Capitulo 24 - Encontro Perigoso
Alice Original
Eu nao estava para aguentar muito mais esta tarefa complicada de continuar a esconder um segredo e ao mesmo tempo sofrer chantagens constantes que mal ou bem ligavam a minha familia. Pior mesmo, era como se ainda nao bastasse tinha a Robot ou que era aquela coisa se chamava, a tentar ser meiga comigo e usar a persuasão das palavras defendias para mudar o meu problema que em parte ja nem solução tinha de tao arrastado que estava.
Por vezes chegava mesmo a pensar se eu nao era mais do que um erro. Afinal desde o acidente que a minha vida tinha mudado por completo e aquilo que eu achava um ideal, morreu juntamente com as velhas recordações. E daqui o que resultou? Uma Alice futil talvez. Era muito estranho reconhecer isso de mim própria, mas assim mesmo que eu me via, uma pessoa fina e sem escrúpulos e agora tentar querer arremedar os erros que um dia decidiu serem o seu melhor caminho para chegar ao poder.
Pois, porem a vida pregava mais partidas que nos, e sem querer caiamos na nossa própria teia.
Eu nao queria de maneira alguma acabar mal, nao podia, esta casa era a única coisa que eu tinha para manter o meu passado vivo, o meu marido a minha cara metade, o meu filho fingido o meu sonho de ser mae...
Era triste mesmo so poder reconhecer o verdadeiro valor da vida quando estávamos prestes a ser um nada num oceano.
- Alice! - levantei-me automaticamente do sofá, ao ouvir a voz calma, mas preocupada do Jasper entrando no escritório. - O que se passa? Andei pela casa a tua procura e pela manha quando acordei nao te vi na cama!
Nao tinha maneira de continuar a esconder o segredo, tinha de falar, alem disso era a unica forma de soltar-me dos meus medos, das constantes chantagens a que estava a ser sujeita.
- Jasper...
- Ah ja estava a esquecer-me!
Nao gostava quando ele interrompia o que eu tinha de tao importante para contar, alem disso era a minha vida.
- Alice a tarde vamos ter de viajar para Carolina do Norte, é que encontrei um óptima clínica para a recuperação do pequeno Simão. - abri a boca num espanto, que me levou a cair no puf. - Alice? - ele abaixou-se ao meus pés.
Estava feita num 8, num lado tinha a vontade de acompanhar o menino, no outro o encontro com o investigador, pelo qual aguardava a marcação dele.
- O que foi nao me digas que nao estas contente com a noticia! - comentou ele passando as suas maos pelos meus joelhos.
- Sim, claro que gostei, alias eu so quero o melhor para ele, so que...
Tentei ganhar forças para perder-me nos meus próprios medos, ou nas minhas próprias lágrimas que sentia que tinham vontade absoluta de sair.
- So que... - ele pretendia ter a continuação.
- Eu nao posso ir, é que estou indisposta e nao seria uma boa companhia para vocês. - ele ficou triste e eu tambem, porem era uma razao forte a que impedia a minha ida. - Eu Lamento pelo nosso filho, pela falta que vou fazer, mas numa próxima vez quem sabe isto nao volte acontecer. - forcei um sorriso.
Era horrível ter de continuar a mentir quando a vontade era da verdade, contudo para tudo havia um risco, e eu so tinha de arriscar, assim como durante tanto tempo eu tinha feito.
Tinha pena por ele, porque mesmo nao sabendo estava a fazer muito mais que o próprio pai ou mae poderam fazer pelo filho. So por aqui via a vontade infinita de poder ser útil, protector e mais que tudo um bom pai, tao bom quanto o meu foi para mim, ou quanto o dele possa ter sido para ele.
- Fico triste por nao poderes acompanhar-nos, mas a saúde e o teu bem estar esta em primeiro lugar, e se quiseres posso adiar a viagem por um ou dois dias...
- Nao! A saúde do nosso filho esta em primeiro plano. - falei decidida.
- É! Entao vou pedir a Luisy que prepare a minha mala. - deu-me um beijo na testa e saiu.
Respirei de alivio, por ele nao desconfiar de nada. Decididamente o circulo cada vez estava mais fechado, e com isso a prova da minha verdadeira palavra para breve.
Félix
Hoje era o dia do meu grande encontro com a Alice Brandon, estava desejoso que as horas e minutos voassem e com isso ficar frente a frente com ela.
