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Coração de Robot - Capitulo 33 - Namoro um Robot?

Capitulo 33 - Namoro um Robot?

Caminhamos tranquilamente sem grandes alaridos, tentando ao máximo ser discretos no subir das escadas, ele por sua vez estava a ter um comportamento estranho, como se por alguma ventura não quisesse ver o que na verdade havia para ver...

Ok, eu cá estava era mortinha era para mostrar a verdadeira identidade da sua linda amada, ate dava vontade de rir quando ele soubesse que na verdade a mulher pelo qual nutre sentimentos de grande amor, era nem mais nem menos do que uma sensível máquina.

A vida é tão cruel, não? Pois é, quem manda um tolo como este apaixonar-se pela primeira mulher que surge na sua frente? Problema dele que agora de certo modo ia sentir tudo e mais alguma coisa que eu, claro ia presenciar com maior prazer.. ri com gosto, mas não de modo audível, pois podia não ser interpretada.

- Onde é o quarto dela? - perguntou ele tirando dos meus devaneios pensados.

Apontei na direcção correcta com o dedo e ele decidiu ir mais uns passos a frente, claro que o acompanhei, pois ele sensível como era ate podia ter medo de abrir a maldita fresta da porta.

A uns centímetros da dita porta do quarto dessa robot, passei a sua frente, onde olhei com delicadeza nos seus olhos que de desconfiados iam passar a ter outro tom, tom esse de raiva e muita ira.. Também qual o homem que não iria sentir tal coisa? Nenhum mesmo, não? Quer dizer existem alguns parvos no mundo que ate podem não aceitar bem as leis da vida... que pena...

- Olha David.. eu vou abrir para ti... mas tu promete que vais ficar calado! - sussurrei para ele, começando a desacostar a porta aos poucos e assim deixar que ele deita-se o olhar ao interior.

Afastei-me um pouco, porque não sabia como podia ser a sua reacção, mesmo tendo dado a minha bela indicação de tranquilidade, que enfim depois do que ele visse, duvidava muito que ele pudesse agir assim.

- Não... Não... - sussurrou ele ao ver aquilo que imaginava ser Alice conectada a tomada. - Eu namoro um robot? - desta vez lançou um olhar fulminante na minha direcção pegando no meu pulso firme e dali tirar a força.

Já imaginava uma reacção agressiva, contudo ele tinha de lembrar-se que eu não tinha culpa alguma do que ele tinha viste, na verdade apenas tinha ajudado a desvendar um mínimo segredo, que na verdade, que na verdade ele nunca iria desconfiar de tal existência.

Fui levada pelas escadas a baixo com uma forma muito a brotada, não gostava de quando alguém tocava em mim desse modo, muito menos que agisse com agressividade.

- Estas a magoar-me! - avisei, tentando soltar o meu pulso do seu, quase sem sucesso, pois a sua força 4, 5, 10 vezes superior a minha.

- Não vou soltar-te assim, sem que possas explicar-me aquilo que eu vi! - bufei.

Ele era burro ou não queria entender o que na realidade via?

- O que queres que explique? - fui irónica a proferir a pergunta. - Que  a tua namorada não passa de um pedaço de lata? Oh francamente David, eu só te fiz um favor, ao qual devias agradecer com maior empenho, porque agora acho que sabes o que tens a fazer, oh isto claro se te sentires incomodado por beijar uma pele sintética, ouvir palavras de máquina... - ri com vontade da sua cara de nabo. - Sabes uma coisa? - ele abanou a cabeça que não. - É a pessoa mais ingénua que conheci em toda a minha vida, a serio ate alguém mais esperto já teria entendido algo de errado, mas tu.. ai o amor... o amor... - voltei a rir.

- Pára já com a tua risada ou eu...

Levantou a mão para acabar por fazer aquilo que todos os homens apenas sabiam fazer, quando a reacção a verdade não era aceite da melhor forma.

- Tu o que? Vais me bater? - fui seca, mas a coisa mais importante é que não mostrava medo algum.
Ele baixou a mão, dando um passo atrás, como os caranguejos.

