Um grande empresário como eu, vivia quase a vida toda mergulhado no trabalho, curiosamente foi nesse meio que descobri por assim dizer, o amor, pois nunca na vida tinha parado para pensar nesse efeito, dado que o meu tempo girava como uma roda viva.
Tanya era a rapariga mais sensual que tinha conhecido em uma festa formal, talvez já não lembrando ao certo a data, apenas tendo a vaga ideia de serem negócios introduzidos pelo meu pai, naquela época.
Isto só para dizer que era um homem de sorte, em todos os sentidos, claro, e não podia haver ninguém que mencionasse que eu não podia ter sorte a tudo, pois tinha muita no amor e no jogo. Mas quanto ao gosto pelo jogo ela não sabia, mas também não precisava de saber, ne? Voltando a questão, isto servia para realçar o quanto um homem era apaixonado, e fazia de tudo para a deixar a sua amada feliz. E vejam só ate as compras eu ia, e quem faz isso? Só alguém como eu caidinho, ne?
Entrava numa reunião para discutir a finalização de um novo produto quando, distraidamente deixei o telemóvel com som, não contava de certa maneira receber uma chamada nesse momento. Pois é, mas ele tocou e não foi pouco, quando olhei o visor, vi que piscava o nome dela, e como era evidente não ia atender, mesmo já tendo passado um pouco de vergonha, por conta da interrupção feita pelo barulho.
Quando foi dado o fim da reunião, foi dos últimos abandonar a sala e logo desculpar-me perante o chefe que estava com uma cara má e capaz de dar uma daquelas broncas de arrepiar.
- Desculpe Doutor, eu esqueci completamente de desligar o telemóvel... - mordi o meu próprio lábio com receio de levar um raspanete daqueles que só ele sabia dar, e que no fim de contas só nos faziam pensar.
- Senhor Masen, não vale a pena repreender, pois não aprende! - engoli em seco. - Um dia destes acaba na rua. - e saiu da minha frente, não dando mais palavra alguma.
Fiquei de tal modo tão chateado com a minha tão grande falta de profissionalismo que perdi logo a vontade de devolver a ligação da minha namorada. Voltando para o meu escritório, levei com um susto daqueles que dava para ter uma queda, assim bem estatelaste de rabo.
- Desculpa meu amor! - falou Tanya sentada na minha mesa de trabalho, piscando o olho de um jeito convidativo. - Estava com saudades tuas..
- Tanya, agora não é o melhor momento... a tua chamada foi mesmo na hora errada, pois acabei de levar uma bronca do feche e qualquer dia desses acabo na rua. - disse ao pousar alguns papeis na secretária com ar serio.
Ela saltou para o chão e veio ate mim, com aquele ar sedutor nato, pegando na minha gravata e fazendo-a girar. Tentei muito mais que pensava ser capaz de resistir aos encantos da minha bela mulher, mas era difícil quando a força de resistir era vencida pelo desejo.
Beijei seus lábios, passei as mãos nos seus cabelos, mas logo parei, ela não gostou da forma de como estava a rejeitar a situação, ne? No entanto este era o meu local de trabalho e podia muito bem ir mendigar para a rua se o feche me apanha-se, depois de ja estar um tanto cheio de me avisar. E ai o que seria de mim? Um Masen desempregado, a porta da igreja? Oh céus nem era bom pensar tal coisa.
- És sempre a mesma coisa! - resmungou passando as mãos na sua blusa semi aberta. - Nunca podes fazer nada. - pegou na sua bolsa, ficando de costas para mim e de braços cruzados.
Era um homem sensível, e partia-me o coração ver a minha gatita triste, semi "rejeitada". Então fui ate ela, oferecendo um miminho, ou pelo menos a sugestão para um.
- Amorzinho... - ela suspirou não olhando para mim. Passei as minhas mãos nos seus ombros dando um semi beijo no seu pescoço, que a certa hora a faria mudar de posição. - Porque não vais para um SPA? Eu pago tudo, minha linda e depois logo a noite compenso levando a jantar. - voltou-se repentinamente para mim, os seus olhos brilhavam felizes.
Bateu palminhas como se fosse uma criança esperando o seu dinheirinho para ir comprar as guloseimas. Não tinha dinheiro para dar, mas um cartão de crédito que fazia toda diferença.
- Deixa estar que logo a noite vou estar linda e poderosa para ti, meu amor. - deu-me um beijo e saiu sorridente.
Já eu tinha de permanecer neste sitio estúpido e continuar a trabalhar mesmo perdendo grande vontade, dado que o meu dia já nada tinha para correr bem. Sai do meu gabinete e fui ate a secretária perguntando detalhes normais, incluindo a presença do feche, que tão cedo neste dia não queria voltar a cruzar.