Lembrei nestes meros instantes do facto de ter de entrar em contacto com a senhorita, para marcar o lugar e a hora exacta.
Peguei no telemóvel e num papel, onde tinha apontando o numero dela, e rapidamente digitei o numero. Coloquei este ao ouvido e esperei a sua hora de atender.
- Alo? Investigador Félix?
- Alo Alice!
Ouvi um suspiro pesado do outro lado da linha do qual tive vontade de rir.
- Bom, a minha chamada é devido a marcação do nosso encontro, espero que esteja recordada.
- Estou! - a sua fala estava completamente seca.
- Bom vamos marcar pela queda do dia, isto é as 23:00 no numa casa no fim deste quarteirão.
- Numa casa! - afirmou.
- Sim, a algum problema?
- Nao!
- Ok entao. Espero que compra a sua parte do combinado trazendo o tem a trazer e eu cumpro com a minha palavra de entregar a si as provas.
Novamente soltou um suspiro pesado.
- Esta bem!
E desligou a chamada, sem um despedida plausível.
- Ai Alice, esta noite promete... - monologuei.
Jasper
Era uma pena muito grande nao ter a companhia da Alice nesta fase, mas entendia perfeitamente que se nao fosse o seu estado, ela viria. Ate porque uma mae nunca falha com as suas obrigações.
Abri a porta do carro para ajudar o meu filho a instalar-se cuidadosamente sempre com o cuidado de Luisy por perto sendo que Alice nem saber dela novamente sabia, a menos que tivesse ja recolhida ao quarto.
Arrumei as ultimas malas no porta bagagens e fui para o meu lugar do condutor, onde despedi-me de quem estava presente, lançando beijos e no fim de tudo acelerei.
Pela estrada fora fui lembrando de várias coisas, afinal haviam assuntos que ainda permaneciam pendentes, tais como a investigação encomendada, contudo pensando melhor, se ele realmente ja tivesse encontrado alguma pista ja teria entrado em contacto comigo.
- Pai!
Tomei atenção sempre a estrada, deixando o ouvido pronto a escutar.
- Fala meu filho!
- A mama nao veio porque?
Era muito difícil desprezar a ausência que se fazia sentir. Realmente tudo o que uma criança precisava nesta hora era de ver a familia reunida para a sua recuperação, porem existiam sempre os chamados imprevistos.
- A mama teve um contra-tempo!
- Mas ela esta bem?
- Vai ficar! Logo, logo estaremos de volta a casa e ela vai ficar feliz com a tua recuperação. - ele sorriu, conseguia ver isso pelo espelho retrovisor.
Tomei o total controle na minha atenção ao caminho, pois nao podiam haver falhas, se nao podia ir parar a lugares que eram completamente desconhecidos para mim, dado que era um pouco destraido.
Alice Robot
Alguma coisa estava estranha nesta casa, quer dizer a outra nao ir com a familia para fora, era estranho nao? Bom ela própria tinha umas atitudes que ninguem conseguia perceber. Mas a sua cara nao enganava ninguem, pelo menos a mim nao.
Eu nao ia fazer nada, simplesmente ia ficar sob alerta evitando assim alguma crise problemática no seio desta familia, mesmo ela nao merecendo a minha tao sincera ajuda eu ia dar o beneficio da duvida.
Caminhei ate ao jardim onde a tarde ja estava a perder o seu intenso brilho, e sentei uma vez mais na grande cadeira. David ja tinha ido para casa, o que ate era triste, dado que agora andávamos um pouco mais distantes. Ele porque tinha muito trabalho, eu porque ocupava-me sempre ou na musica, ou com os com os problemas que uns e outros arranjavam.
O meu papel nesta casa, era de proteger, e sendo eu uma espécie de anjo protetor ia dar de mim o possível e o impossivel para evitar mal maior.
Alice Original
A hora pelo qual ele havia marcado era tamanha mente perigosa. Estava com medo, isso eu nao conseguia ocultar de mim mesma, contudo nao podia transparecer a ninguem, se nao a minha vida so complicaria.
Entrei no escritório do Jasper e abri o cofre onde estavam as minhas tao valiosas joias. Olhando bem para elas, ate era uma pena ter de assim desfazer-me, dado que algumas das peças eram raridades impossíveis no mundo e outras gestos de um grande amor.
