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One Shot - Renesmee - Sonhos que o Vento Levou


Estava eu com os meus 10 anos de idade, quando recebi o melhor presente de todos, a noticia de um irmãozinho. Oh, todos os natais insistia com a minha mae para ter um novo mano, mas ela sempre dizia que nao tinha, nem tempo, nem forma de podermos cuidar dele. Era uma pena, porque eu estava tao entusiasmada em cuidar dele e ser a melhor irmã do mundo, que nao via a hora de tal coisa acontecer.

Meses depois de continua insistência minha, o sonho aconteceu, a minha mãe estava finalmente grávida. Nada era mais risonho para mim do que saber que estava prestes a ter um irmão, partilhar todas as coisas com el, e enfim fazer tudo so para ver uma criança sorrir.

Pela manha quando acordei, saltei da minha cama e corri ate ao quarto da minha mama para prestar sempre o meu auxilio, assim como havia prometido ao papa, que o faria. Ao entrar no seu quarto, a mama ainda dormia, e como eu era curiosa, nao exitei em entrar, para ou menos sentir a barriga e falar com meu maninho. Saltei para cima da cama da sua cama, sem acordar claro, pousei a minha mao muito ao de leve no seu ventre e esperei sentir algo. Apalpei parte por parte e senti finalmente aqueles pontapés que todas as maes falavam ser maravilhoso de sentir. Comecei a rir como um tola, ate que a minha mama acordou.

- Renesmee ja acordada? - perguntou ao ajeitar-se na cama, mantendo a sua barriga para o ar. Cerrei os dentes, escondendo um pouco a cara. - Nao precisas de esconder a cara meu amor. - destapou o lençol que cobria o meu rosto.

Derrotada fiz uma careta e pulei ate ao seu lado, ficando encostada no seu ombro.

- Mama! - chamei. - Achas que ele vai ser menino ou menina? - perguntei esperando saber mesmo que ele fosse menino, porque assim nao teria de partilhar o meu quarto, podia sim saber como um menino se comportava, qual é a visão dos pais sobre ele. Essas coisas que muitas das minhas amigas reclamam e falam lá na escolinha.

- Querida... - tocou com o seu dedo no meu rosto. - Seja ele ou ela vai ser amado com todo o amor que uma criança merece, sabes porque? - acenei negativamente. - Porque terá uma irmã fantástica... - abri um grande sorriso e abracei. - Ai... - queixou-se a minha mama, e ai percebi que tinha apertado de mais.

Estando continuamente a brincar com a barriga dela e dando uns novos dedos de prosa, o meu papa apareceu a porta com uma bandeja de comida. Deduzi logo que ela deveria estar com fome, porque o bebe estava impaciente tambem. Peguei num pedaço de bolo que a minha avo tinha feito, sim porque sabia que era dela, porque do meu papa nao podia ser, porque a sua ultima experiência tinha sido, digamos desastrosa. Coitada da avozinha, teve um susto que valeu por uma cozinha nova. Eu tinha apenas 6 anos quando tal coisa aconteceu, entao desde lá a minha avozinha, proibiu o meu papa de mexer no fogão, nao fosse ele agora desta vez explodir com a casa.

No fim de comer tudo e estar com o meu cabelo solto e perfeito, de uniforme vestido e de mochila ás costas, segui para a porta da entrada onde esperei atenciosamente pelo meu papa para levar na escola. Quando ele apareceu sorriu para mim e conhecia muito bem aquele sorriso, pois era inconfundível. Tanto ele como eu estávamos maravilhosamente felizes por muito em breve ter um novo membro na família.
Ao entrar no carro para pousar a mochila e assim acomudar-me lembrei de algo.

- Papa! - chamei por ele que estava a colocar-me o sinto de segurança. - Achas que vai ser menino ou manina? - ele encaixou o gancho do sinto, levantou-se um pouco para olhar para mim.
- Ainda nao sei, mas eu gostava que fosse um menino e tu minha pequena? - perguntou ajeitando o meu casaco como se eu ainda precisa-se de ajuda.

