Capitulo 22 - Chegada vs. Troca
Maria
Há semanas que sentia a falta da minha amiga Alice, quer dizer nao que a gente falasse todos os dias, porque tal nao seria possível, mas porque de vez em quando gostava de a poder atormentar um poquinho, dado que essa a minha ligeira impressão que tinha dela.As vezes dava comigo a pensar de como tudo havia mudado em tao pouco tempo, éramos tao amigas, colegas em Milão que parecia que, recordando agora, tinha sido uma amizade de séculos, dadas as circunstancias da sua mudança repentina.
Contudo isso ia mudar, porque eu, Maria Whitlock estava esta para chegar em Forks e assim triunfar. Afinal tambem tinha curiosidade para conhecer o tal marido deixado ao sabor do vento.
Peguei nas minhas malas de viagem e fui para um posto de táxis para assim iniciar a minha vinda há nova cidade.
Entrei num táxi e dei umas breves indicações durante a instalção das malas, no porta bagagens e depois de o senhor muito gentilmente instalar-me, cruzei os braços ansiosa.
(...)
Ja num hotel porque era aqui que eu pretendia ficar pelo menos esta noite, visto que tinha de pensar muito bem como ia ser a minha repentina presença e depois claro, teria de fazer uma chamadinha.
Ao virar costas, vendo que a minha reserva estava pronta e tendo a vontade de seguir caminho ate ao elevador, cruzuei-me de uma forma brusca com um homem que fez com que as minhas malas se misturem com as deles. Fiquei embaraçada com a situação, pois tal coisa deixava em pleno desconforto.
- Desculpe senhorita! Nao vi por onde estava andar. - justificou-se o homem, dando na minha mao o puxador da minha mala.
- Tudo bem, nao tem problema.
Depois de tudo estar dentro da normalidade, entrei no elevador, trocando um simples olhar com ele. O homem com quem cruzei nao era feio, pelo contrário que tinha o seu charme, mas a sua cara mostrava demasiado serismo, pelo qual eu nao apreciava muito, pelo menos ele nao era o perfil adequado para uma aventura, das que eu gostava de cometer.
Estando ja na conformidade do quarto, peguei no meu telemóvel e coloquei o meu plano em prática. Digitei o numero da Alice e pronto bastava esperar que ela atendesse.
- Alo? - ouvia-se um suspiro. - Maria és tu?
Eu tinha de fazer alguma coisa, essa mulher nao podia simplesmente aparecer nesta casa, tinha de encontrar uma forma de a manter longe, o que? Eu ainda nao sabia, mas eu ia encontrar algo.
Gostava mesmo quando ela ficava nervosa, de como so o facto de receber uma chamada minha, ou ouvir a minha voz a deixava intimidada.
- Sim, Alice! Estavas com saudades? Olha que eu estava! - brinquei um pouco com o telemóvel.
- O que queres?
- Que forma tao antipática de falares com uma amiga. Alice, queria eu so liguei para avisar que ja estou em Forks, e que quando menos esperares, vou estar a tua porta. - a linha ficou muda. - Nao precisas de ficar tao eufórica, eu sei o quanto tu me adoras. - irritei um pouco.
- Deixa-me em paz!
- Quem te ouvir falar desse modo, vai pensar que estou a apontar uma arma a cabeça! Tu realmente ja foste mais simpatica do que o que agora és e com melhor sentido de humor para as minhas piadas.
Alice nao respondia, simplesmente roia-se ao silencio. Eu a conhecia muito bem, ela nao tinha lingua para as minhas palavras. Ela sabia perfeitamente do que eu era capaz, dai que nao me desafiava, pois quem acabaria mal nao seria nem mais nem menos do que ela.
Ai a vida era bela mesmo, a cada instante so se mostrava mais um circulo fechado.
- Nao tenho mais nada para falar contigo, espero que nao faças nada do que depois venhas arrepender Maria. - ri-me. - Eu nao estou a brincar, pelo contrario, falo mutio a serio.
- Ha sim? Entao diz-me uma coisa, o que achas que o teu marido vai achar ao que eu vou contar... sobre umas coisinhas.
- Para, eu nao tenho medo das tuas chantagens.
- Estas a brincar com o fogo, nao creio que a tua mae nao o tenha ensinado a faze-lo.
