Em Ashland os casamentos eram vistos como um ponto de sacramento sério e necessário aos muitos pais que acreditavam estar entregar suas filhas ao bom caminho da felicidade jovial. Contudo, não gostava do rapaz com qual os pais tencionavam casar-me, por apenas o ver como sendo um amigo e nada mais do que isso, apesar de saber que ele sentia um pouco de amor por minha doce pessoa.
Em muitas das vezes tentei adverti-lo de que não ia ser feliz casando com alguém que não correspondesse ao seus sentimentos, no entanto ele estava disposto a ainda assim experimentar, dizendo sempre que me faria mudar de ideias.
Ok, tudo parecia uma loucura, eu concordava, tanto que a vontade foi feita e eu apesar de terem passados uns 2 anos, estava casada e amor, esse nunca tinha surgido, embora a nossa relação fosse tranquila, pois ele respeitava-me assim como eu a ele.
Muitas das vezes, eu ficava a saber que o meu marido, na verdade o Charles, dado que não gostava muito de utilizar esse termo para o definir, ele tinha as suas amantes, que lá no fundo ate respeitava, e assim fazia o meu papel de esposa ignorante, quando não a era.
Uns meses depois a história de um casamento sem sobressaltos mudou, e mudou de tal modo que o Charles meigo e simpático tinham dado lugar a um completamente ao oposto. Eu sofria muito, pois estava com medo e não sabia o que ele podia fazer de mim.
Já não me respeitava como antes, agora ate me batia, tanto, mas tanto mesmo que todas aquelas vezes em que acordava para olhar no espelho me via completamente roxa e com vergonha de poder sair na rua, mostrar o que na verdade era a minha vida dentro de casa, quer dizer, dentro destas malditas quatro paredes, que apenas revestiam o inferno do meu casamento.
A violência que inicialmente era apenas em vezes separadas, tornou-se constante e perdida no tempo, o sofrimento era maior, mas ainda assim o silencio era o suficiente para o manter no anonimato.
Muitas das vezes, perguntava a mim mesma o porque da minha permanência nesta casa, quando já não havia nada a ser recuperado, no entanto as respostas não eram encontradas e apenas assim fui afundando mais na minha grande solidão.
- Estas a ver? Se fosses uma esposa em condições não precisarias de andar esmurrada! - falou ele ao beber um copo de vinho na cozinha.
Não dei resposta e ele assim ficava mais irritado, porque sabia que eu na verdade apenas o ignorava. O que podia uma pessoa como eu fazer? Não aguentava mais, estava farta de sofrer, de receber ordens e ainda ser maltratada.
Alias numa manha em que ele havia saído para trabalhar, encontrei uma amiga a porta quase da minha casa, e fui abordada.
- Esme! Minha amiga, meu Deus a quanto tempo não te vejo.. - comentou ela num desabafo, o que era praticamente natural, dado que evitava sair a rua, para assim ficar exposta, visto que sentia vergonha.
- Ando ocupada com as tarefas de casa... O Charles é muito exigente... - respondi, só que ela parou de caminhar ao meu lado e fixou o seu olhar no meu rosto. Eu tentei esconder, afastando dela, só que conhecia bem demais a minha amiga para perceber que não estava a levar a serio o meu esclarecimento barato.
- O Charles bate-te??? - perguntou e eu virei a cara para encarar o chão. Não tinha coragem de admitir o monstro que tinha em casa, e depois o facto de estar a falar estas coisas na rua, podiam muito bem ter um rumo certo ate seus ouvidos e ai, acabar descontando toda a sua raiva uma vez mais em mim.
- Olha Serenella, isto foi só um acidente que sofri um dia destes quando estava a encerar o chão das escadas.. sabes tão bem quanto eu, que sou quase compulsiva com as limpezas bem, se as coisas não ficam a brilhar também não fico satisfeita, não é? - sorri para não parecer mal. - Eu sofri uma queda a dias.. para responder ao teu tom acusatório, e para veres o Charles nem estava a em casa para me ajudar, mas não fiques preocupada que já estou bem. - passei a mão no rosto massajando.
