Capitulo 27 - Suspeitas
Lucy
O meu telefonema tinha sido importante, alias nestas situações qualquer prova ou indicio eram mais que indispensáveis, dado que se estávamos perante um homicídio, esse alguém so podia estar mais perto do que nos imaginávamos e eu sendo uma investigadora disciplinada nao ia parar enquanto nao encontra-se o verdadeiro culpado.
Era certo que antes de qualquer coisa, era necessário descobrir as razões ou inventais inimigos que ele pudesse ter, sim porque esta profissão tinha destas coisas, e por vezes levavam a caminhos extremamente excessivos e ilegais.
Eu conhecia perfeitamente os aspectos trabalhistas dele, por saber é que o meu instinto direccionava mais para o aspecto vingativo ou oculto.
Peguei nas minhas folhas, nos meus manuscritos e escrevi todos os indícios que precisava nomeadamente de investigar.
De seguida, levantei-me da secretária e fui dar um salto ate a casa que foi o palco de um suposto encontro que terminou em tragédia vitimal.
(...)
Estando ja no local entrei dentro da casa abandonada, tendo sempre o certo cuidado de nao apagar outras novas provas que fossem mais precisas para encontrar o nosso criminoso ou criminosa pelo qual nenhum dos técnicos forenses tivesse o cuidado de detectar.

Lucy
O meu telefonema tinha sido importante, alias nestas situações qualquer prova ou indicio eram mais que indispensáveis, dado que se estávamos perante um homicídio, esse alguém so podia estar mais perto do que nos imaginávamos e eu sendo uma investigadora disciplinada nao ia parar enquanto nao encontra-se o verdadeiro culpado.
Era certo que antes de qualquer coisa, era necessário descobrir as razões ou inventais inimigos que ele pudesse ter, sim porque esta profissão tinha destas coisas, e por vezes levavam a caminhos extremamente excessivos e ilegais.
Eu conhecia perfeitamente os aspectos trabalhistas dele, por saber é que o meu instinto direccionava mais para o aspecto vingativo ou oculto.
Peguei nas minhas folhas, nos meus manuscritos e escrevi todos os indícios que precisava nomeadamente de investigar.
De seguida, levantei-me da secretária e fui dar um salto ate a casa que foi o palco de um suposto encontro que terminou em tragédia vitimal.
(...)
Estando ja no local entrei dentro da casa abandonada, tendo sempre o certo cuidado de nao apagar outras novas provas que fossem mais precisas para encontrar o nosso criminoso ou criminosa pelo qual nenhum dos técnicos forenses tivesse o cuidado de detectar.
Olhando bem para o aspecto que a casa tinha, nao tinha duvida alguma de que seria o local perfeito para uma situação assim, mas também mais que suspeito.
Caminhei pouco mais a frente e fiquei examinando todos os sinais e encontro uma pedra com marcas de sangue. Pego logo num saco e com o extremo cuidado coloco o conteúdo dentro.
- Bom se o nosso caríssimo homicida nao teve cuidado, creio que saberei mais cedo que o previsto quem é... - comecei a sorrir por ver que afinal de contas o caso parecia bem mais simples que aquilo que aparentava.
Volto outra vez a minha total atenção a outros objectos que nao era muitos e quase que nao suficientes a morte alguém, nao que eu acreditasse piamente na teoria de ser a pedra a ser o alvo da morte, mas por ser um modo mais simples de poder dar um fim na pessoa.
Levei a mao ao queixo tentando desembrulhar mais este belo presente.
Instantes depois fui ate ao jardim, dado que tinha sido nesse lugar que o corpo havia sido encontrado, entao a suposta continuidade da morte, podia estar com mais respostas neste lugar.
Vasculhei entre as ervas e nada novo consegui encontrar, era estranho e quase que frustrante ver que o crime tinha sido perfeito em uns aspectos e outros nao. Era mais que óbvio que nao existiam crimes perfeitos, e que todo o criminoso deixava sempre uma ponta solta, mas neste caso haviam pontas que nao tinha fim.
- Esta história tem coisa pelo meio, e so amanha vou descobrir. - falei num monologo.