- Nao fales de quem nao conheces! - sua voz estava muito alterada.
Desliguei o telemóvel.
Agora sim as duvidas na sua cabeça iam começar, e depois minha querida Alice Brandon, o seu sonho de uma familia feliz, ia acabar, assim como o sol acaba para dar lugar a lua.
Feita a chamada, era hora deu poder relaxar, abri a mala e ao olhar para o que tinha diante dos meus olhos, fiquei tamanhamente irritada. Eu nao acreditava que aquele encontrao tinham fulminado na troca de malas e pior, é que tinha lá todas as minhas coisas mais interessantes, o meu portátil...
Peguei em boxers e camisas de homens que nao eram peças minhas e bufei.
- Isto nao pode estar acontecer! - resmunguei.
De tanto vasculhar encontrei uma pasta preta que deixou-me intrigada, tive uma subita vontade de a abrir e ler o que tinha dentro, mas a preguiça estava a deixar-me muito exausta ate para manter-me acordada. Entao pousei ela na mesinha de cabeçeira e deitei-me.
Alice Original
A minha vida estava a beira de ser desmorenada. Aquela mulher estava a dar comigo em louca, e pior é que ela estava conseguir deixar-me com medo, e com vontade de fugir, mas eu nao ia sair daqui, jamais.
O Jasper era o meu marido, ele tinha casado comigo, porque me amava, entao se ela por alguma aventura contasse algo, ele teria que acreditar em mim, pois ela nao tinha provas de nada.
Eu tinha de fazer alguma coisa, essa mulher nao podia simplesmente aparecer nesta casa, tinha de encontrar uma forma de a manter longe, o que? Eu ainda nao sabia, mas eu ia encontrar algo.
Ela era como o tubarão, optima para morder o isco, e depois desaparecer, mesmo que isso tivesse um preço caro, eu estava disposta arriscar.
Sai para a rua, indo ate ao meu carro, a tremelicar. Estava mesmo a precisar de tomar um ar.
- Alice onde vais? - perguntou o jardineiro.
Parei e virei-me para ele.
- Por ai, mas nao te preocupes, porque a tua querida esta bem.
Segui o meu trilho, entrando no carro e arrancando logo, largando poeira e nao dando tempo a solta de novas palavras.
David
Estava a plantar uma nova semente de flor num canteiro quando vejo a Alice a sair como uma desnorteada de casa, inicialmente fico apreensivo, de falar, mas depois dadas as circunstancias da situação, vejo-me obrigado intrevir.
- Alice onde vais? - perguntei, nao vendo qualquer tipo de ofença, mesmo eu nao tendo o direito de pedir satisfações á patroa.
Ela interrompeu o seu movimento, lançando um olhar na minha direcção.
- Por ai, mas nao te preocupes, porque a tua querida esta bem.
Nao me convenceu a sua resposta, pois eu nao estava a querer saber nada a respeito da minha Alice, por essa eu sabia que estava bem, ja esta, nao.
Ela arrancou com o carro de um modo tao louco que cheguei ao ponto de pensar se devia ou nao falar com o Dr. Jasper.
Eu ate podia ser um simples jardineiro, que nao tinha nem eira nem beira, mas tinha compaixão, e se eu via que alguma coisa nao estava bem e que de alguma maneira podia ajudar a mudar, entao eu fazia.
Entrei dentro de casa e fui ate a Luisy que sabia sempre onde encontrar toda a gente.
- Luisy, sabes onde esta o patrao?
- No escritório! - respondeu ela.
Virei costas e fui ate lá. Bati duas vezes a porta e ele abriu.
- Dr. desculpe estar a encomudar, mas é que me tras aqui é preocupante.
- É alguma coisa com a Alice?
- Depende, existem duas! - relembrei.
Ele assentiu. Entrei ficando na sua frente, sentando.
- Bom, a pouco estava no jardim a tratar do meu trabalho, quando vi a dona Alice a sair de uma forma muito desnorteada, se é que me entende.
Ele estava em silencio.
- Dr. ela saiu de carro, pelo aspecto nao estava muito bem. Eu sei que nao tenho de intrometer-me, mas como homem que sou, e apaixonado, acho que o senhor devia ir atras dela.
