Eu era um simples Swan, quando por acaso, tu, Edward Anthony Masen Cullen, surgis-te na minha vida. Mesmo de daquela forma distante e ao mesmo tempo protectora, o amor que sentíamos um pelo o outro foi crescendo como um bebe ao longo da vida, foi ficando forte e conseguiu superar várias das más fases de nossa relação. É verdade que quando me deixas-te pela primeira vez e que quase senti a vontade de morrer, e por consequência disso, quase te perdi por definitivo, por um erro que só nós mesmos mais tarde conseguimos superar, e por outro lado, foi graças a Alice, que se nao fosse ela e as suas visões, hoje nem sei como podia ser a minha vida, ou talvez nao vivesse, porque eu nao podia viver sem ti.
Anos se passaram e a prova do nosso eterno amor, estava a vista de todos, estávamos juntos, casados e com uma filha adorável ao nosso lado, a nossa pequena Renesmee Carlie Swan Cullen. Ainda me recordo como se fosse ontem, que estando quase nos meus últimos dias de gestação, e de uma vida humana, que lembrei de aglutinar dois nomes lindos e transformar no perfeito da nossa filha. Como era óbvio, nunca tinha especulado encontrar um nome para menino, porque lá no fundo, a minha intuição feminina, estava certa, tanto que quando ela nasceu, os teus olhos brilharam tanto quanto os meus.
Mesmo depois da Renesmee completar os seus 4 aninhos, tu nao mudas-te nada, a tua postura em relação ao Jacob Black, era a mesma e ainda mais nao suportavas a ideia de ele querer realmente ficar com ela e construir uma vida quase semelhante a nossa, mesmo aqui em Dartmouth. Por outro lado, a ideia tambem nao era de grande agrado para mim, mas pensando bem, ele tinha feito tudo para a proteger, como tu Edward, protegias a mim, claro que cada um tinha uma forma de manifestar sentimentos e atitudes, que ninguem punha em causa.
No entanto haviam coisas com as quais era difícil de pedir para mudar, a Rosalie continuava com a mesma em relação ao Jacob, nao aceitava de maneira nenhuma, o facto de ele estar a partilhar o mesmo tecto que nós. Tanto que bastava virar costas e estavam lá eles pegados em discussões esbaforidas, como era de prever, ninguém podia cala-los, por isso mesmo entrava em sempre em acção o Emmett, que com a sua força tirava Rosalie para bem longe, de modo a que nao houvessem estragos, que Esme coitada, apelava pela paz dentro de casa.
Quanto ao resto, a vida camuflada continuava a mesma, eu, Edward, Alice, Rosalie, Emmett, Jasper e agora o Jacob, andávamos todos a continuar com a história de sermos alunos e fazermos a simples tarefa de um ser humano. Ja Carlisle, tinha subido de cargo no hospital, deixando para lá agora as consultas e ficar sob a conserva da gestão do centro hospitalar, Esme de dona de casa e ao mesmo Babysitter da Renesmee, pois esta ainda tinha uma idade que nao permitia entregar o grupo da creche e tambem haviam coisas pelos quais ela nao podia fazer, em que dificilmente um simples humano podia entender. Gostos extremante exagerados e deveras estranhos para uma criança da idade dela.
Entao como eu podia ficar preocupada se a minha vida continuava a mesma, embora agora sendo eterna, e sem perigos posteriores, sim agora mais que nunca, ja nao precisava de viver no constante medo de perder a minha jóia rara, porque ja nao era uma ameaça para ninguem, alias nunca tinha sido. Contudo Irina errou, e nao a condeno, porque o facto de alinhar-se aos Volturi, deu o castigo suficiente do fim de seus dias, naquela tarde na clareira. Enfim tudo pertencia ao passado, agora era hora de pensar no futuro, assim como Alice gostava de salientar, todos os dias, todas as noites.
Sai do closet e fui ate ao quarto onde vi Edward deitado na cama de olhos fechados, cujo sabia que nao dormia, mas que o fazia, ja por estar habituado certos e simples gestos, que ao longo da sua larga experiência camuflada exercia. Sentei na berma da cama ao seu lado, e comecei a fazer caricias no seu rosto, tao perfeito, tao delineado e ao tao macio, como uma leve pena. Ele abriu os olhos de um intenso e lindo dourado e sorriu com aquele sorriso maravilhoso e irresistível.