Ao pegar numa linda teara de diamantes, lembrei do tempo feliz passado em Paris, onde num leilão ele a rematou para mim, so porque eu tinha gostado dela.
Nao podia queixar, tinha tudo o quanto queria e podia. O amor era capaz de tanto na nossa vida e agora estava a usar desse mesmo amor para pagar pela minha oculta verdade.
Peguei numa bolsa preta onde arrumei a caixinha e fechei a porta do cofre, saindo de seguida do escritório. De alguma maneira eu tinha de arranjar uma solução de encontrar peças falsas para manter o segredo oculto, nao fosse Jasper ter a ideia de ir lá e dar com o espaço vazio.
Subi as escadas tranquilamente e tranquei-me no quarto. Olhei o relógio que ja marcava 22:30. Tinha uma meia hora para chegar lá. Respirei fundo, abri a porta e decidi que sairia pelos fundos e seria a pé o meu caminho.
Ao sair da casa, nao reparei em presença alguma que demonstra-se perseguição, entao fui relaxando aos poucos e deixei-me ir.
(...)
Chegando ao lugar do combinado fiquei um tempo a espera, e como ninguem aparecia tomei a liberdade de entrar dentro do casebre abandonado, ficando a observar tudo ao pormenor.
Maria
Finalmente Forks, a tanto que ansiava por este dia e que ate tinha esquecido por completo de atormentar a minha linda amiga hoje, porem ela ja teria um noite dificil quando me visse na sua frente.
Parei o carro na frente da casa e sorri, porque tudo estava a correr tal como eu queria.
Comecei a caminhar pela longa calçada que dava acesso a sua porta de entrada principal. Por este longo caminho visse um jardim completamente requintado, tal como ela, iluminado tal como a noite de lua cheia.
Parei a porta e toquei a campainha, aguardando ser atendida, dado que ja nao era propriamente muito cedo.
Uma senhora de meia idade, surgiu abrindo a porta ate meio, inicialmente ficou a olhar para mim como se eu pudesse ser algum ladrão, contudo logo se dignou abrir por completo a porta e deixou entrar.
- Boa Noite, gostaria muito de falar com a dona Alice Brandon! Sou uma grande amiga dela, Maria Whitlock. - expliquei.
- A dona Alice ja recolheu ao quarto!
Nao gostava nada quando vinha para perder tempo.
- Por favor peça para ela vir ate aqui é importante, tenho mesmo algo para falar com ela... - mostrei cara de desespero, o que ate ajudou, pois a mulher virou costas e subiu as escadas.
Olhei a minha volta e fiquei admirando todo o belo espaço, afinal de contas a minha amiga estava muito bem de vida, tal como um conto de fadas saido e um livro, so que desta vez nao existiam bruxas, so que desta vez existiam princepes burros que facilmente se enganavam.
A mulher surgue no alto da escada com cara afligida.
- O que se passa? A dona Alice nao se esta a sentir bem? - tentei saber.
- A dona Alice nao esta no quarto! Nao sei onde ela esta!
So podia ser uma brincadeira de mau gosto.
- E o senhor Jasper? - perguntei.
- O dr. saiu com o filho para um lugar onde pode fazer a reabilitação a um problema que nao entendo bem.
- Esta certo! Sendo assim eu volto noutro dia! - virei costas.
Ja estando a porta para sair, vejo pelo canto do olho Alice a sair pela varanda.
- Alice! - chamei por ela.
Ela nem sequer se dignou a olhar para mim, mas eu nao ia ficar aqui a espera que ela voltasse, ai nao ia mesmo. Fui atras dela, saindo pela varanda e caminhando no jardim escuro.
Aos poucos fui perdendo o seu rasto, por entre as árvores e flores, mas nunca perdendo o sentido de orientação que tinha aprendido quando mais nova em um campo de escuteiros.
Pelos os meus cálculos meio camuflados ela so podia estar a dirigir-se a um casa abandonada na zona. Segui sob essa pista.
Alice Original
O silencio era tao mortal como um dia sem vento, estava com medo pois isto nem luz quase tinha, apenas via pelas janelas a entrada da claridade da lua.
Tentei respirar fundo e acalmar-me, continuei a caminhar pelo corredor, olhando sempre para os lados, desconfiando ate das próprias paredes que cobriam a casa, abri uma porta, nao via nada dentro, entao entrei, sentando de seguida num pequeno banco, ate ouvir um carro chegar. Levantei-me logo, com receio de levar um susto, claro. So podia ser ele a chegar.