Para grande sorte minha, ele tinha saído e não voltaria mais por conta de ter de resolver assuntos meramente pessoais. Então assim eu, sr. Masen, estava por minha conta.
Ao olhar o relógio de parede, reparei em meu horário de saída, e o que fiz foi dar uma salto ate ao carro, ir para casa tomar um duche cheiroso e colocar a melhor roupa, para depois apanhar a minha Tanya em sua casa, para poderemos jantar tal como tinha prometido.
Ja na sua companhia, depois de um jantar tranquilo, sem conversas trabalhistas e apenas amorosas, tive a liberdade de a levar ate outro sitio que não um hotel como ela podia pensar. Fomos a um bar, movimentado na noite, por ser talvez sexta-feira, e muitas das pessoas aproveitavam deste final de semana para divertir, antes de iniciar um jornada tensa, assim como a minha.
- Eu sei que não esperavas algo assim, mas pensei que talvez pudéssemos descontrair um pouco e quem sabe ficar mais animados. - sorri com um ar de graça tentando mostrar um pouco de humor, que de manha não soube ter.
- Não há problema meu amor. - ela simplesmente respondeu, dando um beijo no meu rosto e logo tomar toda a sua atenção para a porta, para abrir.
- Não.. - quase me arrependi quando ela olhou para mim, a medo de ter cometido algum erro. - Deixa-me ser eu a abrir a porta para ti. - sorri para não parecer indelicado.
Sai do meu lugar de condutor, para dar a volta ao carro e assim abrir a porta como um gentil senhor, para ajudar sua dama. Peguei na sua mão, dando um cheiro e ao soltar o meu olhar nos olhos a beijar.
A noite estava muito agradável, o ambiente activamente ao gosto moderno. Tanya estava a divertir-se muito, ate bem de mais, porque por vezes não a acompanhava muito nos seus passos de dança, por não ser assim tão bom bailarino, mas enfim, a coisa foi se superando, por assim dizer. Olhando sempre com boa atenção tudo para não perder o controle, não fosse algum homem aproximar e tomar partida de uma dama que já tinha dono.
Ok eu era um pouco ciumento e não tolerava infidelidades, e isso estava bem esclarecido no meu curriculum de um homem de sorte. Embora para muitos o ciume fosse descrito como uma falta de confiança, eu apenas gostava de realçar, como sendo uma prova de amor, porque mesmo quem ama, pode confiar, mas também ter receio.
Quem nunca sentiu ciumes da sua cara metade, ne? Toda a gente tem, nem que seja um pouco, e também a aqueles que não falam, não expressam em palavras, nem atitudes, como era o meu caso, que só dava a conhecer tal sentimento quando certas formas começavam ameaçar ruptura de paciência. Ate a data tudo tinha dado certo, o que não queria dizer que amanha ou no futuro não podia acontecer, não é verdade?
Voltando ao ambiente de festa. Peguei num copo de whisky e bebi um trago quando deixei por uma ventura de ver a minha sedutora Tanya. Estranhei, claro, tanto que esqueci para lá o copo e entrei na pista procurando por ela, as sujeitando-me aos solavancos das danças descontraídas.
Na pista ela não estava, mesmo estando abarrotar. Fui ate a secção de w.c, não fosse ela estar a ficar com alguma má disposição e recorrer desse modo. Entrei e nada vi, entravam pessoas e saiam, mas ela que me interessava não. Parei para pensar, ficando já a desesperar, porque ela nunca ter feito nada disto antes, pelo menos não que eu tomasse partido.
- O senhor esta perdido? - perguntou uma jovem de cabelo preto, mas com uma pele bem bronzeada. - Parece preocupado..
- Estou a procura da minha namorada apenas... - respondi ao olhar para os lados, ja não sabendo o que mais pensar e ficando confuso por conta do barulho.
Será que a festa estava a ser assim tão chata que ela não aguentou e simplesmente foi embora? Não, longe disso, visto que ela não seria capaz disso, ou seria?
- Pois, é complicado, há muita gente por aqui... mas porque não procura lá fora? A sempre alguém que usa aquela porta para falar a vontade ao telemóvel, ou então fumar um cigarro, dado que estamos numa espaço fechado. - apontou para a tal porta mencionada.
Não tinha especulado essa ideia, agora que ela punha em causa, era um local a procurar, só que... parei de andar, para pensar. "A Tanya não fuma" pensei uma vez mais e depois "Só se ela estiver ao telefone, mas com quem?" Oh céus muita coisa estava a passar nesta cabeça de vento.