- Bom dia meu amor! - sussurrou ele fazendo um simples gesto de afastar a minha madeixa de cabelo de frente de um dos olhos. - Levantas-te muito cedo, senti logo a tua ausência na cama! - comentou, ao levantar-se agora.
- Bom dia Edward! - beijei os seus lábios tao docemente, passando a minha mao por seu pescoço, e sentir logo de seguida as suas maos passarem nas minhas costas suportando o meu peso em cima de si. - Ai sentis-te? - afastei-me de um beijo, fiquei a olhar para ele, questionando de uma forma bem brincalhona.
- Claro, senhorita Cullen! - ri-me. - Aqui o senhor Cullen, sente todas as vibrações e a tua estava longe da minha... - agarrou-me mais para perto de si.
- Pois claro, agora deste para íman! - ri-me uma vez mais e ele deu um leve bater na minha cabeça rindo da minha afirmação tola. - Sempre pensei que apenas lias a mente das pessoas... sendo que a minha nao tens hipótese alguma de ler, a menos que eu queira. - fiz ar de troça.
Eramos um casal bem divertido, descontraído e pouco excêntrico, afinal nao queríamos ter o mesmo ritmo que Emmett e Rosalie tinham em relação a destruírem casas. Sendo que desde que estava finalmente a namorar o meu actual marido, recordo de Esme comentar com alguma aflição das destruições das muitas casas pelos quais Carlisle e ela ofereciam ao casal, para desfrutar de uma vida plena e tambem porque ja nao aguentavam tanta sede de paixão. É claro que o acto satisfatório de um vampiro era muito acentuado, em relação ao do humano, mas agora eles haviam aprendido a controlar a sua excentricidade e nao darem tanto do seu ar da graça, se nao algum dia as coisas seriam um nada.
- Batoteira!!! Sabes o quanto dou por ler o que essa cabeça pensa? E nao é justo senhorita Cullen, esconder de seu marido esses pensamentos ocultos. - fez-se de ofendido, e eu agarrei no seu rosto com vontade de morder.
- Ai! - queixou-se ele, e logo o soltei. - Estava a brincar nao me magoas-te, afinal nada que nos possa ferir. - soltou uma gargalhada ao ver a minha cara de espanto.
A nossa brincadeira era de tal forma tao grande que nem ouvi sequer a entrada de Alice no quarto. E quando dei por sua suposta presença, estava ela sentada na chezz long, de braços cruzados, e a bater o pé no chão impaciente. Soltei-me logo dos braços de Edward, recompus-me e levantei, perguntando:
- Alice? O que estas a fazer dentro do nosso quarto? - cruzei os dedos esperando uma resposta. Edward estava agora ao meu lado com um olhar cravado nela. Ok eles estavam a comunicar-se por pensamentos e aqui a parva estava de fora.
- Pois baixinha mas nao é certo entrares aqui sem bater primeiro! - comentou ele. - Imagina que estivéssemos em pleno acto... - olhei para ele incrédula. - Sexual... - sorriu. - Seria bastante desagradável.
- Alguem pode-me explicar o que esta aqui a passar? É que nao estou entender nada. - olhei para os dois muito chateada, pois se havia coisa que nao gostava, era de ficar posta de lado em conversas como esta, em que os detalhes eram poucos ou nada.
- Nao é nada Bella... - saltitou ate mim com um sorriso perfeito. - Estas pronta? - ficou distanciada de mim examinando o meu vestuário. - Tu vais assim vestida? - apontou para a minha roupa, escandalizada. enquanto eu acenava afirmativamente com a minha cabeça. - Nem pensar, és uma Cullen, e como tal tens de seguir as regras de etiqueta de milionário. - puxou-me ate ao closet, eu bem tentei protestar, mas em vao. Com Alice era impossível ganhar, porque nao sei como ela acabava sempre por dar a volta por cima.