Bom vendo que estava tudo por hoje dado que ja nao era muito cedo e que a visibilidade do local era quase que nula, pensei antes em passar no laboratório e levar este presente a análise.
Peguei no carro e arranquei ate ao lugar pensado.
(...)
Entrando no edifício de analises forenses, bato a porta inicialmente e entro de seguida.
- Posso entrar? - pergunto ao abrir parcialmente a porta e encontrar a analista Nettie.
- Claro Lucy por favor... - fala ela nao tirando quase os olhos das plaquinhas que examinava no microscópio.
- Onde esta a Maggie? - questionei sentindo desde logo a sua ausência, dado que ela raramente estava fora deste espaço, a menos que tivesse uma emergência externa.
- A Maggie saiu faz umas 2 horas para um local na zona Sul, parece que houve um suicídio... - comentou ela, tirando os olhos do que estava a trabalhar e olhar para as minhas maos. - O que temos ai?
Olhei para a pedra e dei-lhe o saco para as maos.
- Nao sei dizer ainda se é a prova total do homicídio, mas pode ser a mais importante para encontrar o criminoso. - ela fica a olhar bem para o objecto entre maos.
- É possível, mas vai levar algum tempo para descobrir, infelizmente o pessoal do laboratório pericial ja saiu e so amanha poderei ter esse resultado.
- Nao ha problema, creio que assim fará mais sentido. - levei as maos ao cabelo.
Ela olha para mim e sorri.
- Pareces cansada... - comentou.
- Um pouco... - falo a rir.
Alice Robot
David andava quase que impossível enchendo-me de perguntas parvas e isso deixava-me bem aborrecida, pois nao gostava quando ele era assim, alias nunca tinha sido porque agora ne?

Peguei na minha vontade e na minha força e entrei dentro daquilo que era a melhor coisa a fazer, a musica...
Toquei cada nota num compasso profundo, fugindo ao registo que a minha memória tinha, criando a musica mais ao meu gosto e ao meu espírito momentâneo. Era óbvio, que em pouco tempo teria aqui alguem reclamando da melodia de pelo qual eu estava para aqui a tocar, e entre receberia so queixas dado que nao era o melodiar que eles estavam conformados a ouvir.
O dia apenas estava a nascer, o sol a descobri e eu aqui tocando, nota por nota, compasso por compasso. A melodia estava a levar um ênfase grave, coisa que nao era habitual em mim, mas este era o meu espírito e era assim que tudo se resumia.
Pouco tempo depois, começo por ouvir passos vindos das escadas, viro repentinamente a cabeça para ver, nunca tirando as maos do piano.
Era Luisy que ja estava a pe para iniciar o seu mais que complicado dia de trabalho nesta casa, quanto aos outros ainda deveria estar em seus sonhos felizes, quanto ao David a chegar talvez...
Ao lembrar-me dele parei de carregar nas teclas do piano intensamente e levantei do banquinho e tive a subita vontade de fazer uma simples coisa, ir ao jardim, procurar pelas minhas rosas, aquelas que deixavam feliz e mais tranquila.
Caminho pelo jardim ate ao cantinho onde elas estavam e abaixo para apanhar uma, ao tira-la do seu meio, levanto para a cheirar como se isso fosse algo necessário a mim, mas nao era um gesto que eu tinha criado para me sentir mais humana. De seguida fico um tempo a olhar para a rosa na minha mao, examinando toda a sua textura frágil e tao bela.
Momentos depois uns passos anunciam uma chegada e é ai que encontro o seu olhar depositado no meu, nunca deslargando da minha rosa, aproximo dele, contudo eu via em seus olhos algo diferente, ele estava triste porque eu tinha sido parva, no entanto eu naquela hora nao sei o que tinha dado, estava sensível e tamanhamente amargurada.
- Alice, pensei que estivesses chateada comigo! É certo que por vezes andamos ausentes um do outro, mas sempre que estou contigo tento dar o melhor de mim. - ele falava de uma forma tao nobre e tao simbólica que quase que nao resistia as palavras que um dia me guiaram ate seus braços.
