Tinha uma vida de meter inveja a qualquer mulher neste universo, um emprego de luxo, uma casa grandiosa, uma família extremamente adorável, ja para nao falar num marido de uma perfeição incalculável. É claro que, para que tudo estivesse repleto, eu tinha de conter aqueles meus bens essenciais, alias bens esses que nenhuma mulher despreza, em momento algum, nao é verdade? Pois bem, o problema de um casamento repleto de amor e tudo mais, estava muito a quem do que qualquer inocente cabeça imaginava.
O problema nao era o dinheiro ou a confiança, era muito mais do que isso, o ciume. Aquele que por vezes destrói as relações e em consequência disso, faz sofrimento de uma mulher, mae...
É claro vocês devem estar para ai a perguntar que tipo de ciume, me estou a referir, afinal, nada parece encaixar no perfil do marido, perfeito, ne? Pois eu passo a explicar. Royce King, nao era bem aquilo que imaginava inicialmente, é claro que ao inicio, todas as relações sao baseadas nas primeiras impressões e como o velho ditado fala, o amor é cego. Com o passar dos anos, fui dando conta de algumas mudanças, e bem estranhas ate por sinal, é claro que nao era parva nenhuma e como tal sabia perfeitamente de alguns dos casos do meu marido, embora por amor aos filhos, fechasse muito os olhos, deixando assim passar tudo em branco, ao virar a página.
Pois caso eles nao existissem, oh meu amigo, o casamento ja teria terminado a muito tempo mesmo, porque nenhuma mulher gostaria de estar sujeita a humilhação. Eu falava deste modo, porque sabia que a senhora King, tinha sido sujeita a múltiplas traições de seu marido, alias a própria havia-me alertado de quanto a Royce seguir as pisadas do pai, porem esta parva aqui, preferiu ignorar todos os avisos inocentes.
Só que agora ao olhar para o passado e lembrar de todas as suas palavras, sentia que realmente devia ter dado mais ouvidos as suas palavras de alguem vivo e que realmente a esta hora seria mais feliz e talvez amada. Que Burra que eu fui de desperdiçar um grande amor da minha vida, por uma atracção de turismo que deixou nesta vida deplorável.
Era ridículo manter o sorriso de familia feliz em frente das objectivas das cameras, só porque Royce King como futuro candidato a presidente, tinha de manter o respeito, e como tal mostrar a família perfeita, um bom marido e pai.
Ok, ele era bom pai, tinha uma educação rígida com nossos filhos, havia disciplina dentro de casa, algum carinho, mesmo parcial. E como tal, mesmo nao conhecendo bem as acções dele em suas horas vagas, eles amavam o pai que tinham, e ele tambem amava os nossos filhos. Mesmo eu conhecendo certas e determinadas atitudes suas nao merecedoras de amor algum.
Estava parada no estacionamento da escola das minhas filhas, embora a hora ainda fosse adiantada para estar a espera, gostava de poder estar atenta a saida delas, triunfante de mais um dia de aulas, bem sucedido. Ricky e Christianne eram duas belas caixas de surpresa. Cada dia mais eu ficava mais apaixonada por elas, porque eram sem duvida alguma, a melhor coisa que uma mae podia ter. Infelizmente Deus havia sido tolerante aqui comigo, por ter dado estas duas pedras preciosas a minha vida.
Sai do carro quando as vi a correr pela rampa ate ao portão e assim chegarem a mim para receber um abraço de mae saudosa.
- Mama!!! - gritaram juntas agarrando em mim com tanto amor.
Ricky tinha cerca de 7 anos era a mais nova e tambem a mais regilas, quanto a Christianne era pouco mais velha, tinha 9 anos. Sendo que eu e Royce estávamos casados a pelo menos 10 anos. Verdade 10 anos, como eu conseguia, ne? Pois, mas é facil, a resposta esta nas carinhas inocentes de nossas filhas.
- Como foi o dia das minhas princesas, hum? - perguntei olhando uma, e depois a outra, estando abaixada ao nivel dos olhinhos delas.