Levantei-me, pois ele nao dava respostas nenhumas, ok eu ate podia ter errado quando tentei meter-me na vida que nao a minha, a intenção era apenas boa.
- David! - ele chama.
- Sim!
- Sabes para onde ela foi?
- Nao sei, talvez o senhor saiba algum lugar pelo qual tenha lembrança do passado.
Sai deixando a ele em reflexão.
Pela primeira vez desde que conheci as diferentes personalidades das Alices que senti pena daquela que aparentava ser a mais antipática, pois eu nao desejava mal nem ao meu próprio inimigo. Ela nao estava bem e precisava de ajuda e ninguem melhor para o fazer que nao o marido.
Jasper
As palavras de David haviam-me deixado preocupado. Alguma coisa estava a passar-se e Alice estava a ocultar-me isso, eu precisava de saber, ou pelo menos tentar ajudar a que essa situação se torna-se melhor.
Sai do escritório a correr, peguei as minhas chaves no chaveiro, e segui ate a garagem onde sai com o meu jipe e arranquei.
De facto durante a minha condução lembrei de um lugar pelo qual Alice ia sempre que estava triste ou com algum problema, era o mesmo lago que um dia lhe pedi em casamento, talvez um pouco diferente agora, dado que ja nao lá ia a anos.
Entao ao tomar como certa essa opção segui o trilho do desvio e rapidamente cheguei lá.
Parei o carro junto da berma e encontrei o seu BMW, ela so podia estar aqui. Sai para fora e olhei para todos os lados a procura de vestígios dela, mas nada, ate caminhar um pouco mais a frente e encontra-la sentada na relva junto do lago.
Trilhei esse caminho todo em silencio, nao a queria assustar, muito menos a deixar nervosa, ou a pensar que a havia seguido, contudo o seu ouvido era mais que apurado que logo voltou-se para mim e eu claro, fiquei sem jeito.
- O que fazes aqui? - ela levantou-se e recompunha a blusa, assim como o disfarçava as lágrimas que nela caiam.
- O que se passa contigo? - perguntei.
Ao inves de receber uma explicação sua, ela abraçou-me forte e nao tive como rejeitar isso. Instantes depois, tentei afastar delicamente e olhei bem nos seus olhos.
- Fala comigo! Existe alguma coisa que eu deva saber? - fui o mais meigo possivel.
Uma lágrima caiu do seu rosto, e com o meu dedo a limpei.
- Tudo o que posso pedir é que me entendas e que nao acredites no que algumas pessoas te queriam dizer. A gente que nos quer muito mal.
Nao estava a entender quem poderia ser? Quer dizer eu nao tinha inimigos, ao ponto de os conhecer, a menos que ela tivesse e que isso a deixasse com medo.
- Alice isso sao coisas da tua cabeça! - tentei desvalorizar.
- Nao, nao sao! Preciso que fiques do meu lado, independentemente do que aconteça. - ela olhava fixamente nos meus olhos.
- Eu vou estar sempre do teu lado, nos bons e nos maus momentos.
Abraçou-me novamente.
O seu estado, as suas palavras, nao eram normais em si, a menos que existesse algo pelo qual andasse atormentar a sua cabeça, algo pelo qual ela tinha medo que eu soubesse e assim exigisse a minha total crença nela. O quer que fosse que ela escondia, ai descubir muito em breve.
(...)
Novamente em casa, tudo parecia mais calmo, pelo menos ela ja nao tao triste e talvez mais tranquila, por ver que eu de algum modo entendia o seu lado.
Tinha papeladas para tratar no meu escritório, contudo havia uma coisa que eu tinha de dizer, ao qual era necessária, antes de seguir no trabalho.
- Alice! - chamei por ela, vendo que ja subia o primeiro degrau.
- Sim! - voltou-se para mim.
Medi todas as minhas palavras e tentei expressar um perdao.
- Eu nao fui muito correcto contigo, quando te bati. Eu sei que arrependimentos tardios, nao arremediam aquilo que aconteceu e que o mal nao volta a ficar bem, mas acredita, que eu nao o fiz de modo intencional. - falava absolutamente com o coração.
Ela estava no seu puro silencio, banhado pela suave melodia que a Robot estava a tocar, no grande piano de cauda da sala.