Vejo o rodar da maçaneta da porta e fico em pânico. Uma sombra surge diante da escuridão da casa, e logo é posta a prova o seu rosto. Um rosto desconhecido para mim, mas ameaçador.
- Alice Brandon! - chamou pelo meu nome.
- Estou aqui! - mostrei-me.
- Troce o que pedi? - perguntava sensivelmente pelas minhas jóias.
- Sim, as provas, eu as quero agora! - exigi, e ele tudo o que fez foi começar a rir da minha cara, aproximando-se de mim.
Passo por passo fui andando para tras, o seu ar estava a mostrar outros interesses que a meu ver so podiam ser o ponto fundamental da escolha do espaço e da troca correcta.
- E teras as tuas provas minha cara! - ele sorria cinicamente. - Mas que estamos aqui so nos os dois, podíamos aproveitar para nos conhecer...
Ficou cada vez mais perto de mim, e cada vez mais eu tentava afastar, mas era impossível porque ja estava na parede.
- Eu nao tenho interesse em conhecer ninguem! - gritei, tentando desviar-me dele.
- Ai ai tens, tens! - gritou, puxando o meu braço, fazendo-me cair.
Este homem so podia ser algum louco ou psicopata em serie que so queria fazer mal a nos mulheres.
Ele levantou-me do chão a força e beijou-me a toda a sua intensa vontade, eu tentei desvia-lo de mim, mas ele era tao forte que eu quase nem fôlego tinha para respirar. Ele afastou um pouco de mim, ficando olhar para o meu corpo, o seu olhar mostrava desejo que eu nao tinha.
- Agora vais ser minha! - afirmou ele.
Olhei rapidamente para os lados tentando de alguma maneira encontrar algum objecto que pudesse ser um bom elemento a minha fuga, foi entao que encontrei um pedra, abaixei-me quando ele estava de costas para mim, e nesse instante esqueci tudo, batendo com ela na sua cabeça, e vendo ele cair inanimado.
- Nunca! - gritei.
Fiquei completamente em choque ao inicio com receio de o ter morto, mas com o total descontrole que estava sai a correr deixando para tras tudo, as jóias e o que ele dizia serem provas.
Corri o mais rápido que pode, limpando a boca a minha camisola. O facto de lembrar o episódio sórdido da noite estava a deixar-me inojada.
Cheguei em casa pelo mesmo sitio que havia saído e corri em direcção ao meu quarto onde fui ao banheiro e tomei um duche de agua bem quente, precisava mesmo disto para sentir-me livre das impurezas.
No banho, sentia a dor do meu braço, a dor do meu peito, de ter submetido a esta situação, ja para nao falar do facto de sentir-me culpada por nao ter verificado a sobrevivência do sujeito, que pelo caso so merecia morrer, porque violação era crime. Voltei ao quarto, caindo na cama e tentei adormecer, e principalmente esquecer o grande e péssimo dia de hoje.
Maria
Segundo o meu instinto o meu seguimento estava a ser correcto tanto que cheguei mesmo a ver um carro chegar. Nesse mesmo instante mantive-me escondida atrás de uma árvore, pois nao queria ser vista.
Mesmo estando atras dos ramos velhos conseguia ver uma figura masculina, que observando bem, dava para reconhecer de algum lugar. Comecei por pensar de onde ate que lembrei-me que tinha sido naquela vez em que juntos havíamos esbarrado e trocado as malas.
- Será que ele vem para chantagear a Alice? - perguntei para mim mesma. - Claro, so pode que mais ele podia estar a querer fazer aqui e ainda por cima vir para este lugar?
Voltei a minha atenção a entrada do sujeito e aproveitei esse instante para aproximar mais da casa, contudo nesse mesmo segundo tive logo o azar do telemóvel começar a tocar e para nao dar na vista, tive de sair logo desse campo de visão e perder o controle da situação.
Alice Original
Eu nao estava para aguentar muito mais esta tarefa complicada de continuar a esconder um segredo e ao mesmo tempo sofrer chantagens constantes que mal ou bem ligavam a minha familia. Pior mesmo, era como se ainda nao bastasse tinha a Robot ou que era aquela coisa se chamava, a tentar ser meiga comigo e usar a persuasão das palavras defendias para mudar o meu problema que em parte ja nem solução tinha de tao arrastado que estava.