- Eu tambem queria que fosse um menino, as minhas amigas dizem que os meninos sao mais... - pensei, antes de continuar. - Rebeldes, mas tambem simpáticos. - ri-me.

- Rebeldes entao, hen? - riu-se das minhas inocentes palavras.

Fechou a porta, deu a volta e entrou no seu lugar, pondo o carro a trabalhar e seguirmos rumo a um novo dia de aulas.
Ao chegar na escolinha, vi as minhas colegas no portão a minha espera, e mal podiam esperar pelo que tinha para contar. O meu papa ajudou-me a sair do carro, deu a minha mochila para a mao, deixando-me assim a colocar por mim, deu um beijo na testa e depois ficou observando o meu entrar vitorioso.
Quando voltei a olhar para tras, ele nao estava lá e entao dirigi-me ate a Maggie e a Jane que estavam agora sentadas num banquinho pintando em seus cadernos coloridos.

- Olá meninas... - saudei, pousando a mochila e de lá tirar tambem o meu caderno de colorir, para passar o tempo livre.

- Olá Nessie... - falou Maggie tirando os olhos do seu desenho. - Como estas hoje? - olhou para o estojo procurando um novo lápiz.

- Estou boa, sabem hoje o dia começou da melhor da maneira. - disse com um grande sorriso. - ouvi o meu maninho na barriga da minha mama.

As duas pararam de pintar e ficaram a olhar para mim com caras serias e ao mesmo tempo de espanto.

-  A serio? Como é? - perguntou Jane. - Quer eu nao sei o que é isso, porque quando eu nasci, o meu irmão tambem ja era nascido, pelo menos, a minha avo diz que somos gémeos. - riu-se.

Sentei mais para o meio delas, a conversa estava a interessar-me e sempre era bom aprender novas coisas, novas experiências, uma vez que era a minha primeira impressão, aquela que havia sentido hoje.

- Uau, eu adorava ter uns irmãos gémeos, so que a minha mae ja nao

- Deve ser fantástico ter irmãos gémeos mesmo... - comentei num sussurro. - Bolas, Jane conta ai qual é a sensação de ter um gémeo.

Maggie e eu estávamos bem interessadas em saber, afinal de contas era divertido aprender todas as experiências, e claro como as chamadas brigas gémeas, porque segundo ouvia relatar, conseguiam ser muito piores que as normais entre irmãos nao gémeos. A uma parte irmãos eram de idades diferentes, os gostos mais aproados e claro o interesse por diversas coisas estava mais alem do normal, ne?

Segundo sabia da tia Alice que era a irmã mais nova do meu papa, sabia perfeitamente que os gostos dela nao era em nada os gostos dele. Bolas nem pareciam irmãos, de tao diferentes que eram, das atitudes que tinham. Contudo, ainda assim amavam-se como se fosse algo difícil de poder ver.

- Querem mesmo saber? Bolas nem acreditam como é aturar o nerd do meu irmão... - disse revoltada. - Ele estraga sempre os meus esmaltes novos, que a mama trás sempre da sua loja e... - respirou fundo. - Esta bem... - rendeu-se ao nosso olhar. - É fantástico ter um irmão gémeo, pela simples razão, que nao é preciso contar nada para que ele saiba que nao estamos bem. Nós sentimos as emoções um do outro em dobro, nao estamos bem quando um de nós nao esta... é quase que uma telepatia. - olhei para ela sem perceber o significado da ultima palavra.

- O que é uma telepatia? - perguntei.

- Os adultos dizem que é tipo, como vou explicar isto para voces... - levou a mao a cabeça pensando. - É uma suposta transmissão de impressões ou sentimentos sem a intervenção dos sentidos, entendem? - olhou para mim, depois para Maggie.

- Sim... - respondemos ambas em coro.