- David, eu nao estou chateada contigo, alias eu tenho de pedir desculpa por ter sido rude, tu nao merecias. É certo que nao temos passado muito tempo e que isso nos deixa tristes, mas nao podemos deixar que isso nos projedique. - ele pegou nas minhas maos e puxou ate ao seu enlaço, roubando um beijo intenso, mas profundo, aquele beijo que podia retirar a respiração a qualquer mulher, mas a mim nao, embora ele nao soubesse.
Era muito bom estar bem com ele, esquecer todas as burradas que so nos faziam sentir mal. O ideal mesmo era ser vivido o momento sem que os problemas externos os detornassem. Era isso que fazia de nos um casal como poucos, perfeito, simbólico.
- Nao precisas de pedir desculpas de nada, sabes que as vezes acontece, e é certo que fico triste, mas agora contigo ao meu lado, essa tristeza dá lugar a minha maior felicidade. - beijou a minha testa.
- Eu amo-te sabias?
- Sim, eu tambem!
Voltou abraçar-me e dar um outro beijo, a rosa que estava na minha mao acabou por cair no chao, porem nao interrompi nunca este momento para a pegar.
Os minutos ao seu lado voavam como segundos de um tic-tac de um relógio de parede, era tao viciante estar assim, mas nao podia, se nao o patrão teria de se chatear com o empregado, e neste momento tudo o que nao queria era ve-lo longe de mim.
Jasper
Quando acordei reparei que tinha dormido a noite inteira neste escritório e que estava com uma dor impossível no pescoço, mas de quem era a culpa? Era minha pois claro, porque ate tinha esquecido de levantar e subir ao meu quarto, mas enfim seria agora essa hora de levantar e preparar para sair.
Sai do escritório e iniciei a escalada ate ao primeiro andar que estava a custar muito hoje, ainda nao percebia porque, dado que nao tinha feito maratona alguma. Ao chegar no cimo, percorri o intenso corredor e cheguei ate a porta do quarto que estava trancada.
- Bonito agora nao tenho roupa para trocar! - comentei num sussurro, e logo bati a porta. - Alice? Estas ai? Abre! - chamei por ela e pedi sempre para abrir a porta.
Ela nao dava resposta alguma, isso deixava-me preocupado como era evidente, mas lembrei que podia haver uma chave subsselente no chaveiro, sim porque era melhor do que estar aqui dando cabeçadas na porta.
Fui ate as escadas e fiquei a olhar para os degraus que estavam a custar a descer e para subir, porem nao tinha outro remédio se nao o fazer.
Desci degrau, a degrau e cheguei mais rápido do que o previsto como um caracol e encontrei a chave e voltei ao mesmo lugar, chegando mesmo a pensar na possibilidade de encomendar um elevador para esta casa.
Estando a porta, abri e vi Alice dormindo sob a cama com um fraco de comprimidos no seu lado, fiquei com receio e corri ate ela vendo qual o seu estado. Contudo ao sentir o seu pulsar normal fiquei mais tranquilo, e dei um beijo na sua testa, tendo o cuidado de sair da cama sem fazer barulho algum e tirar a caixa do seu lado.
Dirigi-me ate ao closet onde troquei de roupa e sai do quarto, encostando assim a porta.
(...)
Entrei dentro do carro e dirigi-me desde logo ao departamento de policia local da cidade, o caminho era simples e ate bom de acesso.
Quando la cheguei fui ate a secretaria e pedi logo informações.
- Bom dia! Eu vinha falar com a investigadora Lucy Benson! - a rapariga olhou para mim com um sorriso e procurou na lista de entradas dos investigadores ao trabalho, fazendo uma ligação e depois depositou o olhar em mim.
- A doutora ja entrou e esta no gabinete H, no 3 andar. Precisa de ajuda para o acompanhar? - perguntou sendo muito prestável.
- Nao será necessário, eu sei o caminho. - sorri.
Caminhei pelo corredor e entrei dentro do elevador, saindo assim no andar correspondente ao mencionado pela rapariga. Ao aproximar-me das portas de ordem alfabética encontrei a H e bati delicadamente.
- Entre! - ouvi uma voz bem feminina permitir a entrada.