- A Ricky portou-se mal! - queixou-se Christianne, olhei logo para ela fazendo cara de má. - Mas eu portei-me como um anjo! - olhei para a minha outra filha, passando o meu dedo no seu nariz.
- Mentirosa! - gritou Ricky com a irmã.
- Pronto! - falei, colocando uma em cada lado de meus ombros. - E que tal irmos comer um gelado? - perguntei fazendo olhinhos para as duas, que logo saíram da minha asa para começarem a ser mais amigas uma com a outra, só para agradar aqui esta mae.
- Sim! - sorriu a minha filha mais nova. - Eu quero gelado de baunilha, com chocolate, morango... - levei a mao a cabeça imaginando a total mistura.
- Eu cá prefiro um gelado de caramelo! - sugeriu a minha outra filha.
- Entao vamos lá comer os gelados que as minhas princesas querem...
Ajudei elas a entrarem no carro, onde estando tudo terminado eu apenas me dirigi ao meu lugar de condutora, dando uma ultima olhada para os bancos de tras e confirmar a segurança posterior e assim sair largando cantico de pneus estrada fora.
Ao chegar na gelataria, deixei que elas próprias escolhessem seus gelados, simplesmente ficando eu com o papel restrito de pagar a conta e de as acompanhar ate ao banquinho, onde tagarelaram mais e mais detalhes de um dia na escola. É claro que a todo o momento Ricky dava a conhecer coisas ocultas a mim da irmã que a deixava muito irritada, e em consequência disso lutas de palavras constantes.
Claro que tentar parar estas duas era quase um caso perdido, entao quando por ventura chegamos em casa, a guerra ainda foi maior. Sorte é que generosamente ainda tinha Guadalupe, a minha antiga governanta, para cuidar das meninas que eram autenticas pestes, segundo os psicólogos, que por sinal eram meus colegas, que tentavam a todo o custo, entender certos e determinados comportamentos. Pois vivendo nesta casa, elas nao tinham motivos para se sentirem tao frustradas, afinal elas tinham tudo, uma mae, um pai...
Esta bem, Royce andava um pouco ausente nos últimos dias, e talvez nao fosse a única a sentir essa ausência repentina. Porem mesmo sendo assim, ele nao deixava de cumprir com suas obrigações de pai. No entanto as obrigações de marido, ja nao eram as mesmas. Qualquer mulher no meu lugar sentia o cheiro da traição a distancia, mas a todo o tempo tentava tapar os olhos e confiar mais nele, nas suas desculpas descabidas de muito trabalho. Contudo estava a chegar ao meu limite, e estava disposta a tirar a limpo todo este meu pressentimento ruim.
Quando ja estava a entardecer e as meninas estavam aparentemente entretidas e como a Guadalupe, atenciosamente se havia oferecido para cuidar delas, aproveitei para sondar o meu marido em seu local de trabalho.
Sai de casa muito tranquila, estava perfeitamente consciente do que os meus olhos e o meu coração podiam sentir, caso este meu ciume, confirma-se. Parei o carro, junto do parlamento, para qual ele trabalhava, no cargo de vice-presidente. E de um modo solene caminhei para o edifício, onde atenciosamente Heidi, a sua secretária, me atendeu.
- Senhorita King, em que posso ajuda-la? - perguntou atenciosa para comigo.
- Heidi, o Royce esta? - perguntei, nao sendo muito bem respondia, dado que nunca se respondia com outra pergunta, porem deixava que estes pensamentos fosse mais bem intencionados a ensinar minhas filhas.
- Lamento, senhor King saiu alguns minutos para uma reunião num hotel, cujo o nome preciso de aqui verificar... - analisou no computador a informação que faltava. - Só um momento! - pediu e eu assenti com um sorriso. - Aqui esta. - falou, escrevendo a morada, mesmo eu nao a tendo pedido, porem que ia pedir, sendo que assim teria menos trabalho. O que fazia de Heidi uma profissional muito eficiente.