Iniciou-se assim o chamado ritual da escolha das roupas do dia. Abriu várias gavetas, tirou várias roupas que a meu ver, eram um tanto ou quanto formalizadas demais para o meu simples gosto. Porem bico calado. Ela deu-me as roupas para a mao, com um sorriso de anjo que era impossível dizer nao.
Depois de tudo, foi hora de entrar no carro, chegar na faculdade, onde tive forçosamente tive de despedir-me de Edward, dado que primeiro, cada um de nós havia escolhido um curso diferente, segundo estávamos separados por meros departamentos, em que a salvação para matar as saudades eram os tao pequenos intervalos.
- Parece que só vamos voltar a ver-nos daqui a umas horas! - comentei fazendo cara triste. - Vou ter saudades de ti, meu amor... - ele abraçou-me com ternura.
- Edward tens de deixar a Bella ir! - falou a Alice de mao dada a Jasper. - Se voces queriam passar mais tempo juntos, podiam ter escolhido o mesmo curso. - sugeriu ela. Olhei logo para ele a sorrir e ate porque estava a gostar da ideia.
Porem Edward nao era muito fã de Jornalismo, por isso é que ele tinha seguido Medicina, que a meu ver nao era propriamente o curso mais interessante, mesmo ja nao havendo aquele meu pequeno, grande problema com o sangue, dado que ja nao teria o simples percalço de desmaiar, que por outro lado beneficiava desse risco, no entanto o meu controlo por mais controlado que fosse, podia nao ser propriamente facil acalmar na hora em que este bichinho acordasse, e pior mesmo era em períodos em que a minha sede fosse elevada.
Pronto estava a salvo, visto que em jornalismo, apenas teria de preocupar-me com as letras, levando a prática a minha forma legivel de aplicar literatura cuidada.
A aula estava a ser como em todas a mesma lenga lenga... O professor era tao velho, mas tao velho que ate tinha dificuldade em falar para um plateia de 100 alunos, sem exageros. E como era óbvio o burburinho de fundo era sempre o mesmo, irritante o bastante para ter a vontade digna de levantar e mandar calar. Mas eu, Bella Cullen, mantinha uma postura correcta, sem grandes préstimos de atenção por parte dos meus colegas, tanto que quando o sinal tocou, fui logo a primeira a levantar do meu lugar, pegar nos meus pertences e sair, sem olhar para trás. Quando cheguei ate a porta de saída da minha sala, Edward ja estava a minha espera, como sempre fazia em tempos que estudavam na escola de Forks. Oh velhos tempos esses, mas que saudades nao deixavam muito nao.
- Como foi a tua aula futura jornalista? - perguntou ele brincalhão, ao caminhar comigo, pelo longo corredor que dava acesso livre aos bares da universidade.
- Correu bem... - pisquei o olho. - E a sua aula como correu senhor Dr. Cullen? - nao consegui conter o riso, era demasiado estranho prenunciar-me desta maneira, dado que o único doutor que conhecia era mesmo so o Carlisle.
- Digamos que entre analise de casos anatómicos e doenças cancerígenas, correu tambem dentro dos limites. - falou com um ar superior, de deixar qualquer um a um canto.
Entramos no bar e encontramos uma mesa vazia adequada ao nosso perfil, sentamos e depois gentilmente Edward, pediu ao garçon umas bebidas, cujo nao as beberiamos, mas teríamos os chamados elementos cénicos, segundo ele. Quando por uma ventura o garçon chegou com os pedidos e senti desde logo uma ligeira impressao, que de alguma forma deixou o meu marido bastante desconfortável, pois quando o rapaz saiu do nosso alcançe nao contive a minha curiosidade, tendo mesmo de recorrer a palavras para a desvendar o mistério da situação.
- Ed... Edward... - ele nao parava de olhar para o copo, e sentia de perto o seu vibrar ao apertar o copo de vidro que em pouco tempo, apenas seriam simples e reles cacos de um nada. - Fala comigo! - implorei continuamente, tentando entender, porque nao era normal nele aquela atitude, ainda mais repentina.
Finalmente levantou os olhos, deixando-os ao meu alcance, sua boca abriu e as palavras soltaram-se.