- Bom dia, sou o Jasper Cullen, com quem contactou esta noite passada! - dei a conhecer a minha pessoa ao entrar e dar um aperto de mao.
- Claro, sentasse por favor.
Fiz o que ela pediu, sentando. A investigadora por sua vez estava com muitos papeis na sua frente e com muitas perguntas para fazer, o que era perfeitamente normal.
- Em que posso ajudar? - questionei.
- Começando por falar do que tanto havia de contacto seu com o falecido investigador Félix. Fiquei a saber a pouco mais de uma 1 que o senhor tinha feito uma encomenda de uma investigação privada. - ela falava cruzando os braços sobre a secretaria, nunca tirando o seu olhar de mim. - Posso saber que investigação era essa?
Olhei para ela sorrindo e depois tomei o meu semblante sério e relatei todo o sucedido.
- Eu procurei o investigador Félix, para vasculhar a vida da minha mulher. - ela arregalou os olhos.
Estava um pouco nervoso, e nao queria se quer por a hipótese de ter sido a minha Alice a cometer tal crime, contudo todas as informações eram imprevisíveis a desvendar certos mistérios.
- Estava com receio da infedelidade da sua cara metade? - perguntou seria.
- Nao, nao se trata disso, a minha esposa e eu a uns anos... - ela estava atenta. - Fomos passear de barco, infelizmente houve uma tempestade que deflagrou nesse momento e dai ocorreu o desaparecimento dela. - pegou numa caneta escrevendo o meu relato, numa espécie de relatório. - Andei bastante tempo a sua procura, mas nunca obtive qualquer tipo de pista de sua sobrevivência, dai passaram anos e ela a coisa de 1 ano quase, voltou e desde entao sou tenho tido duvidas.
- E foi ai que o investigador Félix entrou, para investigar a vida da sua esposa após o desaparecimento. - acenei afirmativamente. - O senhor sabe que este tipo de investigações nao sao propriamente legais, no nosso departamento.
- Eu sei, mas estava desesperado a procura da verdade.
- Entendo.
Ela voltou a sua atenção nos papeis escrevendo mais uns dados que eu nao estava a perceber.
- Ja agora que estamos a falar nesta situação, podia me falar onde estava no dia e na hora da morte da vitima?
Respirei fundo, procurando as palavras certas a falar, pois o assunto era meramente delicado e nao fácil assim de conversar, dado que haviam pessoas que não entendiam certos aspectos. Porem olhando bem para esta figura diante dos meus olhos, não via problema em expor a saúde do meu filho.
- Estava numa clínica de reabilitação física, nomeadamente no estado de Carolina do Norte. O meu filho é doente e como ve nao pude estar presente nessa altura aqui, ate porque nem cheguei a saber da chegada do investigador na cidade. - ela nao parecia muito convencida.
- E a sua esposa? Onde estava? - engoli em seco.
- Alice estava em casa, infelizmente nao pode ir connosco, devido a ter sentido mal. Ela ficou em casa com a nossa governanta Luisy. - ela ficou pensativa e anotou algo mais. - Mas esta desconfiando da minha esposa?
- Neste momento toda a gente pode ser suspeita...
Levei os olhos ao chão, tentando desviar essa ideia da minha cabeça. Continuamente debatia nessa tecla de crime. Bolas apenas queria saber o fim deste maldito caso.
- Alice era incapaz de fazer mal alguem!
- Isso é o que nos vamos averiguar! - falou seria.
A conversa é interrompida por um bater a porta repentino.
- Entre! - permitiu ela.
- Doutora, estao a chamar por voce no laboratório! - avisou a secretaria.
- Eu vou ja!
A rapariga saiu fechando a porta e eu vi que a nossa conversa estava com que terminada.
- Lamento a interrupção, mas creio que teremos de voltar a conversar mais tarde, agora tenho outro assunto a resolver. - levantou-se da secretária, e eu peguei no seu braço. - O que senhor pensa que esta a fazer? Largue o meu braço. - pediu ela rispidez.
- Pense bem no que esta a fazer, e nao acusem pessoas inocentes! - falei deslargando o seu braço e saindo com ela, sendo que ambos somos logo separados no corredor, por seguirmos caminhos diferentes.