- Obrigada Heidi! - agradeci voltando para a rua.
Ao estar sentada no banco do carro, dei uma olhada na morada descrita no papel, e logo lembrei que o sitio em si, nao era totalmente desconhecido para mim, dado que em outra ocasião, havíamos passado um fim-de-semana romântico ai. Levantei os olhos para o espelho retrovisor.
- Royce, Royce o que andas a tramar! - falei ajeitando os meus cabelos e colocando uns óculos de sol. - Desta vez quero ver que desculpa ele vai arranjar. - disse, dando a ignição, saindo assim do local.
Chego no tal hotel, estaciono o carro, procurando ja por si do dele, para realmente confirmar que Heidi havia mencionado, e realmente a sua indicação estava efectivamente correcta, tanto que o carro estava lá. Dirigi-me para o hotel como uma mera turista, de óculos de sol na cabeça, informal, por assim dizer. Encaminhei ate a repecção, onde o o recepcionista gentilmente deu a informação pretendida.
Royce, segundo a informação dada pelo recepcionista do hotel estaria a jantar, no restaurante Luxy's Bar. Fui ate lá e entrei como mera cliente, mesmo estando a distancia, vi-o sentando em uma mesa, de cardápio na mao. Estava sozinho, pelo ar, esperava alguem, cujo esperava sinceramente ficar a saber neste momento. Gentilmente um garçom veio ate mim.
- A senhora vai desejar algo? - mostrei um sorriso encantador e logo encontrei uma ideia de resposta.
- Por favor traga um sumo de laranja natural e... - pensei. - E para comer, pode ser algo leve, um Filé Mignon. - ele assentiu com a cabeça afastando da minha mesa.
Quando voltei a olhar para a mesa onde por sinal estava o meu marido, ele ja nao estava sozinho, tinha uma companhia. Ao inicio fiquei a estranhar, por nao encontrar da forma esperada uma mulher, sendo que neste caso, ele nao estava a enganar ninguem, porem isso nao chegava para descartar as minhas duvidas.
No fim do jantar, e de pagar a conta, ainda tentei procurar formas de continuar a vigiar ele, no entanto sumiu do nada, nao sabendo eu como, era como se ele por alguma ventura, ele tivesse apercebido da minha tao grande espiadela.
Voltei para casa, ja era tarde e as meninas ja dormiam em suas camas e na maior paz e tranquilidade que precisavam. Fui para o meu quarto, depois de dar um aconchego as pequenas e o famoso beijo de boa noite. Uma meia hora depois do meu duche, ouço a chegada dele. Vou para a cama como se nada fosse, quando ja estando a fechar os olhos e a desligar a luz do nosso quarto, Royce surge berrando.
- Royce o que se passa? - perguntou levantando da cama e acendendo a luz no momento minuto.
- O que se passa? Isso pergunto eu, nao é Rosalie? - fiz uma cara de incrédula nao estando a entender o ponto da situação. - Que direito tens tu, como minha mulher e ir no parlamento e pedir informações e com isso chegares a espirar-me? - tentei explicar, mas ele nao estava a deixar, tanto que a sua mao firme a pegar no meu pulso ja estava a magoar.
- Royce estas a magoar-me! - tentei soltar-me dele, que começou a empurrar para cima da cama, como um louco. - Para com isso, por favor! - pedi, supliquei para que nao me magoa-se.
- Fala Rosalie! - gritou ao meu ouvido, fazendo as minhas lágrimas rolarem. - E nao chores! Ouvis-te! - gritou mais ainda.
- Olha as meninas que vao ouvir! - falei.
- Desculpas, sempre desculpas! - resmungou, soltando o meu pulso que estava a latejar de dor. - Estou a espera Rosalie! - cruzou os braços.
Olhei para o tecto, depois para o chão, e por fim para ele. Estava com medo, ele nunca tinha sido tao violento comigo, como estava a ser agora. Nao entendia o que tinha mudado tanto nele, como ele simplesmente estava irreconhecível, um animal, capaz de maltratar a própria esposa, aquela que um dia jurou perante a igreija amar e respeitar.