- Nao gostei do que ele pensava e pronto! - fiz uma cara de desentendida. - Bella nao faças essa cara, porque se soubesses o que ele pensava, creio que nao ias gostar.
- Creio que vais contar-me com detalhes, nao é Edward? - cruzei os braços, nao era mulher fácil de desistir, e ele sabia perfeitamente disso, tanto que éramos um tanto ou quanto iguais nesse sentido, teimosos que nos fartávamos. - E nao venhas com histórias que isto ou aquilo, quero saber tudo! E quando digo tudo, é tudo mesmo!
- Ganhas-te! - suspirou derrotado. - Ele estava com pensamentos perversos sobre ti, de como serias...
- Na cama? - perguntei e ele acenou afirmativamente. - Canalha! - resmunguei, olhando na direcção do garçon. - Eu vou a ele, arranco aquele pescoço, sugo aquele sangue todo e no fim pego no corpo e deito ao rio. - fiz um olhar de conspiração.
- Bella para com as ideias, ok? - bufou. - Sendo que a tua ideia ja teria um fã nº1, mas nao podemos dar ao luxo de criar desconforto na cidade. - olhei para o lado inconformado. - E depois Carlisle nao ia gostar de saber que ja tínhamos cometido um crime.
- Passional! - salientei. - Esta bem Edward, nao vou matar ninguem e alem disso ate tenho coisas muito mais importantes para preocupar-me do que com um reles humano. - falei desviando o olhar da mesa para o meu marido, que sorria vitorioso.
(....)
Estávamos em casa e dentro dos limites da nossa tranquilidade, sem aquelas visitas inesperadas de ultima hora, ou olhando para nós, tirando o meu marido do serio. Aproveitei o sol fraco e fui ate ao jardim, onde vestida de um bikini de estilista, recomendando por Alice, fui tomar uns banhos de sol.
Dartmouth nao era uma cidade em que nós apenas so podíamos dedicar-nos ao estudos, ao disfarce, mas tambem ao nosso habito natural, desfrutar da familia, aproveitar maior parte das minhas noites com a minha filha quando nao tinha sono e acima de tudo caçar para manter sempre os niveis de controle acessíveis.
Caminhei ate a espreguiçadeira, deitei a minha cabeça no ponto mais alto da cadeira e fechei os olhos por um segundo, abrindo-os logo de seguida, quando por magia a minha filha tocou no meu rostinho com aquele sorriso encantador e consigo trazia Rosalie. Ambas sentaram na cadeira ao lado, a minha pequena estava muito sorridente, os seus dentinhos estavam cada vez mais defendidos, o seu olhar mais intenso. Ok minha filha estava definitivamente a crescer e muito depressa e muito mais depressa do que aquilo que previa, embora Carlisle ja tivesse avisado acerca desse ponto.
- Olá filhota! - saudei para ela. Nessie saltou do colo da tia e veio ate mim, onde tocou no meu rosto. O toque era a forma mais simples e cuidada que ela tinha para comunicar comigo, ou com os outros. - E o que fizes-te para divertir-te? - perguntei, sorrindo. - Nao me digas que destruíste mais um faqueiro da avo? - olhei logo para Rosalie que estava a rir-se e ai tive a certeza que o motivo de tanta alegria da minha pequena era esse.
- Nao sei como a Esme vai aguentar isto! - comentou ela rindo. - Já é pelo menos o 12 faqueiro que vai ao ar. - ri e começei logo a imaginar a Esme aflita olhando para a sua cozinha despida de pratas.
- Coitada, vai ficar um pouco triste, mas tambem vai compreender que a sua neta tem gostos altamente diferentes dos normais. - nao estava de forma nenhuma a querer defender a minha filha só por si, porque sabia que em parte nao era algo muito correcto para um criança, aquilo que para ela era divertido, porque embora ela fosse um ser hibrido nao era totalmente uma desculpa para algumas das atitudes irracionais.
- Sim, muito compreensiva é a Dona Esme que dá tudo o que tem e nao tem so para ver a neta sorrir. - comentou ela feliz e dar carinhos no cabelo cacheado da pequena que estava cada vez mais comprido.