Nao estava a suportar a ideia de ja estarem a recair suspeitas na minha mulher, ok tudo bem, fazia sentido que ela pudesse ser o principal elemento feliz a querer apagar as provas, contudo matar nao era a cara dela.
Entrei dentro do carro e percorri a cidade sem fim, neste momento estava a precisar de esfriar a cabeça.
Alice Original
Acordei pela manha e senti logo a falta da caixa dos comprimidos, percebendo logo um aroma no ar que anunciava a entrada do Jasper aqui em outro momento. Levantei da cama e fui ate a janela, desviando as cortinas para deixar os raios do sol de meia manha entrar.
Olhei para o jardim e vi a intensa cor que ele emanava, soltei um sorriso e pouco depois entristeci novamente porque uma sombra nao parava de pairar na minha cabeça.
Voltei ate a cama, sentando e ficando a olhar para o chao e depois pra o telemóvel poisado no cimo da cabeçeira, peguei nele e tive o cuidado de fazer uma chamada para o Jasper uma vez mais como no dia anterior, mas ele nao atendia, continuamente as chamadas caiam na caixa postal e eu so conseguia voltar a lembrar daquela discussão na sala, de como eu gostaria de ter respostas que nao tinha.
Deitei a cabeça para tras, largando o telemóvel sob a cama e deitar umas continuas lágrimas.
O telemóvel começou a tocar nesse pequeno instante e a minha vontade de o pegar e atender nao era nenhuma, porque nao queria ter ninguem do outro lado da linha a fazer perguntas do meu estado, do motivo da minha voz estar triste. Contudo desisti de lutar e peguei vendo no visor o nome da Kim. Eu sabia que com ela nao tinha grandes segredos e que era a única amiga que podia compreender a dor que este meu peito estava a sentir.
Primi no botão e falei:
- Alo Kim! - falei quase num sussurro.
- Alo Alice, o que foi? Que voz é essa? - ela estava preocupada, a sua voz nao enganava e a minha muito menos ainda.
- Ai minha amiga, nem sabes o que ando a sofrer nestes dias, de como a minha relação com o Jasper desde ontem ja teve melhores momentos. Como eu preciso de ti aqui, para dar um abraço... - falei e logo uma lágrima rolou pelo meu rosto.
- Calma Alice, nao fiques assim amiga! Eu estou aqui deste lado, mas quando quiseres posso estar desse, basta tu pedires! - o meu olhor brilhou nesse momento ao ouvir isso.
Era optimo pensar que ia ter a minha amiga aqui nesta casa, ao meu lado e podermos juntas cuidar do pequeno Simão.
- Tu farias isso por mim? - perguntei ainda nao acreditando muito bem no que os meus sensíveis ouvidos tinham percebido.
- Claro que sim. Os amigos estao sempre do lado de quem amam, nao é verdade? Entao como eu sou desses, vou estar contigo sempre. - agarrei com tanta intensidade no telefone como se fosse ela.
Queria tanto que tudo tivesse magia e que num estalar de dedos ela surgisse.
- Eu vou ficar a tua espera! - falei, sentindo uma outra lágrima cair.
- Como esta o pequeno?
A sua pergunta era normal, pois tanto ela como eu preocupávamos muito com ele.
- Ele agora esta bem,mas nem vais acreditar no que eu acabei de saber ontem... - respirei fundo. - Ele nao tem so Leucemia!
- Entao? - a sua voz estava surpresa.
- Ele sofre tambem de osteogenese imperfeita. - tremeliquei ao falar. - Ele esta muito doente amiga.
Fez-se silencio total, a Kim nao prenunciou palavra alguma, talvez porque tambem estivesse abalada como eu.
- Kim? Estas ai?
- Sim, desculpa Alice! É que a noticia bateu forte. - ela estava com um voz tao igual a minha, com lágrimas.
- Mas a tua ajuda vai ser indispensável, porque sei que ainda tens os teus conhecimentos de enfermagem e como vamos precisar de ajuda, pensei que tu pudesse ser esse alguem.
- Eu? Bom nao sei nem o que dizer, nao esperava que lembrasses de mim para esse efeito. - a sua voz anunciava surpresa e acima de tudo alegria.