Por vezes chegava mesmo a pensar se eu nao era mais do que um erro. Afinal desde o acidente que a minha vida tinha mudado por completo e aquilo que eu achava um ideal, morreu juntamente com as velhas recordações. E daqui o que resultou? Uma Alice futil talvez. Era muito estranho reconhecer isso de mim própria, mas assim mesmo que eu me via, uma pessoa fina e sem escrúpulos e agora tentar querer arremedar os erros que um dia decidiu serem o seu melhor caminho para chegar ao poder.Pois, porem a vida pregava mais partidas que nos, e sem querer caiamos na nossa própria teia.
Eu nao queria de maneira alguma acabar mal, nao podia, esta casa era a única coisa que eu tinha para manter o meu passado vivo, o meu marido a minha cara metade, o meu filho fingido o meu sonho de ser mae...
Era triste mesmo so poder reconhecer o verdadeiro valor da vida quando estávamos prestes a ser um nada num oceano.
- Alice! - levantei-me automaticamente do sofá, ao ouvir a voz calma, mas preocupada do Jasper entrando no escritório. - O que se passa? Andei pela casa a tua procura e pela manha quando acordei nao te vi na cama!
Nao tinha maneira de continuar a esconder o segredo, tinha de falar, alem disso era a unica forma de soltar-me dos meus medos, das constantes chantagens a que estava a ser sujeita.
- Jasper...
- Ah ja estava a esquecer-me!
Nao gostava quando ele interrompia o que eu tinha de tao importante para contar, alem disso era a minha vida.
- Alice a tarde vamos ter de viajar para Carolina do Norte, é que encontrei um óptima clínica para a recuperação do pequeno Simão. - abri a boca num espanto, que me levou a cair no puf. - Alice? - ele abaixou-se ao meus pés.
Estava feita num 8, num lado tinha a vontade de acompanhar o menino, no outro o encontro com o investigador, pelo qual aguardava a marcação dele.
- O que foi nao me digas que nao estas contente com a noticia! - comentou ele passando as suas maos pelos meus joelhos.
- Sim, claro que gostei, alias eu so quero o melhor para ele, so que...
Tentei ganhar forças para perder-me nos meus próprios medos, ou nas minhas próprias lágrimas que sentia que tinham vontade absoluta de sair.
- So que... - ele pretendia ter a continuação.
- Eu nao posso ir, é que estou indisposta e nao seria uma boa companhia para vocês. - ele ficou triste e eu tambem, porem era uma razao forte a que impedia a minha ida. - Eu Lamento pelo nosso filho, pela falta que vou fazer, mas numa próxima vez quem sabe isto nao volte acontecer. - forcei um sorriso.
Era horrível ter de continuar a mentir quando a vontade era da verdade, contudo para tudo havia um risco, e eu so tinha de arriscar, assim como durante tanto tempo eu tinha feito.
Tinha pena por ele, porque mesmo nao sabendo estava a fazer muito mais que o próprio pai ou mae poderam fazer pelo filho. So por aqui via a vontade infinita de poder ser útil, protector e mais que tudo um bom pai, tao bom quanto o meu foi para mim, ou quanto o dele possa ter sido para ele.
- Fico triste por nao poderes acompanhar-nos, mas a saúde e o teu bem estar esta em primeiro lugar, e se quiseres posso adiar a viagem por um ou dois dias...
- Nao! A saúde do nosso filho esta em primeiro plano. - falei decidida.
- É! Entao vou pedir a Luisy que prepare a minha mala. - deu-me um beijo na testa e saiu.
Respirei de alivio, por ele nao desconfiar de nada. Decididamente o circulo cada vez estava mais fechado, e com isso a prova da minha verdadeira palavra para breve.
Félix
Hoje era o dia do meu grande encontro com a Alice Brandon, estava desejoso que as horas e minutos voassem e com isso ficar frente a frente com ela.
Lembrei nestes meros instantes do facto de ter de entrar em contacto com a senhorita, para marcar o lugar e a hora exacta.
Peguei no telemóvel e num papel, onde tinha apontando o numero dela, e rapidamente digitei o numero. Coloquei este ao ouvido e esperei a sua hora de atender.