O sinal da campainha suou e tivemos mesmo de arrumar tudo dentro da mochila e como Jane estava a ter a sua aula em outro pavilhão, tivemos de nos despedir, sendo que Maggie estava comigo nesta aula.
Pelo caminho fui pensando nas palavras esclarecedoras da Jane e nas coisas boas que haviam nos ligamentos com irmãos. Era tudo novo, perfeito e ao mesmo tempo estranho, sim porque estava consciente de que ja nao seria mais a filhinha do papa e da mama, apenas e exclusivamente. É claro que nao tinha ciumes de uma bebe que ainda nao havia nascido e que muito supostamente poderia sentir.

Lembro ainda hoje da história que a tia Alice contou sobre o papa saber que ia ter uma irmãzinha e de como ele ficou irritado por nao ter aquele papel de filho único. Tambem recordo as história que a avozinha contava sobre os terrores que o meu papa causava na tia so para a contrariar. Eu cá nao ia ser assim, porque era menina e as meninas nao sao más, ne? Quer dizer pelo menos aquelas que conheço e com as quais tenho uma profunda amizade, nao sao.

- Menina Renesmee Carlie pode vir ao quadro por favor? - questionou a senhora professora, estando bem ao meu lado, com o giz na sua mao para mim.

- Sim posso, mas... - olhei para o caderno. - Eu nao estava com atenção... - falei quase mais para mim do que para ela.

- Vai para lá que eu volto a explicar tudo para ti... Meninos aproveitem para ter atenção agora! - avisou ela e eu corri para o quadro de giz na mao.

Tomei maior partido da atenção na aula, nao fosse agora falhar e receber em casa o meu primeiro recado negativo e ai receber uma bronca do papa. Sim porque a minha estando no seu estado frágil nao podia se podia enervar, segundo a obstetra amiga dela, que era tambem a minha madrinha Angela Waber.
Quando voltei para o meu lugar, sentei bem na minha cadeira e olhando bem para Maggie vi que ria-se como uma desalmada, fiquei logo com cara de caso, pois estava interessada em saber o motivo de sua risada, porque estava tambem com vontade de rir.

- Do que estas a rir? - perguntei, mas ela continou a rir ainda mais. - Ok, nao vais contar, ne? - amuei, virando a minha cara para o lado.

- Nessie... é a senhora professora, que trás um papel colado no rabo... - levei a mao a boca, para evitar sair uma gargalhada.

- Ohh... Quem fez aquilo? - cochichei baixo so para ela ouvir, pois nao queria de maneira alguma chamar atenção da professora em momento algum.

- Olha para trás e vais perceber! - afirmou.

 Pensei realmente duas vezes antes de fazer o que a minha cabeça queria, mas o corpo nao obedecia. Contudo fui vencida pela curiosidade e tive mesmo de olhar. Nesse instante vi desde logo dois rapazes, bem nerd's ate como Jane dizia bem, ne? Afinal eles eram os nossos melhores alunos da turma, e cá entre nós, eram eles que resolviam parte dos meus testes de inglês, mas enfim isso nao vinha ao acaso agora. Alec o irmão gémeo de Jane estava a estava a construir uma pirâmide com lápiz e canetas em cima do caderno da aula e Félix ao seu lado e estava a tentar colocar no topo a sua borracha, no entanto o resultado nao foi muito positivo, porque a montagem inteira tinha sido destruída, caindo tudo ate para chão. Virei-me para a frente para nao os embaraçar mais, e logo a senhora professora percebeu de toda a brincadeira.
Fiquei com um pouco de pena deles, coitados divertiam-se com tao pouco nas aulas e depois o resultado era valente puxao de orelhas e recadinho na caderneta direitinho para os pais.

- Eles sao mesmo totós... - comentei para Maggie. - Sao sempre apanhados.

- Tomara, nao sabem ter cuidado... Oh claro... Os nerd's, sao nerd's que explicação mais tem. - riu-se e eu fiz o mesmo.

- Atenção... Meninos atenção, vamos lá parar com as conversas paralelas... - avisou a professora. - A aula esta a terminar e eu gostaria de pedir um t.p.c., pode ser? - acenei afirmativamente, assim como todos os alunos da sala. - Optimo... quero uma redacção sobre como é ter um irmão! - sorri feliz, porque a ideia agradava-me muito. - Sei que muitos de vós nao tem irmãos, mas isso nao quer dizer que nao possam imaginar como é te-los. A redacção em questão é para amanha, por isso dêem os vosso melhor. Dou por concluída a aula. - voltou as suas costas para a secretária e a campainha suou.

