que tenha acontecido, sabes que estou aqui. - sorri.
- Eu sei, e por sabe-lo é que preciso mesmo de desabafar contigo.
- Estou de ouvidos!
Relatei toda a história com os mais infinitézimos detalhes, como chegar e encontrar uma estranha presença de uma mulher, do qual apenas era uma única invenção do Jasper para o retorno da minha ausência anual, no intuito de combater a solidão, ao medo que senti quando vi essa mesma coisa que mais que nao era mais do que uma robot, ficando próxima do pequeno Simão, ao valente estalo recebido por ele por conta de um assunto que pronto, ja era completamente desconfortante para mim, uma serie de coisas que so faziam de mim uma pessoa infeliz ao contrário do que sempre fui.
- Oh minha querida, nao te sintas triste, pensa que talvez tudo tenha sido uma unica fase.
- Eu bem tento, Kim. Mas é tao complicado, aguentar tudo isto sozinha.
Tive vontade de acudir por sua presença aqui nesta casa, mas primeiro, claro teria de falar com o Jasper e deixa-lo ocorrente desta minha amizade.
- Sei que sim, e por sabe-lo quero que tu, minha amiga, venhas para cá.
Falei inicialmente, para ver se ela teria essa vontade, caso o Jasper aceita-se.
- Ai, Alice se quiseres, claro. Alem disso seria uma mais valia para o pequeno Simão. - isso deixou-me um pouco mais contente.
Em parte na hora de abordar o assunto, seria óptima a ideia de relembrar esse aspecto. Kim era uma excelente enfermeira e tinha trabalhado com grandes especialista nas questões temoriais e saberia melhor que eu agir perante diversos momentos.
- Entao fazemos assim, eu converso com o meu marido, e depois volto a entrar em contacto contigo.
- Claro, ficarei a espera de noticias da tua parte.
Desliguei a chamada e fiquei um pouco mais feliz por em breve ter aqui comigo uma grande ajuda, e alem de mais, uma grande força. Talvez por ter aqui uma aliada, consegui-se ultrapassar certos problemas, e quem sabe retomar a normalidade que esta familia sempre viveu, antes do acidente.
Kim
Nao esperava receber uma chamada da Alice, a tanto que nao falávamos que ate cheguei mesmo a estranhar.
Finalmente ia voltar a ver o pequeno Simão, o meu filho, cujo nem mesmo Alice sabia que ele me pertencia, cujo Simão tambem escondia a meu pedido, sendo o nosso segredo. Ia poder voltar a cuidar dele, agora talvez com mais possibilidades de uma cura, porque a onde ele estava nao podia estar melhor, pelos vistos, Jasper estava a ser um pai bastante dedicado e perfeito em querer de alguma forma, encontrar a cura para a doença um tanto ou quanto delicada. Nao tinha nem maneira, nem forma de conseguir agradecer o tamanho gesto. Talvez um dia estando frente a frente, consegui-se e quem sabe a minha vida ate melhora-se.
Sentei no sofá e continuei uma vez mais a ler a revista, que tinha em maos, pois gostava sempre de conhecer o lado dos famosos.
Alice Robot
David tinha passado o resto do tempo um pouco estranho, tive varias vezes a vontade de perguntar o que se passava na sua cabeça, mas a minha fala apenas se resumia ao silencio.
Tinha medo que ele tivesse com alguma duvida, porem havia dentro de mim um 6 sentido que muitas mulheres humanas tinham, que indicava que o realmente eu desconfiava, que pairavam duvidas na sua cabeça. Queria poder poder ajudar a simplificá-las, mas nao sabia como o fazer.
E que mais duvidas podiam restar?
Com isto tudo, recebi um sinal do meu cérebro mecânico, que indicava aproximação de uma descarga e com isso, um possível desmaio para ele, para mim uma perda de energia eléctrica.
Entao tinha de ser rápida e voltar o quanto antes ate casa, entrar no meu quarto, e ligar-me a corrente, pois dentro de 10 minutos ficaria completamente vazia.
- David, meu amor, amanha nos vemos! - beijei-o e segui caminho ate ao quarto, nao olhando para tras, muito menos dar oportunidade de ouvir uma vez mais a sua voz, suplicando a minha volta.
Alice Robot
A sua presença constante nesta casa, dava a mim a vontade de deita-la a baixo, porem eu tinha de pensar em duas pessoas. A primeira era o Jasper, que mesmo desconhecendo a verdadeira mulher diante dos seus olhos, que diferentemente o amou, nao tinha voltado por acaso. A segunda era aquela simples criança que nao tinha culpa do mau carácter da mae, que ficando sem ela era estar arrancar parte de si.