Eu sabia o quanto a Kim tinha de carinho pelo Simão, ela olhava para ele como um filho, mais do que eu ao inicio.
Ela era sem duvida a melhor pessoa e tambem a meu ver a de confiança que podia ajudar a mim e a ele, sem haver o risco de o segredo vir ao cimo.
- Só preciso que aceites e tudo fica perfeito!
- É claro que aceito, nao posso recusar ajudar uma amiga e claro a uma criança tao doce como ele.
Sorri feliz e levei o visor do telemóvel ate á minha frente, depois voltei a colocar ao ouvido.
- Entao espero que venhas rápido porque eu ja estou a tua espera de braços abertos. - falei feliz.
- Eu vou para ai o mais depressa que poder. - suspirou. - Obrigada por esta oportunidade.
- Nao precisas de agradecer. Fica bem.
Desliguei o telemóvel e respirei fundo, limpando as lágrimas que estavam bem na borda dos olhos e dirigi-me ao closet para trocar de roupa.
(...)
Horas mais tarde Jasper chegou em casa e eu aproveitei esse momento para dar a conhecer a chegada breve de Kim, a minha amiga.
Nao tinha duvidas de ela seria sem duvida a melhor pessoa para cuidar de Simão, porque sabia o grande carinho que ela depositava nele, tratava dele como um filho, melhor que eu.
Desci as escadas e fui ate ao encontro de Jasper que acabava de pousar o casaco no sofá e sentar.
- Jasper! - chamei por ele que logo virou os olhos para mim, levantando.
- Alice!
- Ainda estas magoado comigo? - perguntei ao aproximar um pouco mais dele.
Ele por sua vez veio ate mim, dando um abraço forte.
- Claro que nao, eu errei, tu erras-te, nós erramos. - sorri.
O seu abraço era tao delicado que eu tinha medo de ser algo que fosse de pouca dura.
- Nao sabes como estou feliz em ouvir isso. - falei entre beijos que ele continuamente dava em meus lábios.
- Jasper! - ri depois de um beijo de tirar a respiração, aquele que so ele sabia dar. - Espera meu amor, deixa-me falar um coisa.
Ele parou de beijar, e ficou a olhar nos meus olhos, puxando-me ate ao sofá e sentando-me. Respirei fundo e falei:
- Eu tenho uma amiga que conheceu muito bem o pequeno Simão e bom... ela é enfermeira e... - parecia uma adolescente a procurar as palavras certas para pedir ou falar algo. - Ela vem para cá, vem cuidar do Simão, assim nao teremos problemas em ter de contratar alguem para esse efeito.
Ele ficou a olhar para mim um tempo em silencio.
- Nao gostas-te da ideia? - suspirei. - Desculpa, eu devia ter falado contigo primeiro...
Preparei-me para levantar do sofá, porem a sua mao impediu a minha ida, obrigando-me a sentar de novo.
- É claro que ela pode vir para cá. O nosso filho vai ficar feliz se estiver com alguem de confiança, alguem que possa cuidar dele na nossa ausência, ou em alturas em que nos saibamos o que fazer. - sorri muito feliz por ele aceitar.
- Obrigada meu amor! - beijou-me.
Lucy
Estava ansiosa para saber os bem ditos resultados, e alem disso queria muito descobrir quem era o culpado, e acabar com os malditos mistérios.
Percorri o corredor extenso e encontrei a plaquinha que avisava que estava muito próxima da zona restrita do departamento. Entrei e mostrei o meu crachá e cheguei ate a porta e bati.
- Entre! - era a voz de Maggie.
- Posso?
- Lucy! - chamou ela feliz ao me ver. - Como estas?
- Estou bem, sempre ocupada com os casos todos. - ri e ela tambem. - Onde esta a Nettie? Soube que ja chegaram os resultados! - comentei.
- A Nettie esta acabar o relatório para te entregar. - falou ela. - Sabes como ela é, nao gosta de entregar rascunhos... Mas senta ai, ela nao demora. - ela apontou para uma cadeira.
Sentei e esperei que ela surguisse do seu gabinete com os papeis que eu queria.