Levantei-me da minha mesa e peguei em tudo, arrumando dentro da mochila muito animada, porque para ser franca, nao era muito fã de redacções, mas esta era deveras sobre um tema pelo qual eu ate gostava e que ate tinha muitas ideias para elaborar, ia por maos a obra.
No recreio ainda partilhei algumas ideias com as minhas amigas, ate contando todo o sucedido na aula com o Alec e o Félix para a Jane que ficou quase inacreditável.

- A serio? O meu irmão a fazer isso na aula? - perguntou espantadissima. - Porque nao estou nas aulas que ele esta para presenciar os seus disparates?

- Hum, nao sei, mas que ele é divertido, isso é... - comentou Maggie a rir-se.

- Isso é porque voces nao convivem com ele em casa 24 horas por dia, se nao teria outra opinião... desabafou Jane.

- Nao me digas que ele é pior?! - questionamos ambas.

- Nao queiram saber... - sussurrou.

Uma buzina chamou a minha atenção, corri ate ao portão e vi que era o carro do meu papa, voltei ate as minhas amigas, dei os meus beijos de despedidas e peguei na mochila correndo ate ao carro.
Antes de entrar fui ate ele para dar uma grande xi-coração como ele gostava que eu define-se o nosso abraço. Ele ajudou-me de seguida a colocar a mochila dentro do carro e de seguida colocou deu a ignição.

- Como foi a escola hoje meu amor?

Lá vinham as perguntas habituais de um pai e como tal eu tinha de responder a tudo com o maior profissionalismo de filha educada.

- Correu muito bem, alias a senhora professora mandou uma redacção para nós escrevermos para amanha.
- É sobre o que? - olhou pelo espelho, parando de seguida no semáforo que estava vermelho.

- De como é ter um irmao! - respondi.

O silencio instalou-se e sabia perfeitamente que se o meu papa tivesse de escrever algo semelhante teria muito para relatar,incluindo muitos dos episódios hilariantes com a tia Alice.

- E ja sabes o que vais falar? - o semafro abriu sinal e o carro ganhou movimento.

- Ainda nao, mas quando chegar em casa penso nisso... Afinal estou a passar por experiências tao boas que muito em breve mais formalizadas... - disse.

- Hum, agora estas a falar como a tua mae, o teu ar profissional! - disse o papa.

O carro entrou na mediações do jardim e logo soltei-me do cinto correndo para casa, mas como estava com a cabeça no ar, tive de voltar ao carro pois havia esquecido da mochila. Voltando de seguida a casa e indo directamente ao quarto da minha mama, que estava vazio. De seguida fui ate ao escritório dela que era no andar de baixo, tambem nao estava lá, procurei na cozinha, mas nada, na sala tambem nao. Desisti de procurar e tive mesmo de ir ao papa.

- Papa! Papa! - corri ate ele que se abaixou logo para amparar-me.

- O que foi meu amor? - perguntou preocupado com a minha cara de desespero.

- Onde esta a mama? Nao a vejo em casa... - entristeci.

- A mama foi ao hospital... - pegou na minha mao, e com a outra passou no meu rosto. - Teve uma dorzinha, mas ela vai voltar para casa, salva e o bebe tambem... sim?
Algo me dizia que ele nao estava a contar tudo ao pormenor para mim, mas tambem eu para ele era apenas uma criança que nem tudo precisava de saber, porem tinha melhor pensar que muitos adultos.

- Nessie, nao precisas de ficar com essa cara... vai lá para dentro fazer a tua redacção vai! A tia Alice vem daqui a pouco para ficar contigo... - disse ele ainda estando a minha altura dos olhos.

- Papa! - chamei, antes de voltar costas.

- Sim meu amor!