Tentei por um segundo esquecer ela. Entrei no meu quarto e caminhei ate a varanda, observei todo o espaço verde, encontrando aquele alguem que era a unica coisa que realmente ainda dava animo e generosidade.Quando ele voltou a sua cabeça para mim, deixou escapar um sorriso lindo, e eu acenei feliz, por ve-lo tratar tao bem das nossas rosas.
Sai da janela e fui ate a rua, tinha necessidade de estar com ele, abraça-lo e beija-lo intensamente.
Cheguei ao espaço verde e por coicidencia ela tambem estava presente. Lancei um olhar sereno, contudo o seu era o mesmo de sempre, o de cobra. Deixei para lá as minhas observações e abracei o meu namorado e nesse mesmo instante reparei no quanto ele estava perplexo.
- O que se passa David? - perguntei preocupada, imaginando logo uma das razoes.
- Eu nunca pensei que pudessem mesmo haver duas gémeas!
A minha preocupação estava esclarecida, entao ele ainda tinha duvidas quanto a existência de duas Alice se quanto a sua pouca confiança nas minhas verdadeiras palavras.
- Desculpa? Disses-te gémeas? - questionou a outra colocando por terra a minha identidade verdadeira.
Coloquei o meu cérebro de máquina a pesquisa de uma boa desculpa para evitar que a outra pudesse abrir a boca na hora errada, entao lembrei-me de um fenómeno.
- Acontece que nao somos nem irmãs, nem gémeas! - disse. - Ja ouvis-te de certo falar do fenómeno Sósias, pois bem é o que nos somos.
Foi a justificação mais credivel que eu consegui encontrar para poder explicar as nossas semelhanças físicas, nao psicológicas.
Ela tambem nao protestou o que realmente era verdade, tendo sempre uma ligeira ocultação, que so um dia cabia mim ter o cuidado de esclarecer, pois nao sabia qual podia ser a sua reacção.
Amar era a coisa mais simples que podia fazer, mas dai a verdade, tinha o seu tempo, sua hora, e se havia alguem neste mundo que o tinha de fazer, era apenas eu.
- Eu ja ouvi falar em sósias, mas nunca tinha visto na semelhante. - falou.
- É existem grandes invenções. - ela deixou escapar um comentário ao qual, nao gostei, mas que por acaso nao levou a suspeita alguma.
Estava a espera que ela volta-se logo para o seu lugar, e que deixasse-me sozinha com ele, sem o perigo de ter de ouvir ela deixar escapar algo mais.
Pelos visto as minhas preses estavam a ser bem ouvidas, porque ela acabava de regressar para o interior da casa. A costa estava livre para namorar em paz.
Jasper
Estava a ficar tarde para perder o meu tempo a pensar no que realmente estava para descobrir, por um lado sentia-me feliz por de alguma forma alcançar a verdade, que todos os dias tenta vir a tona, mas tendo sempre alguem a disfarça-la, mas por outro tinha o receio de descobrir que afinal a mulher que eu amava, pudesse estar a mentir e talvez a enganar-me.
Ai recordava do dia em que nos conhecemos, como ela simplesmente tinha conseguido mudar o meu dia. Como alguem podia mudar tanto? Nem mesmo a agua se transformava em vinho.
Eu amava e ia sempre continuar amar a minha Alice, independentemente do que acontece-se, mas perdoar, so ajuda do tempo podia curar.
Sentei na minha secretária e peguei num retrato nosso, de quando apenas tínhamos casado a 1 ano, de como éramos felizes com as pequenas coisas da vida. Como cada um a sua maneira, tendo seus projectos, coincidiam a familia. De quando juntos passamos pelas primeiras discussões, primeiras falhas de um casal, tanta coisa tinha mudado, e apenas o meu amor continuava o mesmo.
Pousei o retrato no mesmo lugar e fiquei a observa-lo, um pouco mais, ate ser interrompido com a entrada inesperada da minha esposa.
- Jasper, isto nao pode continuar assim! - como sempre a sua implicância seca com a robot.
- O que foi desta vez? - tentei parecer despreocupado.
- Como assim "o que foi desta vez"? Jasper achas normal ela enganar um pobre jardineiro, quer dizer ele pensa que ela é de carne e osso. - ela estava completamente descontrolada.
Sentou no pequeno sofá olhando para mim como quem aguarda resposta.
- CHEGA! - levantei-me, ela por sua vez mudou de postura. - Estou farto das tuas implicâncias, das tuas idiotices. Alice uma vez na vida tenta parar de pensar em ti. Olha no espelho, ve o que tem dentro dele, nao é so um reflexo da tua imagem.
Nao sei de onde saiu todo o meu impulso protector. Talvez tenha sido demasiado brusco, mas era a única forma que tinha para a fazer entender de certos aspectos da vida.