- Bem me parecia que não ias cometer um erro desse tamanho, ate porque pobres como és, não ias ter quem pudesse defender a tua vida.. - ri quase sem humor.

- És a pessoa mais asquerosa que algum dia conheci, e ao qual arrependo de ter dado ouvidos.

- Oh não me digas! Ate fiz um favor!

- Não quero ouvir mais nada, agora se não te importas, eu ao contrário de ti, preciso de dormir, para trabalhar.. - e voltou costas.

- Claro, sonha com a tua linda máquina...

Retomei o passo no sentido contrário, rumo as escadas e assim subir sob passo vagaroso ate ao meu quarto, mas antes tive de fazer uma pequena coisa, neste caso era dar um beijo de boas noites no meu filhote.

Abri a porta do quarto de David, e lá estava ele dormindo como um anjo, aproximei-me de seu corpo fraco e frágil e cobri um pouco mais com os cobertores, dando um simples beijo no topo da sua testa.

- Em breve os problemas vão terminar, eu prometo meu amor! - sussurrei não querendo de maneira nenhuma acorda-lo.

Voltei a costas a ele, chegando na porta, deixando um ultimo olhar, antes de fechar e assim ir para o meu quarto descansar, e que bem que cansada estava eu, por conta de este meu plano, que pensando assim comigo mesma, tinha sido um sucesso.

Cheguei na minha cama e de roupa trocada deitei de qualquer maneira começando a rir, como uma tonta, mas na verdade era apenas a minha maneira de festejar o meu primeiro sucesso, que em breve seria tão épico, que no final, de contas ninguém mais lembraria que em momento algum a robot e a outra intrujada da Alice haviam existido na vida de Jasper.

Alice Original

Estando mergulhada no meu sono tranquilo sem aquele inicial pesadelo com Maria, imaginei tudo de uma maneira bem diferente, na verdade neste sonho que neste momento vivia, estava com Jasper num campo de férias, não sabia dizer se era recente ou antigo, mas na verdade lá eu sabia que a verdade tinha de ser falada..

Pois bem eu estava a ponderar em falar tudo ou não falar nada, no entanto a vontade de ter o consciência limpa era tal modo tanta, que acabei tomando toda a liberdade para soltar as palavras que a uns tempos não abriam para coração largar toda aquela sensação de vazar.

- Jasper meu amor... Eu quero muito contar-te uma coisa.. mas preciso que ouças ate ao fim.. - ele pegou nas minhas mãos, preocupado e com algum apresso de não deixar que eu como sua amada ficasse com algo por dizer.

- Fala meu amor, estou aqui para ouvir tudo o que tu quiseres falar... - sentido assim a sua firmeza nas palavras, toda a sua compaixão, fechei os olhos, e os voltei abrir para soltar a primeira miada.

- Há uma coisa que nunca te contei, mas que agora é melhor saberes, porque não quero que exista mal entendidos entre nós... - respirei fundo, encarando o chão, só que a sua mão ao passar no meu queixo, transbordou tranquilidade. - O Simão, não é teu filho.. espera... - ele ficou com uma cara estranha. - mas também não é meu.. - comecei a ficar agitada. - eu posso explicar o que não pude outra hora, mas agora é a hora...

- Não quero ouvir mais nada Alice! - gritou ele ao afastar-se de mim. - Tu enganas-te a mim e toda a gente que.. quer dizer agora faz todo o sentido o facto de não quereres que a tua mãe, a tua família soubesse da existência desta criança..

- Por favor meu amor, espera... eu tive um motivo muito forte para o ter feito!

- Alice por mais coisas que digas ou faças, não existem motivos plausíveis para a mentira que tu fizes-te crer! - gritou ele.

Comecei a chorar como uma desalmada, porque agora a verdade estava a ser esclarecida e aos poucos a mentira estava a terminar, e com isso o fim do meu casamento.