- Prometes que contas tudo para mim se alguma coisa de mal acontecer com a mama ou meu irmãozinho? - falei com a lágrima ao canto do olho. - Sem mentiras, porque ja nao tenho 5 anos... - cruzei os braços.
- Claro que sim... Jamais mentiria para ti.. - veio ate mim dando um beijo na testa, pegando no colo dando uma giratória e voltando a pousar-me no chão. - Agora vai lá que a tia esta a mesmo a chegar.
Obedeci ao meu papa e fui para dentro de casa, entrei no meu quarto e peguei nos cadernos dentro da mochila e sentei na minha secretária onde iniciei a minha escrita.

Redacção:

Ter uma irmão é a coisa mais importante da vida, eu diria fundamental, embora muitas pessoas reclamem de seus irmãos, de suas atitudes e as vezes implicâncias  temos de relembrar que sem eles, parte das nossas coragens nao seriam fundamentadas e que muitas das nossas vitórias, nunca seria conquistadas. 

Por isso, como eu ainda nao tenho um irmão, e como ainda estou na fase de aprender a conquistar esse amor, digo que vale a pena toda a espera, todos os intensos meses em que a mama diz que o bebe esta a crescer. Sim porque o meu maninho ainda nao nasceu, mas quando isso acontecer, prometo ser a melhor irmã do mundo... ama-lo como toda a gente merece ser amada. 

E quanto ao problema do ciume? Bom, eu andei a pensar bem nisso e digamos que vou ter ate um pouquinho, mas tambem quem nao tem, ne? Alem disso o ciume na nossa idade, é quase que imprescindível e saudável... porque é ai que aprendemos a partilhar nossos bens, nossas pequenas coisas e nao as querendo apenas so para nós. Entao so posso dizer que estou radiante porque aquilo que hoje escrevo, ontem pensei e aquilo que amanha pode acontecer, será reflexo no futuro de uma vida feliz. 
Fim. 

Terminei de escrever todo o intenso relato de uma menina em pré-fase de ser a irmã mais velha. Arrumei o caderno e quando olhei para a porta ja a tia Alice estava lá de braços cruzados a minha espera.

- Tia! Ja ai estavas a muito tempo? - perguntei inocentemente.

Ela descruzou os braços e veio ate mim, dando um abraço forte, seguido de um beijo.

- Nao... so o tempo suficiente de ouvir as tuas palavras na tua redacção que fiquei curiosa em ver. - corei, porque nunca ninguem pedia para ler as minhas redacções, sendo que ja bem bastava a senhora professora ler em frente da escola.

- Hum... nao me parece muito boa ideia. - fiz uma cara feia.

Contudo era quase impossível demove-la de suas ideias, entao rendida dei para a sua mao o meu caderno, abrindo na página adequada. Ela sentou em cima da cama muito silencio, pois devia estar a ler para si tao concentrada que quando acabou estava de tal modo tao comovida que ate lágrimas nos olhos tinha.
Embora inocentemente eu nao entendesse porque? Afinal nao tinha escrito nada de mais que uma pessoa podia escrever.

- Estas a chorar tia! - afirmei, logo disfarçou as lágrimas apressadamente.

- Nao meu amor, hora essa...

Nesse bocadinho o seu telemóvel deu o ar da sua graça e vi que tinha mesmo de atender a chamada. Ela saiu do quarto, e pelos vistos a conversa era mesmo muito partilhar, porque nao a podia ouvir, mas ainda assim habilitei-me a escutar a conversa, saindo do meu quarto pela varanda e ir ate a sala entrando na outra janela ficando assim escondida bem atrás do sofá.