- Royce, eu realmente fui perguntar por ti ao parlamento, porque queria saber se estarias comigo a noite, para jantar com as nossas filhas! - introduzi um discurso que pensei que pudesse pegar.
- Nao podias ter telefonado simplesmente? - questionou meio agressivo.
- Eu pensei em fazer isso, mas tive receio que estivesses em uma reunião... Desculpa. - suei arrependimento.
- Esta bem... Vou tomar um duche e pois vou para a cama.
Ele saiu, e eu fiquei simplesmente sozinha a pensar no que havia feito, e nas suas duras palavras, que em tudo estavam a provocar em mim a continuidade de minhas duvidas.
(...)
Semanas depois da discussao em casa, Royce andava mais distante ainda, ja nao tratava de mim, daquela forma que qualquer mulher presava, as minhas duvidas estavam a crescer acentuadamente, e continuamente procurava a verdade, recorrendo aos mesmos mecanismos. E como tal em muitas das minhas oportunidades, houve desencontro daquela realidade que a minha mente insistia em determinar. No entanto hoje estava com um feeling de que ia encontrar a justificação perfeita para esclarecer este meu cérebro duvidoso.
Como ainda era cedo para apanhar as minhas filhas na escola e como ele ainda estava em reuniões, segundo a sua informação esta manha ao pequeno almoço, aproveitei para ir no shopping, fazer umas compras, e como a tanto que nao fazia, seria óptimo, para abstrair dos problemas que vida havia iniciado.
Estando a correr de loja em loja, ja com algumas sacolas, quando paro para beber um sumo no bar do andar da restauração, quando por ventura, nunca contando dou de caras com quem? Sabem? Pois é, o meu marido, e nao estava sozinho, nem com nenhum cliente, mas com uma mulher loira, bonita ate, sentando numa mesa aos beijos.
Nesse momento o meu coração caiu ao chão, partindo-se em mil pedaços. Nunca em momento algum imaginei que ele como uma imagem politica que tinha, se exposse tanto em pleno centro comercial. Estava completamente desacreditada. Estava a tanto tempo a dizer para mim mesma que tinha uma amante, que agora ao ver de facto com outra, tudo bateu em mim como uma luva branca.
Ganhei coragem e decidi enfrentar o casal, estando mesmo a borrifar-me para o que as pessoas pudessem achar da cena que estava prestes acontecer.
- Como tens coragem de fazer uma coisa destas comigo? - falei de um modo frio, fazendo com que eles parassem o beijo e olhassem para mim com surpresa patente no olhar.
- Rosalie nao é o que parece! - levantou-se da cadeira indo ate mim.
- Afasta-te de mim Royce! Afasta-te! - gritei. - Eu contigo nao quero mais nada, apenas aviso-te que as tuas filhas vao ficar muito desiludidas e que nao merecem o pai que tem. - disse entre lágrimas. - Podes ficar com essa dai, nao vale nada mesmo.
- Ei desculpa lá nao tens o direito de falar assim comigo! - reclamou ela, nao dando o mínimo crédito.
- Rose! - chamou.
- Acabou! Eu vou me embora daquela casa, e vou levar as minhas filhas comigo... Alias tenho de ir busca-las.
- Rose espera! Rose! - gritou vindo atrás de mim, contudo fui salva pelo elevador que abriu e fechou no instante perfeito.
Durante a descida do mesmo, ainda nao tinha atingido a minha realidade, a tanto tempo que procurava a verdade, e agora que estava num ápice tranquilo de compras encontrei a resposta exacta. Os homens nao prestavam mesmo, apenas nos viam como peças de colecção. Eu apenas tinha sido mais um na vasta conquista dele, que por sinal tinha tido maior mérito que todas, pois havia casado, construído familia, para acabar assim! Eu juro por Deus que nao merecia esta sorte. Porque simplesmente nao fiquei com quem me amava de verdade? Sim, o Emmett ele amava-me como ninguem, e estúpida troquei desse amor por um que nem nunca existiu.