- Por favor Jasper... - aproximei dele, coloquei meu braço no seu pescoço procurando seus olhos, que na hora o empurrou. - Entende que não tinha outra maneira de poder chegar ate ti e dizer... - respirei fundo. - Jasper eu sou estéril! - dito isto, ele encarou os meus olhos incrédulo com tal revelação.

- Como nunca contas-te isso para mim? Alice por mais coisas que te passem na cabeça, nós somos um casal e um casal ajuda-se e... - olhou para o lado, dando de ombros, sentando derrotado no sofá do escritório. - eu não consigo entender a tua cabeça, juro por mais voltas que de, não entendo...

- Eu fiz tudo isso por amor... eu sei o quanto tu desejavas ser pai, e que adoravas crianças, e que...

- Nada é motivo para mentir! Tudo podia ser diferente se tu abrisses o coração para mim. - as minhas lágrimas escorriam em cascata. - Acabou Alice, quem mente dessa forma por uma coisa simples, vai mentir o resto todo, durante toda a vida.

Comecei a mexer-me muito na cama de um lado para o outro, dizendo sempre as palavras, "Não...não...Jasper não me deixes!", tudo ficou escuro e abri os meus olhos num susto tão grande que soltei um grito.

- Alice o que foi? - o meu marido acordou ao meu lado abraçando-me com carinho, e ai eu o abraçar de igual modo, por ver que tudo não havia passado de um pesadelo, muito mau ate por sinal. - Esta tudo bem meu amor? - pegou nas minhas maças do rosto. Abanei a cabeça que sim, tremendo. - Estas com frio? Febre? - passou a mão na minha testa. - Vou chamar um médico!

- Não! - disse num fio de voz. - Não é preciso, eu estou bem...

Ele voltou para a cama ao meu lado deitando a minha cabeça no seu colo e assim passar a sua mãos em pequenas caricias no meu cabelo. Fechei os olhos e tudo ficou escuro, contudo nada do que havia sonhado, passava disso mesmo, um sonho, que na verdade bom.. que era bem verdade que Jasper reagisse daquele modo que... Oh céus o que havia feito a minha vida, pois ele não ia perdoar nunca.

Pela manha quando o sol passou pelas frestas da janela levantei um pouco para espreguiçar, Jasper já não estava ao meu lado, muito pelo contrário estava nos pés da cama com uma bandeja de um café da manha para mim, mas que coisa romântica, não?

- Bom dia dorminhoca! - falou ele com um sorriso irresistível. Tentei alcança-lo sem derrubar o que ele havia gentilmente trazido para mim. Beijei seus lábios com ternura. - Como te sentes agora? Sei que esta madrugada foi bem atribulada para ti!

Falou ele pegando numa torrada e dando em minha boca, ao qual dei uma bela trinca. Mastiguei com gosto, e depois peguei num pouco de sumo natural de cenoura e laranja que ele muito bem sabia que era o meu sumo preferido, e tal rico em vitameninas enssenciais a um belo dia.

- Estou muito bem, acho que foi apenas um mau sonho que não sei porque haviam de ter surgido esta noite... - suspirei limpando os lábios com um pouco de papel, dos que estavam disponíveis na bandeja.

- Mas o que sonhas-te assim de tão agressivo para teres ficado daquele estado? - perguntou, pegando uma nova torrada, afastando com delicadeza uma mexa de cabelo da frente dos meus olhos.

Fiquei meio pensativa, porque não podia falar abertamente sobre qual o tema, que na verdade suscitariam duvidas acrescidas, que neste momento não queria causar. Tanto quanto sabia sobre as teorias dos sonhos, por vezes era melhor que estas não fossem contados a ninguém, na medida de os manter no anonimato, pois assim não seriam realidade de um novo dia.

Ainda sabia muito bem que numa hora, a coisa teria de acontecer, então neste caso que fosse de um modo mais brando, não? Com uma razão mais esclarecedora, achava eu.

- Não recordo bem o que foi, sabes quando tenho sonhos bons, lembro de tudo, quando são maus, tento esquecer, para não ficar com eles presos na memória. - ele assentiu. - Porque se não vou ficar o tempo todo com eles atazanarem a minha cabeça, e meu Deus.. não quero estar mais preocupada do que já estou... - disse.