Ainda mais eu sendo um criador tinha de ser o primeiro a defender em julgamento, a minha criação, mesmo que fosse perante pessoas importantes para mim.
- Nunca pensei que a defendesses tanto! As vezes penso que tu nao me amas e sim a ela. - nao estava a conseguir controlar a minha força, entao num acto involuntário, acabei por fazer aquilo que nunca na vida tinha feito a mulher alguma, bater.
Ela levou a mao ao rosto, olhou bem nos meus olhos com lágrimas contidas.
- Eu nunca na vida pensei que fosses capaz de tocar-me com um dedo que fosse.
Virei costas, fiquei apenas a olhar para o azul claro da divisão, nao tendo a devida coragem de encarar os seus olhos lacrimados.
- Jasper Cullen, que esta tenha sido a primeira e a ultima vez me tocas-te! Porque se nao...
Voltei-me para ela.
- Porque se nao? - perguntei, esperando pela continuidade da sua ameaça.
- Eu vou-me embora com o meu filho e tu nunca mais voltas a ve-lo. - ela estava seria.
- Desculpa, eu perdi a cabeça, mas tens de entender, que existem coisas pelas quais nao deves duvidar de mim, o meu amor é uma delas.
Ela nao deu qualquer resposta, saiu porta fora. Deixei-me ficar como uma estátua, lembrando o erro que havia cometido, de como por uma janela havia deitado fora a minha felicidade ao vento.
Tranquei a porta, nao correndo o risco de voltar a ser interrompido e deixar-me afundar nos meus pensamentos sozinho.
Alice Original
Nunca na vida pensei que Jasper fosse capaz de tocar-me, de ferir-me metafórica mente. Sentia o seu olhar de duvida da minha volta.
Talvez a ideia de eu ter voltado so tinha agravado a minha relação, e mesmo ficando longe tinha conseguido, ser mais feliz do que estando aqui e fingir parte de um segredo que de certo quando revelado, ele nao ia entender nunca.
Ao afastar-me gradualmente do seu escritório, ouvi o trancar da porta, uma vez mais ele estava a fechar-se em copas. Tentei desvalorizar a situação, para meu bem, claro. Eu amava sim o meu marido, mas a minha maneira. Tinha ciumes, porem qual a mulher que nao tinha? Tinha de ser condenada por ser assim? Eram muitas perguntas penosas, para repostas vazias.
Entrei dentro do meu quarto, e peguei no meu telemóvel. Precisava de conversar com alguem, a unica pessoa com a qual eu podia falar, sem ser julgada, mesmo sabendo de toda a minha verdadeira história e as minhas razoes, a minha vinda a esta minha vida, era a minha amiga Kim.
Digitei o seu numero, esperei que ela visse a minha chamada e atendesse. Estava a perder a esperança quando ouço:
- Alo? Alice?
Senti um alivio tao grande ao ouvir a sua voz.
- Kim! Minha amiga! - comecei a chorar.
- Que se passa minha amiga? Que voz é essa?
Nem sabia por onde começar a relatar toda a minha vida desde a chegada a Forks.
- Independentemente do que tenha acontecido, sabes que estou aqui. - sorri.
- Eu sei, e por sabe-lo é que preciso mesmo de desabafar contigo.
- Estou de ouvidos!
Relatei toda a história com os mais infinitézimos detalhes, como chegar e encontrar uma estranha presença de uma mulher, do qual apenas era uma única invenção do Jasper para o retorno da minha ausência anual, no intuito de combater a solidão, ao medo que senti quando vi essa mesma coisa que mais que nao era mais do que uma robot, ficando próxima do pequeno Simão, ao valente estalo recebido por ele por conta de um assunto que pronto, ja era completamente desconfortante para mim, uma serie de coisas que so faziam de mim uma pessoa infeliz ao contrário do que sempre fui.
- Oh minha querida, nao te sintas triste, pensa que talvez tudo tenha sido uma unica fase.
- Eu bem tento, Kim. Mas é tao complicado, aguentar tudo isto sozinha.
Tive vontade de acudir por sua presença aqui nesta casa, mas primeiro, claro teria de falar com o Jasper e deixa-lo ocorrente desta minha amizade.
- Sei que sim, e por sabe-lo quero que tu, minha amiga, venhas para cá.
Falei inicialmente, para ver se ela teria essa vontade, caso o Jasper aceita-se.
- Ai, Alice se quiseres, claro. Alem disso seria uma mais valia para o pequeno Simão. - isso deixou-me um pouco mais contente.
Em parte na hora de abordar o assunto, seria óptima a ideia de relembrar esse aspecto. Kim era uma excelente enfermeira e tinha trabalhado com grandes especialista nas questões temoriais e saberia melhor que eu agir perante diversos momentos.