As lágrimas rolavam do meu rosto copiosamente, nem conseguia conduzir de tao mal que estava. Estive pelo menos uns 20 minutos parada a chorar, e ao mesmo tempo a formalizar a decisão mais acertada. Peguei no telemóvel, e liguei para Alice que era a minha advogada desde a muito tempo.
- Alo Rosalie? Em que posso ajudar? - perguntou ela simpática.
- Alice que preciso de que des entrada a papelada do meu divórcio! - falei contendo o soluçar de meu choro.
- O que? Rosalie esta tudo bem? - nao respondi. - Serio? Tens a certeza deste passo, é que os divórcios, sao processos complicados e implicam muito a manipulação dos filhos... - tentou explicar, porem o silencio era a minha resposta. - Ja percebi, é isso mesmo que queres, ne?
- Sim. - respondi.
- Tudo bem foi tratar disso, e assim que conseguir a papelada toda, marco um dia para vires assinar ao meu escritório, ou caso preferires, pode ser em outro lugar... - prontificou-se ela.
- Nao, pode ser no teu escritório!
- Ok, entao ate breve! - desliguei a chamada, fechei os olhos e voltei abri-los de seguida.
Passei as maos no volante e dei a chave para sair deste lugar que por hoje ja havia pregado partidas suficientes comigo.
Ao galgar o caminho de acesso da escola das minhas adoráveis filhas, respirei fundo, pois ainda era cedo para as deixar preocupadas com os problemas que só nós adultos entendíamos. A todos os segundos, aqui sozinha nao me saia da cabeça aquela maldita imagem. Eu tinha sido humilhada como nunca pensei ser em publico. Juro por deus que esperava outras atitudes dele, que me traisse de outro modo, noutro lugar.
- Odeio-te Royce! Se soubesses o ódio que te tenho! - comentei num sussurro apenas meu.
Minutos depois estavam a chegar as minhas linhas princesas, logo sai do carro para dar aquele abraço de mae e um beijo,fazendo de seguida as perguntas normais, sendo que eram uma forma de abstrair, porem Christianne, reparou muito bem na minha cara e qualquer minuto estaria a perguntar algo, que neste momento ainda nao sentia a hora certa para prenunciar.
Depois de instaladas, chegamos a casa, onde Ricky correu indo a frente, e sendo que eu estava mais atrasada, Christianne aproveitou desse momento para me ajudar com as compras e assim, deitar fora as perguntas.
- Mama, esta tudo bem mesmo? - perguntou pegando na minha mao com a sua livre, e fazendo com que a olhasse.
- Sim meu amor, porque nao havia de estar? - perguntei inocente.
- Nao precisas de disfarçar, e nem de dizer que eu sou uma criança e que nao entendo bem as coisas dos adultos. - justificou-se. - Eu sei que se passa alguma coisa. Foi o papa, nao foi? - questionou. Apenas assenti com a cabeça afirmativamente. - O papa nao gosta da gente, nao é?
Abaixei-me para ficar ao nivel dela e assim tirar essas ideias da sua cabeça.
- Christianne, filha! O papa gosta muito de ti e da tua irmã... - soltei uma lágrima. - Só que a vida dos adultos é muito complexa, tens os seus altos e baixos, e por vezes a consequências que levam a rotura das relações. - tentei explicar da forma mais simples e simbólica para nao deixar uma imagem tao negativa do pai, mesmo nao merecendo qualquer consideração minha.
- O papa tem outra? - baixei o olhar.
- Nao... A relação é que perdeu o equilíbrio, apenas isso. - sorri, dando um abraço nela. - E independentemente do que aconteça a partir de agora, quero que tu e a tua irmã continuem amar o vosso pai, nao é porque a nossa relação nao deu certo que tem de desligar dele. - disse, massajando os seus cabelos.
- Eu adoro-te mama! - fechei os olhos feliz, por ver que a minha filha mais velha estava a levar tudo bem.