- Alo? Investigador Félix?
- Alo Alice!
Ouvi um suspiro pesado do outro lado da linha do qual tive vontade de rir.
- Bom, a minha chamada é devido a marcação do nosso encontro, espero que esteja recordada.
- Estou! - a sua fala estava completamente seca.
- Bom vamos marcar pela queda do dia, isto é as 23:00 no numa casa no fim deste quarteirão.
- Numa casa! - afirmou.
- Sim, a algum problema?
- Nao!
- Ok entao. Espero que compra a sua parte do combinado trazendo o tem a trazer e eu cumpro com a minha palavra de entregar a si as provas.
Novamente soltou um suspiro pesado.
- Esta bem!
E desligou a chamada, sem um despedida plausível.
- Ai Alice, esta noite promete... - monologuei.
Jasper
Era uma pena muito grande nao ter a companhia da Alice nesta fase, mas entendia perfeitamente que se nao fosse o seu estado, ela viria. Ate porque uma mae nunca falha com as suas obrigações.
Abri a porta do carro para ajudar o meu filho a instalar-se cuidadosamente sempre com o cuidado de Luisy por perto sendo que Alice nem saber dela novamente sabia, a menos que tivesse ja recolhida ao quarto.
Arrumei as ultimas malas no porta bagagens e fui para o meu lugar do condutor, onde despedi-me de quem estava presente, lançando beijos e no fim de tudo acelerei.
Pela estrada fora fui lembrando de várias coisas, afinal haviam assuntos que ainda permaneciam pendentes, tais como a investigação encomendada, contudo pensando melhor, se ele realmente ja tivesse encontrado alguma pista ja teria entrado em contacto comigo.
- Pai!
Tomei atenção sempre a estrada, deixando o ouvido pronto a escutar.
- Fala meu filho!
- A mama nao veio porque?
Era muito difícil desprezar a ausência que se fazia sentir. Realmente tudo o que uma criança precisava nesta hora era de ver a familia reunida para a sua recuperação, porem existiam sempre os chamados imprevistos.
- A mama teve um contra-tempo!
- Mas ela esta bem?
- Vai ficar! Logo, logo estaremos de volta a casa e ela vai ficar feliz com a tua recuperação. - ele sorriu, conseguia ver isso pelo espelho retrovisor.
Tomei o total controle na minha atenção ao caminho, pois nao podiam haver falhas, se nao podia ir parar a lugares que eram completamente desconhecidos para mim, dado que era um pouco destraido.
Alice Robot
Alguma coisa estava estranha nesta casa, quer dizer a outra nao ir com a familia para fora, era estranho nao? Bom ela própria tinha umas atitudes que ninguem conseguia perceber. Mas a sua cara nao enganava ninguem, pelo menos a mim nao.
Eu nao ia fazer nada, simplesmente ia ficar sob alerta evitando assim alguma crise problemática no seio desta familia, mesmo ela nao merecendo a minha tao sincera ajuda eu ia dar o beneficio da duvida.
Caminhei ate ao jardim onde a tarde ja estava a perder o seu intenso brilho, e sentei uma vez mais na grande cadeira. David ja tinha ido para casa, o que ate era triste, dado que agora andávamos um pouco mais distantes. Ele porque tinha muito trabalho, eu porque ocupava-me sempre ou na musica, ou com os com os problemas que uns e outros arranjavam.
O meu papel nesta casa, era de proteger, e sendo eu uma espécie de anjo protetor ia dar de mim o possível e o impossivel para evitar mal maior.
Alice Original
A hora pelo qual ele havia marcado era tamanha mente perigosa. Estava com medo, isso eu nao conseguia ocultar de mim mesma, contudo nao podia transparecer a ninguem, se nao a minha vida so complicaria.
Entrei no escritório do Jasper e abri o cofre onde estavam as minhas tao valiosas joias. Olhando bem para elas, ate era uma pena ter de assim desfazer-me, dado que algumas das peças eram raridades impossíveis no mundo e outras gestos de um grande amor.
Ao pegar numa linda teara de diamantes, lembrei do tempo feliz passado em Paris, onde num leilão ele a rematou para mim, so porque eu tinha gostado dela.
Nao podia queixar, tinha tudo o quanto queria e podia. O amor era capaz de tanto na nossa vida e agora estava a usar desse mesmo amor para pagar pela minha oculta verdade.