Como esta a correr o teu trabalho?
Quer, no outro dia vim aqui e nao estavas, a Nettie falou-me que estas num caso de suicidio! - ela acenou com a cabeça e depois parou de examinar um dado objecto e voltou-se para mim.
- Meu deus um suicídio sim, nem te passa pela cabeça o que aconteceu! - começou ela a falar.
- Dividas? - perguntei especulando.
- Nao, traição...
Muitos dos casos de suicídio eram devido a traições amorosas, ou dividas feitas ao longo da vida, em diversos vicios. O jogo era a maior atracão a essas situações, porque por vezes as pessoas perdiam tudo e no fim, nao tendo forma nem maneira de pagar, acabavam com a própria vida, sim porque era única forma simples de apagar o os seus erros.
- Que horror, a coisas que nao tem grande explicação, quer dizer eu nunca faria nada disso, alias quem fica cá é que é feliz e quem morre nao volta a viver aquilo que um dia viveu. - falei, lembrando do trágico incidente da minha irmã mais nova, que tinha sofrido o mesmo efeito e que graças a mim, conseguiu sobreviver, pois eu cheguei a tempo de evitar o mal que ela queria provocar.
- São situações muito complicadas e alem disso nao sei se um dia nao teria a mesma coragem, nao sei a vida dá tantas voltas.
Um porta se abriu e surgiu Nettie.
- Ei meninas! Oi Lucy! Trago aqui o precisas! - levantei-me e fui ate ela.
Peguei nos papeis e fiquei a examinar os resultados, nao percebendo alguns detalhes.
- A impressões encontradas na pedra pertencem a uma mulher, e o seu nome é Alice Brandon! - ao ouvir esse nome sai logo do local, deixando todas de boca aberta, contudo mais tarde explicaria.
Sai a correr do departamento e dirigi-me ao carro.
- Parece que temos muita coisa para saber! Próxima paragem é em casa dos Cullen! - monologuei ate ao carro, entrando e acelerando.
Agora tinha mais que certeza que essa mulher tinha mil e uma razões para esconder segredos e ainda mais para matar alguem que ia incrimina-la diante do marido. Era triste ter de dar a conhecer este feito ao maior interessado. Nao seria tarefa simples dar esta noticia, no entanto era um risco que tinha de correr.
Parei o carro próximo do gradeamento da casa, mantive-me no meu canto durante uns minutos dando uma outra olhada nos papeis.

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Enfim consegui dar um pulinho aqui e agradeço muito por ter me deixado o link para eu saber de onde seguir :D
ResponderEliminarEstou formatando meu outro pc (o que uso) e este aqui tem um probleminha no teclado e as vezes não funciona algumas letras (então se algumas por ventura não saírem me perdoe).
Acho que os capítulos estão bem maiores não? E quntas emoçoes! Ohhh
Jasper está mesmo perdido entre crer ou não na Alice, ele não acredita que ela seja culpada de algo, mas ao mesmo tempo acho que ee ainda suspeita.
Lucy parece mesmo uma personagem bem interessante a ser inserida. mas acho que trará confusões!
E quanto a robo eu me pergunto quando ela vai contar logo ao pobre david o que ela é?
Ahhh e eu fiquei perdida, acahav mesmo que o Simão era filho da Kim e agora parece que não. Estou confusa ou entendi errado, nem sei, ehehhe.
Beijinhos
Olá Alice, sumida :D
EliminarSim, de fato os capítulos estao ficando com um tamanho mais considerável, acho que se deve ao desenrolar da história, a ânsia de descrever tudo ao pormenor. Verdade as emoções estao aumentar.
É assim, Jasper tem suas duvidas, isso é verdade, mas sabe que o amor fala sempre mais alto, apaga de nossos olhos as verdadeiras realidades.
Lucy é sim, uma personagem que vai dar que falar, e voce vai perceber isso com o decorrer dos próximos capítulos.
Engraçado que fala nisso, eu estou escrevendo essa fase, e posso dizer, que nao vai ser nada fácil.
Sim Kim, é mãe de Simão. Nao fique baralhada a intensão dela é que vai ser essa. rsrs
Beijinhos. Bom te ver.