Ao cair da noite ja as malas estavam todas prontas na porta da sala, Christianne e Ricky sentadas no sofá esperando eu que ainda estava a deixar tudo em ordem, para por ventura sair e nao ter de voltar a este lugar, cujo só tinha recordações tristes.
Ao ja estar a dar entrada no elevador com as minhas filhas e Guadalupe, Royce aparece com um sorriso, dando um abraço ternurento nas filhas, viro-lhe a cara nesse mesmo instante, nao conseguindo encarar na forma definitiva.
- Rose, vamos conversar, por favor! - pediu. - Perdoa-me! Foi só uma vez, um deslize.
- Acabou Royce, nao tenho mais nada a dizer. - virei costas. - Há... - voltei-me novamente para ele antes de entrar no elevador. - A minha advogada em breve entrará em contacto contigo acerco do processo de divorcio. - esclareci, entrando de seguida nao tendo tempo para ouvir qualquer palavra sua.
Uma vez no parque de estacionamento, instalei tudo na mala, entrei no carro, as meninas tambem e Guadalupe ao meu lado, olhando para mim preocupada, porem sempre em silencio. Arranquei, hoje iria para casa da minha mae, que era sem duvida a única pessoa que podia ajudar, e nao voltar costas para mim, como o resto da familia faria a partir do momento em que tudo fosse publico, incluindo o meu divorcio.
O que no fim de contas deixava com maior preocupação, eram as minhas filhas, porque sabia que mais tarde ou mais cedo, Royce iria manipula-las a seu favor, so para me ver na lama. Ele sendo como um monstro da frieza, nao daria tempo algum para que ele começa-se com os seus jogos.
Porem eu como mae que era, nao ia manipular ou impedir sequer o contacto das filhas com o pai, mesmo estando ciente das suas ideias futuras, eu confiava absolutamente nas minhas filhas. Elas estavam a crescer, e aprender que a vida apenas se é feliz aprendendo com os erros do passado. Entao esta minha fase, resumia-se desse modo.
(...)
3 anos depois de audiências exaustivas, estava oficialmente divorciada de Royce King, finalmente podia ser eu mesma, a doutora Rosalie Hale, como era conhecida, antes do casamento e da fama que ele tinha como sendo uma figura publica.
Felizmente so tinha motivos para sorrir, ele nao tinha conseguido aquilo que queria, o que fez com que apenas ficasse com mais raiva de mim, o que agora nao fazia diferença alguma.
No entanto outras coisas haviam acontecido de bom, tinha reencontrado o Emmett depois de alguns anos. Ele finalmente estava de volta ao Colorado, o que fez com que houve aquela nossa reaproximação. Estava tao feliz, as minhas filhas tambem e ainda mais elas adoravam ele, com ele a elas.
Finalmente tinha voltado acender a chama do amor que estava apagada por conta do sofrimento de anos. Emmett estava comido e dele nao tinha duvidas que amar seria para sempre.

Tadinha da Rosalie, tendo de sofrer nas mãos de um marido cafajeste! Sorte ter as filhas para lhe servirem de alegria em meio às várias escorregadas do Royce, né?
ResponderEliminarAcho que ela fez bem em colocar um ponto final na relação. De nada adiantava ficar mantendo um casamento de fachada com um homem como aquele.
E bem, isso ao menos serviu para que ela pudesse se reaproximar de seu antigo amor, o Emmett, e ter uma nova chance de encontrar sua felicidade.
xoxo
Oi Caroline :D
EliminarDe facto a vida nao foi muito simpática com a nossa amiga Rosalie que esteve azar na escola com o Royce, porem ainda assim no meio desse mau escolher conseguiu as filhas que tal como voce diz e muito bem sao o seu refugiu.
Sim ela merecia ser feliz, longe de ser enganada, entao colocou um basta e foi atras do que realmente a fazia sentir como antes bem e realizada.
A bens que vem por mal, ne? Agora o Royce nao tem mais com que se preocupar em trair, pois a Rose ja esta em outra.
Beijinhos.