Peguei numa bolsa preta onde arrumei a caixinha e fechei a porta do cofre, saindo de seguida do escritório. De alguma maneira eu tinha de arranjar uma solução de encontrar peças falsas para manter o segredo oculto, nao fosse Jasper ter a ideia de ir lá e dar com o espaço vazio.
Subi as escadas tranquilamente e tranquei-me no quarto. Olhei o relógio que ja marcava 22:30. Tinha uma meia hora para chegar lá. Respirei fundo, abri a porta e decidi que sairia pelos fundos e seria a pé o meu caminho.
Ao sair da casa, nao reparei em presença alguma que demonstra-se perseguição, entao fui relaxando aos poucos e deixei-me ir.
(...)
Chegando ao lugar do combinado fiquei um tempo a espera, e como ninguem aparecia tomei a liberdade de entrar dentro do casebre abandonado, ficando a observar tudo ao pormenor.
Maria
Finalmente Forks, a tanto que ansiava por este dia e que ate tinha esquecido por completo de atormentar a minha linda amiga hoje, porem ela ja teria um noite dificil quando me visse na sua frente.
Parei o carro na frente da casa e sorri, porque tudo estava a correr tal como eu queria.
Comecei a caminhar pela longa calçada que dava acesso a sua porta de entrada principal. Por este longo caminho visse um jardim completamente requintado, tal como ela, iluminado tal como a noite de lua cheia.
Parei a porta e toquei a campainha, aguardando ser atendida, dado que ja nao era propriamente muito cedo.
Uma senhora de meia idade, surgiu abrindo a porta ate meio, inicialmente ficou a olhar para mim como se eu pudesse ser algum ladrão, contudo logo se dignou abrir por completo a porta e deixou entrar.
- Boa Noite, gostaria muito de falar com a dona Alice Brandon! Sou uma grande amiga dela, Maria Whitlock. - expliquei.
- A dona Alice ja recolheu ao quarto!
Nao gostava nada quando vinha para perder tempo.
- Por favor peça para ela vir ate aqui é importante, tenho mesmo algo para falar com ela... - mostrei cara de desespero, o que ate ajudou, pois a mulher virou costas e subiu as escadas.
Olhei a minha volta e fiquei admirando todo o belo espaço, afinal de contas a minha amiga estava muito bem de vida, tal como um conto de fadas saido e um livro, so que desta vez nao existiam bruxas, so que desta vez existiam princepes burros que facilmente se enganavam.
A mulher surgue no alto da escada com cara afligida.
- O que se passa? A dona Alice nao se esta a sentir bem? - tentei saber.
- A dona Alice nao esta no quarto! Nao sei onde ela esta!
So podia ser uma brincadeira de mau gosto.
- E o senhor Jasper? - perguntei.
- O dr. saiu com o filho para um lugar onde pode fazer a reabilitação a um problema que nao entendo bem.
- Esta certo! Sendo assim eu volto noutro dia! - virei costas.
Ja estando a porta para sair, vejo pelo canto do olho Alice a sair pela varanda.
- Alice! - chamei por ela.
Ela nem sequer se dignou a olhar para mim, mas eu nao ia ficar aqui a espera que ela voltasse, ai nao ia mesmo. Fui atras dela, saindo pela varanda e caminhando no jardim escuro.
Aos poucos fui perdendo o seu rasto, por entre as árvores e flores, mas nunca perdendo o sentido de orientação que tinha aprendido quando mais nova em um campo de escuteiros.
Pelos os meus cálculos meio camuflados ela so podia estar a dirigir-se a um casa abandonada na zona. Segui sob essa pista.
Alice Original
O silencio era tao mortal como um dia sem vento, estava com medo pois isto nem luz quase tinha, apenas via pelas janelas a entrada da claridade da lua.
Tentei respirar fundo e acalmar-me, continuei a caminhar pelo corredor, olhando sempre para os lados, desconfiando ate das próprias paredes que cobriam a casa, abri uma porta, nao via nada dentro, entao entrei, sentando de seguida num pequeno banco, ate ouvir um carro chegar. Levantei-me logo, com receio de levar um susto, claro. So podia ser ele a chegar.Vejo o rodar da maçaneta da porta e fico em pânico. Uma sombra surge diante da escuridão da casa, e logo é posta a prova o seu rosto. Um rosto desconhecido para mim, mas ameaçador.