- Ainda bem que falas em problemas, porque acho que devemos ir no médico... - olhei para ele com cara de caso, pegando no sumo e tomando um pequeno gole, não tirando o olhar de si. - Não olhes com essa cara para mim, sabes bem que o médico falou que tinhas de fazer exames! - lembrei daquela história, que enfim, era cá uma seca ir no médico, e mais precisamente pisar em hospitais, que tinham um cheiro horrível, estilo nada feliz, e pior mesmo era o barulho que aquelas pessoas faziam ao pedir por auxilio.

- Jasper, meu amor, eu já estou me sentido muito bem, não quero ir lá, mas se achas que é melhor, não vou protestar! - falei derrotada, porque não tinha força suficiente para que a vontade de não ir fosse imposta. - Vou vestir alguma coisa de mais confortante, aguarda um minutinho, vá dois...

Sai ate ao closet a correr, onde desarrumei gavetas e mais gavetas procurando a roupa certa para vestir e ir no médico, ne? Pois não era de qualquer maneira que uma moça decente saia. Ok, que os médicos não iam olhar para o que na verdade eu ou outra pessoa qualquer estava vestida, não? Mas segundo sabia a aparência era quase que um cartão de visita.

Encontrei lá no meio da confusão uma blusa preta, meio rendada no peito nas costas, que ia assentar muito bem com a minha calça jeanes branca. Depois de olhar no espelho e ver que a roupa combinava na perfeição, dei um escovada no cabelo, criando meros jeitos para o estilo sair do vulgar liso que sempre estava o cabelo. Feito isso, busquei no roupeiro um blaiser, e retomei o quarto.

- Que tal estou? - dei um voltinha e voltei a parar na frente do meu marido que estava com uma cara de apreciador.

- Maravilhosa! - disse por fim.

- Então vamos? - perguntei pegando a minha bolsa e seguir ate a porta.

- Amor?

Voltei-me para ele não percebendo o que mais faltava, pois se eu estava maravilhosa, que mais podia ficar para maravilhar? Jasper olhava para o chão, olhei também, foquei logo nos meus pés, e comecei a rir como uma tola, percebendo o calçado não adequado.

- Tu ficas linda tanto de chinelos, como de sapatos, mas não sei se é bem o teu ar de sair assim... tipo chinelos de quarto na rua... - corei, dei uma leve palmada no seu ombro.

- 1 minuto!

Corri ao closet uma vez mais e aproveitei para trocar o maldito calçado que havia ficado esquecido, e ainda assim passei no espelho para deixar um pouco de blush porque a minha cara estava um pouco sem cor, lápiz preto nos olhos e para finalizar um tiquinho de perfume do meu preferido "Amor & Amor".

Regressei ate ao quarto, indo directa a porta antes que o meu marido encontra-se mais algum defeito ou esquecimento e acabássemos não saindo de casa e ter que chegar atrasada nesse hospital, que em consequência disso teria de esperar horas infinitésimas por um chamamento. Bufei odiava demais tudo o que fosse fora do meu circulo de boas coisas a fazer.

Jasper gentilmente deu o seu braço para entrelaçar e assim sair ate a garagem, onde pelo caminho encontrei Kim, e sorri.

- Onde vão tão cedo? - perguntou ela com uma chávena de chá na mão.

- No médico! - respondeu ele por mim.

- Há esta bem...

Continuamos o passo, sem mais atrasos posteriores e chegando na garagem, meu marido carinhoso, abriu a porta para mim, ao qual entrei com delicadeza, colocando o meu cinto de segurança. Fechando a porta, deu a volta ao veiculo sentando no seu lugar do pendura e dar a ignição, saindo pela estrada cantando pneus.

Estava num dia de sorte por um lado, porque pelo o horário que se apresentava, o transito era mesmo muito menor ao normal nesta avenida que dava acesso ao hospital local. Os nervos começaram a crescer em força, o meu medo também, por outro lado não via nada em mim que mostra-se que evidenciaria alguma anomalia.

