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One Shot - Rosalie - Desilusão


Estava no ultimo ano da faculdade em Berlim, quando por acaso conheci um rapaz absolutamente lindo e que por outro lado, era da mesma nacionalidade que eu. Houve desde logo uma quimica a rolar entre nós.
Eu era muito ingénua, pois nao sabia ao certo as verdadeiras intenções de um rapaz. Royce King era o seu nome, o jovem que de alguma maneira tinha encantado e provocado em mim a simplicidade de entrega ao amor, porem o resto para mim era um puro mistério.
- Olá minha linda! - falou ele aproximando-se de mim.
- Olá! - respondi sem qualquer excitação.
Tentei sempre manter o espírito calmo, mesmo tendo a vontade de abraçar o rapaz que metia conversa comigo.
- Costumas vir a estas festas? - tentou fazer conversa e eu parva acabei por entrar nesse jogo.
- Nem muito, mas as minhas amigas insistiram tanto comigo que eu acabei por ceder!
Ok nao devia qualquer tipo de explicação a ninguem, muito menos um desconhecido, pelo qual acabava de conhecer.
- Pelos vistos elas fizeram muito bem! A festa esta animada. - sorri. Ele era simpático e bem metedor de conversa.
Tentei distanciar-me um pouco vendo que ja nao haviam mais palavras para trocar, quando ele simplesmente volta a perguntar.
- Estudas aqui a muito tempo? É que nunca te vi por aqui!
Decididamente ele estava disposto a chegar mais longe do que imaginava, por outro lado se termina-se a conversa de um modo seco, ia suar a antipática, entao decidi que ia dar mais uns dedos de prosa, ate ver a hora de ele cansar.
Se bem conhecia a maioria dos homens, eles gostavam pouco de conversas, a menos, claro que fosse para engate, e adoravam passar logo a acção.
- Na verdade eu estou do outro lado da cidade, as minhas amigas é que estudam aqui! - respondi a sua primeira duvida. - E respondendo a tua outra pergunta, sim, o suficiente para estar a concluir a licenciatura.
- Parabéns! Deves ser das poucas que saem do seu próprio pais para estudar no estrangeiro, pelo menos a séria!
O seu comentário surtiu duvida, porque qualquer pessoa que vinha estudar para o estrangeiro, vinha com objectivos serios e nao turísticos.
- Porque? Nao vieste estudar? Quer dizer, nao que eu tenha alguma coisa haver com isso!
- Problemas que nao importam. - sorriu de um modo medonho.