- Entao fazemos assim, eu converso com o meu marido, e depois volto a entrar em contacto contigo.
- Claro, ficarei a espera de noticias da tua parte.
Desliguei a chamada e fiquei um pouco mais feliz por em breve ter aqui comigo uma grande ajuda, e alem de mais, uma grande força. Talvez por ter aqui uma aliada, consegui-se ultrapassar certos problemas, e quem sabe retomar a normalidade que esta familia sempre viveu, antes do acidente.
Kim
Nao esperava receber uma chamada da Alice, a tanto que nao falávamos que ate cheguei mesmo a estranhar.
Finalmente ia voltar a ver o pequeno Simão, o meu filho, cujo nem mesmo Alice sabia que ele me pertencia, cujo Simão tambem escondia a meu pedido, sendo o nosso segredo. Ia poder voltar a cuidar dele, agora talvez com mais possibilidades de uma cura, porque a onde ele estava nao podia estar melhor, pelos vistos, Jasper estava a ser um pai bastante dedicado e perfeito em querer de alguma forma, encontrar a cura para a doença um tanto ou quanto delicada. Nao tinha nem maneira, nem forma de conseguir agradecer o tamanho gesto. Talvez um dia estando frente a frente, consegui-se e quem sabe a minha vida ate melhora-se.
Sentei no sofá e continuei uma vez mais a ler a revista, que tinha em maos, pois gostava sempre de conhecer o lado dos famosos.
Alice Robot
David tinha passado o resto do tempo um pouco estranho, tive varias vezes a vontade de perguntar o que se passava na sua cabeça, mas a minha fala apenas se resumia ao silencio.
Tinha medo que ele tivesse com alguma duvida, porem havia dentro de mim um 6 sentido que muitas mulheres humanas tinham, que indicava que o realmente eu desconfiava, que pairavam duvidas na sua cabeça. Queria poder poder ajudar a simplificá-las, mas nao sabia como o fazer.
E que mais duvidas podiam restar?
Com isto tudo, recebi um sinal do meu cérebro mecânico, que indicava aproximação de uma descarga e com isso, um possível desmaio para ele, para mim uma perda de energia eléctrica.
Entao tinha de ser rápida e voltar o quanto antes ate casa, entrar no meu quarto, e ligar-me a corrente, pois dentro de 10 minutos ficaria completamente vazia.
- David, meu amor, amanha nos vemos! - beijei-o e segui caminho ate ao quarto, nao olhando para tras, muito menos dar oportunidade de ouvir uma vez mais a sua voz, suplicando a minha volta.

Gente foi quase impossível comentar aqui.
ResponderEliminarFaz vários dias que abro a página para ler e alguém me chama!
Hoje com muito custo conseguir ler inteiro, mas quando fui comentar meu namorado chegou.
mas sou persistente e voltei aqui agora só pra comentar, ehehhe.
Enfim, vamos por partes:
A Alice humana foi meio traiçoeira quase contando a verdade ao jardineiro, né? Ok que a robô está mentindo também, mas é ela quem ter que contar a verdade, né? Porque, se a humana se importa tanto em que as pessoas falem a verdade, porque não começar ela mesma contando ao Jasper que o engana, né?
Aliás o Jasper perdendo a compostura e dando um tapa nela foi OOOOOOOOOOO. Mas convenhamos que ela tem merecido, né? Me pergunto como será quando ele souber toda a verdade!
E a Kim é a mãe do Simão, não sei porque mas eu já suspeitava isso...
Por fim eu acho que só esperando para ver aonde vai levar isso, não?
Desculpe a demora para conseguir comentar, mas a vida tem sido difícil.
Beijinhos
Olá Alice !
EliminarNão se preocupa com isso, por favor você sabe que esta a vontade para vir aqui sempre que poder e quiser. :)
Sim a Alice humana quase contou o que não devia para o David, mas lá a robot deu a volta.
É verdade que a mentira não vela a lugar algum, mas dizer a pessoa amada que a sua namorada é uma maquina e não humana, não é propriamente a coisa mais simples.
E vendo isto nesses factos, tal como você diz, Alice humana seria a primeira a deitar as cartas.
Jasper tadinho ele perdeu a cabeça, sabe ele não e do jeito de ser violento, mas quando alguém lhe tira o serio, ele não se contem, e se bem que ela mereceu.
Quanto ao facto de ele vir a conhecer a verdade, bom ai nem sei bem como ele pode reagir, contudo garanto uma coisa, bem não será de certeza.
Kim e a famosa mae que ninguém sabia, mas tome o olho que essa mulher não é bem aquilo que parece.
Bom no fim de contas cada capitulo leva a curiosidade de conhecer os mistérios de algumas pessoas. kkk
Não faz mal minha querida.
Beijinhos :D