- Meu Deus! Tens de ter mais cuidado por onde andas e... tens a certeza que é só isso? Não queres contar nada? - passei as mãos no cabelo transparecendo tranquilidade e comecei a brincar com os botões da minha blusa. - Tudo bem eu acredito em ti, se dizes que não é o que penso. - suspirei de alivio.
Nesse pequeno instante depois de mais umas trocas de palavras voltei para o meu refugio, pegando num livro e sentando no sofá a ler, pois pela hora que era não devia estar a faltar muito para o meu suposto marido chegar.
Rezei umas quantas vezes para ele não vir ai com aquelas loucuras e começar com a sua pancadaria habitual, o que era quase impossível nos dias de hoje, dado que o stress era o elemento principal dos homens, pelo menos desde que a crime se instalou, aqui em Ashland.
A verdade é que ele chegou de tal modo tão irritado que simplesmente levantei de onde estava recolhendo-me ate a cozinha, para preparar algo que ele pudesse comer antes que ficasse mais irritado, do que já estava.
- O que estas a preparar para comer? - perguntou ao sentar no banco e pegar a garrafa e bebe-la mesmo do gargalo.
Respirei fundo antes de responder, medindo todas as palavras certas a dizer, só que ainda assim tinha medo de as proferir.
- Então vai haver comer ou não? - perguntou uma vez mais.
- Sim.. - sussurrei quando ouvi passado atrás de mim, e logo um leve arrepio ao sentir o toque de sua pele na minha. - Estou a preparar um pato para o jantar. - tremia com medo. - Queres que faça um arroz de pato?? - as ultimas palavras suaram a quase mais uma pergunta mais para mim do que para ele.
- Pode ser.. - afastou-se ligeiramente de mim, o que deu para eu respirar nesse momento, mas logo voltou ate mim, apertando a minha cintura. Fechei os olhos a medo. - Mas agora também queria ter a tua companhia... Dizem que não se deve comer a sobremesa antes do conduto, mas como sou diferente dos outros vou come-la agora.
Não ofereci resistência, ele levou-me para o quarto, fez tudo o que queria de mim, ate bater, novamente bateu. Eu sentia-me o ser mais fraco do mundo, por não conseguir travar este inferno. A única coisa que conseguia fazer no meio de tudo era chorar, e apenas chorar, nada mais parecia ter coerência.
Semanas depois, quando num domingo a tarde, sozinha em casa como sempre a minha amiga apareceu. E uma vez mais ela reparou no meu estado, só que agora a desculpa já não tinha como colar.
- Esme, querida! - ela viu ate ao meu peitoril da janela. - Meu Deus a tua cara esta cada vez pior... - levou as mãos a boca num puro horror.
- Voltei a cair! - tentei desculpar uma vez mais o meu estado.
- Não, Esme... Desculpa mas já é demais. - olhou nos meus olhos e eu baixei a cabeça. - Ele bate-te é isso, não é? - pegou nas minhas mãos para confortar-me. - Querida, olha para mim.. - levantei os olhos pensando duas vezes antes de o fazer. - Não és a primeira a ser espancada por um marido! - explicou ela. - No teu caso existem muitas mulheres, não deves ter vergonha por isso. - suspirei muito triste ao mesmo tempo rezando para que a minha amiga não fizesse nada.
- Serenella não é nada do que estas a pensar, o Charles trata-me muito bem... - tentei a todo o custo passar a imagem de bom marido que ele não era efectivamente, mas que se demonstra-se o contrário estava sujeita a levar com consequências devastadoras mais tarde. - Alem disso ele é incapaz de bater alguém.
- Admiro-te muito Esme, juro que admiro, porque ficares quieta a deixar ele bater-te e ainda assim o defenderes como se nada fosse. - olhei o céu procurando forças, aquelas que já não tinha e dificilmente as encontrava. - Mas aquilo que estas a fazer todas as mulheres fazem, por isso esse discurso já é velho. - cruzou os braços. - Sou tua amiga e só quero ajudar-te.
Estava a ficar muito difícil mentir a uma pessoa que entendia mais do que possível a minha vida e que ainda assim não deixava que eu sofresse.
- Obrigada, juro que não preciso de nada.