- Alice Brandon! - chamou pelo meu nome.
- Estou aqui! - mostrei-me.
- Troce o que pedi? - perguntava sensivelmente pelas minhas jóias.
- Sim, as provas, eu as quero agora! - exigi, e ele tudo o que fez foi começar a rir da minha cara, aproximando-se de mim.
Passo por passo fui andando para tras, o seu ar estava a mostrar outros interesses que a meu ver so podiam ser o ponto fundamental da escolha do espaço e da troca correcta.
- E teras as tuas provas minha cara! - ele sorria cinicamente. - Mas que estamos aqui so nos os dois, podíamos aproveitar para nos conhecer...
Ficou cada vez mais perto de mim, e cada vez mais eu tentava afastar, mas era impossível porque ja estava na parede.
- Eu nao tenho interesse em conhecer ninguem! - gritei, tentando desviar-me dele.
- Ai ai tens, tens! - gritou, puxando o meu braço, fazendo-me cair.
Este homem so podia ser algum louco ou psicopata em serie que so queria fazer mal a nos mulheres.
Ele levantou-me do chão a força e beijou-me a toda a sua intensa vontade, eu tentei desvia-lo de mim, mas ele era tao forte que eu quase nem fôlego tinha para respirar. Ele afastou um pouco de mim, ficando olhar para o meu corpo, o seu olhar mostrava desejo que eu nao tinha.
- Agora vais ser minha! - afirmou ele.Olhei rapidamente para os lados tentando de alguma maneira encontrar algum objecto que pudesse ser um bom elemento a minha fuga, foi entao que encontrei um pedra, abaixei-me quando ele estava de costas para mim, e nesse instante esqueci tudo, batendo com ela na sua cabeça, e vendo ele cair inanimado.
- Nunca! - gritei.
Fiquei completamente em choque ao inicio com receio de o ter morto, mas com o total descontrole que estava sai a correr deixando para tras tudo, as jóias e o que ele dizia serem provas.
Corri o mais rápido que pode, limpando a boca a minha camisola. O facto de lembrar o episódio sórdido da noite estava a deixar-me inojada.
Cheguei em casa pelo mesmo sitio que havia saído e corri em direcção ao meu quarto onde fui ao banheiro e tomei um duche de agua bem quente, precisava mesmo disto para sentir-me livre das impurezas.
No banho, sentia a dor do meu braço, a dor do meu peito, de ter submetido a esta situação, ja para nao falar do facto de sentir-me culpada por nao ter verificado a sobrevivência do sujeito, que pelo caso so merecia morrer, porque violação era crime. Voltei ao quarto, caindo na cama e tentei adormecer, e principalmente esquecer o grande e péssimo dia de hoje.
Maria
Segundo o meu instinto o meu seguimento estava a ser correcto tanto que cheguei mesmo a ver um carro chegar. Nesse mesmo instante mantive-me escondida atrás de uma árvore, pois nao queria ser vista.
Mesmo estando atras dos ramos velhos conseguia ver uma figura masculina, que observando bem, dava para reconhecer de algum lugar. Comecei por pensar de onde ate que lembrei-me que tinha sido naquela vez em que juntos havíamos esbarrado e trocado as malas.
- Será que ele vem para chantagear a Alice? - perguntei para mim mesma. - Claro, so pode que mais ele podia estar a querer fazer aqui e ainda por cima vir para este lugar?
Voltei a minha atenção a entrada do sujeito e aproveitei esse instante para aproximar mais da casa, contudo nesse mesmo segundo tive logo o azar do telemóvel começar a tocar e para nao dar na vista, tive de sair logo desse campo de visão e perder o controle da situação.
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E bem o Jasper até reagiu bem a ela não ir né?
ResponderEliminarMas que confusão terrivel ela foi se meter, não?
Por um momento achei que a robo ou a Maria iriam ajudá-la, mas nada...
O comentário hoje é curto, porque estou de saida, mas finalmente estou em dia :D
Sim o Jasper é um querido e entender todas as coisas da sua amada.
EliminarVerdade, normalmente é assim, cada colhe as os frutos que semiou no seu proprio destino.
De facto elas vao tentar, de alguma maneira,mas so no proximo capitulo voce vai encontrar a resposta.
Nao tem importância, ja ter vindo aqui é bom. Beijinhos