Esqueci tudo e fui mesmo ate lá, se não ia dar em doido. Abri a porta com demasiada tranquilidade, foquei o meu olhar apenas para aquela figura que eu queria encontrar. Realmente o palpite da moça não era errado, porque ela estava aqui, e por outro lado também a conversar, algo tensa ao telemóvel. Mantive distancia, tentando ouvir, mesmo sendo uma falta de educação.
- Não te preocupes, esta tudo a correr sobre rodas, ele não desconfia de nada. - estreei os olhos não entendo bem o teor do assunto, e ainda mais de quem ela estava a falar. - Esta descansado querido, vamos conseguir levar a nossa avante... e dele darei um jeitinho sedutor para arrancar aquilo que preciso, e tu sabes que não aceito um não.. - riu-se. - Tolo, não te preocupes, eu sei o que faço. - deu um suspiro. - Aguarda uma ligação minha, porque em breve estaremos juntos novamente.
Desligou a ligação e eu tratei de me esconder, parecendo chegar ao local inesperadamente numa grande descontracção.
- Há estas aqui amor! - dei um beijo nos seus lábios, mesmo a minha vontade ser outra, que enfim, não podia dar tudo a perder. - Andei a tua procura por toda a parte. - falei ao pegar na sua mão.
- Estava a sentir-me sufocada lá dentro, e precisava de tomar um pouco de ar aqui. - mentiu, com aquela cara que de anjo deslavada.
- Mas esta tudo bem? - expressei preocupação, mesmo sabendo que tudo não passava de um truque seu.
- Agora sim, porque tu estas aqui amorzinho. Vamos embora? - abraçou-me ficando a olhar para mim com aquele azul intenso e aquele vermelho carnudo dos seus lábios desejosos.
- Vamos!
Soltei do seu abraço e sai de mão dada do bar, indo ate ao carro e procedendo de igual modo que na hora anterior. Ao chegar no hotel, dei-me ao belo prazer de ter uma noite como tantas que tínhamos, deixando-me encantar.
Pela manha quando acordei, ela ainda dormia e então aproveitei desse instante para deixar um bilhete na almofada do seu lado, dizendo a seguinte coisa: "Foi uma noite maravilhosa. Desculpa não estar aqui quando acordares, mas o trabalho chama por mim. Amo-te".
Deixei o hotel, paguei a conta e fui directamente ao banco onde iria falar com o meu gestor de conta que por sinal era meu grande amigo, o Royce. Quando entrei no seu gabinete, fez uma grande festa ao ver-me uma vez mais, só que desta vez a visita não era por acaso.
- Então Edward o que te trás nestas andanças? - sobrepôs as mãos no tampo da secretária, tirando os olhos do seu tablet e da pilha de papelada.
- Royce meu amigo! - dei um aperto de mão, e ele acenou para que eu senta-se. - Eu preciso de um favor teu. - ele levantou uma sobrancelha esperando eu explicar o que se tratava. - Bom, eu... - pensei antes de falar. - tenho uma namorada...
- Mas isso é bom, amigo! - gracejou, logo fiz uma cara má e ele silenciou.
- Só que eu ando... a... - cocei a cabeça e respirei fundo. - Pronto eu ontem ouvi uma conversa um tanto suspeita dela e pelo pouco que ouvi, creio que ela quer dar um golpe em mim. - ele abriu a boca num espanto. - Também fiz essa cara quando ouvi, essa conversa. É uma pena perder a confiança de alguém que tanto amo. - desabafei.
- Mas o que queres que eu faça Edward? - cruzou os braços procurando a melhor forma de poder ficar introduzido no problema.
Mil e uma ideias vieram a cabeça, desde situações ilícitas a outras mais graves. De parvo eu não tinha nada, e se realmente ela pensava ganhar alguma comigo, estava muito enganada, porque ia saber muito bem trocar as voltas dessa vadia.
- Preciso que cries um desfalque na minha conta! - ele ficou com que sem reacção ao meu pedido, deveras absurdo, mas necessário para realizar. - Eu sei que deves estar achar uma perfeita loucura aquilo que te peço, mas reafirmo já que é necessário. - ele começou a merecer na caneta pensativo, olhando a vários ponto desta sala.
- É muito arriscado aquilo que me pedes, e como vês não posso criar constrangimento ao bom nome do nosso banco. - repensei na minha posição, assim como na dele. - Aquilo que realmente posso fazer, é criar uma conta no estrangeiro, onde efectivamente pode ocorrer uma vasta transferência dos teus bens, se assim o achares, claro. - a sua ideia começou por agradar-me muito.
- Faz isso! - levantei-me da secretária, dei um aperto de mão e depois sai todo feliz e a espera de ver a cara de susto da minha linda ao saber que o namorado já não tinha aquele mar de dinheiro no qual ela tanto gostava de mergulhar.