Ele era um pouco estranho e ao mesmo tempo interessante. Porem se a sua intenção era chegar ao engate, estava a conseguir, porque eu estava a gostar.
- Bom... - olhei para ele. - Parece que a noite esta a ficar um pouco mais parada por estas bandas, Por acaso nao tens vontade de conhecer um pouco melhor este lado da cidade?
Curiosa eu era, ja burra nem tanto, mas quando encantada, nunca via qualquer tipo de maldade acrescida. Entao aceitei, sem ou menos olhar para tras e ver se a minha opçao era certa.
- Claro!
Ele pegou na minha mao como se fossemos um jovem casal de namorados e fomos juntos para o exterior do edificio, onde a festa realmente tinha perdido a sua força.
Passamos por alguns jardins intensos, lagos fantásticos, pequenos bairros decorados de bom gosto e excentricidade. Berlim era uma capital cheia de surpresas para uma simples e vulgar estudante como eu.
Parando proxima da minha residência,convidei-o a entrar, nao vendo qualquer problema.
A noite estava agradável para um encontro assim, subimos ao meu quarto, onde conversamos um pouco e rolou um beijo, que foi dando lugar a outro, ate por fim nos entregar-mos á paixão de fazer amor.
Tudo estava a ser perfeito para mim, um puro encantar de princesas, sentia-me nas nuvens com um homem destes. Ele era o primeiro a conquistar facilmente o meu coração e tambem ele a levar-me ao êxtase da sensação.
(...)
Semanas depois do ocorrido, da noite fantástica, raramente encontrava o Royce. Isso deixava-me triste e a pensar diversas coisas, que so faziam a nos mulheres entristecer.
Tanya e Maggie tinham-me avisado quanto ao facto de ter sido usada para apenas um simples noite. Eu dizia a mim mesma a todo o custo que tal coisa nao podia ser verdade, mas em outras horas tinha de lhes dar muita razao e acreditar verdadeiramente nessa possibilidade.
Outra coisa que tambem andava a deixar-me preocupada, era o facto da minha menstruação andar atrasada e com isso pensar logo numa suposta gravidez.
Estava cheia de medo e sem saber o que fazer, entao decidi que o melhor mesmo a ser feito era conversar com a minha amiga Maggie.
Fui ate ao seu quarto batendo a porta primeiro.
- Entra! - responde ela rouca.
- Mag! Tens um minuto?
Espreito pela fresca, com alguma vergonha, ja nem conseguia sequer disfarçar a minha voz.
- Claro, vários! O que se passa? Que cara é essa? Senta aqui! - puxou a minha mao e eu sentei na sua frente na borda da cama.
Estava tao nervosa e com vergonha do que tinha feito. Maggie era uma rapariga exemplar que que o facto de eu ter errado deixava-me demasiado triste. Como eu podia ter sido tao burra ao ponto de ter achado mesmo que ele estava interessado em mim? Claro ele so queria diversão e eu tomada pela minha carência acabei caindo na sua propria teia.
- Eu nem sei como começar! - olhei para as maos.
- Pelo incio! - sorriu, dando me a mim coragem.
- A umas semanas...
- Sim? - pegou nas minhas maos.
A sua intensao era deixar-me mais tranquila e de facto estava a dar certo.
- Eu conheci um rapaz, um tal de Royce e... conversamos muito, e ate houve o rolo um beijo...
- Ja sei o que aconteceu, nao precisas de dizer mais nada.
Como ela boa entendedora de meias palavras.
- Eu fui uma estupida!
- Nao ele é que foi um parvo! Embora nao o conhecas muito bem, ele aqui é conhecido como um bom galantiador e tambem por levar todas as mulheres que cruzam em seu caminho ate a cama. - ela olha nos meus olhos e ve as minhas lágrimas cairem. - Lamento que tenhas caido no seu truque barato, eu juro que devia ter-te avisado para esse perigo.
- Ninguem lamenta mais que eu e pior...
- Rosalie estas a deixar-me preocupada. - ela ficou seria.
Medi cada palavra, cada intensidade, e ate cada lágrima que por meu rosto rolava.
- Maggie eu estou com um atraso de semanas, talvez gravida.
Ela estava sem reacção.
- Canalha! - disse por fim. - Ele nao podia ter feito isto contigo. Vem comigo.
- Mas vamos a onde?
Precisava de saber para onde ela pretendia levar-me, quer dizer eu tinha uma pequena ideia para onde estavamos a ir.
Conhecia perfeitamente a Maggie, e por conhece-la tao bem, sabia que isto nao ia ficar assim, ao descaramento. Por outro lado eu tambem nao queria, tinha medo de voltar a encarar os olhos do Royce, de ouvir da sua boca as suas palavras de conquista barata.
- Vamos a casa do Royce, ele precisa de saber do erro que cometeu contigo!
Queria protestar a sua vontade, contudo nao conseguia, ela simplesmente arrastava-me.
Quarteirao por quarteirao, chegamos aquela que era a republica dos rapazes. Maggie bateu a porta e coicidencia, das coicidencias quem abriu foi ele.
- Rose! Maggie! - ele parecia surpreso com a nossa presença.
- Parece que existem assuntos aos quais temos de resolver, voces tem de resolver. - ela lançou um olhar fulminante para ele, depois acariciou as minhas maos. - Qualquer coisa estarei lá fora.
Ficamos apenas nos frente a frente.
- O que te tras aqui de tao importante? - a sua fala era sinica.
- Nao acredito como tens o desplante de falar comigo assim depois do que aconteceu!
- Rose foi uma noite! Qual o problema?
- O problema é que eu estou grávida! - a minha revelação bateu-lhe como uma luva.
- Nao é possivel, so se tu fizes-te de propósito. - ele virou costas para mim. - Tu nao podes ter essa criança, entendes! Os meus pais jamais iam aguentar um desgosto desses! Eu pago e tu fazes o aborto e vamos fingir que nada aconteceu.
Como ele tinha o descaramento de desvalorizar a situação dessa maneira.
- Como consegues ser tao insensível? Royce nao estamos a brincar num brinquedo que se tira fora.
- Nao me chames de Royce! Se queres ter essa criança, entao vai para bem longe e finge que nunca me conheces-te, pois é isso que eu vou fazer em relação a ti.
Virou costas novamente, abrindo a porta para eu sair.
- Eu nunca pensei que fosses assim, espero que nunca nos voltemos a encontrar, porque acredita que ao teu filho nunca o vais ver. Para ti estará morto, e quando ele perguntar pelo pai, sabes o que vou responder? Que ele morreu no mesmo dia que o bebe nasceu, é muito melhor, sem duvida do que contar que o seu proprio pai o rejeitou quando a sua mae mais precisou.
Sai o deixando a olhar. Maggie percebeu logo o resultado da conversa, que logo prontificou-se a dar-me aconchego.
Os meus dias iam mudar, eu iria ser mae solteira, nao tendo medo das consequências disso, pois esta tinha sido uma lição para mim, ao qual eu nunca ia esquecer.

Comentários

  1. Como é possivel alguem ser tao sinico, nesse mundo?
    Tadinha da Rosalie, ela nao merecia tal coisa.

    Beijos

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    Respostas
    1. De facto existem pessoas assim Maria, embora nao muitas.

      Quanto a Rosalie, ela tinha de ser forte e seguir o seu caminho da melhor maneira e com ajuda das amigas, pelo menos da Maggie, que mesmo ficando um pouco triste com o sucedido da amiga, prestou-se na ajuda.

      Beijinhos :D

      Eliminar
  2. Hum desilusão é bem a cara do Royce!

    Menina não se faz isso a uma mulher, nem a um animal. O que vale é que ela tinha a amiga que mal ou bem a tentou ajudar.

    Poxa esse cara devia ser castigado. rsrsr


    Kiss

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tem razão maldade como essa não pode ter bons olhos não.

      É ela tem mesmo uma grande amiga e é isso que a torna uma mulher forte, sem medos.

      Acho que um castigo será pouco.

      Beijinhos

      Eliminar

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