- Esme pára... não o defendas, achas mesmo que as pessoas vão acreditar que as tuas manchas são puras de queda? E a tua ausência dos nosso convívios? As tuas vontades e leccionar na escola? Tudo isso mudou desde que... - silenciou, olhando as mãos e depois os meus pequenos vasos e assim por fim os meus olhos. - tu eras tão feliz, onde esta tua alegria que não vejo a muito? Onde esta a doce Esme que não tem medo? - deslizou as mãos ate a cintura, colocando uma em cada lado da saia. - A serio, se precisares eu vou contigo na policia e denuncias os maus tratos. Não serás a primeira, nem serás a ultima.
Respirei fundo, pensando na possibilidade de ter aqui o meu primeiro ponto de fuga, que por outro lado era muito apetecível, não podia ignorar as palavras de Serenella que em tudo eram verdade. Eu não seria a primeira nem a ultima. É isso mesmo o Charles tinha de pagar por seu crime, e tinha de ser agora se não algum dia ele acabaria com a minha vida.
- Tudo bem... amanha vamos a policia. - dei as mãos a ela e depois um abraço.
A noite foi tranquila, quando senti a chegada do seu carro já eu estava na cama a dormir, ou pelo menos a fingir que dormia. Ele entrou e o barulho foi pouco o que fez, eu só conseguia pedir a Deus para que ele apenas deita-se e dormi-se, deixando assim o meu coração pequeno descansado.
As horas passaram, o ressonar dele era completamente incomodativo, contudo nao havia nada que eu pudesse fazer, a não ser, que coloca-se a almofada na minha cabeça.
O sol radiante da manha denunciou a chegada de um novo dia e com isso a minha obrigação em fazer o que era certo. Levantei-me, vesti e fui para a cozinha preparar o pequeno-almoço dele para que assim pudesse chegar e sentar. Preparei tudo ao pormenor, só que aquele sentimento de culpa não parava de apertar o meu coração, mesmo que não estivesse a cometer crime algum. "Ele mata-me se descobrir" pensei eu com os meus botões. Ele surgiu na cozinha todo sorridente, chegando a mim para dar um beijo e voltando para a mesa olhando.
- Bom dia minha doce! - engoli em seco servindo o seu café.
- Bom dia! - saudei de um modo frio, voltando costas e lavando a loiça que havia na pia.
Quando terminei de realizar a minha tarefa, voltei a olhar para a mesa, mas ele já não permanecia lá como antes, então nesse momento, larguei o avental e fui a sala, verificando se ele realmente já não estava dentro de casa, fui ate a janela para ver se o seu carro lá estava, mas não, efectivamente ele tinha ido embora.
Fui para o meu quarto, troquei de roupa e ao voltar a sala, fui ate a minha santinha pedindo por Deus para que tudo corresse bem, ou a minha vida teria um fim bem trágico.
Tomada de coragem coloquei um pé na rua, olhando desconfiada para todos os lados e vendo que realmente não havia perigo em ser descoberta por ele. Serenella havia comprido com o combinado, aparecendo para me dar o seu apoio. Juntas seguimos para a esquadra da policia, onde sentei enquanto ele se dirigia ao balcão.
Nesse momento de espera um senhor de cabelo loiro olhou para mim, e eu com vergonha desviei o olhar, porque devia estar um aspecto horrível. Ainda assim ele veio ate mim, sentando ao meu lado.
- Bom dia a senhorita esta bem? - parecia bem atencioso comigo, contudo mantive quieta sem ditar uma palavra. - Sofreu mal tratos do seu marido? Desculpe a indiscrição. - disse o senhor. - Quer que eu vá buscar um café? Uma agua? - acenei apenas que "sim" com a cabeça, em minutos ele voltou com um café na mão.
- Obrigada. - agradeci quase sem jeito ao receber o café e assim beber um gole simpático.
A Serenella voltou e sussurrou ao meu ouvido que ja ia ser ouvida, e claro também a reformular perguntas, as quais não queria responder, ate porque não me sentia em condições de o fazer.