Chegando no estacionamento, o carro parou, retirei o meu cinto, e esperei que ele fizesse a gentileza de abrir a porta para mim enquanto no espelho retocava o meu batom. Sai dei uma ajeitada no cabelo, e de seguida dei a mão para ele, e entramos nesse edifício de um tom fora de prazo, diga-se de passagem. Eu cá se fosse a dona deste hospital de certeza que mudaria muita coisa, desde a cor, a estética que eles introduziam nesses corredores e gabinetes.

Como é evidente, ninguém mais que eu estava preocupada com essas coisas simples, que enfim, cada um pensava a sua maneira.

- Esta tudo bem Alice? - questionou ele tirando dos meus rodeios, mas que rodeios.

- Esta tudo óptimo.. como não podia estar!

Suspirei vagarosamente, enquanto dirigia-mos ao giche para dar entrada e assim bem rápido, a recepcionista avisar o doutor sob a nossa presença.

A jovem acompanhou-nos ate a onde o doutor Maurício, creio ser assim que ele se chamava, pois não recordava ao certo, pois estava tão zonza naquele dia que enfim, um erro agora não seria de estranhar.

Por entre corredores que caminhávamos, eram só pessoas a tossir, outras a chorar, e ainda haviam aquelas que cheiram deplorável mente menos bem. A porta foi encontrada, e com isso um leve bater, e de lá se ouvir uma voz meio grossa, totalmente masculina. A porta se abriu por fim, entrei com o meu marido sempre de mão dada a mim.

- Senhor e senhora Cullen! Ainda bem que vieram... sentem-se por favor.. - fez um gesto para fazer tal efeito.

Sentei a medo, claro, porque era horrível estar aqui, e nem assim percebia o quanto era perda de tempo, que era melhor calar esta minha mente.

- Bom eu vou aqui passar a prescrição de umas análises e um exame! - deitei o olho aos papeis.

- Análises?? - perguntei.

A ultima vez que havia feito a mesma coisa tinha sido a bem pouco tempo, e na verdade não suportava a ideia que houve uma pessoa qualquer a picar o meu braço só para extrair um pouco de sangue. Meu Deus só de imaginar agulhas, já dava uma volta no estômago.

- Sim senhorita, são necessárias... - revirei os olhos. - Não se preocupe aqui as nossas analistas são muito competentes e acredito que não vai sentir qualquer incomodo... - revirei para o lado, pensando "claro não é você..." - Seria perfeito que as pudesse fazer hoje mesmo, o mais tardar amanha.. - desta vez dirigia a palavra ao meu marido que desde a entrada não havia proferido uma palavra.

- Hoje?? - questionei uma vez mais, parecia uma criança a tentar fugir aos problemas, de agulhas ambulantes. - Quer dizer, eu esta manha alimentei-me, creio que vai interferir de algum modo, pelo menos sob a glicose.

- Não se preocupe senhorita, se não forem hoje, serão amanha.. sim? - sorri sem vontade.
Olhem para o Jasper pensando "Porque não dizes nada? O gato comeu a tua língua? Boa ajuda por deixares que aqui o médico fazer o que quer de mim..."

- Bom sendo assim aguardo por vocês amanha para fazer esses exames que pedi e as analises que tenho a máxima urgência em as poder ter em mãos. - fiz cara feia ao levantar e seguir ate a porta.

- Doutor... - olhei para o médico, depois para ele. - Posso falar consigo um minutinho, isto claro se não estiver atrapalhar suas consultas posteriores... - ele lançou aquele olhar de quem quer conversar em particular e logo abri a maldita porta ficando na imensa sala de espera e mal cheirosa.

Em todos os segundos não parava de pairar na minha cabeça o que tanto o meu homem tinha para falar com esse médico, que ainda ainda por cima eu como esposa não podia ouvir.. Estava indignada. Será que o meu marido sabe de alguma coisa que eu não sei? Posso estar mesmo doente?


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