Semanas depois a Tanya distanciou-se de mim, e a cada dia novo, arranjava uma nova desculpa, para o facto de não poderemos nos encontrar. É claro que tudo não passava de um pouca vontade, pelo facto de o seu tiro ter saído pela culatra. Há, mas sentia-me muito bem agora, porque apesar de sentir-me já quase um solteiro, não tinha mais problemas de voltar a ter um namoro de interesse, pois este já tinha valido muito para aprender a não cair em qualquer charme de mulher alguma.
Ainda assim estando eu estacionado na porta da sua casa, fui fazer um jogo de namorado presente e na hora da verdade poder deitar as cartas na mesa. Toquei a campainha e para grande espanto e não contando, ela ficou para morrer quando viu se tratar de mim diante dos seus olhos.
- Uau que forma simpática para receber um namorado! - gracejei levando todo o contexto para a ironia.
- Não estava a espera que apareces aqui. - disse ela num sussurro.
- Pois, eu decidi fazer uma surpresa para ti. - peguei nela nos meu colo, mas ela friamente se distanciou. - O que foi estas estranha! - ela virou a cara, e eu simplesmente a pousei no chão. - Estas assim porque já não posso oferecer presentes caros, é isso?
- Claro que não! Sabes que não ligo a bens materiais e o que importa é o teu amor. - passou as suas mãos no meu rosto, só que eu as peguei e tirei. - Edward! - reclamou.
- Como consegues ser tão falsa? É que juro que não consigo entender mesmo, por mais voltas que de ao meu cérebro. - abriu a boca escandalizada, preparando-se de certo para defender o seu bom nome e coisas mais, mas eu cortei seu texto pensando, mas não falado. - E antes que digas alguma coisa, fica sabendo que eu descobri que andavas a enganar-me..
- Edward...
- Eu não quero ouvir mais nada! A nossa relação acabou, porque não é possível viver numa vida assim, em que só eu amo... eu não merecia esta facada. Esperava tanta coisa Tanya, mas nunca isto de ti!
- Mas isto o que?
- Não te faças de burra, porque deixa-me que te diga que de burra nada tens... - brinquei com as palavras fazendo mesmo troça da sua cara. - Procura dar o teu charme a conhecer a outro parvo, porque a este ja não serve.
Sai de sua casa, batendo porta. Ao entrar no carro senti um tão grande alivio por finalmente ter colocando um ponto a esta relação, isto não era nada digno dessa definição, porem acabei aquilo que nunca em hipótese alguma devia ter iniciado, mas enfim o amor é tão cego que por mais avisos, nunca conseguimos ver o que na verdade a vida é, neste caso a nossa cara metade. Isto só para verem que nem todas as relações são um conto de fadas como aparentam, e nem sempre se pode cair de cabeça nesse efeito.

Gente... tadinho do Edward! Tanya é mesmo uma vaquinha, não?
ResponderEliminarOk que ele está sempre ocupado, mas fazia de tudo para agradá-la. Aliás, quase perdeu o emprego por conta de uma ligação é má hora...
E tudo isso pra que? Pra descobrir que a safada só estava de olho nas coisas que podia conseguir com esse namoro. Que feio, hein? Foi só o Ed "ficar pobre" pro amor que ela dizia sentir murchar rapidinho.
Aliás, a atitude dela me lembrou a Rosalie da #Amor, que largou o Royce quando soube que a família dele tinha perdido tudo. Ela e Tanya devem ter estudado na mesma escola para garotas más! hehehehe
Isso sem falar que na mesma #Amor, a loira também tentou dar a volta no Edward! Oooo dó! Ele que se achava tão sortudo, acabou se percebendo como um grande azarado com Tanya como sua namorada. Mas por lá ele deu o troco bonito, armando pra cima da moça! muahahahaha .
xoxo
Olá Caroline :)
EliminarSim essa Tanya é que meio interesseira, pois tudo o que realmente importava para ela eram os chamados bens materiais, que enfim, o que podem valer eles, se nao existir o amor, nao?
Sim digamos que o pobre coitado fazia de tudo, sim.. so que nao merecia essa paga tao dolorosa da mulher que amava.
E em relação ao troco, foi bem dado, pois se ja desconfiava com aquela ligação, assim tirou certezas.. pois essa garota nada vale.
Oh céus concordo com voce, elas devem ter andado na escola sem etiqueta, quando a cara metade é pobre. eheheh Digamos que assim ela tentou tudo, menos ser educada, e quem acabou com o seu plano e vida de luxo, foi o namorado que achava um ceguinho de amor.
Verdade lembro de ler isso em uma one shot, eheheh essa Tanya nao teve muita sorte nao, pois o Edward é sempre mais esperto, mesmo sem a mente em função de leitura. eheh
Beijinhos