- Bom quando se sentir pronta podemos entrar! - olhei para ele incrédula. - Desculpe, mas não tive oportunidade de fazer a minha apresentação. O meu nome é Carlisle e sou inspector deste departamento.
Nesse pequeno momento senti um pouco melhor, então estava perante alguém estava a ser tão simpático comigo e de algum modo ate podia abrir o meu coração e falar abertamente sobre o meu sofrimento. Fui encaminhada ate a um sala mais resguardada, onde apenas ficaria eu e ele, que já de si era o suficiente.
Sentei na cadeira que ele simpático havia indicado para eu sentar e ficou de fronte para mim com um gravador para de algum modo ia gravar a nossa conversa.
Respirei fundo não sei quantas vezes, olhei as paredes e ate o chão acabando sempre zaguando o olhar na figura diante dos meus olhos que de algum modo ia ajudar a mudar os meus dias de sofrimento constante.
- Então como tudo começou? - sobrepôs os braços em cima da mesa esperando que eu ficasse com as devidas condições para relatar.
- Foi há alguns meses, ele começou a ficar estranho, não sei dizer ao certo quais as razões naturais para essa mudança repentina, mas acredito que não tenha sido sua intenção magoar. - frisei em parte a sua inocência, mesmo não sendo nenhuma.
- Estou a ver que apesar de tudo ainda o defende.. é um acto de coragem sabia? Esse de levar e calar e só agora tomar coragem para o denunciar. - esticou o braço ate a minha mão para a pegar. - Esme, você pode mudar a sua vida, basta você querer...
- Como o posso fazer? Não é tão simples assim virar costas a uma vida! - disse baixando os olhos, no entanto sentido a força que ele transmitia para mim.
- Não digo que seja algo simples, mas acredito que você com força e coragem como agora pode mudar o rumo dos seus dias, porque você merece uma segunda oportunidade... toda a gente merece, ate mesmo aqueles que são maus e sem escrúpulos. - levantou do seu lugar vindo ate mim, para docemente deixar a sua mão no meu ombro. - Esme você é linda, jovem, com um futuro pela frente, e com toda a certeza ainda vai ter muitos motivos para sorrir e do qual se orgulhar.
Sorri com esse incentivo franco deste tão bom homem que estava a perder do seu tempo dando animo a um mulher quase perdida na magoa de seu maldito casamento, porque era assim que me sentia, perdida, sofrida.
No fim da conversa ele fez uma proposta ao qual tive medo de aceitar por conta dos riscos que eram bastante elevados, pois eu teria de permanecer na farsa do meu maldito casamento com aquele asqueroso homem ao qual deitava na minha cama todas as noites. Como era apenas para o meu bem, e por outro lado uma tentativa de o apanhar no flagrante aceitei, sem olhar para trás e vendo já uma luz na minha vida.
- Tudo bem eu aceito, eu arrisco, só para garantir meu tão grande fim de sofrimento. - ele abraçou-me não esperando tal coisa e assim correspondi, não sabia se era devido ao facto de estar carente e a precisar de carinho, mas que aquele homem generoso estava a fazer-me bem, lá isso estava.
Fui acompanhada ate a porta onde encontrei Serenella quase impaciente por noticias, ao qual só respondia com aceno de cabeça as suas perguntas integras. Fui para casa e já a porta me perguntei se o que estava a fazer era certo, mas não podia voltar atrás, pois já tinha entrado nesta aventura, agora tinha de ir ate ao fim.
Os dias foram passando, os meus encontro com o tal inspector, quer dizer com o Carlisle foram constantes, ate já tínhamos momentos em que tomávamos café juntos, conversando abertamente e travando uma amizade cada vez mais forte.
A verdade é que ele estava a ser um cavalheiro comigo, e já nem me importava com o que Charles podia pensar de mim, porque ja tinha alguém que estava a ajudar-me e ainda mais aceitava a minha condição.
Em uma noite, a bomba estoirou quando Charles chegou completamente embriagado em casa e começou batendo em mim como se eu fosse algum objecto seu, a minha sorte foi ter comigo o telefone e quando ele não estava propriamente atento, eu primi no botão de emergência e então a policia entrou dentro de casa, resgatando a minha vida.