- E esse cabelo ja esta mesmo a precisar de levar um corte nao é menina Nessie? - perguntei fazendo um gesto de tesoura com os dedos e ela escondeu o rostinho no colo da tia. - Ai és assim com a mama? - fingi de ofendida e ela acenou afirmativamente. - Entao a mama nao gosta mais de ti... - brinquei e ela desprendeu-se do colo da tia, saltando para o chao, e agarrando-se as minhas pernas com tanta força que se fosse humana estariam roxas.
- Parece que ela nao gostou bem de saber isso! - falou em desabafo Rose que acabava de levantar e abaixava-se para passar as maos nas costinhas da pequena.
Abaixei-me logo com algum cuidado para nao a magoar e com a minha mao livre peguei no seu rostinho, olhando bem naqueles olhos apaixonantes e sussurrei no seu ouvido.
- A mama estava a brincar, sabes que te amo muito e que nunca perderás o amor que nutro por ti. - deslargou das minhas pernas e caimos juntas, ela bem em cima de mim, cobrindo-me de beijos bem deliciosos.
Rosalie por sua vez levantou-se assistindo a toda a cena de perto, rindo disfarçadamente.
- Hum, uma festa e ninguem me chama! - reclamou Edward, cruzando os braços e ao mesmo tempo criando a sombra em nossos olhos.
Olhei para minha doce filha e sorri depois para o meu marido, caindo uma vez mais com o olhar na minha pequena.
- Olha quem chegou e ainda por cima esta com ciumes? - criei a cena mais engraçada e digna de circo. Ela tocou no meu rosto dando a resposta correcta, olhando de seguida para o pai, e assim erguer os braçinhos para ser levada de mim.
Edward a pegou em seu colo, começando a brincar com ela aos avioes, enfim a uma serie de coisas que todos os pais do sexo masculino sabiam fazer. Por outro lado sempre era melhor ve-la assim entretida com o pai, do que estar a ve-la a destruir um novo faqueiro, ou a rasgar a papelada do avo.
A noite começou a cair, e Nessie tinha tido um dia em cheio, brincado comigo, com o pai, com a Rose, com o Emmett e ate com Alice que raramente tirava de seu tempo em suas actividades secretas. Sim porque aquilo que ela fazia, ninguem sabia, mas enfim.
Nessie começou a pegar no sono quando estava ja no meu colo, Edward juntou-se a nós, pegando ela com cuidado, para que eu pudesse levantar e assim com a sua ajuda levar para a sua cama. Era estranho ao fim de tantas anos a viver uma rotina, em que chegando a uma determinada hora, o ser humano ter necessidade de dormir, cujo eu agora, nesta nova fase, nao tinha desse problema, entao era nesse preciso perido do dia,em que nós como casal, aproveitávamos para passar mais tempo juntos, que durante o dia, sem que fosse o fim-de-semana, teríamos oportunidade. É claro que por vezes havia gazeta da nossa parte e ai dava-se a desculpa dos famosos acampamentos em familia, que ninguem questionava por ja estar tao habituados a tomar conhecimento disso.
Depois de deitar a minha filha na cama, de aconchegar e dar o beijo de boa noite, recolhi-me ate ao quarto, onde Edward fazia-se esperar por mim. Quando entrei, vi tudo escuro, fiquei curiosa ao ponto de acender a luz, contudo, caminhei no sentido do jogo dele. Todas as noites havia uma surpresa nova que deixava cada vez mais apaixonada e sem oportunidade de desistir de amar o homem que tinha escolhido para a minha vida.
No meio dos meus passos, senti um leve pegar ao colo, eu sabia que era ele, o seu perfume a alfazema o denunciava na perfeição. Deitou-me sobre a cama e começamos a diversão de uma noite inteira. Entre mostras de palavras de carinho, de apresso, de amor, a lua foi descendo para dar lugar ao sol que impacientemente passou pelas fretas da portada, iluminando nosso quarto e assim, anunciar o acordar próximo da nossa filha e por conseguinte avisava-nos de mais um fim de uma noite maravilhosa.

Comentários
Enviar um comentário
Comenta deixa aqui a tua opinião :)