- Alice eu amo-te, sabes que jamais faria isso, assim por vontade própria.
- Magoas-te muito, nao falo pela dor fisica, porque essa é suportável, mas pela ferida que arde dentro de nós. - ela baixou o olhar, sorrindo de seguida. - Meu Jasper Cullen, ainda assim eu perdo o que aconteceu, talvez porque tambem o tenha merecido.
Fiquei um pouco mais feliz por ver que ela tinha acabado por entender.
Alice Robot
A casa apenas se resumia a mim e ao silencio, quer dizer pelo menos nao via ninguem por ai, nem mesmo o Jasper, ou o David.
Vendo que nao teria companhia, caminhei ate a sala, onde sentei no meu banquinho e iniciei o tocar melódico que apaixonava muitos corações. Tocava cada nota com a sua partitura tao complexa que alguem um dia criou, dava o meu enfase harmonioso no fim de cada toque meu e no fim de contas, acabava sentindo-me uma verdadeira humana. Aquela que tinha coração, tinha sangue e um vida independente. Nao que eu nao tivesse parte dessas caracteristicas, mas independente nunca poderia ser! Era um pedaço de metal, necessitado de energia de tempo, em tempo, quebrável, quando mal posicionado, enfim, cheia de limitações.
2 Horas depois ouvi o entrar de alguem em casa, ao inves de parar e ir ver quem era, nao o fiz, mantive a minha posição e aproveitei o mais possivel da melodia.
Alice Original
Ouvir o Jasper pedir-me perdao foi um sentimento tao bonito que por momentos esqueci a minha vida passada e apenas imaginava estava, na sua mesma forma compacta, sem criações elaboradas, só eu e ele. Contudo a vida tinha ficado incarregue de dar um imporrao a que tudo segui-se um rumo diferente do traçado, mas ainda assim nao desiti e voltei, talvez nao trazendo as melhores razões, porem a hora estava a chegar, a verdade tinha que ser dita, eu devia isso a ele.
Entrei no meu quarto e elaborei um mensagem pelo qual tinha de falar em tudo o quanto eu tinha passado, da pena tinha de nao poder voltar, da falta que senti da sua presença, do facto de lhe ter mentido, quanto a verdadeira identidade de Simão, a tanta coisa, que ja nao podia adiar.
Tinha de ser eu abrir a porta que a tanto queria trancada, era para o meu bem e para o dele, se nao fizesse alguem encarregaria-se de o fazer e ai todas as minhas hipoteses de conter o seu amor, seriam em vao, pois ele, tal como eu conhecia, nao ia tolerar tal coisa, e depois iria querer-me longe da vista, longe do coração.
Eu, Mary Alice Brandon, nao ia desistir a primeira queda, era forte e acreditava piamente que mesmo doendo a verdade, era mais forte do que suportar a mentira constante que me havia submetido desde a minha subita chegada.
Sentei no fundo dos pés da cama, olhei para o meu telemóvel e lembrei de Kim. Precisava de falar com Jasper uma vez mais, pois tinha o assunto da vida da minha amiga para retratar.

Finalmente estou lendo esse, ehhhh
ResponderEliminarmaria realmente me pareceu bem cruel, hein? Me pergunto o que é que ela sabe para ameaçar tanto assim. OOO
E quem será esse homem misterioso e quais são seus planos?? Curiosa aqui!
Alice ficou tão desesperada que até esqueceu de ser mau educada com o David, ehehhehe. Se bem que ela poderia tratá-lo sempre bem daqui para frente, né? Afinal foi por intermédio dele que Jasper foi a ela.
E a robô, hein? Que será que ela vai fazer também?
Estou bem curiosa e vou acabar correndo aos eguinte para tentar lê-lo já! Antes que me tirem daqui!
Beijinhos
Olá Alice!
EliminarSim Maria sabe muitas coisas sobre a Alice, inclusive do que ela fez durante todo o tempo em que esteve dada como morta.
Hum, esse homem realmente tem alguns segredos na manga...
De facto Alice começa a dar os seus primeiros sinais, da antiga menina bondoza que Jasper apaixonou-se. Sim de facto David so os estava ajudar mesmo.
Hum isso será algo que so no proximo capitulo voce saberá...
Beijinhos :D