- Edward como ela esta? - a tia estava a falar com o meu papa, so que nao entendia o porque de estar a fazer aquela pergunta. Estariam eles a falar da minha mama? tentei ouvir mais a conversa. - E o bebe? - agora estavam a falar do meu maninho, o meu coração começou a bater tao forte que nao conseguia parar quieta. - Oh meu deus! - olhei para os lados nao gostando de ouvir o comentário suspirado. - Quando ela sai? Como vamos dizer isto a pequena? - agora estava mesmo a ficar preocupada, porque em primeiro a minha tia estava a ficar com voz de choro e segundo so podia ter acontecido alguma coisa com o meu irmãozinho, porque havia outra explicação para isto, e depois agora fazia todo o sentido, do meu papa ter falado que a mama tinha ido no hospital. - Ela esta no quarto, a escrever a redacção da escola, queres que lhe conte ou contas tu? - levantei-me do onde estava e surgir na frente da tia que logo ficou perplexa a olhar para mim. Nao consegui disfarçar as minhas lágrimas e agarrei-me a ela com tanta força.

- Nessie! - sussurrou o meu nome e passou nos meus cabelos com a sua mao livre.

- Edward... ela esta aqui comigo... - falou ela ao telemóvel. - E nao para de chorar, acho que é melhor mesmo contar o que se esta a passar, porque ela vai acabar por saber de qualquer maneira.
Afastei-me de seu abraço, olhei nos seus olhos, procurei saber de alguma forma o que estava a acontecer, o que o meu irmaozinho tinha, o que a minha mae tinha, como estava.

 - Tia, fala logo o que se esta a passar! Como esta o meu irmaozinho? A mama? - exigi saber, sem rodeios. Ela baixou o olhar, respirando fundo e pegando nas minhas maos, puxando ate ao sofá. A chamada com o meu pai foi desligada e quando fui a ver ela estava lavada em lágrimas como aquelas que so lembrava de ver quando o avozinho havia morrido com aquela doença que a minha mae dizia que era muito má.

- A tua mama, esta manha teve uma dor... - respirou fundo, apertei as suas maos. - Ela foi para o hospital e os médicos deram toda a assistência possível, tentarm inclusive salvar a vida do bebe, mas... infelizmente nao conseguiram, ela teve um aborto, é comun em várias mulheres e... - passou a sua mao no meu rostinho. - ela vai precisar muito do teu apoio meu amor.

- Ja nao vou ter mais um irmaozinho.. - falei triste.

- Nao... mas quem sabe a mama e o papa tentem numa proxima e tudo de certo. - encorajou ela.
Por mais incentivos, coragem que ela transmitisse eu nao conseguia ficar positiva do mesmo modo, porque parte de um sonho tinha sido levada pelo vento e que por mais promessas, nada seria igual.

Ela levou-me ate ao hospital onde a minha mama ainda estava sob observação. Quando lá entrei ela estava muito triste agarrada ao meu pai, e entao a tia ficou na porta observando, enquanto eu ia para ope deles. O meu papa ajudou-me a subir a cama e ai dei um grande x-coração na minha mama, tentei de algum modo passar toda a minha boa energia.

- Obrigada por estares aqui meu amor nao sabes como fico intensamente feliz, por ter-te aqui ao meu lado. - sussurrou a minha mama tao fraquinha e triste. Parte de si tinha sida arrancada, assim como a mim.

- Nao precisas de agradecer mama, eu vou estar sempre aqui, nas horas boas, e nas horas más, na saúde e na doença. - olhei para a tia Alice que finalmente sorria.

- Nessie! - chamou ela. - Isto nao é nenhum casamento, mas vale o sentido das palavras. - ri-me com pouca vontade, mas ao olhar bem para os meus pais, eles tambem sorriam e isso era a coisa que deixava mais feliz em mim.

A tia aproximou-se de nós, estando todos juntos demos um grande abraço de urso, como o colega do papa, o padrinho Emmett, fazia.
 Agora so queria que a minha mama recupera-se, quanto a redacção, parte continuava a fazer sentido, outra nem por isso, pois a minha mama ja nao estava mais gravida, e eu ja nao ia ter nenhum irmaozinho, para muita pena minha, mas como a tia havia dito, haviam coisas que nos nao podíamos sequer evitar. o destino das pessoas estava assim traçado. E sempre era melhor manter a minha mama por perto, do que a perder para sempre. Aquilo que o vento levou de mim, um dia será a chuva ou cegonha como avozinha diz a trazer de volta.


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