Os gritos do meu marido eram muito agressivos, só sabia me acusar de traidora e de vagabunda. Fechei os olhos chorando não só pela dor física, contudo também pela dor psicológica, que por vezes doía mais que todas as outras.
- Vagabunda! Como foste capaz de trair o teu marido?? - debatia-se ele quando estava a ser levado pelas autoridades para o exterior e assim seguir ate a esquadra para prestar declarações e permanecer detido.
Carlisle ao ver que estava a chorar veio ate mim, dando o seu consolo de amigo e ajudar a levantar-me, para assim examinar o meu estado, pedindo para que eu fosse com ele num hospital.
Em seu carro seguimos ate lá, apesar dele soltar o olhar muita vez em mim, e passar a sua mão livre nas minhas passando tranquilidade. Ao parar o carro e antes que eu pudesse sair, falou.
- Esme, estas mesmo bem? - olhou nos meus olhos ficando eu quase sem saber se devia ou não respirar. - Eu não devia ter deixado que ficasses mais tempo sujeita aquele homem, ele só te tratou como lixo. - piscava simplesmente os olhos atenta. - Tu mereces muito melhor coisa na tua vida, e acredito que desta vez essa coisa esta mesmo acontecer.
E antes que pudesse perguntar ou sequer responder a qualquer coisa já estava com os seus lábios unidos ao meus num beijo profundo e apaixonado. Quando dei por mim uma vez mais estava ele a olhar em meus olhos, sendo que eu preferi manter os olhos fechados, só que ainda assim não sentia arrependimento algum.
- Esta tudo bem mesmo? - voltou a questionar. - Oh desculpa eu não devia ter aproveitado do teu estado frágil.. - cortei as suas palavras colocando o meu dedo indicado nos seus lábios.
- Eu estou bem, e ate posso dizer que ironicamente feliz. - sorri francamente. - Não tens de te desculpar por nada, porque aquilo que aconteceu foi espontâneo e acredita não me arrependo de nada. - e assim beijei eu no grande incentivo.
Depois de ser observada no hospital e de o deixar, Carlisle levou-me na minha casa e uma vez como tantas voltou a proferir sua preocupação pelo estado que me encantava, pois ele estava a ser o homem mais impecável.
E assim estava a encontrar no fundo do meu coração uma chama pelo qual pensava nunca vir acender, que agora estava a começar dar o seu rastilho. "Ai era isso possível depois de tanto sofrimento?" pensei comigo uma vez mais quando ele entrou na minha sala de mão dada comigo.
Um ano depois estava o assunto Charles completamente arrumado, dado que ele já estava a cumprir pena e tão cedo não queria ouvir falar de si, já eu estava viver um amor em pleno ao lado do maior de todos os homens que sim, só tinha orgulho. Pensando bem a minha vida só agora fazia sentido pois antes nada era assim tão belo como esta segunda oportunidade que a vida me proporcionou, e que graças a Serenella e a minha coragem coloquei um travão nas maldades de alguém que já estava na hora de pagar.
Agora não queria sentir mais medo, queria voltar a viver aquela vida que só a mim pertencia e nunca devia ter sido roubada. A Leccionar estava eu no liceu de Ashland e ainda mais a ser a imagem de coragem de dizer Stop a violência, e parecendo que não já tinha ajudado muitas mulheres com a minha história, era maravilhoso ver sorrisos ao invés de manchas roxas.
- Amor não estas atrasada para ir para o Liceu? - perguntou Carlisle ao ver que ainda estava de volta do meu livro na sala.
- Ai esqueci a hora.. sabes ando muito ocupada nas ultimas horas atender aos pedidos das senhoras que ate esqueço da minha vida. - sorri ao levantar e pegar na minha bolsa.
- Espera! - chamou, batendo o pé no chão, apontando no rosto a perguntar o que faltava.
- Há o beijo! - corri ate ele e dei um beijo daqueles de respirar segundos depois.
Pronto agora parecia uma bonequinha feliz e para lá, mas lá no fundo estava a velha Esme que junto com Charles estava presa naquele mundo que graças a Deus soube soltar e ao qual não arrependia nunca.

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